quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Precatórios: João Campos vendeu R$ 124 milhões da educação ao Itaú e permitiu armadilha para repasse de 20% a advogados privados

 

Precatórios: João Campos vendeu R$ 124 milhões da educação ao Itaú e permitiu armadilha para repasse de 20% a advogados privados

Em debate na TV, candidato disse que professores teriam tido liberdade para assinar ou não contratos com escritórios de advocacia, mas na prática muitos foram obrigados; venda para o Itaú fez educação pública perder R$ 124 milhões

O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) foi questionado, ontem, em debate na TV Guararapes, sobre a manobra que sua gestão realizou em parceria com o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), que terminou obrigando parcela significativa de professores, aposentados e outros beneficiários dos precatórios do Fundef a assinar contrato pagando 20% dos seus direitos a escritórios de advocacia indicados pelo Sindicato e politicamente ligados à gestão. A medida é proibida pela legislação e vedada no próprio acordo entre o Recife e a União. Após tentarem reverter o caso acionando o próprio gabinete de Campos, à época, os prejudicados agora lutam por seus direitos na justiça.

Um dos escritórios, por exemplo, pertence a Jesualdo Campos, filiado ao PT e marido da deputada estadual Dani Portela (PT). O outro é de um sobrinho do diretor jurídico da URB, Nelson Barbosa, presidente do Tribunal de Ética da OAB-PE e ex-filiado ao PSB. Considerando o total a ser pago, o valor dos honorários pode chegar a R$ 53,6 milhões. Há em posse deste Blog registros de ofícios enviados ao gabinete do então prefeito por professores denunciando que estavam sendo coagidos a assinar o contrato com os escritórios.

Campos também foi questionado se estaria arrependido de ter leiloado ao Itaú a maior parcela dos precatórios (R$ 567 milhões), gerando um prejuízo direto para a educação do Recife de R$ 124 milhões. A venda ocorreu para que o banco antecipasse o valor e socorresse as contas da gestão.

“Candidata (Raquel Lyra), essa informação que você traz é mentira. A Prefeitura não fez isso. A Prefeitura conquistou um acordo com o governo federal, pagamento de precatório para a cidade do Recife. Cada professor livremente pôde fazer o que quis, relativo ao Sindicato, a contrato ou não de advocacia, não tem nenhuma obrigação que a Prefeitura cria em relação a isso”, afirmou.

O jornalista e economista e atualmente candidato a deputado estadual Manoel Medeiros denunciou o caso ainda em novembro, apresentando pedido de apuração e providências a órgãos como Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado de Pernambuco, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União, onde segue em apuração.

ESCRITÓRIOS – A medida ocorreu a partir de um termo de cooperação firmado entre o município do Recife e o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), publicado no Diário Oficial do dia 29 de novembro passado, que passa para o Sindicato responsabilidades na organização documental dos docentes. Na prática, a Prefeitura entregou ao Simpere a tarefa de receber, catalogar e validar a documentação dos professores, o que deveria ser obrigação da própria gestão municipal. O Simpere, por sua vez, não está recebendo a documentação, mas encaminhando os professores a um escritório de advocacia privada. O escritório, de sua parte, só estaria recebendo os documentos daqueles que assinam uma procuração e um “termo de adesão rateio” garantindo o pagamento de 20% dos seus créditos à banca advocatícia.

ITAÚ – A Prefeitura do Recife vendeu ao banco Itaú parte dos precatórios do Fundef com desconto de R$ 124 milhões, reduzindo a quantia disponível para divisão com professores, que buscam garantir parcela dos juros. O artifício utilizado pela gestão do PSB objetivou socorrer o caixa da Prefeitura nesse fechamento das contas do exercício de 2025. Com o leilão, a Prefeitura garantiu o recebimento de R$ 443 milhões – que seriam pagos em 2026, 2027 e 2028 em maior valor – imediatamente. Somando os R$ 124 milhões que a Prefeitura abriu mão no leilão e os R$ 53,6 milhões que poderão ser pagos a uma banca advocatícia, o prejuízo dos professores já soma R$ 177,6 milhões, ou 19,7% do total anunciado no acordo (R$ 900,4 milhões).

Plano de Izaías Régis prevê ampliar papel da ExpoGaranhuns na economia do Agreste

 

Plano de Izaías Régis prevê ampliar papel da ExpoGaranhuns na economia do Agreste

Ideia é ampliar a conexão do evento com instituições financeiras, órgãos federais, pesquisa, tecnologia e setor produtivo

Realizada em Garanhuns, a ExpoGaranhuns reúne produtores rurais, empresas, instituições financeiras e representantes do setor agropecuário em uma programação que inclui exposição de animais, concurso leiteiro, feira de produtos, palestras técnicas e atividades comerciais. Na edição de 2026, realizada em março, o evento reuniu produtores e empresários no Parque de Exposições Haras Acauã e contou com coordenação acadêmica da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE).

É a partir dessa estrutura que Izaías Régis inclui, entre as propostas de atuação para um eventual mandato na Câmara Federal, o fortalecimento da ExpoGaranhuns como espaço de negócios, tecnologia e inovação para o agronegócio do Agreste.

A proposta prevê articulação com órgãos federais e instituições como Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Codevasf, Embrapa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e BNDES, além de instituições de pesquisa, empresas e cooperativas.

A ideia é ampliar a participação desses agentes na programação do evento, aproximando produtores de linhas de crédito, tecnologias, pesquisas, serviços e oportunidades de negócios. O plano também prevê a possibilidade de destinação de emendas parlamentares para infraestrutura do evento e ações relacionadas à atividade econômica, observadas as regras orçamentárias.

“A ExpoGaranhuns já reúne produtores, empresas, instituições e diferentes segmentos ligados ao agronegócio. A nossa proposta é ampliar essas conexões e criar mais oportunidades de negócios, acesso ao crédito, tecnologia e inovação. Garanhuns tem uma posição estratégica no Agreste, e queremos trabalhar para que a Expo seja cada vez mais um espaço de encontro entre quem produz, quem pesquisa, quem financia e quem investe”, afirma Izaías Régis.

A edição de 2026 contou com cerca de 600 animais e a participação de produtores rurais, instituições do setor e agentes financeiros, além de atividades técnicas e comerciais. Para a proposta apresentada por Izaías Régis, essa estrutura pode ser ampliada por meio de articulação institucional e aproximação com novos parceiros.

O objetivo descrito no plano é fortalecer a ExpoGaranhuns como uma plataforma voltada à geração de negócios, atração de investimentos, difusão de tecnologia e conexão do agronegócio do Agreste com instituições e mercados.

"A grande mídia é contra Raquel Lyra, favorecendo e torcendo por João Campos. O que está acontecendo em Pernambuco?"

 

O cenário político em Pernambuco está marcado por uma disputa eleitoral extremamente acirrada para o governo do estado entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Pesquisas recentes da AtlasIntel apontam um cenário de empate técnico entre os dois candidatos, o que elevou a temperatura da campanha.

A percepção de que parcelas da mídia ou das redes sociais favorecem um candidato reflete o intenso duelo de narrativas e estratégias de comunicação de ambas as coligações, que utilizam sabatinas, debates e plataformas digitais para maximizar seus discursos e neutralizar os oponentes.

O que está acontecendo atualmente envolve os seguintes pontos centrais:

1. Clima Tenso nos Debates e Confrontos de Militâncias

Os debates televisivos mais recentes — como os realizados pela TV Guararapes e veículos no Agreste — têm sido marcados por ataques diretos. A rivalidade é tão alta que episódios de hostilidade entre militantes em Caruaru forçaram a Polícia Militar a criar barreiras físicas para separar os apoiadores de Raquel Lyra e João Campos na porta dos eventos seguintes no Recife.

2. Principais Linhas de Ataque Político

  • Ataques de Raquel Lyra: A governadora tem focado em questionar a gestão de João Campos na prefeitura da capital. Ela critica fortemente a flexibilização e redução de impostos para casas de apostas (bets) no Recife e aponta a concessão excessiva de aditivos financeiros em obras municipais, como a reforma da orla de Boa Viagem.
  • Ataques de João Campos: O candidato do PSB rebate as críticas argumentando que a regulamentação das bets ampliou a arrecadação da cidade. No contra-ataque, questiona o aumento salarial obtido por Raquel no início do mandato de governadora e explora politicamente o vazamento de um vídeo antigo em que ela usou uma expressão controversa sobre procedimentos de laqueadura.

3. Intervenções da Justiça Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) tem atuado ativamente para conter excessos na propaganda eleitoral:

  • Concedeu direito de resposta a João Campos em inserções de rádio e TV após peças da campanha de Raquel tentarem vinculá-lo fortemente à antiga rejeição do ex-governador Paulo Câmara.
  • Aplicou uma multa de R$ 10 mil à coligação de Raquel Lyra por realizar “propaganda negativa impulsionada” na internet (o que é vedado pela legislação), referente a postagens pagas no Facebook e Instagram que atacavam o adversário sobre supostas irregularidades em concursos públicos no Recife.

Os veículos de comunicação locais de grande alcance (como G1 Pernambuco, Folha de Pernambuco e Jornal do Commercio) fazem a cobertura diária cobrindo tanto as decisões judiciais desfavoráveis a Raquel quanto os pontos fracos explorados contra João Campos. Essa polarização faz com que apoiadores de cada lado frequentemente acusem os canais de informação de parcialidade a depender de qual denúncia ganha maior repercussão no dia.

MAGNO MARTINS O MAIOR PROPAGADOR DE NOTÍCIAS CONTRA RAQUEL LYRA E A FAVOR DE JOÃO CAMPOS

O jornalista e blogueiro Magno Martins tem sido alvo central de debates e disputas jurídicas na campanha eleitoral de 2026 ao Governo de Pernambuco, sendo frequentemente acusado por aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) de atuar de forma parcial em favor do candidato João Campos (PSB).

O tensionamento entre a cobertura do jornalista e a campanha da atual governadora envolve decisões judiciais e questionamentos políticos:

Decisões da Justiça Eleitoral

  • Condenação por difamação: Em setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou que Magno Martins removesse imediatamente uma publicação de suas redes. A coligação de Raquel Lyra acionou a corte após o blogueiro sugerir que a governadora utilizava “métodos nazifascistas”. O desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira avaliou que o conteúdo extrapolou a crítica jornalística e configurou propaganda eleitoral negativa irregular.

Questionamentos Financeiros e Críticas

  • Acusações de bastidores: Veículos e blogs alinhados a vertentes opostas apontam supostos conflitos de interesse envolvendo o jornalista. Portais de notícias locais compartilharam denúncias sobre a existência de contratos expressivos firmados entre a Prefeitura do Recife (sob gestão do PSB) e empresas ligadas a familiares de Magno Martins, argumentando que tais vínculos comprometeriam a isenção de sua cobertura editorial.
  • Repercussão nas redes: Leitores e internautas também apontam a mudança de tom do jornalista ao longo do cenário político estadual, registrando em suas caixas de comentários estranheza ou críticas ao forte alinhamento demonstrado em relação às propostas de João Campos e às críticas contínuas direcionadas à gestão de Raquel Lyra.

O jornalista, por sua vez, mantém o espaço de seu blog ativo publicando bastidores e análises diárias sobre os debates, pesquisas e andamento do processo eleitoral de Pernambuco.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

EM ÉPOCAS ELEITORAIS

 

EM ÉPOCAS ELEITORAIS

Por Humberto Pinho da Silva

Estando em janeiro de 2012, em Florianópolis, cidade turística do Sul do Brasil, resolvi visitar a Catedral. Após almoçar suculenta refeição, no mercado, e saboreado o cafezinho, em estabelecimento que lembrava velhos Cafés londrinos, dirigi-me para a catedral. No adro, fui abordado por duas graciosas meninas, muito sorridentes, a oferecer um jornalzinho. Penhorado, agradeci a gentileza

No interior, reparei que os bancos estavam pesados de jornais,

Ao retirar, vi alguns fiéis, sobraçando o periódico, caminhando para o jardim fronteiro.

Tratava-se de publicação, não de Igreja Evangélica, mas de seita. O conteúdo – além de atividades da Igreja, estava recheado de “milagres” assombrosos.

Já na Europa, em Portugal, ao entrar numa capela católica, deparei à entrada, numa mesa, jornais de Congregação dissidente da Igreja Ortodoxa.

No interior, nos altares – para distribuição, – permaneciam abundantes estampas (santinhos), convidando os crentes a visitarem a capela, dos “rebeldes” Ortodoxos.

Admiro-me que não haja sacristão ou responsável, que não veja esses atrevimentos

Em épocas eleitorais, é costume as Igrejas, divulgarem comunicados, esclarecendo não terem candidato; mas, os fiéis devem votar, segundo a consciência.

Como pode, o crente ter consciência, como discípulo de Jesus, se alguns, mal conhecem o Evangelho? Refiro-me, principalmente, a católicos.

Outros leem o Evangelho – se O lerem – como quem lê um romance ou utilizam o Novo Testamento, para aprenderem, mais facilmente línguas.

Mal sabem a doutrina de Jesus; não conhecem a Moral Cristã, e alguns não distinguem – o que é pecado ou não!

Certa ocasião, conversando com jovem católica, licenciada, disse-me, seriamente:

– Eu tenho cá a minha fé. Não preciso que o padre me diga o que devo fazer; e não necessito da Bíblia. Acredito num Deus Cósmico, e não nos homens!

Julgo que não é preciso escrever mais nada.