terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Federação vai decidir destino após janela partidária

Apoio do bloco terá um peso estratégico na corrida eleitoral em Pernambuco

Por Anthony Santana

Presidente do Partido Progressistas em Pernambuco, Eduardo da Fonte, e presidente do União Brasil no estado, Miguel Coelho - Fotos: Acervo Folha de Pernambuco

A oito meses para a eleição que vai definir o próximo chefe do Executivo em Pernambuco, os dois principais palanques que se formam para disputar o cargo estão na expectativa pelo posicionamento da federação União Progressistas (PP-UB).

Com mais de 35 prefeitos, 13 deputados estaduais e cinco federais, o grupo tem peso eleitoral que pode fazer diferença na base aliada tanto da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que tentará a reeleição, quanto da Frente Popular, que pode ser liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Em agenda administrativa ontem, Campos chegou a afirmar ter confiança na liderança do ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil (UB) em Pernambuco, Miguel Coelho, que tenta viabilizar-se candidato ao Senado Federal na chapa do aliado socialista. “A decisão que a federação tomar vai ser a adesão seguida pelo conjunto de partidos (o União e o PP). Eu disse aqui e reafirmo, eu acredito na condução de Miguel Coelho dentro da federação", disse o prefeito João Campos.

Prazo

Já o presidente estadual da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), foi enfático em afirmar que o grupo vai aguardar o fim da janela partidária e a formação das chapas proporcionais para então discutir qual candidatura apoiar na eleição para o governo do estado. No entanto, o parlamentar não deixou de observar que existem muitos apoiadores da governadora Raquel Lyra na federação.

“Temos muitos simpatizantes da governadora dentro da federação, mas a gente precisa fechar o arco de alianças e fechar as candidaturas a deputado. As candidaturas majoritárias da federação são consequências dessas montagens”, frisou.

Mais próximo da governadora Raquel Lyra, Eduardo da Fonte também tem o projeto de ser candidato ao Senado. Apesar da existência das duas pré-candidaturas em grupos distintos, o líder partidário negou que haja uma disputa interna e disse que o momento é de diálogo com todas as forças politicas que compõem a federação.

Para Miguel Coelho, a construção da chapa também deverá considerar a construção entre os dois partidos, reforçando que seu nome está à disposição.

“Se PP e União tiverem candidatos ao Senado, é natural que a federação queira ocupar os espaços. Se houver apenas uma vaga, o União também vai defender o seu espaço. Faço isso com a confiança de quem me conhece, de quem me acompanha e, acima de tudo, com a confiança do presidente Rueda”, destacou, em entrevista concedida durante o Baile Municipal, no último sábado.

Apoios

Além da federação União Progressista, outras agremiações com força política no estado também debatem a formação do palanque majoritário. É o caso do Partido dos Trabalhadores (PT), que está empenhado em garantir que o atual senador Humberto Costa (PT) seja prioridade na chapa do gestor recifense, como requisito para um apoio formal da legenda ao socialista. Esse movimento pode reduzir o espaço para os nomes da federação PP-UB e aumentar a tensão na disputa.

Ao participar do Baile Municipal do Recife, Coelho também reforçou o alinhamento com o prefeito João Campos, e lembrou a troca de apoios nas eleições municipais de 2024.

“Tenho certeza. Tenho trabalhado muito nisso desde o início. Essa parceria começou em 2023, quando a gente trouxe o apoio ao prefeito João Campos em 2024, e também recebemos esse apoio em Petrolina”, declarou o político.

Eduardo da Fonte frisou que mantém conversas com Miguel Coelho e com a cúpula nacional do União Brasil, incluindo o presidente Antônio Rueda. O parlamentar descartou a possibilidade de uma intervenção do comando nacional do UB.

“A costura de cima não existe porque eu faço parte de cima. Eu que costurei junto essa federação. Foi construída também por mim, a várias mãos”, declarou.

Outros aliados do prefeito João Campos também buscam viabilizar os seus nomes para o Senado Federal: o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade). A diversidade de nomes gera ainda mais expectativa sobre a formação da chapa da Frente Popular no pleito deste ano.

Marília diz estar sendo desconsiderada e que é o povo pernambucano que a quer na disputa

O desabafo de Marília tem a ver com a aproximação da data estabelecida pelo prefeito João Campos para fechar sua chapa para as eleições desse ano

Por TEREZINHA NUNES

Marilia Arraes fez o desabafo através de vídeo em suas redes sociais - Reprodução Instagram

A deputada Marília Arraes ocupou suas redes sociais esta segunda-feira para fazer um desabafo. Campeã nas intenções de voto para o Senado em todas as pesquisas – na última delas, a do Datafolha, chega aos 41% das intenções de voto – ela gravou um vídeo onde fala diretamente a seus eleitores e pede uma reflexão. Argumenta que não está se colocando na disputa para o Senado: “ é o povo de Pernambuco que está me chamando para essa disputa e eu estou sempre à disposição do nosso povo”.

E continua, ressaltando o fato de poder estar sendo discriminada: “se eu fosse um homem com meu histórico na política e com as intenções de voto que eu tenho, estaria sendo desconsiderada, como eu estou? Se fosse um homem que disputou as duas últimas eleições majoritárias e chegou ao segundo turno e está na liderança das pesquisas na disputa por um cargo importante, estaria sendo desconsiderada, desse jeito?”.

Marília também demonstra insatisfação com algum ou alguns concorrentes ao afirmar que “tem gente sendo candidato de si mesmo e pressionando o candidato a governador que ainda não disse se vai mesmo se candidatar”. E argumenta: “sempre que meu nome é colocado eu sou lembrada, as pessoas têm confiança em mim”.

O desabafo de Marília tem a ver com a aproximação da data estabelecida pelo prefeito João Campos para fechar sua chapa para as eleições desse ano. Ela está cotada para uma das vagas ao Senado e tem como pré-candidatos aliados o senador Humberto Costa, o ministro Sílvio Costa Filho e o ex-prefeito Miguel Coelho. Como só tem duas vagas e Humberto tem lugar garantido, ela terá que ocupar a vaga de Silvinho ou de Miguel, mas não há certeza sobre isso. Além disso, o PT não vê com bons olhos sua candidatura alegando a necessidade de priorizar a reeleição de Humberto.

Campos não está na agenda oficial de Lula, mas os dois podem discutir manutenção de Alckmin na vice



Por Luiz Roberto Marinho – O prefeito João Campos (PSB) não consta da agenda oficial do presidente Lula nesta terça-feira (10), dedicada a despachos com assessores, mas nada impede que discutam, fora de agenda, a manutenção na chapa da reeleição do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), uma das maiores preocupações do presidente nacional do PSB.

Fontes palacianas espalharam no último fim de semana a possibilidade de Lula buscar um vice no MDB ou no PSD da governadora Raquel Lyra, deslocando Alckmin para enfrentar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação teria apressado a disposição de Campos, defensor intransigente da permanência de Alckmin na vice, de uma nova conversa com Lula.

Caso se confirme o deslocamento de Alckmin, mudam também os rumos das eleições em Pernambuco, que preveem uma disputa ferrenha entre o prefeito e Raquel Lyra. A possibilidade de Lula ter dois palanques no estado, defendida por alas palacianas e parte do PT, voltou a se desenhar no horizonte e assusta João Campos, que não teria o monopólio do presidente na sua campanha. Detentor de 67% do eleitorado local, Lula, obviamente, é cobiçadíssimo pelos dois lados.

Assustou também o prefeito o noticiário de que sua adversária ao governo teria acertado com Lula subir no palanque dele em troca do presidente não botar o pé em Pernambuco no primeiro turno e não se definir abertamente por Campos, o que configuraria o mundo dos sonhos de Raquel Lyra, que teria sido liberada pelo presidente do seu partido, Gilberto Kassab, para apoiar Lula, mesmo o PSD tendo candidato próprio.

Como se não bastasse, arrefeceu o discurso do PSB de favas contadas da eleição de Campos, com a diminuição gradativa da diferença de intenção de votos nas pesquisas eleitorais entre ele e sua oponente.

Kassab nega aliança com Lula e reforça candidatura do PSD



Presidente do PSD, Gilberto Kassab e Presidente Lula (PT) (esq. p/ dir.)

Do Metrópoles – O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, afirmou, nesta segunda-feira (9/2), que não há acordo fechado para apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a reeleição.

“Nunca fechamos questão em relação a nenhum tema, mas nós não vamos caminhar com ele [Lula]. Isso fica muito claro, eu entendo que nossa proposta é diferente”, disse Kassab em suas redes sociais.

E completou: “Tem o nosso respeito essa vontade dele, mas ele sabe, porque eu mesmo já disse a ele, que nós não caminharemos juntos. Nós vamos ter o nosso caminho”, afirmou Kassab em uma entrevista publicada em suas redes sociais.

O cacique do Centrão ainda ressaltou que o PSD deve investir em um projeto próprio. Um dos principais nomes cotados para disputar o Planalto pelo partido é o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), entretanto, Kassab também não descarta outros nomes como o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS).

O político ainda avaliou que, caso o candidato do partido consiga chegar ao segundo turno, deve ganhar. A declaração é dada em meio a um impasse do Centrão em torno das eleições de 2026. O grupo estuda como deve se posicionar diante de um cenário polarizado entre esquerda e direita. Kassab afirmou que, até o dia 15 de abril, o partido deve tomar uma decisão sobre o assunto.

Quadro começa a cristalizar em Pernambuco

 

Foto: Divulgação

Por Edmar Lyra

Apesar de João Campos e Raquel Lyra não circularem pelas ruas de Pernambuco com sua chapa majoritária completa, os últimos acontecimentos praticamente definiram as chapas majoritárias para a disputa deste ano. A decisão da governadora de ofertar as duas vagas à federação, contemplando o PP de Eduardo da Fonte e o União Brasil de Miguel Coelho, praticamente selou a aliança com a União Progressista, uma vez que Eduardo da Fonte já era aliado desde o início do governo e Miguel Coelho declarou voto à governadora no segundo turno de 2022.

No âmbito da Frente Popular, com a ida de Miguel para o palanque de Raquel, o quadro se afunilou para Humberto Costa, já resolvido na chapa, Marília Arraes e Silvio Costa Filho, porém com o veto do PT a Marília, a vaga deve recair sobre o ministro dos Portos e Aeroportos de Lula. Como Marília tende a ser candidata a federal neste contexto e não caberia sua indicação para a vice devido o seu parentesco com João Campos, esta vaga tende a ser destinada a Álvaro Porto ou a alguém da Frente Popular que poderia agregar eleitoral e politicamente.

Raquel, por sua vez, teria Priscila Krause como candidata natural à reeleição de vice, mas também não se descartaria oferecer a vaga a alguém que possa agregar partido ou voto. Por isso, ambos não devem definir seus respectivos vices agora. O fato é que salvo aconteça algum episódio novo, Raquel Lyra, que não tinha nenhum senador competitivo pode ter Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, e João Campos deverá fechar sua chapa com Humberto Costa e Silvio Costa Filho.

Prefeito de Pedra Júnior Vaz e aliado de João Campos, recebe multa do TCE-PE por gastar R$ 19,3 milhões com trabalhadores voluntários


Prefeito do Recife, João Campos (E), ao lado do prefeito de Pedra, Júnior Vaz (C) - EDSON HOLANDA/PCR

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontou que a Prefeitura da Pedra gastou mais de R$ 19,3 milhões com supostos “voluntários” em atividades permanentes do serviço público, prática considerada irregular e que resultou em multa ao prefeito do município.

De acordo com o acórdão, o município utilizou mão de obra voluntária de forma irregular, com desvio de finalidade, para exercer atividades típicas do serviço público, de maneira contínua e habitual, com carga horária pré-estabelecida e pagamento de remuneração fixa. As funções incluíam serviços de merenda escolar, gari, fiscal de limpeza urbana, cuidador de criança especial, auxiliares de serviços gerais, almoxarifado, limpeza, farmácia e lavanderia.

O TCE-PE destacou que a prática configura burla à exigência constitucional do concurso público, prevista nos incisos I e II do artigo 37 da Constituição Federal, além de violar a Lei Federal nº 9.608/1998, que regula o serviço voluntário. Segundo o tribunal, voluntários só podem ser ressarcidos por despesas comprovadas, sendo vedado o pagamento de valores fixos ou o uso dessa modalidade para suprir carência permanente de pessoal.

A auditoria também apontou que as despesas com os chamados voluntários foram contabilizadas como “outros auxílios financeiros”, totalizando R$ 19.315.600,00 no período analisado. Para o TCE, esse procedimento provocou subavaliação das despesas com pessoal na Receita Corrente Líquida do município, em afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Diario de Pernambuco tentou entrar em contato com a prefeitura, mas não obteve retorno.

Pequenos negócios de Pernambuco ampliam geração de empregos em 2025, na contramão do ritmo brasileiro

 Micro e pequenas empresas responderam por mais de 76% das vagas criadas por empresas no estado, com saldo superior a 52,5 mil postos de trabalho


Em 2025, as micro e pequenas empresas (MPEs) pernambucanas ampliaram sua contribuição para o mercado de trabalho, reforçando o papel do segmento como principal motor da empregabilidade no estado. Ao todo, as MPEs encerraram o ano com saldo positivo de 52.538 empregos gerados – um crescimento de 3,45% na comparação com 2024, quando foram criadas 50.783 vagas. As médias e grandes empresas (MGEs) também apresentaram crescimento em Pernambuco, com saldo de 16.403 postos de trabalho no período. Os dados, compilados pelo Sebrae, são do Caged.

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Fonte: MTE – Caged. Elaboração: Sebrae/PE.


O resultado estadual contrasta com o cenário nacional. No Brasil, embora tenha sido mantido o saldo positivo de empregos tanto entre as MPEs quanto entre as MGEs, o ritmo de geração foi inferior ao observado em 2024. Entre os pequenos negócios, a desaceleração chegou a 15,9%, com 1.030.434 empregos gerados em 2025 contra 1.224.615 no ano anterior. Já entre as médias e grandes empresas, a redução foi ainda mais acentuada: o saldo caiu de 413.182 empregos criados em 2024 para 170.193 em 2025 – uma retração de 58,8%.

Líder de Inteligência de Mercado do Sebrae/PE, Sylvia Siqueira comenta que as micro e pequenas empresas de Pernambuco apresentaram comportamento consistente de geração de vagas ao longo de todo o ano, exceto em dezembro. “Os dados mostram que Pernambuco conseguiu ampliar o mercado de trabalho, mesmo em um contexto nacional de desaceleração do número de vagas. Esse resultado indica maior resiliência dos pequenos negócios no estado e uma relevante contribuição deste grupo para reduzir a taxa de desocupação, que ainda é considerada a maior do Brasil”, analisa a economista. 

Considerando exclusivamente os empregos gerados por empresas, as MPEs responderam por 76,2% do saldo positivo de vagas em Pernambuco em 2025. Para o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, esse alcance confirma a importância estratégica dos pequenos negócios para a economia do estado. “Quando as micro e pequenas empresas crescem, o emprego se espalha pelos territórios. Esse resultado mostra que investir no fortalecimento dos pequenos negócios é investir em desenvolvimento econômico local”, frisa. 

PE - TOP CNAEs na geração de empregos pelas MPEs em 2025

ATIVIDADE

Saldo de Contratações

Construção de edifícios

5.659

Serviços combinados de escritório e apoio administrativo

2.849

Obras de montagem industrial

2.599

Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros

1.844

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal

1.826

Incorporação de empreendimentos imobiliários

1.639

Restaurantes e similares

1.415

Atividades de condicionamento físico

1.246

Supermercados

931

Transporte rodoviário de carga intermunicipal, interestadual e internacional

794


Fonte: MTE – Caged. Elaboração: Sebrae/PE. 


MUNICÍPIOS

Recife respondeu, sozinho, por uma a cada quatro vagas formais geradas pelas micro e pequenas empresas em Pernambuco em 2025. Com saldo de 14,3 mil empregos, a capital liderou com ampla vantagem o ranking estadual, concentrando 27,2% das novas admissões realizadas por MPEs no período. Já os municípios com população entre 100 mil e 900 mil habitantes responderam, juntos, por 42% das contratações.


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Fonte: MTE – Caged. Elaboração: Sebrae/PE.

DEZEMBRO

No último mês do ano, Pernambuco registrou saldo negativo de -4.821 postos de trabalho nas MPEs, e de -4.140 nas MGEs. Ainda assim, mesmo em um período de menor dinamismo, alguns segmentos de micro e pequenas empresas apresentaram desempenho positivo no estado, com destaque para a incorporação de empreendimentos imobiliários, com saldo de 101 empregos; o segmento de restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas (83); a construção de obras de artes especiais (82); as atividades de condicionamento físico (74); e o fornecimento e a gestão de recursos humanos para terceiros (68).


PF INVESTIGA SORTEIOS IRREGULARES E CUMPRE MANDADOS EM GARANHUNS E CARUARU

 Operação Aleatorius apura desvirtuamento de títulos de capitalização e indícios de lavagem de dinheiro no Piauí, no Ceará e no Pernambuco

A Polícia Federal deflagrou, nesse domingo (8/2), a Operação Aleatorius, com o objetivo de interromper a atuação fraudulenta de uma empresa que comercializava títulos de capitalização. Há suspeita de desvirtuamento das autorizações concedidas pelo órgão competente do Ministério da Fazenda, diante de indícios de irregularidades na realização de promoções comerciais e na destinação dos recursos arrecadados.

Policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Teresina/PI, em Juazeiro do Norte/CE, em Garanhuns e em Caruaru/PE, além da suspensão das atividades da empresa envolvida, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos cerca de R$ 850 mil em espécie, além de aparelhos celulares e de documentos, que serão analisados e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.

As diligências apontaram que a empresa investigada fora, possivelmente, além dos limites previstos nas autorizações legais, promovendo sorteios frequentes, com prêmios de alto valor, e adotando critérios próprios para apuração e para divulgação dos resultados, em desacordo com o regulamento aprovado. A prática pode ter levado consumidores a acreditarem, de forma equivocada, que a atividade era regular e oficialmente autorizada.

Os levantamentos também identificaram indícios de movimentação de grandes quantias fora do sistema bancário formal, incluindo possível fracionamento de valores e pagamento de prêmios em dinheiro. Esses fatos podem estar relacionados a crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo ou sinal público e delitos contra a ordem tributária, entre outras infrações que ainda estão sendo apuradas. #Agreste

Da Polícia Federal

SOLDADO DA PMPE É EXPULSO APÓS CAUSAR MORTE EM ACIDENTE E SER FLAGRADO ARMADO ILEGALMENTE EM GARANHUNS

 Do Portal Agreste Violento

Um soldado da Polícia Militar de Pernambuco foi expulso da corporação, “a bem da disciplina”, após provocar a morte de uma mulher em um acidente de motocicleta ocorrido em 2024. O militar é o mesmo que foi preso recentemente em Garanhuns, depois de se envolver em outro acidente de trânsito e ser flagrado portando um revólver sem autorização.

A expulsão foi oficializada por meio de portaria assinada pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, publicada no Boletim Geral da SDS-PE no último sábado (7).

De acordo com o documento, o soldado Daniel Gomes de Souza conduzia a motocicleta sob efeito de álcool e substância psicoativa, além de não possuir habilitação para pilotar o veículo.

O acidente aconteceu em 11 de janeiro de 2024 e resultou na morte da passageira Yasmim de Macedo. As investigações apontaram que a conduta do militar foi agravada pela embriaguez, comprovada por perícia e por testemunhas. A SDS-PE também destacou o histórico disciplinar do soldado, marcado por reincidência em infrações graves de trânsito e direção sob influência de álcool, o que evidencia um perfil incompatível com a atividade policial militar.

Na decisão, o Estado considerou ainda a existência de sentença judicial condenatória, que impôs pena de reclusão ao militar e decretou a perda do cargo público. Com base na análise dos autos, a Corregedoria Geral acolheu o Relatório Conclusivo, a manifestação do Corregedor Auxiliar Militar e o parecer técnico, culminando na expulsão do soldado da PMPE.

O documento conclui que ficou comprovada a violação de preceitos éticos e disciplinares da corporação, com afronta ao decoro da classe e ao pundonor policial militar.

Tribunal de Contas julga Auditoria sobre suposta Ilegalidade no uso de Recursos do FUNDEB em Garanhuns. Processo é Referente a ABDESM

Por Carlos Eugênio - O Tribunal de Contas de Pernambuco julga, nessa terça-feira, dia 10, o Processo nº 25100812-5, referente a uma Auditoria Especial realizada em 2023 que apura o uso de recursos do FUNDEB pela Prefeitura de Garanhuns.

A auditoria analisou Termos de Colaboração firmados com a ABDESM, relativos aos projetos “Acolher” e “Comer Bem, Viver Melhor”, que juntos somam R$ 17.704.331,41. Segundo o Relatório de Auditoria, em junho de 2023 foram pagos R$ 1.770.433,01 com recursos do FUNDEB.

O relatório aponta que, apesar de os contratos preverem ações de saúde preventiva e consultoria nutricional, a execução prática teria sido direcionada principalmente à contratação de pessoal de apoio escolar, como agentes de disciplina, monitores, auxiliares, merendeiras e serviços gerais. Para a auditoria, isso configura desvio de finalidade, já que ações de saúde e assistência social não se enquadram como Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

DEFESA - Em defesa prévia, a Prefeitura de Garanhuns nega dolo ou erro grosseiro e sustenta que os projetos têm finalidade pedagógica, com formação continuada de profissionais e contratação de pessoal essencial às escolas, o que, segundo a gestão, seria compatível com o uso dos 30% do FUNDEB. A defesa também questiona o uso de decisões judiciais ainda sem trânsito em julgado.

Caberá à 1ª Câmara do TCE-PE decidir se acompanha o entendimento da auditoria, que propõe a recomposição ao FUNDEB de R$ 1.770.433,01, ou se acolhe, total ou parcialmente, os argumentos do Município.

JUSTIÇA FEDERAL - O julgamento ocorre após a 23ª Vara Federal de Pernambuco ter reconhecido, em ação popular movida pela então vereadora Fany Bernal, a ilegalidade do uso dos recursos do FUNDEB nos mesmos contratos.

A decisão anulou os pagamentos e determinou que o prefeito Sivaldo Albino e a secretária de Educação, Wilza Vitorino, devolvessem R$ 1.770.433,01 aos cofres públicos. A ABDESM foi isentada, por ausência de comprovação de má-fé.

A Prefeitura recorreu da decisão ao TRF-5. Até o momento, não há informações atualizadas sobre a tramitação do recurso.

PSB perde força no Brasil e a vice para o MDB

Ministro dos Transportes afirma que o partido negocia apoio à reeleição do petista e indicação de nome para vice na chapa

Por: Poder360


“O presidente está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição”, declarou

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa “construir uma frente mais ampla do que o PT” para “ocupar o máximo possível do centro político”. Em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (8.fev.2026), afirmou que seu partido pode ajudar nesse sentido, mas que o apoio à reeleição ainda depende de negociações. Play Video “O MDB é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente Lula. Precisa construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula, a fim de ocupar o máximo possível do centro político, isolando o bolsonarismo na extrema-direita. A divisão da direita e a retirada da candidatura do Tarcísio ocorrem nessa direção”, disse.

Renan Filho afirmou ainda que o partido deve discutir sua participação na chapa de Lula em uma possível indicação de um nome para o cargo de vice. Disse que vai participar das negociações de uma eventual troca de Geraldo Alckmin (PSB), mas que é pré-candidato ao governo de Alagoas. “O presidente está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição”, declarou.

Também defendeu que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), tenha apoio do partido para se candidatar. “O MDB deveria dar a chapa a ela. Partido político que não utiliza os seus melhores nomes na eleição por interesses de terceiros não tem como ir para frente. Se não der a vaga, ela vai ser convidada, como já tem sido, por outras agremiações”, disse.

CASO MASTER

Renan minimizou a influência do caso do Banco Master na campanha presidencial e o encontro fora da agenda de Lula com o fundador do banco, Daniel Vorcaro. Mas afirmou que assunto será tema das eleições. Segundo ele, “são muito claras as ligações do Master com a oposição”.

“O governo não tem relação com esse caso. O presidente Lula recebeu o Vorcaro como recebeu outros representantes de instituições financeiras do Brasil. São muito claras as ligações do Master com a oposição. Vai ser tema de eleição e é importante, porque talvez tenha sido o maior desfalque do sistema financeiro nacional. As investigações estão sendo feitas neste governo”, declarou.

O conceito de "plantar sementes" vai beneficiar o Deputado Izaías Régis


A expressão "semente de Raquel" não se refere a um candidato específico ou a um termo técnico das pesquisas, mas sim ao legado político e aos investimentos que a governadora Raquel Lyra (PSDB) tem plantado em bases aliadas, especialmente em Garanhuns, para fortalecer o deputado estadual Izaías Régis (PSDB).

Embora Izaías tenha enfrentado uma derrota para a prefeitura de Garanhuns em 2024 contra Sivaldo Albino (PSB), o conceito de "plantar sementes" beneficia Régis em dois pilares principais nas pesquisas e no cenário político de 2025/2026:

1. Reestruturação da Imagem via Investimentos

A "semente" aqui são as entregas do Governo do Estado que Izaías, como líder do governo na Alepe, consegue capitalizar. Exemplos recentes incluem:

 * Abertura do IML de Garanhuns: Uma demanda histórica da região que foi atendida por Raquel, permitindo que Izaías se apresente como o "padrinho" da obra.

 * Programas de Sementes e Agro: O governo lançou programas robustos de distribuição de sementes (como o de R$ 92,8 milhões anunciado no final de 2025) que beneficiam diretamente a base eleitoral rural de Izaías no Agreste Meridional.

2. Recuperação de Aprovação em Pesquisas Estaduais

As pesquisas mais recentes (final de 2025 e início de 2026) mostram uma tendência de crescimento na aprovação de Raquel Lyra, superando os 55%.

 * O benefício para Izaías: Como o principal aliado dela na região, a melhora na percepção do governo estadual ajuda a reduzir o "desgaste" que ele sofreu na eleição municipal.

 * Transferência de Votos: O objetivo é que a "semente" da aprovação de Raquel floresça em votos para Izaías em 2026, garantindo sua reeleição na Assembleia Legislativa ou até fortalecendo-o para novos embates locais.

Resumo do Cenário

Fator | Impacto para Izaías Régis 

Obras Estaduais | Melhora sua narrativa de "realizador" e mediador junto ao governo. |

Aprovação de Raquel: Diminui a rejeição de seus aliados diretos no Agreste. |

Recursos para o Agro: Fortalece o apoio com pequenos produtores, base fiel de votos. |

Izaías Régis tem sido enfático ao dizer que fará de Raquel a "majoritária" em Garanhuns em 2026, tentando reverter a força que o grupo do PSB (João Campos/Sivaldo Albino) demonstrou na cidade em 2024.

Visita de Lula a Pernambuco está mantida, diz Carlos Veras

Direção estadual confirma agenda presidencial e anuncia vinda de Edinho Silva em março para alinhar

Por Julia Rocha

Carlos Veras (PT) - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Carnaval do Recife no sábado de Zé Pereira está mantida. A confirmação é do presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Carlos Veras, que afirmou que toda a logística para receber o chefe do Executivo federal no Galo da Madrugada segue em andamento.

“Até o presente momento, a agenda está mantida. Toda a organização continua sendo feita para recebê-lo muito bem”, declarou. Ele ponderou, no entanto, que mudanças podem ocorrer por se tratar de compromisso presidencial. “Pode haver alterações, como em qualquer agenda de presidente da República, mas hoje está confirmada.”

Segundo Veras, o cerimonial da Presidência mantém contato direto com a direção estadual do partido e com os responsáveis locais pela organização do evento. “Está tudo pronto e organizado”, garantiu.

Além da agenda presidencial, o PT também intensifica sua articulação interna nos próximos meses. O presidente nacional da sigla, Edinho Silva, estará em Pernambuco no próximo dia 5 de março para reuniões com a direção estadual com o objetivo é de consolidar as estratégias para 2026 e alinhar o planejamento político no estado.

“Já realizamos reunião do grupo de trabalho eleitoral e vamos dar continuidade ao debate na Executiva. Tudo o que foi acumulado nas conversas será apresentado”, explicou Veras.

Construção

No campo eleitoral, o dirigente afirmou que o cenário em Pernambuco ainda está em construção. Embora o PT só possa formalizar coligação com um candidato ao governo do estado, ele não descarta a possibilidade de mais de uma candidatura declarar apoio à reeleição de Lula já no primeiro turno.

“Na política tudo pode. É preciso dialogar e trabalhar com todas as alternativas”, disse.

No caso da governadora Raquel Lyra (PSD), o dirigente afirmou que o apoio dela ao presidente Lula é relevante, mas ressaltou que, do ponto de vista político, o apoio de Lula pode ser ainda mais decisivo para o projeto eleitoral da gestora.

“Entendo que ela não tenha feito isso ainda, essa declaração de apoio ao presidente Lula. Acredito e acho importante que ela o faça, independente da nossa coligação formal em Pernambuco”, afirmou.