sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Oposição mira em CPI contra João Campos na Câmara e Alepe da andamento a projetos de Raquel Lyra


Por Terezinha Nunes - A Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal do Recife voltam a se reunir na próxima segunda-feira pós carnaval, com pautas que têm tudo para movimentar politicamente a semana na qual tem início a pré-campanha de 2026. Na Alepe serão apreciados pelas comissões e possivelmente pelo plenário os projetos da governadora Raquel Lyra protocolados no ano passado e até agora não postos em vigor por falta de pronunciamento sobre eles dos deputados estaduais. Entre eles está a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) que se não aprovada a tempo, pode, a partir de agora, prejudicar a execução do orçamento de 2026, com prejuízos para todos os poderes. Texto completo no blogdellas.

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PREFEITOS A PARTIR DO DIA 1º DE MARÇO VÃO RIR À TOA: Municípios vão receber R$ 1,4 bi após contrato da concessão da Compesa, Concessão da Compesa no Sertão garante R$ 193,1 mi a 24 municípios

 


Com base nas informações divulgadas em janeiro de 2026, o Governo de Pernambuco, sob a gestão da governadora Raquel Lyra, anunciou o repasse de R$ 1,4 bilhão a municípios pernambucanos após o leilão de concessão parcial da Compesa, realizado em dezembro de 2025. 

Os recursos são fruto da outorga do leilão e os repasses começaram a ser articulados após a assinatura dos contratos, com expectativa de liberação no início de 2026. 

Postos-chave sobre o repasse:

Quem recebe: Municípios que aderiram à concessão (adesão voluntária), focando principalmente no bloco do Sertão (24 cidades) e no bloco da Região Metropolitana do Recife (RMR)–Pajeú, totalizando uma ampla cobertura de municípios.

O Valor: R$ 1,4 bilhão dividido entre os municípios, conforme critérios de proporcionalidade (população e saneamento).

Quando: O anúncio do repasse foi feito na Assembleia da Amupe em janeiro de 2026, com os trâmites de assinatura ocorrendo no início do ano.

Finalidade: Os recursos devem ser aplicados, prioritariamente, em investimentos em saneamento, saúde e infraestrutura. 

Nota: A relação específica, município por município, com o valor exato a ser liberado em março, depende da assinatura final do contrato de cada prefeitura com o estado e o BNDES, sendo gerida pela Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco) junto ao governo estadual.

Os municípios que aderiram à concessão parcial da Compesa devem receber a primeira parcela dos recursos da outorga (o chamado "PIX do leilão") em março de 2026. O valor total destinado às prefeituras é de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. 

A lista completa abrange cerca de 175 municípios que confirmaram adesão aos blocos do leilão. Abaixo estão os principais destaques por região e os critérios de recebimento. Principais Municípios (Maiores Valores).

As cidades com maior população e infraestrutura de saneamento receberão as maiores fatias do recurso: Só Garanhuns vai receber 15 milhões e caruaru 50 milhoes;

Recife

Jaboatão dos Guararapes

Petrolina (destaque no Bloco do Sertão)

Caruaru

Olinda

Paulista

Cabo de Santo Agostinho

Camaragibe

Vitória de Santo Antão

Garanhuns 

Os repasses dependem do bloco em que a prefeitura está inserida:

Bloco 1 (RMR e Pajeú): Inclui cerca de 150 cidades, como as da Região Metropolitana, Agreste e Sertão do Pajeú.

Bloco 2 (Sertão): Reúne 24 cidades do Sertão Central e do São Francisco, incluindo Petrolina, Araripina e Salgueiro. 

Regras do Repasse em Março

Primeira Parcela: A expectativa é de que 60% do valor da outorga seja pago logo no início do contrato, previsto para março.

Critério de Rateio: Os recursos são distribuídos com base em uma fórmula que considera 50% de forma igualitária entre os participantes e 50% proporcional à população/critérios técnicos.

Uso do Dinheiro: As prefeituras devem aplicar esses recursos obrigatoriamente em saneamento, saúde ou infraestrutura urbana. 

Para verificar o valor exato destinado a um município específico, a lista detalhada foi disponibilizada pela Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco). 

Veja a lista de quanto cada município de Pernambuco irá receber






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Com Investimento Superior a R$ 2,5 Milhões, Garanhuns implanta projeto “Ler e Jogar, Basta Começar”. Cada Kit custará até R$ 1.046,00

 Por Carlos Eugênio - A Rede Municipal de Ensino de Garanhuns contará, neste ano, com a implantação do projeto “Ler e Jogar, Basta Começar”. A iniciativa, voltada aos estudantes do Ensino Fundamental, une, segundo a Prefeitura, leitura e ludicidade por meio de obras literárias e materiais pedagógicos estruturados em Conjuntos Pedagógicos (Kits).

De acordo com o Contrato firmado pelo Fundo Municipal de Educação, por meio de dispensa de licitação, o investimento total é de R$ 2.560.452,00. Ao todo, serão adquiridos 3.035 Conjuntos Pedagógicos, distribuídos da seguinte forma:

* KIT 1 – CRECHE E PRÉ-ESCOLA
- 940 unidades
- Valor unitário: R$ 756,00

* KIT 2 – ENSINO FUNDAMENTAL I (1º AO 3º ANO)
1.183 unidades
- Valor unitário: R$ 756,00

* KIT 3 – ENSINO FUNDAMENTAL I (4º E 5º ANO)
- 912 unidades
- Valor unitário: R$ 1.046,00

O Projeto foi apresentado durante a abertura do Ano Letivo, no começo deste mês, pelo ator e empresário Luciano Szafir, que segundo o Movimento Econômico é parceiro da empresa LJS Universo Lúdico LTDA.

A Editora é responsável pelo fornecimento dos materiais e detentora exclusiva, segundo parecer jurídico da Procuradoria Geral do Município, dos direitos de distribuição do material no Brasil, o que, segundo o parecer, “impossibilita a concorrência” e justifica a contratação por “inexigibilidade de licitação”.

Segundo o Contrato, o Projeto tem como finalidade fomentar a cultura literária, despertar o interesse pela leitura e integrar professores, estudantes e famílias em torno de práticas educativas e lúdicas.

TRANSPARÊNCIA – Em consulta realizada ao Diário Oficial dos Municípios, até o momento da apuração desta reportagem, não foram localizadas publicações relacionadas à aquisição dos Kits que integram o projeto “Ler e Jogar, Basta Começar”.

Em contato com a Secretaria de Educação, a reportagem foi informada que o Contrato está publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas. A Pasta também informou que o Extrato da Contratação, efetivada em outubro de 2025, portanto há quase quatro meses, ainda será publicada no Diário Oficial.

Lula depende de Raquel Lyra para fortalecer palanque no Nordeste e ampliar magem em Pernambuco


portaldascidadespe

O cenário político nacional tem imposto novos desafios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente diante dos índices de rejeição registrados em estados do Sul e Sudeste. Nesse contexto, o Nordeste volta a ocupar papel estratégico no tabuleiro eleitoral, sendo Pernambuco uma das peças-chave para qualquer articulação visando 2026.

No estado, o ambiente político apresenta uma configuração singular. De um lado, o prefeito do Recife, João Campos, já concentra parte expressiva do eleitorado que tradicionalmente se identifica com o campo político do presidente. De outro, a governadora Raquel Lyra consolidou uma base própria, ampliando sua presença institucional e política em diversas regiões do estado.

Analistas avaliam que, diante da necessidade de maximizar seu desempenho no Nordeste, Lula pode ser levado a adotar uma postura mais pragmática em Pernambuco. Isso significaria evitar um alinhamento exclusivo com um único grupo político local, buscando preservar pontes com diferentes lideranças.

Hoje, o presidente já conta com o eleitorado que simpatiza com João Campos. O desafio estratégico, no entanto, estaria em conquistar ou, ao menos, não afastar o eleitor que aprova a gestão estadual de Raquel Lyra. Para isso, uma eventual postura de neutralidade no estado poderia se tornar o caminho mais viável.

Em um cenário de neutralidade presidencial, a governadora tende a sair em posição confortável. Isso porque mantém sua base consolidada, amplia espaço para diálogo institucional com o governo federal e, ao mesmo tempo, evita o desgaste de um confronto direto com o presidente.

Além disso, Raquel Lyra tem buscado reforçar sua imagem administrativa e de gestão técnica, o que lhe garante margem de atuação mesmo sem um palanque nacional definido. A ausência de um apoio explícito de Lula a um adversário direto no estado reduziria a polarização e ampliaria sua capacidade de articulação.

Desfile pró-Lula na Sapucaí coloca candidatura em risco e pode gerar até inelegibilidade

Por André Pugliesi

O presidente Lula com o estandarte da escola Acadêmicos de Niterói. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A decisão da Acadêmicos de Niterói de homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Sapucaí põe sob risco a candidatura à reeleição do petista. Caso o desfile ultrapasse os limites legais e seja interpretado como propaganda antecipada, uso indevido de recursos públicos ou abuso de poder, a apresentação pode gerar sanções.

Os desfiles do grupo especial do Rio de Janeiro começam neste domingo (15), às 21h45, e a Acadêmicos de Niterói abre a festa na Marquês de Sapucaí. O nome do samba-enredo que festeja o presidente é “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

O partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar a homenagem, mas o pedido foi negado sob o argumento de que impedir o desfile configuraria censura prévia. Apesar disso, ministros da Corte alertaram para o risco de eventuais ilícitos eleitorais durante a apresentação.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, afirmou que o Carnaval não pode se transformar em espaço para propaganda irregular. Segundo ela, a presença do presidente no evento cria um “risco concreto” de excessos que poderão ser analisados posteriormente pela Justiça Eleitoral.

Por sua vez, André Mendonça, ministro do TSE, disse que o desfile pode vir a causar confusão entre “o que é artístico e o que é propaganda eleitoral".

"O homenageado exerce o cargo de presidente da República e já manifestou publicamente que será candidato à reeleição. Em segundo lugar, estamos em ano eleitoral. Terceiro, o carnaval é uma festa popular de proporções imensas e que chama atenção do Brasil e do mundo, com ampla cobertura dos meios de comunicação e também com ampla repercussão social”, declarou.

A expectativa é que Lula acompanhe o desfile de um camarote oficial. A primeira-dama, Janja da Silva, é aguardada entre os integrantes da escola. Diante da controvérsia, o diretório do PT no Rio orientou militantes a evitar roupas, faixas ou mensagens que façam referência a eleições, ao número 13 ou a slogans como “Lula 2026”.

Lula pode ficar inelegível?

Há divergência sobre os possíveis desdobramentos eleitorais do desfile. Há juristas que avaliam risco de inelegibilidade. O uso de recursos públicos em um evento televisionado nacionalmente poderia ser questionado como conduta vedada ou uso indevido dos meios de comunicação, dependendo do conteúdo e da repercussão do desfile.

Mas há quem entenda que, sem pedido explícito de voto, não há campanha antecipada. O que poderia resultar, no máximo, em multa. A legislação permite a menção a pré-candidaturas e a exaltação de qualidades pessoais, desde que não haja solicitação direta de apoio eleitoral.

A eventual inelegibilidade, no entanto, é considerada uma medida extrema. Pela jurisprudência do TSE, ela só ocorre quando a irregularidade tem gravidade suficiente para comprometer o equilíbrio da disputa eleitoral. Assim, qualquer consequência dependerá do que efetivamente ocorrer na avenida.
Referências claras no samba-enredo

O samba-enredo faz menção indireta ao número 13, tradicionalmente associado ao PT, ao afirmar que Lula levou “treze noites, treze dias” para viajar de Pernambuco a São Paulo ainda na infância, ao lado da mãe. A referência, embora contextualizada na narrativa biográfica do presidente, é interpretada por adversários como alusão à identidade eleitoral do partido em pleno ano de disputa.

Outro trecho que gerou debate é o verso “Assim que se firma a soberania/Sem mitos falsos, sem anistia”. A expressão é vista como uma crítica indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, frequentemente chamado por apoiadores de “mito”. A menção, ainda que sem citar nomes, reforça o tom político do enredo e intensificou questionamentos sobre possível conotação eleitoral na apresentação.
Dinheiro público no samba de Lula

Segundo ação apresentada pelo partido Novo ao TSE, a Acadêmicos de Niterói pode receber até R$ 9,65 milhões em recursos públicos de diferentes esferas de governo. O maior repasse, de R$ 4 milhões, viria da Prefeitura de Niterói, comandada por Rodrigo Neves (PDT).

Os demais recursos incluem R$ 1 milhão da Embratur, R$ 2,5 milhões do governo do Estado do Rio e R$ 2,15 milhões da Prefeitura do Rio. Esses valores não são transferidos diretamente às escolas, mas repassados à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), responsável pela distribuição entre as agremiações.
Outros casos

A polêmica não é inédita. Escolas de samba já homenagearam políticos em outros anos eleitorais, tanto à esquerda quanto à direita. A diferença agora é que o homenageado ocupa a Presidência da República e pode disputar novo mandato.

Até o momento, não há decisão que impeça o desfile. O foco da Justiça Eleitoral será avaliar, após o evento, se houve extrapolação dos limites legais.

PRF DIVULGA BALANÇO DA OPERAÇÃO CARNAVAL 2026 EM PERNAMBUCO

Mais de 4,8 mil testes com o bafômetro foram realizados e 80 pessoas foram autuadas no enfrentamento à alcoolemia

Entre os dias 13 e 18 de fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a Operação Carnaval 2026 nas rodovias federais que cortam Pernambuco. A ação integrou esforços de fiscalização, prevenção de sinistros e combate à criminalidade, com foco na segurança viária durante o período de maior fluxo nas estradas.

Durante a operação, foram registrados 56 sinistros, que resultaram em 59 pessoas feridas e 12 mortes. Na operação do ano anterior, foram atendidos 40 sinistros nas rodovias federais, com 36 feridos e três mortes.

Um dos sinistros mais graves aconteceu na terça-feira (17), no Km 114 da BR 232, em Caruaru, no Agreste. O motorista de um carro perdeu o controle do veículo com a pista molhada e capotou. Cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para um hospital em Caruaru, mas duas não resistiram e faleceram.

Ao todo, 7.878 pessoas e 6.109 veículos foram fiscalizados, sendo emitidas 3.780 autuações por diversas infrações. Para coibir o excesso de velocidade, foi intensificada a fiscalização com radar, que resultou em 894 imagens de veículos com a velocidade acima do permitido. As ultrapassagens em local proibido resultaram em 262 autuações. O não uso do cinto de segurança (223 autuações), a falta do capacete (87) e da cadeirinha (56) também foram outras infrações verificadas. Um total de 333 veículos irregulares foram recolhidos.

Uma das principais preocupações durante o Carnaval foi a mistura de bebida alcoólica e direção. Para prevenir essa prática, a PRF realizou 4.863 testes com o bafômetro, que resultaram em 80 autuações, sendo cinco por constatação e 75 por recusa, além de quatro prisões de motoristas sob efeito de álcool.

Em parceria com o SAMU Metropolitano Recife, a PRF realizou oito atendimentos, entre resgates aeromédicos e remoções de pacientes.

As equipes promoveram ações de educação para o trânsito nas rodovias e em terminais rodoviários, alcançando 3.505 pessoas.

No enfrentamento à criminalidade, foram recuperados 16 veículos e detidas 28 pessoas por diversos crimes, como receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, tráfico de drogas e com mandados de prisão em aberto.

Para prevenir colisões graves, foram retirados 187 animais de grande porte das rodovias e prestados 120 auxílios a motoristas que tiveram problemas com os veículos nas rodovias.

O carnaval seguro de Raquel Lyra

 

Foto: Carolina Souza

Por Edmar Lyra

O Carnaval de 2026 entra para a história de Pernambuco não apenas pelo brilho dos palcos e pela força cultural que ecoou do Litoral ao Sertão, mas pelos números que o acompanham. Sob a liderança da governadora Raquel Lyra, o Estado registrou o período momesco mais seguro desde 2004. Foram 57 homicídios em todo o território durante os dias oficiais da festa — o menor índice em 22 anos. Em comparação com 2025, os dados apontam quedas relevantes: roubos de celulares recuaram 51%, assaltos diminuíram 40,1%, furtos caíram 16,8% e os homicídios tiveram redução de 5%. Não se trata de retórica, mas de estatística.

Segurança pública é tema sensível e costuma ser campo minado para governos. Por isso, quando os indicadores cedem, é preciso reconhecer que há método por trás do resultado. A combinação de planejamento operacional, integração entre forças policiais e monitoramento reforçado nos polos de folia revela que o Estado adotou uma estratégia baseada em inteligência e presença ostensiva. A redução expressiva dos crimes patrimoniais, especialmente o roubo de celulares, sugere foco em delitos que mais afetam a sensação de segurança da população.

Mas o impacto não foi apenas nas delegacias. O Carnaval também confirmou sua vocação econômica. Dados preliminares indicam mais de 2,8 milhões de visitantes, ocupação hoteleira média de 98% e cerca de R$ 3 bilhões circulando na economia pernambucana. Segurança e turismo caminham juntos: quanto maior a confiança, maior a disposição para viajar, consumir e investir. A equação é direta — tranquilidade gera fluxo, e fluxo gera renda. Em um Estado que depende fortemente do setor de serviços, a engrenagem funcionou com eficiência.

O desafio agora é transformar o êxito pontual em política permanente. Carnaval é vitrine, mas governar exige regularidade. A consolidação de uma política de segurança consistente, aliada à valorização cultural e à articulação com municípios, pode estabelecer um novo padrão de gestão. Se os números de 2026 forem o início de uma curva sustentável de queda na criminalidade, Pernambuco não terá apenas feito um grande Carnaval. Terá dado um passo estrutural rumo a um ambiente mais seguro e economicamente vibrante — com reflexos que ultrapassam a Quarta-Feira de Cinzas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

DOIS PESOS UMA BALANÇA: Arquidiocese “esconde” Raquel e posta só fotos de João Campos no lançamento da Campanha da Fraternidade





Perfil oficial da Arquidiocese evita mostrar Raquel

Por Luiz Roberto Marinho – Embora distantes, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB), rivais na eleição de outubro, sentaram no mesmo banco na Matriz do Espinheiro, na Zona Norte, na missa solene do lançamento da Campanha da Fraternidade e do Tempo da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas (18). Somente a fotografia de Campos, contudo, foi postada no Instagram da Arquidiocese, o que gerou fortes críticas dos internautas.

Para piorar também foram “apagadas” críticas de quem lembrou o detalhe na página oficial da Arquidiocese o que só fez aumentar a polêmica.

Numa das seis postagens no Instagram e também no Facebook, o prefeito do Recife recebe simbolicamente as cinzas do arcebispo auxiliar, Dom Josivaldo Bezerra. No Facebook foi postada também a foto da aposição simbólica das cinzas na mãe de Campos, Renata, e não há registros, igualmente, de Raquel Lyra. A celebração da missa solene foi comandada pelo arcebispo, Dom Paulo Jackson.

Campos (dir.) com a família e Raquel (esq.) com Priscila e filhos

A jornalista Luciana Falcão, da Assessoria de Comunicação da Arquidiocese, nega enfaticamente qualquer favorecimento político. Disse ela que a coordenadora da Assessoria, irmã Josevânia Alves, responsável pelo Instagram, não dispunha de registro fotográfico da aposição das cinzas na governadora e por isso não houve postagem com ela nas redes sociais. Não explicou, no entanto, porque esse detalhe foi esquecido.

Ela assegurou que as imagens e os textos distribuídos pela Arquidiocese para as tevês católicas mostram e citam Raquel Lyra e João Campos.

Fotografia da Assessoria de Comunicação da Arquidiocese distribuída à imprensa e postada pelo Blog Cenário mostra Raquel Lyra na ponta do banco, na missa, junto com o filho mais velho, João. Do meio do banco para a outra ponta, da direita para a esquerda, pela ordem, estão Renata Campos, o filho Pedro, deputado federal, o prefeito do Recife com a noiva, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), e o vice-prefeito Victor Marques.

“Dom Paulo Jackson tem o maior cuidado, em ocasiões como essas, de não dar destaque a um ou outro”, declarou Luciana Falcão. Ela confirmou, porém, que para evitar polêmicas no Instagram pela presença dos rivais políticos na missa solene, os comentários foram abolidos.

PONTO PARA RAQUEL LYRA: Multicultural e marcado pela pernambucanidade, Carnaval do Estado é o mais seguro desde 2004

 


O Governo de Pernambuco realizou, em 2026, o Carnaval mais seguro da série histórica do Estado, iniciada em 2004. De 12 a 17 de fevereiro, na comparação com o período entre a quinta-feira de abertura das festas no Recife e Olinda até a Terça-Feira Gorda do ano passado, foram registradas reduções significativas nos principais índices de criminalidade do Estado, com destaque para os roubos de celulares (-51%), assaltos (-40,1%), furtos (-16,8%) e homicídios (-5%). Apenas nas áreas de segurança, cultura e turismo, no período momesco a gestão estadual investiu R$ 95,1 milhões em ações executadas do Litoral ao Sertão, garantindo tradição, diversidade, acesso às manifestações artísticas e impacto econômico tanto na Região Metropolitana quanto no interior. Cerca de R$ 3,7 bilhões circularam no Estado durante a folia.

Ao longo dos seis dias de festividades foram registrados 57 homicídios no Estado, o menor número de toda a série histórica, iniciada há 22 anos. Para efeito de comparação, em 2017 Pernambuco chegou a contabilizar 114 homicídios no Carnaval. Em 2025, foram 60 casos, o que representa uma diminuição de 5% em 2026. 

Com um investimento de R$ 12,3 milhões realizado apenas pela Secretaria de Defesa Social (SDS), os roubos também registraram queda significativa neste ano: 40,1%. No primeiro Carnaval com o reforço dos “laranjinhas” e demais nomeados nas forças de segurança estaduais, as notificações passaram de 152 em 2025 para 91 registros entre as últimas quinta e terça-feiras. Os furtos, por sua vez, saíram de 1.211 casos para 1.077, uma redução de 16,8% em relação ao ano passado. Outro destaque foi a diminuição de 51% no número de celulares subtraídos, que foi de 1.922 em 2025 para 948 em 2026.

“Os números comprovam que realizamos o Carnaval mais seguro da nossa história. O êxito dos pontos de controle de acesso, utilizados pelo segundo ano consecutivo, foi fundamental para inibir a entrada de materiais ilícitos, como armas e drogas, além de identificar pessoas foragidas e apreender celulares furtados ou roubados”, afirmou Alessandro Carvalho, titular da SDS.

Uma das maiores potências culturais do país, Pernambuco realizou um investimento recorde nas áreas de turismo e cultura durante o Carnaval 2026: R$ 82,8 milhões. Deste total, R$ 35.919.900 são oriundos da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), R$ 27.002.700 da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e R$ 19.881.900 da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), consolidando a festa como uma política pública transversal que articula cultura, turismo, educação e desenvolvimento econômico.

Para a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula, o balanço confirma o papel do Carnaval como política pública estruturante: "Em 2026, conseguimos fortalecer ainda mais a cultura popular, ampliar o alcance das ações, valorizar nossos artistas e garantir que a festa chegasse a mais territórios, escolas e comunidades de todo o Estado. É cultura como direito, identidade e desenvolvimento social”, destacou.

O secretário estadual de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, ressaltou sobre o balanço. “Sem dúvida nenhuma, nosso Carnaval foi o maior de todos os tempos. Mais seguro, de forma mais integrada entre as secretarias do Governo do Estado, fortalecendo para que os turistas tivessem a sensação de acolhimento, segurança e satisfação”, disse. 

Segundo levantamento preliminar realizado pela Empetur, durante os dias de festa o Estado recebeu mais de 2,8 milhões de visitantes e teve uma taxa média de ocupação hoteleira de 98%, com permanência média de 3,7 dias. No Aeroporto do Recife, houve a circulação de 502.205 passageiros, um crescimento de 9,4%, na comparação com 2025. A maioria absoluta dos entrevistados (94%) avaliou a passagem pelo Estado como ótima ou boa nos principais itens da pesquisa: atrativos, hospitalidade, programação e manifestações culturais.

“O alto nível de satisfação dos visitantes e a forte intenção de retorno mostram que o Carnaval de Pernambuco é uma política pública consolidada e de excelência. Mais do que um grande evento, é uma estratégia permanente de promoção do destino, que faz com que as pessoas voltem ao nosso Estado em outros momentos do ano”, apontou o presidente da Empetur, Eduardo Loyo.

Editais e valorização da cultura popular - O Carnaval 2026 contou com 1.856 habilitados em editais, sendo 1.269 ligados diretamente à cultura popular e às tradições carnavalescas, além de 587 artistas de outros gêneros musicais. Por meio da Secult, Empetur e Fundarpe, foram realizadas 1.320 contratações artísticas, das quais 97% são de artistas pernambucanos. 

A presidente da Fundarpe, Renata Borba, revelou a importância da valorização dos artistas da terra na grade de programação: “O Carnaval de Pernambuco reafirmou que a cultura é uma política pública essencial e transformadora. A interiorização das ações mostra que o investimento chega em todos os territórios, valorizando mestres, agremiações populares e artistas de todas as regiões do Estado”.

Pernambuco Meu País no Carnaval: Recife e Olinda - O Festival Pernambuco Meu País no Carnaval foi um dos principais eixos da programação. No Recife, durante o período pré-carnavalesco, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, o palco recebeu 26 atrações pernambucanas e nacionais, em shows que homenagearam o frevo, o movimento manguebeat, o samba e a pluralidade da cultura brasileira. A abertura oficial do Carnaval ocorreu no Terminal Marítimo de Passageiros.

 Já no período carnavalesco, entre 13 e 17 de fevereiro, o Palco Pernambuco Meu País, instalado no Jardim do Cais do Sertão, no Recife Antigo, recebeu 52 artistas, bandas e agremiações. Com programação voltada prioritariamente à cultura popular, o polo reuniu expressões tradicionais, orquestras e artistas contemporâneos.

 Em Olinda, o Governo do Estado patrocinou o Palco Pernambuco Meu País, na Praça do Carmo, reunindo atrações pernambucanas e nacionais. O investimento total foi de R$ 7 milhões, por meio de convênio, fortalecendo a programação oficial do município.

Cidades-polo e descentralização - Cinco municípios foram definidos como Cidades-polo do Carnaval 2026, recebendo programação estruturada e identidade visual do Pernambuco Meu País no Carnaval: Bezerros, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mata e Triunfo. Esses territórios concentram, valorizam e difundem a cultura popular pernambucana durante o período carnavalesco, desempenhando papel estratégico na descentralização das ações culturais.

Saúde - Neste Carnaval, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) atuou na prevenção e acompanhamento de possíveis questões na saúde, além da fiscalização de bebidas e blitz. Nos sete dias de funcionamento, o Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (Ciocs) acompanhou 5.798 atendimentos assistenciais em 24 pontos monitorados.

“No Carnaval, reforçamos hospitais, monitoramos possíveis surtos e não tivemos registros de casos de arboviroses, além de ampliar ações como Lei Seca, autotestes de HIV e distribuição de preservativos. Agora, a orientação é reforçar a vacinação, diante do aumento esperado de síndromes gripais após as aglomerações”, explicou a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Com a Vigilância Inteligente (VBE) e resposta rápida, entre o sábado (14) e a terça-feira (17), foram recebidas 96 notificações, sem registro de surtos ou arboviroses no período analisado. Além disso, a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA) contabilizou 579 estabelecimentos fiscalizados, em todos os polos de folia, com 109 bebidas apreendidas e 44 inutilizadas.

Para a prevenção combinada de IST/HIV, ao todo, foram distribuídos 1.671.600 preservativos externos; 72.500 preservativos internos; 374.700 géis lubrificantes; 500 autotestes de HIV; e 31 dispensas de profilaxias, sendo 28 Pré-Exposição (PrEP) e 3 Pós-Exposição (PEP).

Já a Operação Lei Seca (OLS) também levou mais segurança às ruas com blitzes 24 horas nas principais vias de fluxo usadas no Carnaval 2026. Em números, foram feitas 18.439 abordagens, com 3.388 pessoas alcançadas em ações educativas e monitoramento de risco para proteger vidas.

Mulheres - A Secretaria da Mulher de Pernambuco encerrou o Carnaval 2026 com a distribuição de quase 2,5 milhões de materiais gráficos nos polos festivos de todas as regiões do Estado. A pasta levou informação, orientação e divulgou o web aplicativo Protege Mulher. 

Como parte da estratégia integrada, a sede da secretaria esteve aberta todos os dias de Carnaval, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamentos para mulheres que precisaram de apoio durante o período festivo. Além disso, duas Unidades Móveis de Atendimento à Mulher circularam por polos estratégicos, garantindo escuta qualificada e acolhimento humanizado.

Direitos Humanos - Durante o Carnaval 2026, o Governo de Pernambuco reforçou uma ampla mobilização de prevenção à violência, combate à discriminação, promoção do respeito à diversidade e defesa dos direitos do consumidor em 32 municípios pernambucanos. Coordenada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), a ação levou informação, orientação e canais de denúncia aos principais polos carnavalescos do Estado, fortalecendo a rede de proteção social em um dos períodos de maior circulação de pessoas.

Com três campanhas educativas — de combate ao racismo, enfrentamento ao tráfico de pessoas e promoção do respeito à diversidade (combate ao etarismo, LGBTfobia, capacitismo é racismo) — a iniciativa alcançou foliões entre prévias e festividades de carnaval em cidades como Recife, Olinda, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Goiana, Nazaré da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Abreu e Lima, Camaragibe, Ilha de Itamaracá, Igarassu, Itapissuma, Vitória de Santo Antão, Moreno, Salgueiro, São José do Egito, Itapetim, Timbaúba, Jaqueira, Inajá, Itaíba, Buíque e Feira Nova, entre outros polos carnavalescos.

As campanhas também foram disponibilizadas nos camarotes da acessibilidade, voltados às pessoas com deficiência, ampliando o alcance das mensagens de prevenção e garantia de direitos. Durante o Carnaval, 330 pessoas tiveram acesso aos camarotes por meio do Programa Pernambuco Acessível. O PE Conduz percorreu diversos polos de festa, garantindo mobilidade, segurança, cuidado e acolhimento.

A mobilização contou ainda com a atuação do Procon-PE, que esteve nas ruas distribuindo material educativo e orientando comerciantes e consumidores sobre direitos e deveres nas relações de consumo durante a folia.

SEM URNA ELETRÔNICA E SEM OS VOTOS DOS NORDESTINOS, LULA E JANJA FORAM ESCORRAÇADOS DA MARQUÊS DE SAPUCAÍ NO CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO E A ESCOLA ACADÊMICOS DE NITERÓI FOI REBAIXADA QUANDO TEVE O PIOR DESEMPENHO DA HISTÓRIA DO CARNAVAL CARIOCA*


Por Altamir Pinheiro,

O pecado capital cometido pela desastrada escola de samba ACADÊMICOS DE NITERÓI foi a falta de harmonia e ausência dos enredos em suas principais ALAS. Visto que, não houve alas se referindo ao mensalão, petrolão, sítio de Atibaia, triplex do Guarujá e muito menos a lava jato. Sequer tiveram a ideia de colocar um artista global para interpretar o prefeito  defunto de Santo André, Celso Daniel. 

Outro erro crasso foi a escolha do título do samba enredo que se chamou :  Lula, o operário do Bra…

[09:58, 2/19/2026] Marcos: Conta-se que muito depois de Midas descobrir que ouro demais vira tragédia, surgiu algo bem mais moderno: Salicar, o homem que transformava tudo em fracasso — mas com ótima assessoria de imagem.

Salicar não tinha exércitos, tinha discursos.

Não tinha império, tinha imbecis como seus fiéis seguidores.

Vestia-se como rei, falava como visionário, posava como salvador. Mas por dentro era apenas um vigarista com hálito fétido de promessa vencida.

Dizia-se na cidade que onde a boca de Salicar encostava, algo ruía.

Ele beijava o ministro — a economia tropeçava.

Beijava a testa de um aliado — o aliado acabava investigado.

Beijava contratos — as cláusulas começavam a feder e gerar problemas.

Beijava amantes — elas envelheciam décadas em poucos dias.

Mas o curioso é que ele nunca assumia culpa.

Quando o telhado caía, ele culpava a chuva.

Quando a ponte ruía, culpava o rio.

Quando sua escola de samba era rebaixada, culpava a oposição.

Jamais a própria boca. 

Jamais o fato de beijar bandeiras.

Salicar vendia uma imagem cuidadosamente polida: Fotos sorrindo; frases estúpidas; ideias antiquadas disfarçadas em papel dourado; mentiras e mais mentiras.

Era o rei do verniz.

Mas quem chegava perto demais percebia que o seu trono era de feito de compensado barato e que sua coroa era de latão.

A cidade demorou a perceber que não era uma maldição divina. Era apenas incompetência com boa oratória para ouvidos vulgares.

Certo dia, convencido de sua própria grandeza (ou ao menos da própria propaganda), decidiu inaugurar uma estátua em sua homenagem.

Mandou fazê-la maior que a igreja da cidade. Não por fé — por comparação.

No discurso, falou sobre legado, visão, sacrifício. Principalmente o sacrifício dos outros, evidente, já que ele nunca movia uma palha por alguém que não fosse ele mesmo.

A multidão assistia com aquela expressão típica de quem já foi enganado antes, mas está curiosa para ver como será desta vez.

Então veio o momento coreografado.

Ele se aproximou da estátua — que o retratava mais alto, mais forte e curiosamente mais honesto do que jamais fora — e beijou-a apaixonadamente na boca.

Houve um silêncio respeitoso. Depois um estalo, e então não foi a estátua inteira que caiu, mas apenas a cabeça. Desprendeu-se limpa, quase elegante — como se até o bronze tivesse decidido pedir exoneração.

A cabeçola colossal pairou por um segundo no ar, hesitante, talvez reconsiderando a associação… e então despencou.

Com uma precisão que a carreira de Salicar jamais conheceu atingiu-o fatalmente.

Silêncio.

A multidão não gritou.

Riu.

Não uma gargalhada escancarada — seria vulgar demais. Foi aquele riso curto, seco, quase civilizado. O tipo de riso que não pede desculpas depois. O tipo que diz:

“Ah… então é assim que grandes líderes finalmente perdem a cabeça pelo povo.”

Naquele instante, algo ficou claro.

O poder da boca de Salicar nunca foi destruir coisas, mas convencer pessoas razoáveis a fingirem que ele não as destruía.

E quando pararam de fingir — não por coragem, mas por cansaço — o feitiço evaporou como toda encenação barata: sob luz suficiente.

Salicar nunca foi um rei.

Nunca foi uma ameaça sobrenatural.

Era apenas um mentiroso com boa iluminação, slogans recicláveis e um séquito treinado para aplaudir até desabamento estrutural.

Nada além disso.

E a estátua?

Bem, nobres leitores, ela permanece até hoje na praça, porém sem cabeça.

E curiosamente, desde então, tornou-se a representação mais honesta e mais perfeita que já fizeram de Salicar.

A Toca do Lobo

Plantão de Carnaval da Adagro garante exportação de mais de 5 mil toneladas de frutas

Entre os dias 14 e 18 de fevereiro, o plantão da Unidade Regional da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), em Petrolina, assegurou a continuidade das exportações de frutas durante o período de Carnaval. Foram emitidas 668 Permissões de Trânsito Vegetal (PTVs), certificando 5.010,43 toneladas aptas à exportação.

Segundo o diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, a atuação da Agência é essencial para o setor produtivo. “O trabalho da Adagro garante a sanidade vegetal, protege a atividade agrícola local e de outros estados, e mantém a competitividade do produtor pernambucano. Sem a defesa agropecuária, o fluxo comercial seria interrompido, com prejuízos para a economia e a geração de empregos”, afirma.

A uva e a manga lideraram as emissões, respondendo juntas por mais de 90% do volume total certificado no período. A movimentação reforça a importância do Vale do São Francisco e de outras regiões produtoras do estado, além de evidenciar o papel da fiscalização da Adagro na garantia da segurança fitossanitária das cargas.

De acordo com o superintendente de Defesa e Fiscalização Vegetal da Adagro,  Jurandir Cavalcante, a certificação fitossanitária agrega valor à produção agrícola e amplia a confiabilidade dos produtos pernambucanos. “Esse processo contribui para a abertura de novos mercados e fortalece as exportações de frutas para o mercado internacional”, destaca.

Certificação fitossanitária - A Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) é o documento que autoriza a comercialização e a exportação de produtos de origem vegetal. “Mais do que um documento, a PTV garante que as cargas estão livres de pragas e doenças, atendendo aos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e pelos mercados internacionais”, explica o superintendente.

Detalhamento das Cargas Certificadas

Cultura

PTVs (nº)

Total (tn)

Uva

513

2.705,07

Manga

103

1.731,40

Banana

49

561

Maçã

1

4,89

Lima Ácida Tahiti

2

12,96

TOTAL

668

5.010,43

Fonte SIAPEC3

Imagens: Cortesia Adagro