quarta-feira, 18 de março de 2026

Uma analise mais profunda dessa maracutaia chamada bolsa família (esmola)

Por Marcos Antônio


Essa é a estrutura que a esquerda adora manter. São 35 milhões assim no país e não entra como desempregado segundo as maracutaias do IBGE. Daí, vem o presidente Lula, pega essa informação e diz que acabou com a miséria e o desemprego no Brasil.  


E o que me deixa mais puto é que os cretinos acreditam. Ou seja, estamos criando um monte de vagabundos parasitas que não contribuem com o desenvolvimento do país, que vive desse bolsa esmola que deveria ser  só um paliativo a curto prazo e que a do presidente Lula, desse condenado em 3 instancias,  e ex-presidenta dá Dilma dão continuidade a essa política nefasta do assistencialismo que todos os anos os recoloca no governo.


E, o pior é que essas criaturas aceitam essa situação todos os anos votando nos mesmos cretinos. Por isso que as vezes tem que se ferrar mesmo.

Raquel Lyra toma café com Marília Arraes e Carlos Lupi e pode anunciar chapa ainda hoje Redação Por Redação 18/03/2026 - 09:03 A A



Raquel Lyra, Carlos Lupi e Marilia Arraes

EXCLUSIVO, Por Ricardo Antunes –A governadora Raquel Lyra (PSD) está, neste momento, tomando café da manhã com a ex-deputada federal Marília Arraes. Participam do encontro o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça.

Esnobada pelo prefeito João Campos (PSB), Marília pode compor a chapa da governadora como candidata ao Senado. Em Brasília, Raquel ainda pretende ter um novo encontro com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que pode ser o segundo nome. Ele esteve com o presidente Lula e deixa o ministério na próxima semana.

Ontem (18), no Recife, o ex-deputado Silvio Costa, pai de Silvinho, foi visto em um almoço com o presidente do Podemos, Ricardo Teobaldo, e o ex-prefeito de Paudalho e ex-presidente da Amupe, Marcelo Gouveia. O Podemos é um dos partidos da base da governadora.

COMO O NÁUTICO PERDE PARA UM TIME RUIM DESSES: Sport faz outra má atuação, perde para o Athletic na Ilha e é eliminado da Copa do Brasil

O Leão até esboçou uma reação ao buscar o empate na etapa final, mas voltou a falhar e acabou superado na Ilha do Retiro por 3 a 1

Gabriel Farias


Marcelo Benevenuto, Felipinho e Zé Marcos, jogadores do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)

O Sport encerrou sua participação na Copa do Brasil 2026. Nesta terça-feira (17), jogando na Ilha do Retiro, o Leão foi superado pelo Athletic por 3 a 1, em duelo válido pela quarta fase da competição.

Dentro de campo, uma má atuação rubro-negra. O Athletic abriu o placar logo aos três minutos, com Dixon Vera aproveitando cruzamento de Ronaldo Tavares. O Sport até esboçou uma reação na segunda etapa e chegou ao empate aos 15 minutos, quando Iury Castilho aproveitou rebote em escanteio cobrado por Carlos de Pena. No entanto, a fragilidade defensiva voltou a castigar os rubro-negros. Ronaldo Tavares balançou as redes duas vezes e fechou a classificação do clube mineiro.

Apesar de ter embolsado um montante acumulado de R$ 4,6 milhões em premiações ao longo das etapas anteriores, o clube rubro-negro deixou de somar mais R$ 2 milhões aos cofres com a desclassificação.

Agora, sob forte pressão e vaias da arquibancada, o time de Roger Silva precisa virar a chave rapidamente para a estreia na Série B, marcada para este sábado (21), às 21h30, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal.

O JOGO

Logo nos primeiros minutos, a partida já mostrava que teria um tom intenso e marcação alta. O Athletic impôs uma forte pressão inicial e, logo aos três minutos, após dois escanteios consecutivos, conseguiu abrir o placar em uma boa trama pelo lado esquerdo. Ronaldo Tavares recebeu na linha de fundo e cruzou para a entrada da área; Dixon Vera antecipou-se à marcação de Gustavo Maia e acertou um belo chute no canto esquerdo da meta, sem chances para o goleiro Thiago Couto.

Os erros de passe do Sport permitiam que o Athletic encontrasse ainda mais espaços no confronto. O Leão demonstrava dificuldades para criar jogadas ofensivas e, para piorar o cenário, perdeu o zagueiro Marcelo Ajul aos 16 minutos, devido a um problema físico.

As tentativas rubro-negras limitavam-se a cruzamentos na área, buscando Zé Roberto e Iury Castilho, mas sem levar perigo real à defesa adversária. Foi um primeiro tempo muito abaixo do esperado para o Leão na Ilha do Retiro.

SEGUNDO TEMPO

O Sport voltou do intervalo ainda com dificuldades para criar jogadas trabalhadas. Sem o brilho individual no meio-campo, a equipe seguiu apostando na bola aérea, e foi justamente por esse caminho que o Leão encontrou o caminho das redes.

Aos 15 minutos, em cobrança de escanteio rubro-negra, Carlos de Pena levantou na área. A defesa do Athletic não conseguiu o corte definitivo e a bola sobrou limpa para Iury Castilho. Livre de marcação e cara a cara com a meta, o atacante apenas escorou o rebote para anotar o gol de empate.

No entanto, o time mineiro não se abateu com o gol sofrido. Demonstrando maturidade, o Alvinegro continuou fiel à sua proposta de jogo e não demorou a retomar a vantagem.

Aos 21 minutos, Ronaldo Tavares marcou um belo gol. O centroavante recebeu um lançamento longo, levou a melhor na disputa contra o zagueiro Ramon Menezes, disparou em velocidade e, com frieza diante de Thiago Couto, tirou do goleiro para marcar o segundo tento dos visitantes.

Novamente atrás no placar, o Sport de Roger Silva partiu para o "tudo ou nada". Enquanto o Athletic valorizava a posse de bola e prendia o jogo no campo ofensivo, o Leão tentava o empate de qualquer maneira, mas sem organização tática.

Nas arquibancadas da Ilha do Retiro, o clima de apoio deu lugar à impaciência. Exposto, o Sport ainda tomou o terceiro gol. Aos 50, Ronaldo Tavares disparou em velocidade e tocou por cobertura na saída de Thiago Couto. Sem sucesso nas investidas finais, o clube leonino não conseguiu evitar a derrota e acabou eliminado da Copa do Brasil.

FICHA DA PARTIDA

Sport: Thiago Couto; Augusto Pucci, Marcelo Bevenenuto (Ramon Menezes), Marcelo Ajul (Zé Marcos) e Felipinho; Zé Lucas, Yago Felipe (Biel) e Gustavo Maia (Micael); Barletta (Carlos de Pena), Iury Castilho e Zé Roberto. Técnico: Roger Silva.

Athletic-MG: Jhonatan Luiz; Diogo Batista, Jhonatan Silva, Belezi e Zeca; Ian Luccas (Jota), Gian Cabezas e David Braga; Dixon Vera (Gustavinho/Gabriel Índio), Ruan Assis (Kauan) e Ronaldo Tavares. Técnico: Alex de Souza.

Local: Ilha do Retiro, no Recife

Horário: 21h30

Árbitro: Lucas Casagrande (PR)

Assistentes: Rafael Trombeta (PR) e Roberto Rivelino Dos Santos Junior (PR)

Quarto Árbitro: Nairon Pereira de Lira (PE)

Gol: Dixon Vera (03/1T), Iury Castilho (15/2T), Ronaldo Tavares (21/2T) e (50/2T)

Cartões amarelos: Augusto Pucci (Sport); Diogo Batista (Athletic), Zeca (Athletic), Ronaldo Tavares (Athletic)

Público: 12.270

Renda: R$ 383.080,00

Teresa Leitão poderá substituir João Campos na disputa contra Raquel Lyra

PT de Pernambuco tenta fugir da irrelevância em 2027
Foto: Américo Rodrigo

Setores do chamado PT “raiz” enxergam no ocaso político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma oportunidade para resgatar protagonismo nos estados da federação, sobretudo em Pernambuco — terra natal do atual chefe do Executivo.

Entre quadros históricos da legenda, a avaliação é que o partido precisa voltar a ocupar o espaço político que, na última década, foi transferido ao PSB de Arraes. Deputados veteranos, como João Paulo, têm defendido — ainda que de forma discreta — a necessidade de resgatar o protagonismo dos petistas considerados autênticos.

Na leitura desse grupo, o ponto de inflexão ocorreu quando Eduardo Campos consolidou a hegemonia socialista na política pernambucana. Foi ele quem desbancou o PT da prefeitura do Recife, primeiro com Geraldo Júlio e, posteriormente, abrindo caminho para a ascensão de João Campos.

Dentro dessa lógica, petistas entusiastas de uma reorganização da esquerda defendem que a senadora Teresa Leitão lance candidatura ao governo do estado sob o argumento da necessidade de três palanques para Lula em Pernambuco. Na prática, porém, a estratégia teria um objetivo político mais amplo: impedir que João Campos concentre a liderança do campo progressista no estado.

Esse movimento ocorre em um momento delicado para o PSB. Nos corredores palacianos e nas redações, fala-se abertamente na possibilidade de uma saída simultânea de nomes relevantes do entorno socialista — como Silvio Costa Filho, Marília Arraes e Miguel Coelho — em direção ao campo governista liderado pela atual governadora Raquel Lyra. Seria uma resposta coletiva ao "desatino" de preterir aliados em benefício do PP. Nesse desenho, inclusive, Sílvio Costa Filho e Marília Arraes disputarão o Senado na chapa majoritária encabeçada por Raquel.
Tereza Leitão poderá substituir João Campos
Para os setores mais tradicionais do PT, a lógica é direta: a energia da militância e capital político de Lula em seu principal reduto precisam ser canalizados para fortalecer o partido. O objetivo central seria garantir a reeleição do senador Humberto Costa e ampliar as bancadas petistas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

Os mais eufóricos acreditam que João Campos desiste da disputa e o PT fica sozinho no ringue contra Raquel.

A preocupação desse grupo é que uma chapa liderada por João Campos produza três efeitos considerados potencialmente devastadores para o partido. O primeiro seria a derrota de Humberto Costa na disputa pelo Senado, diante da limitada capilaridade do prefeito recifense no interior do estado. O segundo seria uma votação reduzida para os candidatos petistas à Câmara Federal, que poderia resultar na eleição de apenas um ou dois parlamentares. O terceiro — considerado o mais grave — seria a transferência definitiva do protagonismo político do campo progressista pernambucano para o bisneto de Miguel Arraes.

Para esses dirigentes, uma conjuntura desse tipo teria consequências de longo prazo. Sem a presença eleitoral de Lula em futuras disputas nacionais, recuperar espaço político em Pernambuco poderia se tornar tarefa extremamente difícil - talvez inglória, cristalizando irrelevância a partir de 2027.

Nesse cenário, ganha força a leitura de que a última disputa com Lula nos palanques pernambucanos poderá ser simbolicamente representada por um confronto entre Raquel Lyra e Teresa Leitão, com Humberto Costa no ringue petista.

Se esse arranjo se confirmar, os próximos anos tenderão a consolidar uma disputa tripla em Pernambuco. De um lado, a atual governadora e seu robusto grupo; de outro, João Campos e o Partido dos Trabalhadores brigando pelo controle da esquerda.

Nesse intervalo estratégico, ocorrerá ainda a disputa pela prefeitura do Recife. É nesse momento que o PT pretende voltar de forma mais direta às competições municipais, reconstruindo sua militância e ampliando sua presença institucional. O objetivo não seria apenas disputar o comando da capital, mas também eleger vereadores, reconstruir narrativas políticas e reocupar espaço dentro do campo progressista pernambucano.

Um fato salta aos olhos: Lula ascendeu e inicia sua retirada da vida pública sem que nunca o PT tenha governado Pernambuco.

PSD ganha musculatura e pode se tornar maior força na Alepe


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Para quem dizia que a governadora não conseguiria montar uma chapa competitiva pelo PSD, o cenário político em Pernambuco começa a mostrar exatamente o contrário. Nos bastidores, a sigla já é apontada como uma das que podem conquistar o maior número de cadeiras na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nas eleições de 2026.

A movimentação é intensa e estratégica. Entre os nomes que devem ingressar no PSD estão os deputados estaduais Débora Almeida e Izaías Régis, que devem deixar o PSDB. Já Joãozinho Tenório é esperado vindo do PRD, enquanto Aglailson Victor deve sair do PSB para reforçar o grupo.

O partido também avança sobre o União Brasil, com as possíveis filiações dos deputados Socorro Pimentel e Romero Sales Filho, ampliando ainda mais a base e consolidando o PSD como uma legenda de peso no estado.

Além das articulações mais recentes, o PSD já vinha se fortalecendo com nomes importantes que aderiram ao projeto, como César Ramos, Zé de Irmã Teca, Professor Lupércio e Amanda, além da filiação confirmada nesta semana do deputado Antônio Moraes.

Outro nome que circula fortemente nos bastidores é o de Kaio Maniçoba, que, segundo interlocutores políticos, estaria de malas prontas para também integrar a sigla.

Com esse conjunto de lideranças e a articulação direta do Palácio, o PSD se consolida como peça-chave no tabuleiro político de Pernambuco, mostrando força, capilaridade e competitividade para as eleições que se aproximam.

Deputados pernambucanos destinam R$ 108 milhões do orçamento de 2026 para seus municípios através de emendas PIX

O valor corresponde a 36,2% do total de R$ 394,303 milhões que a Assembleia Legislativa pode definir como serão gastos pelo Executivo este ano.

Por Fernando Castilho

Assembleia Legislativa de Pernambuco - Divulgação

Os deputados estaduais de Pernambuco que fizeram um total de 1.470 emendas ao orçamento de 2026, num total de R$ 394.303,00, destinaram R$ 108.788.027,00 com a classificação de Transferências Especiais que receberam o nome de Emendas PIX pela Imprensa.

O valor corresponde ao máximo que eles podem indicar no Orçamento Geral do Estado, que ainda está sendo analisado pela Assembleia Legislativa, revelando uma preferência pelo tipo caracterizado pela rapidez com que os recursos são transferidos para a conta dos beneficiários.

Pagando tudo

As emendas PIX são as únicas em que o governo consegue executar no próprio exercício, embora este ano, devido a uma nova série de recomendações feitas pelo STF, pelo ministro Flávio Dino, e acatadas pelo TCE-PE, os beneficiários precisem prestar mais informações do que eram obrigados até o ano passado.
Os 49 deputados pernambucanos podem escolher uma série de destinações que a Secretaria de Planejamento sugeriu como caminhos para uma tramitação mais rápida, mas ainda são obrigados a destinar 50% para gastos relacionados com a área de saúde; eles preferem cuidar logo da indicação das Transferências Especiais.

Preferência

Uma análise preliminar sobre o comportamento revela que entre as 1.470 emendas indicadas, 225 delas se referiam a Transferências Especiais. A deputada Roberta Arraes (PT) lidera o ranking dos parlamentares que apuraram maior recurso para um município, destinando R$ 3.897.000,00 para o município de Floresta, cuja prefeita é Roró Maniçoba, mãe do atual secretário de Turismo de Pernambuco, Kaio Maniçoba.

Maiores emendas

A seguir vem o deputado France Hacker (PSB), que destinou R$ 2.500.000,00 para Palmares, e, a seguir, o deputado Gustavo Gouveia (Solidariedade), que destinou R$ 2.416.450,00 para a cidade de Carpina, onde ele tem sua principal base eleitoral. O deputado ainda enviou uma segunda emenda PIX para Carpina no valor de 1.207.050,00. Já o deputado Abimael Santos (PL) enviou uma emenda PIX de R$ 1.820.000,00 para o município de Garanhuns.

Para seu grupo

O deputado João de Nadegi, do PV, enviou uma Emenda PIX de R$ 2.000.000,00 ao município de Camaragibe. O deputado é filho da ex-prefeita de Camaragibe. Por sua vez, o deputado Danilo Godoy (PSB) destinou R$ 1.750.000,00 para o município de Inajá. O deputado Romero Albuquerque (PSB) destinou R$ 1.400.000,00 ao município de Casinhas e R$ 1.400.000,00 para a cidade de Orobó.

A deputada Simone Santana (PSB) destinou R$ 1.138.000,00 para o município de Ipojuca. O presidente da Alepe, Álvaro Porto, do MDB, enviou uma emenda PIX de R$ 1.120.500,00 para sua cidade, Canhotinho.

Poucos municipios

O deputado Waldemar Borges (MDB) mandou R$ 1.150.000,00 para Afogados da Ingazeira, enquanto o deputado Joel da Harpa (PL) destinou uma emenda PIX de R$ 1.050.000,00 para o município de Surubim.

O grupo de parlamentares que destinou ao menos R$ 1.000.000,00 como emenda PIX é formado pelos deputados Adalto Santos (PP) para Toritama, Renato Antunes para Carpina, Aglailson Victor para Feira Nova e Luciano Duque (Solidariedade) para Santa Cruz da Baixa Verde. Henrique Queiroz Filho (PP) para Tracunhaém.

Um milhão

Por sua vez, o deputado Danilo Godoy (PSB) enviou R$ 1.000.000,00 para Inajá e mais R$ 1.000.000,00 para Saloá. Assim como o Pastor Júnior Tércio (PP) enviou uma emenda para os municípios de Carpina e Paudalho.

Apesar de alguns deputados preferirem destinar maiores volumes via emendas PIX para seus municípios, outros preferem espalhar os valores. A deputada Débora Almeida (PSDB) enviou seis emendas de R$ 500 mil para os municípios de Verdejante, Terra Nova, Tacaimbó, Cedro, Belo Jardim e Bom Conselho.

Meio milhão

O mesmo comportamento do deputado Eriberto Filho (PSB), que destinou cinco emendas de R$ 500 mil para as cidades de Timbaúba, Sirinhaém, Pesqueira, Lagoa dos Gatos e São Lourenço da Mata. E Júnior Maturo (PRD) que enviou cinco emendas de R$ 500.000,00 para as cidades de Surubim, Orobó, Casinhas, Primavera e panelas

O governo de Pernambuco até agora já pagou um total de R$ 485.229.863,00 com a rubrica de emendas parlamentares entre os anos de 2023 e 2025. O governo ainda quitou um resto de emendas dos anos anteriores no total de R$ 21.139.844,00. No ano passado foram pagos R$ 213.268.725,00 de um orçamento previsto de R$ 302.643.600,00.

A virada de chave na Assembleia Legislativa

No meio politico a expressão representa o movimento que leva adversários a mudar rapidamente de posição quando os ventos sopram do lado contrário

Por TEREZINHA NUNES

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco - Reprodução Blogdellas

No mundo político é comum se batizar de “virada de chave” o movimento que leva adversários a mudar rapidamente de posição quando os ventos sopram do lado contrário. Foi mais ou menos isso que aconteceu na Assembleia Legislativa esta terça-feira quando os deputados Alberto Feitosa e Antonio Coelho, presidentes das comissões de Justiça e Administração, dois dos mais ferrenhos adversários da governadora Raquel Lyra, colocaram em votação em suas comissões os vetos da governadora à Lei de Diretrizes Orçamentárias que estavam engavetados há meses, impedindo que fossem ao plenário onde o Governo tem maioria.

Até o momento não se tem certeza, mas os movimentos de Feitosa e Antonio pareceram jogada ensaiada. Na Comissão de Justiça, Feitosa designou por vontade própria o deputado estadual João Paulo Silva, da bancada do Governo, relator do projeto a respeito dos vetos da governadora Raquel Lyra às emendas da oposição à Lei de Diretrizes Orçamentárias, o que desagradou os deputados da oposição presentes que reivindicavam a realização de um sorteio como sempre acontece em projetos mais importantes e delicados politicamente.

Já na Comissão de Finanças, o deputado Antonio Coelho realizou uma reunião relâmpago onde só estavam presentes deputados governistas e em um minuto e meio recomendou a aprovação dos projetos do Governo relatados por ele próprio e pôs em votação, aprovando-os por unanimidade. O vice-líder do Governo, deputado Joãozinho Tenório, ainda conseguiu fazer uma brincadeira com Antonio : “está apressadinho, hein?” comentou em meio a gargalhadas dos demais parlamentares.

Nos corredores da Alepe, Coelho comentou com colegas que seu grupo político vai apoiar a governadora Raquel Lyra, deixando no ar o motivo da rapidez com que deliberou antes que os deputados do PSB, que se encontravam na Comissão de Justiça, chegassem à Comissão de Finanças. Na verdade, ontem foi a primeira vez que a Comissão de Finanças fez sua reunião antes do término do encontro da Comissão de Justiça, o que pode ter representado um drible aos socialistas que fazem parte dos dois colegiados e ficaram impedidos de estar presentes às duas reuniões.

Federação União Progressista deve apoiar a Governadora Raquel Lyra após reunião realizada em Brasília

Uma reunião dos presidentes nacional do União Brasil, Antonio Rueda e do PP, senador Ciro Nogueira, realizada em Brasília esta terça-feira terminou em acordo entre os dois partidos para apoiar em Pernambuco a reeleição da governadora Raquel Lyra. O encontro foi marcado em função da provocação feita à Federação pelo deputado federal Mendonça Filho que pediu urgência em uma definição, enfatizando que no estado os dois partidos tomaram rumos diferentes com o PP apoiando o prefeito João Campos e o União Brasil apoiando a governadora e seria necessário um posicionamento nacional para dirimir qualquer dúvida.

Em entrevista ao Passando a Limpo na Rádio Jornal esta terça-feira pela manhã Mendonça alegou ainda que não havia mais prazo para uma decisão em função da janela partidária que se encerra dia 04 de abril e é preciso dar aos deputados condições de, caso desejem ou não concordem com o que for decidido, saiam das legendas e se filiem a outros partidos. Citou inclusive o seu caso afirmando que se a posição fosse de apoio a João Campos ele estaria fora do União Brasil.

Este blog apurou que Antonio Rueda, Ciro Nogueira e ACM Neto, que é secretário geral da Federação, discutiram o assunto e chegaram à conclusão de que o correto será um alinhamento com a governadora com a qual devem se reunir esta quarta-feira em Brasília. O deputado federal Eduardo da Fonte não estava presente ao encontro mas teria sido comunicado do seu resultado. 

Na última vez que Raquel se encontrou com a Federação propôs garantir para os dois partidos as duas vagas do Senado. Depois ouviu de Eduardo da Fonte dentro do Palácio do Campo as Princesas um veto ao nome de Miguel Coelho. A situação ficou em banho-maria até que Dudu da Fonte se encontrou com o prefeito João Campos e foi citado como um dos candidatos ao Senado pela Frente Popular fazendo dobradinha com o senador Humberto Costa, coisa que nunca desmentiu. 

A Federação União Progressista deve ser homologada pelo TSE no próximo dia 26, quando o União Brasil e o PP formarão um só bloco atuando politicamente em conjunto por quatro anos. Apesar disso os partidos administram seus próprios recursos, de forma que a direção estadual não tem ingerência nem nos recursos e nem sobre os candidatos de cada legenda. Nesse caso Eduardo da Fonte cuidará da administração financeira do PP e Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, cuidará da sua legenda.

Redação BlogDellas Foto: Miva Filho/arquivo

PSD se fortalece e chega a sete deputados estaduais

 

Foto: Divulgação

Por Edmar Lyra

A movimentação política registrada ontem à noite redesenha, com nitidez, o equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra protagonizou um movimento de peso ao filiar sete deputados estaduais ao PSD, consolidando a legenda como um dos principais polos de poder no estado neste início de ciclo eleitoral.

Os deputados Antonio Moraes e Romero Sales Filho, até então vinculados à futura federação União Progressista, foram os primeiros a oficializar a mudança. A eles se somam Débora Almeida, Izaías Régis, Socorro Pimentel, Joãozinho Tenório e Aglaílson Victor, formando um bloco que, a partir de agora, altera significativamente a correlação de forças na Alepe. O ato de filiação, realizado na sede do partido ao lado da governadora, não foi apenas simbólico — foi, sobretudo, estratégico.

Com a chegada desse grupo, o PSD passa a contar com sete deputados estaduais, tornando-se a segunda maior bancada da Casa, atrás apenas do PP, que mantém oito parlamentares. A diferença mínima entre as duas legendas indica que novas movimentações podem ocorrer no curto prazo, especialmente diante da expectativa de uma nova leva de filiações já em articulação.

Entre os nomes esperados para reforçar o partido está o deputado estadual William Brígido, que deverá deixar o Republicanos para disputar a reeleição na Alepe. Sua eventual entrada amplia ainda mais o potencial de crescimento da legenda e reforça a percepção de que o PSD se tornou um dos principais destinos para parlamentares que buscam melhores condições eleitorais.

O movimento também tem desdobramentos para além da Assembleia. A ex-prefeita de Ipojuca, Célia Sales, acompanha a reconfiguração e deixa o PP para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSD. Sua entrada reforça o projeto da legenda de ampliar presença não apenas no Legislativo estadual, mas também na bancada federal, mirando protagonismo em Brasília.

Mais do que um simples rearranjo partidário, a ofensiva liderada por Raquel Lyra revela uma estratégia clara de fortalecimento da base governista. Ao atrair parlamentares com densidade eleitoral e capilaridade regional, a governadora amplia sua margem de governabilidade e, ao mesmo tempo, estrutura uma base mais competitiva para as eleições proporcionais.

Se a tendência se confirmar com novas adesões, o PSD poderá, em pouco tempo, assumir a liderança da Alepe. Mais do que isso, consolida-se como peça central no tabuleiro político estadual, com capacidade de influenciar diretamente os rumos da eleição e do próximo ciclo de poder em Pernambuco

terça-feira, 17 de março de 2026

PAGANDO UM PREÇO ALTO: Raquel Lyra demite aliados de Dudu da Fonte. PP perde Ceasa, Lafepe e Porto do Recife de uma vez só



Eduardo da Fonte, Bruno Rodrigues, Paulo Nery e Plinio Pimentel (Esq. p/ dir.)

Por Ricardo Antunes — A governadora Raquel Lyra (PSD) não teve pena e tirou o PP de Eduardo da Fonte da administração estadual. De uma tacada só, ela exonerou o presidente da Ceasa (Bruno Rodrigues), o presidente do Lafepe (Plínio Pimentel) e o presidente do Porto de Suape (Paulo Nery).

Todos eles foram indicados por Eduardo da Fonte, que exerceu poder sobre os órgãos por mais de três anos e meio. É uma reação ao acordo feito pelo líder do PP, que trocou de lado e vai ser candidato ao Senado na chapa de João Campos (PSB).

Todos foram indicados pelo presidente estadual do partido, o deputado Eduardo da Fonte.

Os presidentes dos conselhos de administração responderão interinamente pelas entidades até que os novos diretores-presidentes sejam definidos pela governadora. Foi uma resposta ao que o Palácio considerou como “alta traição” por parte do presidente do PP, que teve tudo o que pediu nessa gestão. “Foi uma punhalada nas costas, mas a governadora deu o troco e mostrou que não se verga”, disse um assessor.

Comandada pelo deputado Kaio Maniçoba, a Secretaria de Turismo deve permanecer com o parlamentar, que já disse que ficará com Raquel Lyra.

Resta saber qual será a reação da bancada do PP: vai seguir o seu líder ou vai ficar com a governado

Prefeitos de Pernambuco definem teto de R$ 350 mil para cachês de artistas em eventos públicos

A medida foi construída com base em uma pesquisa realizada pela entidade, que contou com a participação de 81% dos municípios do estado

Por Aisha Vitória

Assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) - Foto: Jonas Quirino

Prefeitos de municípios de Pernambuco decidiram, durante assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), nesta terça-feira (17), estabelecer um teto de R$ 350 mil para o pagamento de cachês artísticos em eventos realizados pelas cidades, como Carnaval e São João.

A medida foi construída com base em uma pesquisa realizada pela entidade, que contou com a participação de 81% dos municípios do estado.

Entre as 149 cidades que responderam ao levantamento, 96% defenderam a necessidade de padronização dos valores pagos a artistas.

Os dados apontaram que os valores mais citados variavam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, o que levou à definição do teto de R$ 350 mil como um ponto de equilíbrio. Segundo a Amupe, o limite funcionará como orientação para os gestores.
Debate dos prefeitos

Durante a assembleia, o então presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), destacou que a decisão busca contemplar a maioria dos municípios.

“Se você trabalha esse teto entre 300 e 400 mil, você está contemplando a grande maioria dos prefeitos que participaram da pesquisa. Apenas 5% citaram o teto de 500 mil”, afirmou.

Pedro também pontuou a necessidade de respeitar contratos já firmados. Segundo ele, acordos previamente assinados ou em fase avançada de negociação não devem ser impactados pela nova orientação.

O debate também evidenciou a preocupação dos gestores com a alta nos valores cobrados por artistas nos últimos anos. O prefeito de Cabrobó, Galego de Nanai (Avante), afirmou que os próprios municípios contribuem para a inflação dos cachês.

“Quando nós criamos um limitador de preço, nós forçamos que essas bandas baixem o preço. Se fizer um histórico de crescimento do preço de cachê nos últimos três anos, há três anos atrás, uma banda que eu contratei a 200 mil, hoje custa 700 mil reais. Não tem nenhum índice de correção que justifique um aumento com o preço desse”, disse.

Apesar do consenso em torno do teto, alguns gestores defenderam a necessidade de flexibilização em casos específicos. O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (Republicanos), ressaltou que eventos tradicionais devem ser tratados como exceção.

“É importante, na formalização, destacar algumas exceções. Por exemplo: o São João do Caruaru, que é uma festa tradicional, é uma festa que se a gente for mexer no cachê, nós vamos tirar a cultura do estado de Pernambuco. (...) Eu acho que devemos tratar essas exceções na formalização, para que municípios, depois que contratarem, não sejam penalizados pelos demais”, pontuou.

Caráter orientativo

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que acompanhou a discussão junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), destacou que o teto terá caráter orientativo. Um representante do MPPE explicou que a medida faz parte de um processo gradual.

“Nas negociações avançadas, estamos no processo de construção coletiva. Esse é o primeiro passo. E, possivelmente, mais a frente, nós falaremos de alguns ajustes derivados da prática”, afirmou.

Ao final da assembleia, a proposta do teto foi aprovada por consenso como orientação para os municípios. A Amupe informou que deve divulgar, nos próximos dias, uma nota técnica conjunta com o TCE-PE e o MPPE com diretrizes mais detalhadas sobre a aplicação da medida.

Após a reunião, também foi realizada a cerimônia de posse da nova presidência da entidade, com a transferência do cargo do ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia (Podemos), para Pedro Freitas.

De favorito absoluto a disputa apertada: Como João Campos deixou Raquel Lyra entrar no Jogo


bastidoresdapoliticape - No início de 2025, a eleição para o Governo de Pernambuco parecia praticamente definida. João Campos aparecia nas pesquisas com mais de 60% de intenções de voto, enquanto Raquel Lyra surgia distante, com cerca de 20% a 25% das intenções de voto.
O cenário apontava para uma vitória tranquila.

Mas a política é dinâmica, e o favoritismo começou a se desidratar. Com o passar dos meses, pesquisas sucessivas mostraram uma queda gradual nos números de João. Parte desse desgaste veio de episódios que uma boa assessoria política dificilmente deixaria acontecer.

Entre eles, decisões que repercutiram mal, como o aumento simbólico de apenas um real no salário dos professores, que acabou gerando mais desgaste do que se nada tivesse sido anunciado. Outro caso polêmico foi a nomeação de uma pessoa com deficiência que estava atrás na fila e acabou sendo colocada em primeiro lugar, levantando questionamentos.

Pequenos episódios que, somados, foram criando ruídos e desgaste político.

Enquanto isso, Raquel Lyra foi encurtando a distância. Chegamos ao ano eleitoral com um cenário bem diferente daquele que parecia inevitável no começo: hoje, o páreo é duro para João Campos.

O que parecia uma vitória certa em 2025 já não é mais.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que faltou articulação política no momento mais estratégico do jogo. Com muitos nomes fortes disputando espaço nas duas vagas para o Senado, João Campos acabou postergando decisões e, nesse vácuo, viu peças importantes começarem a escapar.

O resultado é um dilema que hoje preocupa aliados:
Marília Arraes, que lidera com mais de 40% em todas as pesquisas para o Senado, e Sílvio Costa Filho, outro nome de peso, podem acabar no palanque de Raquel Lyra,e não no dele.

Marília, que já foi tratada como peça praticamente certa no campo de João, hoje transmite sinais de indefinição. E, na política, espaço vazio raramente fica sem ocupação.

Se esse movimento se consolidar, João Campos pode não apenas enfrentar uma eleição mais difícil do que o previsto, mas também ver sua adversária ganhar musculatura com nomes competitivos e altamente eleitorais.

Política é como a nuvem, muda a todo momento.

Izaías Régis mais uma vez acompanha Raquel Lyra e reforça aliança ao ingressar no PSD em Pernambuco


O deputado estadual Izaías Régis oficializou, nesta terça-feira (17), sua filiação ao Partido Social Democrático em Pernambuco. O ato ocorreu na sede estadual da sigla, no Recife, e contou com a presença da governadora Raquel Lyra, que também preside o partido no estado e abonou as fichas dos novos filiados.


Além de Izaías Régis, o PSD recebeu importantes nomes da política pernambucana, como Débora Almeida, Joãozinho Tenório, Aglailson Victor, Socorro Pimentel, Romero Sales Filho e Antônio Moraes, fortalecendo a bancada da legenda na Assembleia Legislativa. A ex-prefeita de Ipojuca, Célia Sales, também se filiou ao partido.


O movimento marca um novo momento de expansão do PSD em Pernambuco, que, sob a liderança de Raquel Lyra, tem ampliado sua base política em todas as regiões do estado. Durante o evento, a governadora destacou a importância da chegada dos novos quadros, ressaltando o compromisso coletivo com o fortalecimento de um projeto de desenvolvimento para Pernambuco.


O deputado Izaías Régis enfatizou que a mudança partidária representa a continuidade de sua trajetória política pautada no diálogo e no compromisso com a população. “Um novo capítulo, com as mesmas convicções de sempre. Hoje, oficializo minha filiação ao Partido Social Democrático, ao lado da nossa governadora Raquel Lyra. Um partido que representa o equilíbrio, o diálogo e, acima de tudo, o compromisso com o povo pernambucano. Minha trajetória sempre foi guiada pela social democracia — o centro político onde acredito que as melhores decisões nascem: ouvindo as pessoas, respeitando as diferenças e colocando o povo no comando. É nesse caminho que sigo, com responsabilidade e coragem. Como deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, reafirmo meu compromisso de continuar trabalhando por um Pernambuco mais justo, desenvolvido e cheio de oportunidades para todos.”

Após a solenidade, a governadora seguiu para Brasília, onde dará continuidade às articulações políticas voltadas à formação da chapa majoritária. O evento contou ainda com a presença de diversas lideranças políticas do estado, reforçando o clima de unidade e fortalecimento do partido no cenário pernambucano.