segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

BEPI AGE NO GALO DA MADRUGADA E RETIRA CRIANÇAS DE SITUAÇÃO DE RISCO DURANTE O CARNAVAL

 Do Agreste Violento


Durante a Operação Carnaval realizada neste sábado (14), no tradicional bloco Galo da Madrugada, policiais do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) atuaram de forma decisiva para proteger três crianças que se encontravam em situação de vulnerabilidade.

A equipe identificou menores de 11, 5 e 1 ano de idade acompanhadas da mãe, que apresentava sinais visíveis de embriaguez. As crianças estavam há um longo período em uma área próxima aos trios elétricos, local marcado por intensa aglomeração de pessoas, som alto e riscos à integridade física.

Diante da gravidade do cenário e com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar das crianças, os policiais realizaram a condução da família ao Fórum Thomaz de Aquino. No local, a ocorrência foi formalmente comunicada às autoridades competentes, incluindo a Polícia Civil, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o juiz plantonista.

Após a adoção das medidas legais cabíveis, o avô materno das crianças foi localizado e compareceu ao fórum, assumindo a responsabilidade pelos menores.

A ação do BEPI reforça o compromisso da Polícia Militar com a proteção da infância e a preservação da vida, especialmente em grandes eventos populares, onde situações de risco exigem atenção redobrada e resposta rápida das forças de segurança.

Em 70% dos casos, abandonar a prefeitura para disputar o governo é um péssimo negócio


Por Ricardo Antunes

Eduardo Paes (PSD) e João Campos (PSB)

De O Globo – Inédito em capitais como Rio e Recife, onde Eduardo Paes (PSD) e João Campos (PSB) devem deixar seus cargos até abril, o movimento de abandonar o mandato no meio para disputar o governo estadual deu errado, neste século, em 70% das vezes. Dos 19 que tentaram, apenas seis conseguiram se eleger governador.

Entre os casos bem-sucedidos, destacam-se dois tucanos de São Paulo: João Doria, em 2018, o último no país que teve sucesso, e José Serra, em 2006, caso mais emblemático de escrutínio sobre a decisão de interromper mandato. Os demais exemplos foram Wilma Faria (Rio Grande do Norte), em 2002; Marcelo Déda (Sergipe), em 2006; e Beto Richa (Paraná) e Ricardo Coutinho (Paraíba), em 2010.

Na lista dos que tentaram sem êxito aparecem nomes conhecidos da política nacional. Em 2002, o petista gaúcho Tarso Genro deixou a prefeitura de Porto Alegre e concorreu ao Palácio Piratini, mas foi derrotado. Depois, ele comandaria diferentes ministérios do governo Lula e conseguiria se eleger governador em 2010, oito anos após a primeira tentativa.

Um dos baques mais recentes foi o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Ainda pelo PSD, ele tentou enfrentar o então candidato à reeleição Romeu Zema (Novo) em 2022. O governador, no entanto, sagrou-se vitorioso logo no primeiro turno. Minas tem 853 municípios, e apenas 11% da população do estado mora em BH. Em outubro, Kalil pretende estar de novo nas urnas, agora pelo PDT e com Zema já fora do páreo.

— É uma espécie de quebra de contrato, de compromisso. Não tenho receio em arriscar que essa punição vem da quebra dessa expectativa de eleger uma pessoa para governar quatro anos — aponta o cientista político Marco Antonio Teixeira, professor da FGV EAESP, sobre o levantamento.

Em 2004, ao longo da campanha para prefeito, Serra precisou responder se firmava o compromisso de não deixar a cidade no meio do mandato para disputar o governo. Chegou a assinar um papel para oficializar a promessa. Apesar do descumprimento, elegeu-se governador dois anos depois. O episódio, contudo, passou a assombrá-lo. Na campanha municipal de 2012, quando almejou voltar à prefeitura paulistana, o vencedor Fernando Haddad (PT) explorou o caso. Para Serra, o documento assinado no passado era apenas um “papelzinho”.

                                                              Vitória e frustração

O outro capítulo na maior cidade do país foi com João Doria. Outsider, o empresário conseguiu se eleger prefeito em 2016, e todo mundo sabia desde então que ele nutria ambições presidenciais. Após deixar a prefeitura com pouco mais de um ano de gestão, conseguiu virar governador numa disputa apertada, calcado no voto “BolsoDoria” e na força que o PSDB ainda tinha no interior paulista. Na capital, que dois anos antes lhe dera uma vitória superlativa já no primeiro turno, o tucano perdeu para Márcio França (PSB) com quase um milhão de votos de diferença.

Quando repetiu o movimento de deixar a administração — desta vez a estadual — para tentar a Presidência, Doria não conseguiu sequer fazer a candidatura avançar no partido.

— O Doria foi um caso bem emblemático, porque mal começou o mandato de prefeito e já queria ser presidente da República. Acabou sendo candidato ao governo e teve sucesso, mas depois, ao tentar de novo sair do governo para ser presidente, não apenas não teve êxito na candidatura, como não fez o sucessor (Rodrigo Garcia) no estado — rememora Teixeira.

No Rio, não existe essa tradição. O único ex-prefeito da capital que virou governador foi Marcello Alencar, em 1994, mas ele já tinha deixado o cargo quando passou por um rebranding, rompeu com o ex-governador Leonel Brizola e migrou do PDT para o PSDB, partido então embalado pelo Plano Real. Um outro prefeito também dissidente do brizolismo, só que do interior fluminense, fez esse movimento e deu certo: Anthony Garotinho, de Campos dos Goytacazes, em 1998.

Paes, portanto, vai ser o primeiro da capital a tentar a sorte, na contramão da promessa feita em 2024, durante e depois da campanha, quando disse que ficaria até o fim do mandato. Logo após a vitória, ele recebeu o GLOBO e se recusou a assinar uma bem-humorada “carta” de compromisso apresentada pela Ema Jurema, blogueira do jornal Extra.

A despeito das negativas do prefeito, a sua postura desde a campanha indicava que ele não completaria o quarto mandato à frente da cidade. Uma delas foi a escolha do vice da chapa, Eduardo Cavaliere (PSD), um dos integrantes de seu núcleo duro. Com a indicação, houve uma leitura inequívoca de que ali já estava definida a sucessão.

— Paes é um caso muito específico: é prefeito pela quarta vez e, na última eleição, se elegeu com as pessoas sabendo que faria esse movimento, apesar de ter negado. A escolha do vice deixava isso muito evidente. Minha avaliação, portanto, é de que essa cobrança por ter deixado a prefeitura não será um elemento tão importante na eleição estadual — analisa a historiadora Marly Motta, professora aposentada da FGV CPDOC.

Desafio mesmo, para Paes, será a expansão para fora da capital, observa a autora do livro “E agora, Rio? Um estado em busca de um autor”. Fundado por decreto da ditadura militar em 1974, o atual desenho do estado do Rio agrupou duas unidades federativas, a Guanabara e o antigo Rio, de perfis políticos bastante distintos.

— O que pode ser um elemento é o perfil que ele sempre teve de exaltar a capitalidade do Rio e aspectos da vida carioca. São pautas que não têm apelo na Baixada, no interior — afirma Marly Motta.
Caso pensado

João Campos, no Recife, compartilha semelhanças com Paes. Já se falava na campanha à reeleição que ele deixaria a cidade no meio, e a escolha do vice também foi por um nome do círculo mais próximo do prefeito, Victor Marques (PCdoB). Como desafio, o presidente nacional do PSB enfrenta o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) estar apta à reeleição. Campos precisa superar a máquina estadual e o poder de atração que ela exerce sobre prefeitos do interior.

O prefeito recifense, no entanto, tem a herança familiar como ativo para atrair o eleitor de fora da capital. É filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, dois populares ex-governadores de Pernambuco.

Quem também cogita a empreitada é o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL). Ele deverá se desincompatibilizar em abril, mas interlocutores avaliam que dificilmente vai encarar a eleição de governador se o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disputar o cargo.

Pelo Brasil, sobretudo fora dos estados mais populosos, existem casos de prefeitos do interior que viraram governadores após interromperem seus mandatos. Entre nomes conhecidos, há Cássio Cunha Lima, que deixou a prefeitura de Campina Grande e virou governador da Paraíba.

João Campos pode perder mais uma aliado para Raquel Lyra

O vereador Osmar Ricardo (PT) apareceu ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), no Galo da Madrugada

O cenário político do Recife ganhou mais um ingrediente nos bastidores do Carnaval. O vereador Osmar Ricardo (PT) apareceu nos stories ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), no Galo da Madrugada, e a movimentação já está dando o que falar.

O detalhe que chama atenção é que Osmar vem se juntando ao grupo que articula a assinatura da CPI contra o prefeito João Campos (PSB). Segundo informações de bastidores, falta oficialmente apenas uma assinatura para que o pedido seja protocolado.

A foto ao lado de Raquel, justamente em meio ao maior evento popular do Estado, foi vista como uma sinalização política forte — e considerada por aliados do PSB como um gesto nada amistoso.

Osmar Ricardo é vereador do PT, partido que nacionalmente integra a base do governo Lula, mas que no Recife vive uma relação de tensão e disputa de espaços com o PSB.

No meio da folia, o gesto ganhou leitura política imediata: aproximação estratégica ou recado direto?

Com a CPI prestes a sair do papel, qualquer movimento vira combustível para especulações. E, no Carnaval, como na política, nada é por acaso.

Em Pesqueira, governadora Raquel Lyra celebra festividade também no interior e prestigia Carnaval dos Caiporas

 

Foto: Hesíodo Góes/Secom

Dando continuidade à agenda de Carnaval do interior de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra prestigiou, neste domingo (15), o Carnaval de Pesqueira, no Agreste, reforçando o compromisso com a valorização das manifestações culturais do interior. Durante a visita ao Carnaval dos Caiporas, a gestora reforçou o apoio aos carnavais tradicionais que movimentam a economia, fortalecem identidades locais e mantêm vivas as expressões culturais pernambucanas. Acompanhada do prefeito do município, Cacique Marcos Xukuru, a chefe do Executivo estadual andou em polos da cidade e cumprimentou o público presente.

“É lindo de ver a manifestação da nossa identidade cultural expressada em cada recantinho de Pernambuco. Estamos fazendo isso o ano inteiro e todos os anos, garantindo o Carnaval mais seguro da nossa história. São milhares de lançamentos de efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil e mais de R$ 80 milhões investidos. Das atrações artísticas contratadas, mais de 90% são pernambucanas. E essa é a potência de Pesqueira, do interior do nosso Estado, que precisa da presença forte do Governo de Pernambuco”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Acompanhada por lideranças políticas da região, a gestora foi recebida com festa pelos foliões e blocos, e acompanhou a programação carnavalesca do município, reconhecido por realizar um dos maiores carnavais do interior de Pernambuco. O prefeito Cacique Marcos Xukuru destacou a importância da presença do Governo do Estado no município. “Uma alegria viver esse Carnaval que é tão lindo e tão maravilhoso que o nosso pesqueirense merece. Foram meses de planejamento e agora a gente está fazendo essa entrega maravilhosa para o nosso povo”, afirmou o prefeito.

Com apoio da Secretaria de Cultura do Estado, a programação do Carnaval de Pesqueira conta com polos descentralizados, como o Palco Principal, o Polo Prado – Samba & Pagode, além de atividades em comunidades como Aldeia Cimbres, Xucurus, Mutuca, Roçadinho e Sítio Rosário, valorizando blocos tradicionais, orquestras, manifestações populares e grandes atrações musicais.

O secretário de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, ressaltou o impacto do Carnaval para a economia da região. “Pernambuco hoje está sendo visto do Litoral ao Sertão. Isso é uma valorização da nossa cultura e do povo sertanejo. Melhora o turismo, a região toda ganha com esse investimento, é desenvolvimento econômico”, frisou o secretário.

Presente na festividade, o deputado estadual Luciano Duque destacou o apoio da gestão à promoção de cultura. “Festa massa, dos melhores carnavais de Pesqueira com o apoio do Governo do Estado, investimento maciço aqui, numa festa muito tranquila, com muito movimento e muito turista”, acrescentou o deputado.

SEGURANÇA – Para garantir a segurança doa foliões, a Secretaria de Defesa Social mobilizou uma força-tarefa para cobertura reforçada nos locais de maior concentração de público. Foram 980 postos de trabalho das Operativas da SDS, incluindo Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Corregedoria, além de equipes das Operações Drones e Lei Seca.

Crescimento do PSD de Kassab vira principal ameaça a Hugo Motta na eleição da Câmara

Legenda conta hoje com 47 deputados federais, dois a mais do que o Republicanos, partido de Motta, mas trabalha com meta de chegar a 100 deputados

Folhapress

Gilberto Kassab, presidente do PSD (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O crescimento do PSD de Gilberto Kassab, que pretende dobrar sua bancada de deputados federais na próxima eleição, virou a principal ameaça à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para mais um biênio na presidência da Câmara, na visão de aliados.

A disputa ocorrerá apenas em 1º de fevereiro de 2027, já sob outro governo, o que influenciará as negociações. Nos bastidores, no entanto, já há movimentos sutis entre os partidos para posicionamento, e a disputa pela vaga do TCU (Tribunal de Contas da União) é vista como primeira etapa. Moraes vota por rejeitar recurso de réus do Núcleo 3 da trama golpista

Kassab deu o tom de uma campanha de oposição na semana passada, ao participar de conferência com investidores organizada pelo banco BTG Pactual e criticar a falta de debate sobre a diminuição do tamanho do Estado, políticas públicas de transparência e uma reforma política com o voto distrital.

“Lógico que eu não estou feliz com este Congresso. Um Congresso que não dá nenhuma resposta para essas demandas da sociedade”, afirmou, cobrando que o Legislativo se “imponha” para que as demais instituições passem a respeitá-lo mais. “É um Congresso que não está à altura da sociedade brasileira e que precisa ser melhorado.”

O PSD conta hoje com 47 deputados federais, dois a mais do que o Republicanos, partido de Motta. A sigla, no entanto, cresceu regionalmente com a eleição do maior número de prefeitos em 2024 e a filiação de governadores como Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Raquel Lyra (PE). Com isso, trabalha com a meta de chegar a 90 ou 100 deputados.

O partido de Kassab é um dos mais distantes de Motta dentre as legendas de centro-direita. O grupo mais próximo do atual presidente da Câmara conta com o PP e União Brasil (que formarão uma federação para disputarem juntos as próximas eleições), além do Republicanos e partidos menores, como o Podemos.

O PSD manteve como líder de sua bancada o deputado Antonio Brito (BA), que tentou se candidatar à presidência da Câmara contra Motta, mas acabou atropelado pelo acordo do governo Lula (PT) com o sucessor indicado pelo ex-presidente Arthur Lira (PP-AL).

Apesar do plano fustrado, o PSD tem apoiado a agenda do presidente da Câmara, e Brito mantém uma aliança tácita com Motta. Integra, por exemplo, o “blocão” de 275 deputados criado em novembro para isolar PT e PL nas decisões da Casa. Mas deputados contam que a relação é de desconfiança.

O presidente da Câmara tem aliados mais próximos no PSD, como Domingos Neto (CE) –a quem confiou a relatoria de projetos como o voto distrital e a reforma dos planos de saúde– e Cezinha da Madureira (SP) –que ele tentou emplacar como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS.

Uma das primeiras etapas dessa disputa, na visão de aliados de Motta, será a eleição para a vaga do TCU aberta no fim de fevereiro com a aposentadoria de Aroldo Cedraz. Motta e Lira prometeram eleger o deputado Odair Cunha (PT-MG) em troca do apoio do PT, mas PSD e União Brasil negociam uma aliança com o PL para desbancá-lo.

O PSD terá Hugo Leal (RJ) como candidato. O União Brasil espera um acordo entre Elmar Nascimento (BA) e Danilo Forte (CE). O combinado é que Nascimento tentará costurar o apoio do PSD e do PL. Se conseguir, será o nome do grupo. Se não, desistirá e apoiará Forte na eleição. A votação é secreta e ocorre em um único turno.

Deputados envolvidos na negociação dizem que, entre as sugestões na mesa, estão a eleição nacional de outubro e também pleitos futuros, como as disputas pela presidência da Câmara e pela segunda vaga para o TCU que será aberta com a aposentadoria de Augusto Nardes no ano que vem –ele cogita antecipá-la para março, o que abriria espaço para outra indicação ainda este ano.

Um aliado do presidente da Casa afirma que ele precisa sentar com o PSD e renegociar os termos da atual aliança. Uma das sugestões é rever a indicação de um parlamentar do partido para a presidência da CMO (Comissão Mista de Orçamento). O escolhido é Domingos Neto. Outra é evitar entregar a relatoria de projetos importantes para a sigla. Até agora, Motta não deu sinais de que seguirá esses conselhos.

Parlamentares do PSD dizem, nos bastidores, que o partido pode se aproveitar da fragilidade do atual presidente da Câmara para buscar a vaga em fevereiro de 2027, caso ele não consiga reconstruir sua imagem até lá. O tamanho que cada partido sairá da eleição será também decisivo para isso.

Motta acabou o primeiro ano sob desconfiança do governo Lula (PT), de partidos da esquerda e da oposição, e com críticas até de seu antecessor. Lira afirmou, após ver frustrado o plano de cassar o desafeto Glauber Braga (PSOL-RJ), que a gestão do atual presidente era “uma esculhambação”.

Ambos, no entanto, reataram. Segundo aliados, Motta tem atuado diretamente para ajudar Lira a viabilizar sua candidatura ao Senado –o que tira uma sombra ao atual presidente, evitando que seu antecessor decida permanecer na Câmara e concorrer de novo ao comando da Casa.

Motta levou Lira a um encontro com Lula ano passado, numa costura envolvendo o cenário eleitoral de Alagoas e a indicação da tia do prefeito de Maceió, JHC (PL), para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Teria também garantido apoio a ele para a segunda vaga do TCU, se for derrotado na eleição de outubro.

Com a saída de Lira da disputa, Motta é visto na Câmara como favorito para a reeleição, mesmo diante dos seguidos desgastes internos. Líderes partidários ouvidos pela Folha elogiam seu bom trato e capacidade de diálogo e afirmam que os poderes conferidos pela presidência inibem outros adversários. Se fizer um bom segundo ano de mandato, dizem, ele não deve encontrar adversários.

Procurados, Motta e Brito não quiseram comentar.

Se vice de Lula for do MDB, política muda da águia pro vinho em Alagoas

Lula e Renan Filho posam para fotos durante evento no Palácio do Planalto. Assessoria

A discussão sobre a vaga de vice na chapa do presidente Lula em 2026 pode não dar em nada no jogo político alagoano – desde que fique com está, com Geraldo Alckmin. Mas se o presidente decidir entregar a indicação ao MDB, o cenário eleitoral pode mudar da água para o vinho.

Isto porque a escolha de Lula , desta vez, pode ter efeitos diretos também em Alagoas. O senador Renan Calheiros disse que, se o MDB for convidado para compor como vice, o partido terá maioria para formalizar o apoio à reeleição do presidente.
A tese não é nova. Em outubro do ano passado, Renan esteve com Lula na Granja do Torto, acompanhado de lideranças emedebistas. Foi lá dizer ao presidente que há resistência interna no MDB à aliança nacional, mas uma eventual indicação do vice poderia consolidar o apoio do partido. Nessa quarta-feira (12/02) o senador surpreendeu. Segundo ele, se Lula convidar o MDB para a vice, “teremos maioria na convenção” (do MDB nacional).
No páreo, dois nomes despontam como alternativas viáveis dentro do partido: o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho. Ambos representam força regional e trânsito nacional. A movimentação, no entanto, enfrenta reação do PSB, partido do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, que resiste à perda de espaço na chapa.
As articulações estão apenas começando. Mas o impacto pode ser significativo.
No plano nacional, a entrada formal do MDB como parceiro majoritário ampliaria a base de sustentação de Lula no centro político. No plano local, especialmente em Alagoas, o efeito seria imediato.
Renan Filho é hoje o principal nome do grupo governista para disputar o governo estadual em 2026. Caso fosse escolhido para a vice de Lula, deixaria o projeto local para assumir missão nacional. E aí surge a pergunta inevitável: quem seria o candidato ao governo em seu lugar?

Temos que aprender a votar nas próximas eleições por candidatos que fazem por Garanhuns, basta de votar errado


O povo de Garanhuns precisa saber votar, pois candidatos feito  a Senadora Teresa Leitão (PT-PE) tem direcionado emendas parlamentares e ações para o município de Garanhuns e região, é muito pouco em relação a sua grande votação na cidade, nas eleições de 2022, a senadora Teresa Leitão (PT) foi a candidata ao Senado mais votada em Garanhuns, obtendo 31.258 votos, o que correspondeu a 50,65% dos votos válidos no município.

Abaixo, os detalhes da votação para o Senado em Garanhuns:
Candidato(a)Votos em GaranhunsPorcentagem
Teresa Leitão (PT)31.25850,65%
Gilson Machado (PL)14.15422,94%
Guilherme Coelho (PSDB)9.07914,71%
André de Paula (PSD)5.8619,49%
A apuração completa e outros resultados locais podem ser verificados em fontes oficiais como o G1 Pernambuco e o portal da Band. No total do estado de Pernambuco, Teresa Leitão foi eleita com 46,12% dos votos.
  • Apoio a Mulheres Quilombolas (2024/2025): Emenda parlamentar de destaque foi destinada ao fortalecimento de coletivos de mulheres quilombolas na zona rural de Garanhuns, especificamente para o projeto "Fundos Rotativos Solidários" (Quilombolas Flores de Dandara).
  • Parcerias com CODEVASF: O mandato de Teresa Leitão atua em parceria com a CODEVASF para ações de infraestrutura e desenvolvimento, o que frequentemente beneficia municípios do Agreste, incluindo Garanhuns.
  • Foco Regional: Suas emendas individuais, em 2024 e 2025, focam em transferência de finalidade definida para o estado de Pernambuco, com forte presença no Agreste Meridional.
Embora ela atue com emendas "múltiplas" (atendendo várias cidades), Garanhuns é frequentemente beneficiada, especialmente em ações voltadas para a agricultura familiar, educação e direitos das mulheres.
Candidatos que só tem votos dos eleitores da cidade e nunca apareceu por aqui, para ver a realidade de perto de nosso povo, esses temos que virar as costas também, e fazer o que eles fazem com o povo de nossa cidade. Acorda Garanhuns!

Recordar é Viver, Eleições em Garanhuns (PE): Veja como foi a votação no 1º turno

Saiba como os eleitores do município votaram para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.


Garanhuns (PE)
definiu os votos para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual no primeiro turno das eleições 2022, realizado neste domingo (2).

Os candidatos mais votados na cidade não foram necessariamente eleitos, já que esta é uma eleição de âmbito estadual e nacional. Os números abaixo se referem apenas aos votos em Garanhuns (PE)

Lula, do PT, foi o candidato mais votado para a Presidência da República na cidade. Para o cargo de governador de PE, Raquel Lyra, do PSDB, recebeu mais votos.

Veja os resultados das eleições em todo o Brasil em g1.com.br/eleicoes

Ao fim da apuração na cidade, Lula, do PT, teve 72,12% dos votos para a Presidência (54.269 votos), enquanto Jair Bolsonaro foi a escolha de 23,51% dos eleitores (17.690 votos) do município.

Para o cargo de governador, Raquel Lyra recebeu 38,66% dos votos (26.468 votos) entre os eleitores de Garanhuns (PE). A segunda colocada nesse cenário foi Marília Arraes, com 21,85% (14.961 votos).

Para o Senado, Teresa Leitão liderou as escolhas do município, com 37145 votos, vence quem obtiver a maior soma de votos no estado.

Felipe Carreras foi o mais votado pela cidade para ocupar um cargo na Câmara dos Deputados, com 9878 votos – para se eleger, é preciso que o candidato e seu partido estejam entre os mais votados no estado para atingir o quociente eleitoral e partidário.

Para o cargo de deputado estadual, Izaias Regis foi o mais votado pela cidade, com 22381 votos – assim como ocorre para o cargo federal, é preciso que o candidato e seu partido estejam entre os mais votados no estado para atingir o quociente eleitoral e partidário.

A eleição em Garanhuns (PE) teve 17,82% de abstenção.

Veja abaixo como cada candidato se saiu em Garanhuns/PE:

Presidente da República - votação em Garanhuns (PE)

Lula (PT): 54.269 votos (72,12%)
Jair Bolsonaro (PL): 17.690 votos (23,51%)
Ciro Gomes (PDT): 1.859 votos (2,47%)
Simone Tebet (MDB): 1.073 votos (1,43%)
Soraya Thronicke (UNIÃO): 148 votos (0,20%)
Felipe D Avila (Novo): 114 votos (0,15%)
Padre Kelmon (PTB): 51 votos (0,07%)
Sofia Manzano (PCB): 14 votos (0,02%)
Léo Péricles (UP): 14 votos (0,02%)
Constituinte Eymael (DC): 9 votos (0,01%)
Vera (PSTU): 7 votos (0,01%)
Brancos - 1,47%
Nulos - 2,75%

Governador - votação em Garanhuns (PE)

Raquel Lyra (PSDB): 26.468 votos (38,66%)
Marília Arraes (SD): 14.961 votos (21,85%)
Danilo Cabral (PSB): 12.156 votos (17,76%)
Anderson Ferreira (PL): 8.893 votos (12,99%)
Miguel Coelho (UNIÃO): 5.350 votos (7,82%)
Jones Manoel (PCB): 355 votos (0,52%)
Pastor Wellington (PTB): 161 votos (0,24%)
João Arnaldo (PSOL): 87 votos (0,13%)
Claudia Ribeiro (PSTU): 16 votos (0,02%)
Jadilson Bombeiro (PMB): 9 votos (0,01%)
Brancos - 4,91%
Nulos - 7,95%

Senador - votação em Garanhuns (PE)

Teresa Leitão (PT): 37145 votos (60,28%)
Gilson Machado (PL): 15780 votos (25,61%)
André de Paula (PSD): 3977 votos (6,45%)
Guilherme Coelho (PSDB): 2837 votos (4,60%)
Carlos Andrade Lima (UNIÃO BRASIL): 1228 votos (1,99%)
Eugênia Lima (PSOL): 392 votos (0,64%)
Dayse Medeiros (PSTU): 176 votos (0,29%)
Cantor Esteves Jacinto (PRTB): 80 votos (0,13%)
Roberta Rita (PCO): 6 votos (0,01%) *candidatura anulada - candidata recorre
Brancos - 10,90%
Nulos - 10,66%

Os 10 deputados federais mais votados em Garanhuns (PE)

Felipe Carreras (PSB): 9878 votos (14,46%)
Fernando Rodolfo (PL): 6354 votos (9,30%)
Gersinho Filho (UNIÃO BRASIL): 5347 votos (7,82%)
Dr. Pedro Velôso (PT): 4197 votos (6,14%)
Thiago Paes (PL): 3227 votos (4,72%)
Silvio Costa Filho (Republicanos): 2098 votos (3,07%)
Maria Arraes (Solidariedade): 1883 votos (2,76%)
Túlio Gadelha (Rede): 1878 votos (2,75%)
Pedro Campos (PSB): 1790 votos (2,62%)
Carlos Veras (PT): 1703 votos (2,49%)
Brancos - 8,28%
Nulos - 4,73%

Os 10 deputados estaduais mais votados em Garanhuns (PE)

Izaias Regis (PSDB): 22381 votos (32,07%)
Cayo Albino (PSB): 15328 votos (21,97%)
Professor Pedro Falcão (PCdoB): 2936 votos (4,21%)
Coronel Alberto Feitosa (PL): 2502 votos (3,59%)
Dannilo Godoy (PSB): 2439 votos (3,50%)
Doriel (PT): 1404 votos (2,01%)
Coronel Campos (UNIÃO BRASIL): 1007 votos (1,44%)
William Brigido (Republicanos): 765 votos (1,10%)
Debora Almeida (PSDB): 750 votos (1,07%)
Marco Aurelio Meu Amigo (PSB): 727 votos (1,04%)
Brancos - 7,10%
Nulos - 4,07%

Esta reportagem foi produzida de modo automático, com o apoio de um sistema de inteligência artificial e dados fornecidos em tempo real pelo Tribunal Superior Eleitoral.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Vamos ter o maior embate político dos últimos anos, de um lado Sivaldo Albino apoiando João Campos e do outro Izaías Régis apoiando Raquel Lyra, essa quebra de braço vai ser boa, façam as suas apostas


Esse ano a política local vai ser bem interessante, de um lado o Prefeito de Garanhuns Sivaldo Albino (PSB), que vai apoiar o Prefeito do Recife João Campos, pré-candidato ao governo de Pernambuco, do outro lado o Deputado Izaías Régis, que vai tentar pela primeira vez chegar a Câmara Federal com o apoio do povo de Garanhuns onde foi prefeito 2 vezes e 4 vezes Deputado Estadual, que vai apoiar a reeleição da Governadora Raquel Lyra, que diga-se de passagem, vem fazendo uma grande administração frente ao Palácio Campo das Princesas.

Os dois tem motivos de sobra para estarem bastante confiantes, pelo lado de Sivaldo Albino que vem fazendo uma boa administração na Prefeitura de Garanhuns, ainda tem o incumbido de reeleger seu filho Cayo Albino a Deputado Estadual, e fazer história na família dos Albinos, uma tarefa não muito fácil, porém árdua. 

Já pelo lado de Izaías Régis, ele vem demostrando do porque é o deputado com maior vezes que chegou a Assembleia, pois é muito atuante e vem lutando desenfreadamente para que não só na área da saúde tenha suas conquistas, como, O Hospital Regional Mestre Dominguinhos, o IML, e a Maternidade, além das duas creches tudo isso conquistas junto a Governadora, que com certeza terá uma boa votação aqui na cidade, e com certeza a sua pré-candidatura a Deputado Federal vai impactar muito para Garanhuns.


Tanto Izaías Régis apoiando Raquel Lyra, como Sivaldo Albino vão ter mais uma dura quebra de braço pra ver quem chega a ter maior votação aqui com seus candidatos. Sivaldo tem o apoio dos 14 de 17 vereadores, Izaías tem a experiência necessária para fazer história com H maiúsculo na política de Garanhuns, como o Homem que mais teve cargos eletivos pela cidade, onde só não foi vereador.

Outra disputa que promete ser boa vai ser de Izaías Régis contra Felipe Carreras, o candidato do prefeito a deputado Federal, quem vai ter mais votos do povo de Garanhuns, Izaias ou Carreras? 
 
Em outubro veremos como será essa ótima disputa. Façam as suas apostas, pois quem vai ganhar vai ser a nossa querida Garanhuns e seus moradores. 

Lula e o gesto que vale mais do que mil palavras

No Galo, politicamente, Lula tirou nota 10 para quem deseja ampliar a votação no Nordeste para neutralizar a resistência do Centro-Sul

Por TEREZINHA NUNES

Ao lado de Raquel e João, Lula divide atenção - Divulgação/PR

Se o presidente Lula tinha o propósito de unir, o máximo possível, as correntes políticas de Pernambuco em torno de sua candidatura à reeleição este ano, sua passagem pelo Galo da Madrugada cumpriu fielmente o propósito. Em um estado onde a oposição bolsonarista tem dado dores de cabeça ao prefeito João Campos, e se temia que se organizasse para vaiar o presidente, isso não aconteceu. Ao invés de vaias, mesmo que pequenas, o presidente foi mostrado nas imagens de todas as emissoras de TV, que alcançam altos índices de audiência na passagem do bloco, ao lado da governadora Raquel Lyra e do prefeito João Campos, os maiores adversários na disputa pelo Executivo este ano.

Da mesma forma, João e Raquel celebraram em seus posts na Internet a imagem de um Lula sorridente, cada um a seu modo tentando mostrar para seus eleitores uma boa aproximação como o maior líder nacional que o estado já teve. Se Raquel ou João vão ou não poder exibir Lula na propaganda eleitoral deste ano – há sobradas razões para se acreditar que o presidente quer mesmo transmitir uma mensagem de neutralidade para não ser atacado por nenhum dos palanques – isso fica para o tira-teima que vai se dar daqui para a frente.

Jogo empatado?

No Galo, politicamente, Lula tirou nota 10 para quem deseja ampliar a votação no Nordeste para neutralizar a resistência do Centro-Sul. Já a governadora e o prefeito empataram o jogo. Raquel cumpriu à risca seu propósito em busca de sair bem na foto. Chegou ao camarote acompanhada do senador Fernando Dueire, de prefeitos e deputados estaduais, entre eles um dos maiores lideres petistas no estado: o deputado João Paulo Silva que comanda a bancada do PT na Assembleia até agora mantida na base do Governo. João Campos, como prefeito, teve o direito de recepcionar primeiro o presidente. A governadora só chegou depois.

Defensor de até três palanques para Lula na eleição estadual, como declarou, em primeira mão, ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal do Commércio e ouviu reprimenda do grupo do PT que está na gestão municipal, João Paulo fez questão de registrar, em comentário na rede oficial de Lula, uma mensagem significativa: “ A minha tese de dois em um apoiando Lula tá caminhando no ritmo do frevo... Falta o terceiro acorde que é mais à esquerda”. Ele acha que o presidente deve ter um terceiro palanque com o apoio do candidato a governador pelo PSOL, Ivan Moraes.

Para quem vai o voto da esquerda?

A neutralidade de Lula, caso se confirme, fará da eleição deste ano um caso inédito desde que o atual presidente começou a disputar eleições nacionais e o PT, como fez diversas vezes com o ex-governador Jarbas Vasconcelos, jogou os adversários para o escanteio espalhando que eram contrários ao bolsa família e por isso não mereciam o voto dos lulistas. Esse discurso foi arrasador nos municípios interioranos onde o bolsa família sustenta a maior parte da população.

Quem, entre João Campos e Raquel Lyra, vai se beneficiar ou se prejudicar com a mudança de rumos da esquerda estadual que ficará impedida de jogar na rua da amargura o adversário de ocasião? Só o tempo dirá.

Ministros do STF suspeitam de gravações clandestinas por Toffoli em sessão secreta




Gilmar Mendes, Carmen Lúcia e Luiz Fux

Por Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo – Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que, na quinta (12), decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master.

Os diálogos vieram à tona em reportagem do site Poder360. O texto reproduz as palavras dos ministros de forma literal e precisa.

Magistrados já enviaram inclusive a reportagem a Toffoli mostrando que a gravação ocorreu.

O magistrado negou à coluna ter feito qualquer registro. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirma ele. Em seguinda, levantou a suspeita de que algum funcionário do setor de informática pode ter feito a gravação.

Magistrados afirmaram à coluna que a situação é sem precedentes, de perplexidade e desconforto. Disseram ainda que os diálogos selecionados por quem fez a gravação trazem apenas trechos favoráveis a Toffoli e não mostram a complexidade do que foi discutido na sessão.

A reportagem começa dizendo que a reunião “teve um forte tom político e uma busca de autopreservação por parte de todos os ministros”.

Diz ainda que muitos magistrados apoiavam Toffoli.

E publica falas literais dos ministros.

Gilmar Mendes, por exemplo, disse na reunião, segund a reportagem: “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”.

Em seguida, coloca uma fala de Cármen Lúcia que mostraria que ela estava na reunião com a intenção de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. A fala é a seguinte: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Disse ainda que, apesar de ter “confiança” em Toffoli, era necessário “pensar na institucionalidade”.

Luiz Fux, de acordo com a reportagem, disse: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”.

Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório que culminou na saída de Toffoli do cargo.

Alexandre de Moraes e Nunes Marques

Nunes Marques aparece dizendo: “Para mim, isso é um nada jurídico”. Em seguida, critica Fachin por querer votar a suspeição de Toffoli. Sua frase, publicada de forma literal, é a seguinte: “Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida”.

André Mendonça aparece afirmando: “Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli”. Em seguida: “Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado”.

O ministro Cristiano Zanin afirma: “”Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo”.

Flávio Dino também critica a PF: “Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”.

Apesar de todas essas falas, os magistrados concluíram que o melhor para o STF era o afastamento de Toffoli.

A suspeita de que ele gravou os próprios colegas tem o condão de isolar o magistrado na Corte, segundo um de seus integrantes, já que houve uma quebra de confiança.

Flávio Bolsonaro avança, Lula encolhe e 2026 já nasce sob o fantasma de 2022

 

Foto: Divulgação

Por Edmar Lyra

O desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de fevereiro de 2026 alterou o eixo da sucessão presidencial e produziu um fato político relevante: o bolsonarismo segue competitivo mesmo sem o ex-presidente encabeçando a disputa. Em diferentes levantamentos nacionais, Flávio aparece numericamente à frente ou em empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno. O dado ganha peso quando comparado ao mesmo período do ciclo eleitoral anterior. Em fevereiro de 2022, Lula liderava com folga, enquanto Jair Bolsonaro oscilava vários pontos atrás. Agora, o cenário é de equilíbrio precoce e pressão redobrada sobre o Planalto.

A comparação histórica é inevitável. Em 2022, Lula terminou o primeiro turno com 48% dos votos válidos, contra 43% de Jair Bolsonaro. No segundo turno, venceu por 50,9% a 49,1%, na eleição presidencial mais apertada desde a redemocratização. Mesmo partindo de uma dianteira consistente nas pesquisas ao longo daquele ano, o petista enfrentou uma reta final dramática e um país profundamente dividido. O recado das urnas foi claro: a vantagem inicial não se traduziu em folga eleitoral. Foi uma vitória mínima, sustentada por uma coalizão ampla e por forte rejeição ao adversário.

Em 2026, porém, Lula não demonstra a mesma gordura política no ponto de largada. Se há quatro anos ele aparecia acima dos 40% com regularidade, agora oscila em patamar mais comprimido e diante de um adversário que nasce competitivo. Flávio Bolsonaro apresenta desempenho inicial superior ao que o pai registrava em fevereiro de 2022, o que indica não apenas manutenção, mas possível reorganização estratégica do campo conservador. A transferência de capital político mostra-se mais consistente do que muitos previam, sugerindo que o bolsonarismo permanece estruturado e mobilizado.

O efeito imediato é a configuração de uma disputa novamente polarizada, com risco real de repetição do cenário de 2022 — ou até de um embate ainda mais apertado. Lula começa o ciclo eleitoral sob maior vulnerabilidade relativa, sem a vantagem confortável que teve no passado recente. Já Flávio consolida-se como herdeiro viável de um eleitorado fiel e numeroso. Se o histórico ensina que liderança em pesquisa não garante tranquilidade nas urnas, o retrato atual aponta para uma corrida longa, dura e definida nos detalhes, como foi a última — talvez ainda mais.