segunda-feira, 30 de março de 2026

DECIDIDO: Lula articula apoio do PT a João Campos em Pernambuco e abre cenário de dois palanques para 2026.

Decisão do PT segue orientação nacional e intensifica negociações para composição ao Senado, enquanto presença de Lula no estado no primeiro turno ainda é incerta


Foto/Internet

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco oficializou, neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião da direção estadual da legenda e anunciada em ato realizado no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda. O encontro contou com a presença de lideranças importantes do partido, como o presidente estadual, o deputado federal Carlos Veras, além do senador Humberto Costa e da senadora Teresa Leitão, reforçando o peso político da decisão.

Nos bastidores, a definição é atribuída diretamente à orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, diante da conjuntura nacional, optou por consolidar aliança com João Campos em Pernambuco. A estratégia faz parte de um movimento mais amplo de fortalecimento de palanques competitivos nos estados, visando as eleições de 2026.

Apesar do apoio formal, a decisão não significa, necessariamente, que Lula estará presente em Pernambuco durante o primeiro turno da campanha. A avaliação é de que o cenário político ainda está em construção e dependerá das articulações nacionais e regionais ao longo dos próximos meses.

Com o apoio definido, inicia-se agora uma nova fase de negociações. Um dos principais pontos em discussão é a indicação de um nome ao Senado mais alinhado à esquerda dentro de uma possível composição com a base da governadora Raquel Lyra (PSD). A movimentação busca viabilizar um cenário em que Lula possa contar com dois palanques no estado, ampliando sua base de sustentação política em Pernambuco.

PSD anunciará Caiado como pré-candidato à Presidência

O anúncio ocorrerá em coletiva de imprensa na sede do partido nesta segunda-feira (30/3)

Por Amanda S. Feitoza e Raphaela Peixoto

Fontes disseram ao Correio que Caiado já embarcou na manhã desta segunda para esse anúncio - (crédito: Khalil Santos CB/DA Press)

O Partido Social Democrático (PSD) deve anunciar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República nesta segunda-feira (30/3). Conforme apurou a reportagem, o partido realizará coletiva de imprensa às 16h, na sede do partido em São Paulo.

Fontes disseram ao Correio que Caiado já embarcou na manhã desta segunda para esse anúncio. O governador de Goiás se reuniu na última semana com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Internamente, Ronaldo Caiado disputava a pré-candidatura à presidência com os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Todavia, o governador do Paraná desistiu da candidatura ao Planalto.Leia também: Kassab recebe Caiado em São Paulo e conversará com Leite na quarta

Em janeiro deste ano, o governador de Goiás deixou o União Brasil e ingressou no partido de Kassab. Ao anunciar a mudança de partido, Caiado divulgou um vídeo junto com Leite e Ratinho Jr. e disse que "o que sair candidato" entre eles terá o apoio dos demais.

Caiado oficializou a filiação ao Partido Social Democrático (PSD) no dia 14 de março, em evento na cidade de Jaraguá, Goiás. Durante a cerimônia, ele apresentou Daniel Vilela (MDB), vice-governador do estado, como candidato à sucessão no cargo. Caiado se descompatibilizará na terça-feira (31/3), e o vice-governador do estado tomará posse na data.

Anteriormente, Kassab já havia revelado que o partido anunciaria até o fim de março o nome que disputará a Presidência da República nas eleições deste ano.

"O candidato ainda não foi escolhido. O PSD anunciará até o fim deste mês de março quem levará essas propostas como alternativa à polarização, que domina e paralisa a política e a administração brasileira com temas que pouco contribuem para a solução das demandas mais urgentes do Brasil", escreveu o dirigente.

Preço alto dos aluguéis torna financiamento mais vantajoso

 FipeZap registra aumento de 9,44% nos valores de locação de imóveis



A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FipeZap) registrou uma valorização média de 9,44% nos preços de aluguéis em 2025, confirmando o aumento que já vinha ocorrendo desde 2022. Em anos anteriores, foram registrados períodos de deflação e reajustes moderados, porém, no ano passado, este valor foi mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados também apontam que o preço médio do aluguel por metro quadrado chegou a R$ 50, 98, fazendo com que a locação de um apartamento de 50m², por exemplo, custasse cerca de R$ 2.549.

O cenário ocorre, principalmente, nas capitais dos estados e em áreas centrais, como os bairros Maurício de Nassau e Universitário em Caruaru, que costumam gerar uma valorização imobiliária a médio e longo prazo. De acordo com o coordenador de vendas do Nassau Garden, Lucas Vasconcelos, três fatores causaram o aumento nos valores dos aluguéis. O primeiro foi a retomada econômica e o crescimento dos polos regionais, especialmente das cidades universitárias e polos de serviço, que atraíram novos moradores. Em seguida, ele aponta o pós-pandemia como responsável pela diminuição dos lançamentos durante o período e pela redução da oferta de imóveis prontos. O último ponto mencionado são os juros elevados, gerando dificuldade no financiamento, o que fez com que muitas famílias ainda optassem pelo aluguel.

O coordenador acrescenta: “O proprietário também absorveu o aumento de custos, como taxa de condomínio, IPTU, manutenção e inflação da construção, o que naturalmente pressiona o valor final da locação. O resultado é um mercado com alta demanda, pouca oferta imediata e preços em aceleração.” Esses fatores geram impacto direto nos valores de imóveis disponíveis para financiamento. Lucas Vasconcelos ressalta que, com a alta dos aluguéis, o imóvel passa a gerar mais renda mensal, atraindo investidores que enxergam a compra como alternativa estratégica de proteção patrimonial e geração de renda, esse movimento tem motivado muitas famílias a considerar o financiamento algo mais vantajoso, porém ainda com desafios.

No contexto em que a família deseja adquirir um imóvel, mas vive de aluguel, o planejamento estratégico é essencial para facilitar o financiamento. Para isso, algumas práticas são fundamentais, como simular o orçamento considerando o aluguel e evolução de obra antes de fechar contrato, evitando surpresas financeiras; utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como alavanca estratégica para reduzir o peso da entrada; comprar em empreendimentos com prazo de entrega definido e histórico de credibilidade da construtora para aumentar a segurança da decisão; e negociar entrada e fluxo diretamente com a incorporadora, gerando melhores condições. Além disso, imóveis em regiões de alta valorização tendem a ser entregues valendo mais do que o preço de compra.

Com entrega prevista para 2026, o Nassau Garden permite a criação de um planejamento financeiro estruturado e amplia o poder de negociação antes de novos ajustes, possibilitando que o imóvel seja utilizado tanto para moradia quanto para investimento. “Em um cenário de aluguel em alta e crescimento urbano consistente, o empreendimento se posiciona como alternativa estratégica: ou a pessoa continua pagando aluguel em um mercado cada vez mais caro ou transforma esse esforço em patrimônio”, finaliza Lucas Vasconcelos.

Silvio Costa Filho emplaca Tomé Franca como novo ministro de Portos e Aeroportos

 


O atual secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, será o novo titular da pasta. Ele substituirá o ministro Silvio Costa Filho, que deixará o cargo nesta terça-feira para disputar a reeleição a Câmara Federal nas próximas eleições.

Tomé Franca iniciou sua vida pública ao lado do ministro Silvio ainda como chefe de gabinete quando Costa Filho foi vereador em 2004. Antes disso, Tomé militou ao lado de Silvio no movimento estudantil.

Junto com Silvio Costa Filho nos últimos anos, Tomé também assumiu outras missões. Foi secretário estadual de desenvolvimento urbano em Pernambuco e secretário de saneamento do Recife. 

Antes de assumir a titularidade do Ministério, ele atuou ainda como secretário nacional de Aviação Civil, participando de projetos e políticas voltadas para o desenvolvimento do setor aeroportuário e da infraestrutura aérea no país.

Tomé Franca assumirá a missão de dar continuidade às políticas e projetos estratégicos voltados aos portos e aeroportos do país.

Carlos Veras afasta punição a dissidentes do PT em Pernambuco


Após o PT de Pernambuco definir apoio à pré-candidatura de João Campos ao governo do estado, o presidente estadual da legenda, deputado federal Carlos Veras, afirmou que não haverá punição contra parlamentares que não seguirem a orientação partidária. Em entrevista ao programa Ponto de Encontro, neste domingo, Veras comentou a ausência dos deputados estaduais João Paulo Lima, Rosa Amorim e Doriel Barros na reunião da direção estadual do partido. Os três têm posições mais próximas da governadora Raquel Lyra. “Respeitamos a história e o trabalho desses brilhantes parlamentares. Como presidente, digo que não haverá retaliação a esses parlamentares”, afirmou. Carlos Veras acrescentou que o partido ainda vai buscar diálogo para tentar construir um entendimento interno.

Servidores do Recife perdem a paciência com gestão de João Campos e decretam greve, PSB que se vê em apuros


Os servidores públicos do Recife decidiram entrar em greve após assembleia realizada na última sexta-feira (27), intensificando a crise com a gestão do prefeito João Campos (PSB).

A decisão foi anunciada por Osmar Ricardo, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Recife (Sindsepre). Segundo ele, a categoria vinha tentando abrir diálogo com a prefeitura, mas afirma que encontrou apenas “silêncio e espera” por parte da gestão.

Durante o pronunciamento, Osmar destacou que a greve foi uma medida extrema após várias tentativas frustradas de negociação. “Foram dias de diálogo, paciência e esforço para construir um caminho. Mas, do outro lado, o que recebemos foi silêncio”, afirmou.

A paralisação deve impactar diretamente serviços públicos na capital pernambucana, aumentando a pressão sobre a prefeitura para apresentar respostas concretas às reivindicações da categoria.

O movimento agora entra em um novo momento, com expectativa de mobilizações e possíveis negociações nos próximos dias.

Petardo do Dia



                                     Miguel Coelho e Eduardo da Fonte

Por Ricardo Antunes – Após ver João Campos (PSB) fechar sua chapa ao Senado, a governadora Raquel Lira (PSD) resolveu, finalmente, mostrar que também sabe jogar xadrez. Aproveitou o “orgulho ferido” de Miguel Coelho (UB) e colocou os Bezerra Coelho em seu “curral”.

Após aceitar participar do governo com cargos, indicando os novos titulares da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Lafepe e Porto do Recife, Miguel ficou refém de Raquel e sendo candidato a senador na chapa ou não estará ao seu lado e no seu palanque.

Em relação ao deputado federal Eduardo da Fonte, fez o mesmo. Demitiu aliados do agora presidente da Federação, mas deixou de propósito indicados seus nos comandos da Secretaria de Turismo, Ceasa e do Detran-PE , para também ter Dudu da Fonte, e seu inequívoco peso eleitoral em seu palanque.

Ministro Renan Filho deixa Ministério e duplicação da BR-423 de Lajedo/Garanhuns mais uma vez não se concretiza


Com a saída do Ministro Renan Filho que já comunicou ao presidente Lula, pois
Renan Filho diz que acertou com Lula transição nos Transportes para deixar o governo.

'O presidente Lula fica pedindo a mim para ficar, mas eu tenho um compromisso com Alagoas e com o grupo político que faço parte', disse o ministro .

Renan Filho disse que vai usar esse período de despedia do governo para acelerar obras no estado. “A gente tá com o maior volume de investimentos em Alagoas e no brasil e precisa manter o ritmo”, disse.

Uma análise publicada no Blog do Augusto César reacende o debate sobre a Duplicação da BR-423 e o risco concreto de o trecho entre Lajedo e Garanhuns não ser executado.

Considerada estratégica para o Agreste Meridional e para a economia regional, segundo a publicação, a Obra acumula promessas ao longo de diferentes governos e, mais uma vez, enfrenta incertezas quanto a concretização. Isso significa que com a saída do Ministro Renan Filho, a duplicação Lajedo/Garanhuns não sai antes do fim do ano, e a promessa continua.

“A BR-423 é um dos principais corredores logísticos do interior de Pernambuco. Por ela escoam a produção de laticínios, avicultura e confecções, além de ser rota de ligação com o Sertão. Apesar dessa relevância, o projeto de duplicação, especialmente no segmento que liga Lajedo a Garanhuns, permanece travado há décadas”.

GARGALOS HISTÓRICOS – Para o analista, entre os principais fatores que dificultam o avanço da obra estão questões orçamentárias, entraves ambientais e desafios técnicos. Por se tratar de uma Rodovia Federal, a duplicação depende de recursos da União e da execução pelo DNIT. “Ao longo dos anos, o Projeto foi dividido em lotes, mas a falta de verbas contínuas provocou paralisações sucessivas”.

SITUAÇÃO ATUAL – A postagem registra que atualmente, há tentativas de destravar dois trechos: o Lote 1, entre São Caetano e Lajedo, e o Lote 2, entre Lajedo e Garanhuns. “No primeiro, o ritmo dos serviços oscila conforme a liberação de recursos do Ministério dos Transportes”.

Já o Lote 2 é considerado o mais crítico pelo analista. Segundo a análise, “o Projeto Executivo precisa passar por atualizações frequentes para não se tornar obsoleto antes mesmo de uma licitação definitiva, o que mantém o trecho em permanente risco de adiamento”.

CRÍTICAS E PRESSÃO POLÍTICA - O Blog do Augusto César destaca ainda a frustração da população diante de mais um ciclo de promessas não cumpridas, inclusive durante o atual governo do presidente Lula. “Para moradores e motoristas, enquanto a duplicação não sai do papel, a realidade se resume a operações paliativas de tapa-buracos, insuficientes para o intenso tráfego de caminhões”.

Quem dominar emoção do eleitor terá vantagem na eleição em Pernambuco- por Igor Maciel

Raquel Lyra e João Campos devem se enfrentar nas eleições de 2026 para o Governo de Pernambuco – Colagem – Fabio Rodrigues-Pozzebom/TV Cultura

João Campos deve mobilizar legado e expectativa de futuro, enquanto Raquel Lyra deve ativar memória recente e resultados para evitar retorno do PSB.

Por Igor Maciel do JC

A eleição de 2026 em Pernambuco será decidida, no limite, pela emoção que cada campanha conseguir produzir no eleitor. O voto começa no coração e vai para o cérebro. De lá vai à urna. Esse elemento, a emoção, não é acessório, é o que garante a preferência da maioria na reta final.

A disputa deste ano deve se organizar em torno de duas formas distintas de construir essa emoção. João Campos (PSB) tende a vender esperança, projetando Pernambuco para o futuro a partir de uma narrativa de continuidade e ambição. O “você pode mais” dos coachs por aí (que sabem construir emoção, goste-se deles ou não), deve ser transformado em “Pernambuco pode mais”. Não é um argumento ruim, pelo contrário, funciona muito bem e penetra em qualquer rachadura da gestão Raquel que houver nesse período. Qualquer crise vira porta de entrada para as pessoas pensarem que “a vida poderia estar melhor”. É onde entrará o argumento eleitoral do PSB.

Já a governadora Raquel Lyra (PSD) venderá resultados, apontando para o futuro com base no que já entregou e ativando o “risco de retorno do PSB” ao governo. João tenderá a utilizar o histórico do pai como governador e, em certa medida, a tragédia que interrompeu sua caminhada, mas pode fingir que o governo Paulo Câmara, na época do PSB, nunca existiu. A campanha de Raquel deverá lembrar isso sempre, enquanto demonstra o quanto avançou e ainda pode avançar. É um argumento muito forte também, porque a gestão do PSB alcançou rejeição imensa entre 2015 e 2022. A preocupação de não trocar o certo pelo duvidoso rende muitos votos para quem tenta a reeleição.

Em um cenário de equilíbrio nas pesquisas que é o que já se apresenta, vence quem transformar sua estratégia em sentimento dominante no eleitor.

Garanhuense Vitor Chaves conquista Título no Arnold Classic UK. Trata-se um dos maiores Eventos do Fisiculturismo Mundial

 

Por Carlos Eugênio - O fisiculturista garanhuense Vitor Chaves conquistou o título na categoria Men’s Physique durante o Arnold Classic UK 2026, realizado em Birmingham, na Inglaterra.

Vitor Chaves recebeu o troféu das mãos de Arnold Schwarzenegger, idealizador do evento e uma das maiores referências da história do fisiculturismo.

Logo após a conquista, o Atleta celebrou nas redes sociais e destacou a importância da persistência e da fé em sua trajetória. “Hoje me tornei campeão do Arnold UK, recebendo o troféu das mãos do próprio Arnold. Estou muito orgulhoso e feliz com meu trabalho e quero representar e inspirar ainda mais aqueles que acreditam em mim”, afirmou.

Com mais de 60 títulos ao longo da carreira, Vitor figura entre os principais nomes do fisiculturismo brasileiro na atualidade. Esta nova vitória internacional também representa um marco para Garanhuns, que conta com um Campeão numa das competições mais prestigiadas do Mundo.

“Deus cada vez mais, tem se tornado meu guia e o caminho dele é certeiro, apenas precisamos esperar nosso tempo e seguir nossos corações, seja simples, seja grato, grandes coisas boas vem para aquele que são mansos e humildes de coração. Toda honra devo a ti Senhor!”, registrou Vitor Chaves, que também atua profissionalmente como Nutricionista.

A edição 2026 do Arnold Sports Festival UK reuniu competições de alto nível, feira fitness e atividades interativas, além de grande público e participação de atletas de diversos países. Entre os destaques, também estiveram nomes como o alemão Mike Sommerfeld, campeão na Classic Physique, e a brasileira Rayane Fogal, vencedora na categoria Wellness.

domingo, 29 de março de 2026

Em 2022 PT já elegeu Teresa Leitão, largou Danilo e pode fazer o mesmo com João Campos


A decisão da direção nacional do PT, influenciada por articulações construídas pelo prefeito do Recife, João Campos — também presidente nacional do PSB —, de integrar a chapa em Pernambuco com o senador Humberto Costa ao Senado, escancarou uma divisão interna difícil de esconder.

Nos bastidores, a leitura é de que Pernambuco entrou como moeda de troca em acordos nacionais, sendo uma imposição da cúpula partidária ao diretório estadual. A reação veio na ausência de nomes como João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim.

O gesto mais simbólico foi o de João Paulo, que, longe do ato, surgiu ao lado de Humberto Costa, declarando apoio de forma isolada — um retrato claro do racha.
E o histórico recente comprova o risco. Em 2022, Teresa Leitão foi eleita senadora em 1º lugar, com cerca de 2,8 milhões de votos, enquanto Danilo Cabral, candidato do PSB ao Governo, teve pouco mais de 800 mil votos e ficou fora da disputa final. Ou seja: a militância do PT votou em seu projeto, mas não acompanhou o palanque socialista.

A mensagem é direta: uma coisa é o que o partido decide, outra é o que a militância faz. E, se esse comportamento se repetir, João Campos pode ter o apoio formal do PT, mas não necessariamente os votos.

No papel, a Nacional decidiu. Na prática, o PT segue dividido.

MAIS UMA A ESCAPAR: STF anula condenação de ex-governador do RJ Anthony Garotinho

Do Blog do Magno Martins


O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro e ex-prefeito de Campo dos Goytacazes, Anthony Garotinho, em decisão tomada ontem (27). Garotinho havia sido condenado pela Justiça eleitoral a 13 anos e nove meses de prisão, no âmbito da “Operação Chequinho”, acusado de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de Campos dos Goytacazes de 2016, em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.

Ao analisar um habeas corpus apresentado pela defesa de Garotinho, o ministro Zanin considerou que as provas que levaram à condenação do ex-governador eram ilícitas, pois teriam sido obtidas a partir da extração de dados de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes, sem a devida preservação da cadeia de custódia e sem perícia técnica. As informações são do Metrópoles.

“Não se trata de questão marginal ou irrelevante, mas de conteúdo eletrônico ilegal que serviu de suporte à condenação”, escreveu Zanin na decisão, ao citar a extração de dados.

O ministro se baseou em um precedente do Supremo de 2022, que anulou a condenação do ex-vereador de Campos dos Goytacazes, Thiago Ferrugem — reconhecendo que as provas obtidas da extração dos computadores da secretaria municipal eram ilícitas. À época, o relator do caso era Ricardo Lewandowski.

Zanin estendeu a anulação a outros cinco réus condenados a partir da “Operação Chequinho”: Thiago Virgílio Teixeira de Souza; Kellenson Ayres Kellinho; Figueiredo de Souza; Lindamara da Silva e Jorge Ribeiro Rangel.

Nas redes sociais, o ex-governador comemorou a decisão. “Para mim, foi uma vitória com sabor especial, porque foi concedida por um ministro da mais alta Corte do país com o qual nunca tive qualquer relação”, disse Garotinho em vídeo publicado neste sábado (28).

Rejeição do Governo Lula entre evangélicos bate recorde e alcança quase 90%

Entre católicos, Lula ainda mantém vantagem, mas insuficiente para compensar a resistência encontrada em outros grupos religiosos.

Cami Cardoso


Rejeição do Governo Lula entre evangélicos bate recorde e alcança quase 90% Foto: Reprodução

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta obstáculos crescentes em 2026. Segundo levantamento da AtlasIntel, a desaprovação de Lula atingiu o pior patamar em dez meses, com destaque para eleitores evangélicos, grupo em que a rejeição já chega a 85,5%.

O crescimento da desaprovação nesse segmento representa um desafio importante para o presidente, já que os evangélicos têm comportamento político coeso e forte capacidade de mobilização. Em contraste, entre católicos, Lula ainda mantém vantagem, mas insuficiente para compensar a resistência encontrada em outros grupos religiosos.

O estudo mostra que a rejeição se intensificou também entre os extremos de idade. Entre jovens de 16 a 24 anos, a desaprovação subiu de 58,6% para 72,7%. Já entre eleitores com 60 anos ou mais, passou de 39,2% para 50,8%.