terça-feira, 24 de março de 2026

RAQUEL DEBNATE AVANÇOS DE OBRAS VIÁRIAS COM MIINISTRO RENAN FILHO: SE NÃO SAIR ATE O PROXIMO MÊS DE ABRIL, SÓ PARA O ANO, POIS A LEI DE LICITAÇÃO PROIBE QUAQUER ATO ANTES DA ELEIÇÃO EM OUTUBRO 2026


Em trecho de vídeo publicado nas redes sociais, a governadora Raquel Lyra e o ministro dos Transportes, Renan Filho, trazem novidades quanto ao avanço das obras de Duplicação da BR-423, entre São Caetano e Lajedo, assim como da licitação para início da segunda etapa, entre Lajedo e Garanhuns. Confira.

As novidades recentes sobre a duplicação da BR-423, em Pernambuco, confirmadas em encontros entre a governadora Raquel Lyra e o ministro dos Transportes, Renan Filho, em fevereiro de 2026, apontam para a aceleração das obras e a abertura de novos editais.

Avanço no Trecho Licitado: O ministro Renan Filho garantiu que a população perceberá avanços significativos nos próximos meses no trecho entre São Caetano e Lajedo.


Novas Licitações: Estão sendo entregues ao DNIT as propostas para a duplicação de um novo trecho (Lote 2), que ligará Lajedo a Garanhuns

Prioridade Federal: A obra é tratada como uma das prioridades do Governo Federal dentro do Novo PAC, com investimentos previstos que superam os R$ 500 milhões para o conjunto das intervenções no Agreste.


Cronograma: A previsão contratual para a conclusão do primeiro lote é para o segundo semestre de 2026.

Detalhes das Obras

A intervenção completa abrange cerca de 80 km de novas pistas entre São Caetano e Garanhuns. O projeto inclui:


Construção de vias marginais e viadutos.
Dispositivos de acesso e retorno em desnível para aumentar a segurança viária.
Melhoria da integração regional e segurança para motoristas de transporte alternativo e de carga.

Licitações podem ser feitas durante todo o ano eleitoral, inclusive próximo ao pleito, pois a administração pública não pode parar. As restrições começam, geralmente, 3 meses antes da eleição (julho), proibindo apenas publicidade institucional, transferência de recursos voluntários e inaugurações com candidatos. Obras e serviços essenciais continuam permitidos. 


Pontos-chave sobre Licitações no Ano Eleitoral (Lei 9.504/97):

Até 3 meses antes (aprox. 7 de julho): As licitações seguem normalmente.
A partir de 3 meses antes (até a eleição):

Proibido: Publicidade institucional, inaugurações de obras por candidatos, contratação de shows para inaugurações, e distribuição gratuita de bens/benefícios (com exceções de emergência).

Permitido: Licitar e contratar, contanto que haja verba orçamentária para o exercício e não configure propaganda eleitoral ou favorecimento.
Regra de Ouro (LGPA): Não se pode assumir despesas nos últimos dois quadrimestres do mandato sem que haja dinheiro em caixa para pagar totalmente o contrato. 

Comissão de Finanças da Alepe adia votação de alteração LOA 2026



Segundo o presidente da comissão e relator da proposta de alteração do percentual de remanejamento de recursos da LOA, há possibilidade de duplicidades de artigos

Mariana de Sousa


Presidente da comissão de Finanças, deputado estadual Antônio Coelho (Foto: Anju Monteiro/Alepe)

A Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação (CFOT) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) adiou, nesta segunda-feira (23), a análise do parecer sobre o projeto que altera a Lei Orçamentária Anual (LOA). A decisão ocorreu durante uma reunião extraordinária convocada para discutir o relatório geral da proposta que trata da redução dos percentuais de remanejamento do orçamento estadual.

Durante a reunião teriam sido identificadas inconsistências no relatório apresentado. Diante disso, o presidente do colegiado, deputado Antônio Coelho (UB), optou por suspender a apreciação do parecer para que sejam feitos ajustes técnicos no texto antes da votação.

“Fui alertado pelo corpo técnico desta Comissão de possíveis duplicidades de artigos. Será necessário mais tempo para que eu possa me aprofundar no parecer e fazer uma conciliação entre o que foi proposto pelo Poder Legislativo e pelo Poder Executivo”, disse o parlamentar, que não detalhou quais seriam as questões.

A medida interrompeu a análise que vinha sendo conduzida na comissão e adiou a deliberação final sobre o projeto encaminhado pelo Governo do Estado. A expectativa é que, após a revisão, uma nova data seja marcada para votação do parecer na CFOT.

Apesar do adiamento, está mantida a reunião ordinária da comissão prevista para esta terça-feira (24). No entanto, o tema só poderá ser incluído na pauta caso haja consenso para votação em caráter extrapauta, já com as correções realizadas no relatório.

A proposta do governo busca restabelecer o limite de 20% para abertura de créditos suplementares, após a Alepe ter reduzido esse percentual para 10% na lei promulgada anteriormente.

O projeto em discussão trata de mudanças na LOA e está inserido em um contexto de disputa entre o Executivo e o Legislativo sobre o percentual de remanejamento orçamentário. Antônio Coelho, no entanto, que antes integrava a oposição da Alepe à governadora Raquel Lyra (PSD), agora passa a integrar sua base uma vez que seu irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), está como pré-candidato ao Senado na chapa majoritária da reeleição da chefe do Executivo.

Michelle se reúne com Moraes após PGR defender prisão domiciliar para Bolsonaro



O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão e cumpre pena na Papudinha, em Brasília

Estadão Conteúdo


Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o Ministro Alexandre de Moraes, do STF (Divulgação/PL Mulher e Luiz Silveira/STF)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se encontrar com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda nesta segunda-feira, 23. A reunião, solicitada por Michelle, ocorrerá no gabinete do magistrado.

O encontro acontece no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, também esteve com Moraes para tratar do estado de saúde do pai.

Cabe a Moraes decidir se acolhe a manifestação da PGR e autoriza a transferência do regime prisional, como pediu a defesa do ex-presidente.

O que diz a PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no parecer que a evolução clínica de Bolsonaro "recomenda a flexibilização do regime" de prisão. Segundo Gonet, a concessão da prisão domiciliar "encontra apoio no dever dos Poderes de preservação da integridade física e moral" de pessoas sob custódia do Estado.

O procurador-geral sustentou que o quadro de saúde do ex-presidente exige acompanhamento constante que o ambiente familiar pode oferecer, mas que o sistema prisional não tem condições de garantir. A equipe médica de Bolsonaro, de acordo com a manifestação, aponta que as comorbidades do ex-presidente representam risco iminente à sua integridade, com possibilidade de novos episódios súbitos de mal-estar.

Internação e condenação

Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, cumpre pena na Papudinha, em Brasília.

No dia 13 de março, o ex-presidente passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital federal para tratamento de pneumonia decorrente de broncoaspiração. Ele segue hospitalizado, com possibilidade de alta.

No início de março, Moraes havia rejeitado um primeiro pedido de prisão domiciliar. O ministro argumentou que se trata de medida excepcional e que Bolsonaro não preenchia os requisitos legais.

Na decisão, o ministro destacou que o ex-presidente mantinha intensa agenda de visitas na Papudinha, incluindo encontros com políticos, o que, segundo o magistrado, indicava bom estado de saúde. Moraes também citou perícia da Polícia Federal que não identificava necessidade de transferência para cuidados hospitalares, embora o laudo registrasse que Bolsonaro apresenta "quadro clínico de alta complexidade".

Na Papudinha, o ex-presidente já recebeu mais de 140 atendimentos médicos, com consultas diárias de médicos particulares e de profissionais da própria unidade prisional.

Raquel Lyra Piso não é presente é dever


O estopim_- Não foi presente. Não foi gesto espontâneo. Não foi generosidade de gabinete. O reajuste do piso do magistério em Pernambuco em 2026 só saiu depois de pressão, campanha salarial, paralisação, ato público e cobrança política do Sintepe e da categoria.

A pauta foi protocolada em fevereiro. Um mês depois, o sindicato denunciava que o governo ainda não havia apresentado proposta concreta. Foi preciso a rede estadual parar, ocupar as ruas e expor o atraso para o Palácio do Campo das Princesas fazer o que já era obrigação.

Agora, depois do acordo, aliados da governadora correm para vender a história como se Raquel Lyra tivesse decidido valorizar a educação por iniciativa própria. Não cola. Piso é lei. Carreira é direito. E salário de professor não sai da bondade de governo. Sai de dinheiro público vinculado à educação, com peso do Fundeb e obrigação legal de execução.

A conquista real foi outra: garantir os 5,4% do piso com repercussão em toda a carreira, alcançando professores, analistas, administrativos, ativos, aposentados, efetivos, temporários e apoio escolar. Isso tem nome: luta coletiva.

O problema é que o governo quer posar para a foto da vitória enquanto a rede ainda convive com escolas quentes, estrutura precária, merenda criticada e negociações que só andam quando a pressão cresce. Cumprir a lei depois de resistência não é liderança. É atraso com marketing.

Em ano eleitoral, transformar dever em propaganda é uma aposta na memória curta. Mas a educação pernambucana sabe quem lutou e quem demorou. A vitória de 2026 não nasceu no vídeo oficial. Nasceu da mobilização do Sintepe e da categoria.

Não é detalhe semântico. Quando o governo apaga a mobilização e toma para si o mérito, tenta ensinar à sociedade que direito é favor. E é exatamente essa pedagogia da submissão que precisa ser rejeitada por quem defende escola pública, carreira e respeito. Sem aplauso obrigatório. E ponto.

PT nacional já pensa em indicar Carlos Veras para disputar o Senado no lugar de Humberto



A direção nacional do PT já cogita substituir o senador Humberto Costa pelo deputado federal Carlos Veras na disputa ao Senado em Pernambuco, diante do desgaste provocado pela resistência do senador ao alinhamento do partido com a candidatura de João Campos ao governo do estado. A avaliação em Brasília é que Pernambuco seguirá o acordo nacional entre PT e PSB, e que a insistência de Humberto em outra composição pode levar o partido a rever sua indicação na chapa.

Mendonça determina prorrogação da CPMI do INSS e dá 48 horas para Alcolumbre oficializar decisão

D Blog do Magno



O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), leia o requerimento de prorrogação da CPMI do INSS. Na prática, a leitura do requerimento é o suficiente para prorrogar os trabalhos do colegiado.

“Que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso Nacional, autoridades apontadas como coatoras, adotem todas as providências necessárias para, no prazo de 48 horas, receber, via sistema interno, o requerimento e promover, nesse mesmo prazo de 48 horas, a leitura desse mesmo requerimento que visa prorrogar a duração da ‘CPMI do INSS’, de acordo com os seus próprios termos”, afirmou Mendonça. As informações são do g1.

Caso não fosse prorrogada, a CPMI deveria encerrar os trabalhos até sábado (28). Este era o prazo final para depoimentos, pedidos de informações e votação do relatório final da comissão. O novo prazo será definido pelos parlamentares na própria CPMI.

Caso o presidente do Congresso não se pronuncie neste prazo, a decisão de Mendonça autoriza o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) prorrogue os trabalhos da CPMI.

“Em caso de inércia quanto ao cumprimento do prazo de 48 horas […] a Presidência da CPMI-INSS estará imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento regular da CPMI e referida prorrogação se dará pelo prazo que a minoria parlamentar de 1/3 entender, em deliberação específica na arena própria da CPMI-INSS, que seja o necessário para o encerramento das investigações na seara parlamentar, observando-se a regra contida no art. 76, § 4º, do Regimento Interno do Senado Federal”, escreveu o ministro.

O ministro decidiu em resposta a um mandado de segurança apresentado por parlamentares. Os deputados e senadores alegam que Davi Alcolumbre ainda não tinha realizado a leitura do requerimento mesmo o documento ter sido assinado por mais de um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, requisito mínimo para a prorrogação.

“O reconhecimento do direito da minoria parlamentar de instalar uma CPMI, sem que a maioria ou a direção do parlamento crie obstáculos desprovidos de um alicerce constitucional, produz efeitos significativos no plano jurídico. Ele impõe, por decorrência lógica, a aceitação da conclusão de que a mesma minoria também possui o direito de decidir se haverá ou não prorrogação do funcionamento da citada comissão. O que é válido para o mais, deve necessariamente prevalecer para o menos”, argumentou o ministro.

A decisão do Mendonça sobre a prorrogação da ser analisada pelo plenário do STF, a pedido do próprio ministro.

Alcolumbre avalia recorrer
Alcolumbre avalia recorrer da decisão de Mendonça, mas vai esperar a comunicação formal da decisão do ministro do STF para decidir o que fazer.

Contrário a estender a CPMI, Alcolumbre deixou claro aos parlamentares, se dependesse dele, o colegiado encerraria os trabalhos no próximo sábado.

O presidente do Senado avalia possíveis medidas para evitar a continuidade dos trabalhos da CPMI, mas garante que cumprirá as decisões do Supremo.

Alcolumbre tem boa relação com muitos ministros da Suprema Corte, mas não é próximo de Mendonça. Em 2021, ele segurou por mais de quatro meses a sabatina do ministro.

Ao participar de um evento da OAB na última sexta-feira (20), Mendonça lembrou o período em que “enfrentou gente poderosa”.

“Tinha gente poderosa, mais poderosa do que eu, que não queria que eu avançasse […] tracei como estrategia, se eu aumentar força antes da marcação da sabatina, ia aumentar a carga contra mim. Só depois de marcada iria demonstrar força pq se eu fosse brigar so pelo lado da força seria derrotado. Saiba o momento certo de agir”, declarou Mendonça.

Vídeo de Marília Arraes atacando Humberto Costa vota a tona e expõe bastidores da política em Pernambuco


Um vídeo antigo de Marília Arraes voltou a circular e reacendeu tensões dentro do campo político pernambucano. Nas imagens, a ex-deputada faz críticas duras ao senador Humberto Costa, evidenciando divergências históricas dentro do próprio grupo político.

O resgate do material acontece em meio às articulações políticas envolvendo o prefeito do Recife, João Campos, e levanta questionamentos sobre os bastidores da formação de chapa e alianças.


Nos corredores da política, a leitura é clara: as divergências antigas nunca foram totalmente superadas. O episódio ajuda a explicar ruídos, disputas internas e os movimentos estratégicos que vêm sendo observados recentemente no cenário eleitoral da capital pernambucana.

A repercussão do vídeo reforça que, por trás das alianças públicas, ainda existem disputas de espaço, influência e protagonismo — fatores que podem impactar diretamente as decisões políticas nos próximos passos das eleições.

Ratinho Jr. desiste de disputar Planalto para cuidar da sucessão no Paraná

 

Foto: Divulgação

Ror Edmar Lyra

A desistência de Ratinho Junior (PSD) da corrida presidencial, anunciada nesta segunda-feira (23), demonstra a complexidade do xadrez político brasileiro, onde decisões estratégicas frequentemente priorizam a manutenção de poder regional sobre ambições nacionais. Governador do Paraná e líder nas intenções de voto dentro do seu partido, Ratinho recuou diante da pressão de adversários, principalmente do grupo de Flávio Bolsonaro (PL), que indicou o senador Sergio Moro (União-PR) como pré-candidato ao governo paranaense. A leitura política foi clara: insistir na disputa presidencial colocaria em risco a sucessão estadual e poderia abrir espaço para que nomes fora do seu grupo assumissem o controle do estado, incluindo o próprio Moro ou Rafael Greca, que recentemente migrou para o MDB.

A decisão revela a lógica pragmática de Ratinho Junior. Sem a possibilidade de reeleição no Paraná, o governador precisaria garantir que seu grupo político permanecesse no poder, mantendo o controle da máquina estadual. A eleição presidencial, com cenário nacional incerto e polarizado, representava um risco elevado: qualquer investimento na disputa de 2026 poderia se transformar em perda do feudo paranaense. Ao optar por recuar, Ratinho demonstrou que, em política, preservar o território conhecido muitas vezes supera a tentação do protagonismo nacional. Em termos práticos, essa escolha fortalece a coesão do PSD no Paraná e mantém o controle de um estado estratégico para futuras negociações políticas.

No plano nacional, a saída de Ratinho Junior tem implicações significativas. Ele era um dos poucos nomes da centro-direita capazes de oferecer uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, com potencial de furar a bolha do ex-presidente. Sua desistência deixa um vazio para eleitores que buscavam uma opção moderada, mais conectada à gestão estadual e menos alinhada aos extremos. Além disso, fortalece o PL e o campo bolsonarista no Paraná, consolidando um cenário em que a sucessão estadual se torna mais previsível para aliados de Flávio Bolsonaro, enquanto os opositores do bolsonarismo perdem uma ponte de competitividade na região.

A leitura final é que a política brasileira continua a ser um jogo de cálculos, onde as ambições pessoais e nacionais precisam ser equilibradas com a manutenção de estruturas de poder locais. Ratinho Junior optou por consolidar sua base no Paraná em vez de arriscar uma candidatura presidencial incerta, mostrando que a sobrevivência política nem sempre se traduz em visibilidade nacional. Para os eleitores da centro-direita que esperavam um contraponto à polarização, a desistência é frustrante, mas para o PSD paranaense, é uma jogada que reforça controle e previsibilidade. A lição é clara: no tabuleiro político do Brasil, manter o quintal às vezes é mais estratégico do que mirar o Planalto.

Deputado Izaías Régis é pré-candidato a Deputado Federal, esse o povo conhece e o povo confia de Garanhuns e do Agreste Meridional

Pesquisa comprova, 90% quando o povo não conhece o outro candidato a Deputado Federal, e confirma que Izaías Régis é o candidato  a Deputado Federal pois ele chama o povo pelo nome 


Por Carlos Eugênio - O deputado Estadual Izaías Régis (PSDB) anunciou, durante discurso na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), que as obras de Duplicação da BR-423, no trecho entre São Caetano e Lajedo, serão retomadas no próximo mês de outubro. A confirmação foi feita, segundo o Deputado, pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em ligação telefônica.

De acordo com Régis, o Ministro teria justificado que a paralisação temporária ocorreu por causa do período de chuvas na Região, que impossibilitou a continuidade dos serviços de terraplanagem. Izaías também registrou ter aproveitado o contato com Renan Filho para questionar sobre o andamento do processo referente ao trecho entre Lajedo e Garanhuns. Em resposta, Renan Filho teria garantido a Régis que a licitação será realizada ainda neste ano.

Para Izaías, a duplicação da rodovia terá impacto significativo no desenvolvimento regional. “Com essa BR duplicada, Garanhuns se torna outra Garanhuns. A Cidade vai desenvolver o que deveria ter desenvolvido há mais tempo se nós já tivéssemos a obra”, destacou.

A duplicação da BR-423 é uma reivindicação antiga da população do Agreste Pernambucano. O projeto foi incluído no Novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e teve sua ordem de serviço assinada em novembro de 2023, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula e da governadora Raquel Lyra (PSB).

LENTIDÃO NAS OBRAS - Durante entrevista ao programa Conversando com Carlos Eugênio, na última sexta-feira, dia 19, o deputado Federal Fernando Rodolfo (PL) chamou a atenção para o ritmo lento das obras de duplicação da BR-423, no trecho entre São Caetano e Lajedo, no Agreste de Pernambuco.

Fernando Rodolfo, que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da BR-423, anunciou que irá solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria na obra, alegando suspeitas de irregularidades. “Só pode estar havendo desvio de recursos para uma obra andar tão devagar”, disse Rodolfo.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Pernambuco não é de esquerda o voto e de Lula e o PT perde três em cada quatro disputas pelo senado


Do Blog do Luiz Neto - A leitura sobre Pernambuco como reduto consolidado da esquerda não se sustenta quando confrontada com os números das eleições para o Senado. O histórico revela um comportamento essencialmente personalista do eleitorado.

Desde 1994, o estado realizou oito eleições para o Senado, alternando entre uma e duas vagas, somando 12 cadeiras disputadas. Desse total, o PT venceu apenas três vezes com Humberto Costa em 2010 e 2018 e Teresa Leitão em 2022.

No sentido oposto, partidos de centro-direita conquistaram 9 das 12 vagas em disputa, 75%, com nomes como Carlos Wilson (PSDB), Roberto Freire (PPS), Sérgio Guerra (PSDB), Marco Maciel (PFL/DEM) e Jarbas Vasconcelos (PMDB/MDB), além de Fernando Bezerra Coelho (PSB, à época derrotou o deputado João Paulo no auge de sua popularidade).

O dado ganha ainda mais relevância quando se considera que, nesse mesmo período, Lula foi protagonista em praticamente todas as eleições. Ainda assim, seu partido não conseguiu converter essa força em domínio eleitoral em Pernambuco, o último grande espaço da sigla foi com o próprio João Paulo a frente da prefeitura do Recife em 2001. Hoje de 184 cidades, o PT controla 5 cidades, Serra Talhada, Águas Belas, Iati, Angelim e Granito 2,7%.

Os números mostram um padrão claro. Quando há apenas uma vaga, o voto se concentra e tende a produzir vitórias mais amplas. Quando são duas, o eleitor fragmenta sua escolha, reduz os percentuais e amplia o espaço para diferentes forças políticas. Em ambos os cenários, o fator decisivo não é a ideologia pura, é a liderança.

Essa trajetória desmonta a tese de voto casado e automático nos "candidatos" de Lula. Não há evidência de que o eleitor simplesmente replique de forma mecânica o palanque nacional.

Na prática, o presidente Lula terá o voto dele, Marília terá o voto dela, Humberto Costa terá o voto dele. E cada candidatura ao Senado precisará construir o seu próprio caminho junto ao eleitor.

O voto em Pernambuco não é destino é disputa não é ideológico é personalista e mesmo sob forte influência de Lula o eleitor pernambucano mantém a autonomia de escolher caso a caso quem deve representá-lo. 

#Humberto Quinta-coluna?

Por Magno Martins



O senador Humberto Costa (PT), como se sabe, esnobou o lançamento da chapa majoritária de João Campos. Foi a ausência mais relevante. O presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, seguiu seus passos, como sempre. Veras é integrante do grupo do senador, a poderosa tendência petista CNB.

É justo reconhecer que o ato de sexta-feira, 20, foi atabalhoado. Anúncios em cima da hora, local sem nada a ver com as tradições do PSB, dúvidas sobre a presença de convidados e, pior de tudo, mudança de data. Só que nada disso impediu a participação de quem realmente tem compromisso com a candidatura do prefeito do Recife ao Governo de Pernambuco.


A explicação de Humberto para se ausentar não convenceria nem mesmo um presidente de grêmio estudantil. A senadora Teresa Leitão e o vice-presidente estadual do PT, Felipe Cury, do grupo político dela, estavam lá e são tão petistas e lulistas quanto o senador.

O disse-me-disse sobre a inédita atitude de Humberto tende a crescer. Passarinhos de diversas regiões do estado me contaram que o senador está fazendo o possível e o impossível para se compor com aliados político-eleitorais de Raquel Lyra para somar eleitores e compensar a perda de votos que acha que terá com Marília Arraes candidata ao Senado.

Em troca, faria corpo mole na campanha de João Campos. Por enquanto, são cantos de passarinhos, mas que são afinados, são. Já se pode acrescentar ao extenso e brilhante currículo político do senador Humberto Costa a hashtag #HumbertoQuinta-coluna? As línguas mais venenosas de Pernambuco, na direita e na esquerda, dirão que sim. As mais moderadas responderão que ainda é cedo.

Quinta-coluna, para quem ainda não sabe, foi a denominação dada a brasileiros que torciam e trabalhavam clandestinamente para a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Não quero com isso fazer qualquer comparação entre a atual disputa eleitoral e as barbaridades do conflito de 1939/1945. A explicação sobre o uso da expressão quinta-coluna é apenas um registro histórico.

É difícil acreditar que Humberto Costa esteja agindo assim, mas as raposas políticas sabem que em política tudo é possível. Quem diria, por exemplo, que um candidato com lugar garantido em uma disputa majoritária se ausentaria do lançamento da chapa?

Eduardo da Fonte fica isolado e PP deve perder mais de 400 cargos no governo Raquel Lyra


O cenário político em Pernambuco sofreu uma reviravolta drástica. O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas (PP), enfrenta seu momento de maior isolamento político na atual gestão. Após o que interlocutores chamam de uma "decisão errônea" de movimentação política, o parlamentar perdeu a confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), resultando em uma debandada iminente de seus indicados no governo estadual.

A expectativa nos bastidores é que mais de 400 indicados pelo PP percam seus cargos no Executivo até o final deste mês, consolidando o desconforto entre o deputado e a governadora.

A gota d'água para a quebra de confiança foi a articulação de Eduardo da Fonte para compor a chapa majoritária de João Campos (PSB), sem conversar com a governadora. Raquel Lyra agiu rápido e começou a exoneração de nomes estratégicos indicados pelo PP em órgãos como o Porto do Recife, Detran, Compesa, hospitais, Ceasa e Lafepe.

A equipe de reportagem da rádio Agreste FM esteve visitando, ontem, prefeitos de pelo menos sete municípios da região. O sentimento dominante entre os gestores é de que a atitude de Raquel Lyra foi "correta" e necessária para a reorganização da base governista. Muitos prefeitos que eram ligados ao PP começam a migrar para a base da governadora, temendo ficar sem recursos e isolados politicamente.

A situação de Eduardo da Fonte piora ao olhar para o outro lado da trincheira política. Segundo deputados ligados ao deputado, a relação com o prefeito do Recife, João Campos, também não é das melhores.

A informação de bastidor é que, após uma reunião com Eduardo, João Campos nem sequer ligou para ele para formalizar que o PP não faria parte de sua majoritária principal, deixando o deputado sem o apoio governista e sem o espaço na oposição. Eduardo chamou a decisão de Raquel de "precipitada", mas o movimento da governadora parece ser irreversível.

Projeto social ou projeto pessoal?

Do Blog do Elielson



Tradicionalmente e, infelizmente, a maior parte do eleitorado brasileiro escolhe seus representantes não pelo partido, mas pela pessoa. Fazendo com que o voto seja personalista e não programático. Sabendo da tradição, a maioria dos candidatos procura se filiar a um partido que lhe proporcione reais chances de vitória, mesmo que a sigla tenha,em seu conteúdo programático, ideais bem distantes do que aqueles em que o candidato acredita. Afinal, o importante é chegar ou permanecer no poder. Não é raro encontrarmos candidatos que sequer conhecem o conteúdo programático do partido a que se encontram filiados.

Lamentavelmente, até chegar à data final da denominada janela partidária, muitos fatos acontecerão, entre os quais a montagem dos palanques. Possivelmente, adversários históricos estarão juntos, não pelo fato de corroborarem com as mesmas bandeiras, mas por causa dos projetos pessoais que predominam sobre os projetos sociais. Embora o discurso apresentado para o eleitor, sejatudo foi feito pensando no social, quando na verdade, existem outros fatores determinantes que, com certeza, deveriam ter predominância, sendomelhor para o povo, e passam a ser o melhor para o candidato. Afinal, “o povo é apenas um detalhe.”

Olinda, 22 de março de 2026.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político.