segunda-feira, 9 de março de 2026

Estupro de vulnerável em Minas Gerais


Mais um dos absurdos combatidos pela mobilização e pela força da sociedade brasileira. Interrompeu-se o estupro continuado de uma adolescente de 12 anos de idade, em Indianópolis, cidade do Estado de Minas Gerais.

Exercendo adequadamente seu papel de educadora, a escola sentiu falta da aluna e procurou o Conselho Tutelar, que, também como se deve, tomou as medidas cabíveis, e o caso chegou à Justiça.

Um homem de 35 anos de idade e a mãe da adolescente foram condenados pelo juizado de primeira instância a mais de nove anos de prisão. Houve recurso, e a 9ª Turma do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com os votos dos desembargadores Magid Nauef Láuar e Walner Barbosa Milward de Azevedo, decidiu pela absolvição de ambos, vencida a desembargadora Kárin Emmerich.

Os argumentos principais pela absolvição foram que a jovem já havia tido experiência sexual antes, que havia consentimento dela e da família, além de haver uma suposta constituição natural de família. Mas nenhum desses argumentos se sustenta minimamente.

Eles foram utilizados sem sustentação legal. Fundam-se numa cultura arraigada no Judiciário brasileiro de criativismo interpretativo, sem respaldo legal algum, já que interpretação pode ser feita, mas nunca fora do ordenamento jurídico nacional.

Quando uma conduta é proibida, a anuência do absolutamente incapaz não tem validade. Mas, para evitar que contorcionismos interpretativos fossem utilizados, o Código Penal, no artigo 217-A, § 5º, proibiu explicitamente o consentimento e relações sexuais anteriores como argumentos que descaracterizem o crime. Está lá, cristalinamente.

O outro argumento, o de constituição de família como balizador da absolvição, chega a ser patético. Dados oficiais apontam que, no caso específico de estupro de vulneráveis, é dentro das famílias que ele mais ocorre.

Mas, no transcorrer do noticiário, alguns pontos vão surgindo: uns se esclarecem; outros, não. Argumentaram que a menina já havia tido relações sexuais. Seria preciso verificar qual era a idade, se a ação foi movida e, se não foi, por que não foi. O mesmo deveria ser averiguado para os demais casos de absolvição com os mesmos argumentos, tanto no Tribunal mineiro como nos demais tribunais.

O pai também não entrou na discussão. Se consentiu ou não, isso não importa; o que conta é o dever de cuidar da filha.

Há notícias também de que vários autores de abusos já haviam sido absolvidos no Tribunal de Minas e até no Superior Tribunal de Justiça e não houve informação se o Ministério Público recorreu dessas absolvições.

Quanto às notícias posteriores de possíveis abusos ou tentativas do ministro Magid Nauef Lauar, talvez se aplique a frase clichê de que “nada ocorre por acaso”.

De bom, somente o fato de a sociedade ter tomado gosto pelos resultados de sua participação no combate a episódios e isso trazer repercussão e consequências punitivas. O triste é saber que foi mais um caso entre inúmeros semelhantes, que fazem com que tantos crimes fiquem impunes sob o manto da conivência das instituições que deveriam proteger adolescentes e crianças contra esses abusadores. Existem outras formas de abuso e de violência que também precisam ser permanentemente combatidas com rapidez e eficiência.

Pedro Cardoso da Costa
Interlagos-SP

"NÃO HÁ DEMOCRACIA ONDE O VOTO É OBRIGATÓRIO"

ExpoGaranhuns e ExpoNelore reúnem programação técnica, torneios, leilão e grandes shows no Agreste Meridional

 Evento acontece de 11 a 15 de março, no Parque Haras Acauã, em Garanhuns, e terá entrada gratuita 


A maior feira agropecuária do Agreste Meridional a ExpoGaranhuns 2026 será realizada de 09 a 15 de março, no Haras Acauã, às margens da Rodovia PE-67, KM 51, em Garanhuns (PE). E neste ano vai reunir produtores, criadores, empresários, instituições financeiras, estudantes e o público em geral em uma programação ampla que integra negócios, conhecimento técnico, entretenimento e valorização do setor agropecuário. A entrada para o evento é gratuita.

A chegada dos animais está prevista para a segunda-feira (09), com abertura oficial na quarta-feira (11), às 18h, com a presença de autoridades, parceiros e lideranças do setor. Durante toda a semana, o evento contará com torneios leiteiros, julgamentos e exposições de animais, além da feira de produtos agropecuários, artesanato, gastronomia regional, rodadas de negócios e palestras técnicas e científicas.

ExpoNelore

De forma simultânea, também acontecerá a ExpoNelore, com patrocínio do Banco do Nordeste,  e promovida pela ACNN, entidade que representa os criadores da raça no Nordeste e que atua há décadas no fortalecimento da pecuária regional. O evento acontece de forma integrada à programação principal, ampliando ainda mais sua dimensão técnica e comercial. A ExpoNelore trará rebanhos selecionados, expertise organizacional e rede de parceiros, reforçando a participação da pecuária de corte e ampliando o número de animais, criadores e expositores, fortalecendo a representatividade do evento e impulsionando ainda mais o agronegócio do Agreste.

Programação Técnica e Grade de Palestras

A ExpoGaranhuns 2026 também se consolida como espaço de formação e atualização para o produtor rural. A grade de palestras científicas e comerciais será realizada nos turnos da manhã e da tarde, com destaque para temas estratégicos como sucessão familiar, reforma tributária, holding rural e manejo de rebanhos.

Entre os temas abordados estão: Sucessão Familiar: experiência da Fazenda Carnaúba, com Daniel Dantas e Joaquim Dantas; Reforma tributária e seus impactos no agro, com Pedro Barros (BWA); Holding rural: vantagens e benefícios, com Lucídio Almeida; Formação de rebanho: seleção, nutrição e manejo de caprinos e ovinos, com Dr. Daniel Bezerra do Nascimento (PNPD/UFAPE); Produção de cordeiros e cabritos para o mercado: manejo, nutrição e lucro, com o zootecnista Breno Moisés Santos de Queiroz.

As palestras acontecem no espaço técnico e também no Pavilhão do Sebrae, fortalecendo a troca de experiências, a qualificação da produção e o acesso a novas oportunidades de mercado.

Julgamentos, torneios e leilão

A programação contempla julgamentos das raças Campolina (incluindo prova de marcha), Girolando, Gir e Nelore, além do tradicional Torneio Leiteiro (caprinos, Gir e aberto para todas as raças). No sábado (14), haverá desfile e entrega de premiação da raça Campolina, leilão de bovinos às 19h, além da premiação oficial dos torneios leiteiros com desfile das campeãs. No domingo (15), o público poderá acompanhar o desfile dos animais campeões na pista de bovinos, encerrando oficialmente a feira às 17h.

Espaços para toda a família

Durante todo o evento, a ExpoGaranhuns contará com funcionamento dos estandes comerciais; operação da Rádio Parque; Praça de Alimentação; fazendinha e Espaço Kids; bem como rodadas de negócios com produtores, agroindústrias e instituições financeiras.

Programação de shows

A programação cultural, oferecida pelo Governo do Estado de Pernambuco, também vai movimentar a ExpoGaranhuns 2026. Os shows acontecem das 18h às 23h, ampliando o alcance do evento e fortalecendo o turismo e a economia local.

  • 12/03 (quinta-feira) – Juarez e Everton Freitas

  • 13/03 (sexta-feira) – Renan Cruz e Jean Pierre

  • 14/03 (sábado) – Fael Mariz e Davi Firma

A ExpoGaranhuns 2026 é uma realização da Cooperativa de Produtores do Agreste Meridional (Coopam) e correalização da Nelore Nordeste, com coordenação Acadêmica da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape). O evento conta ainda com patrocínio do Ministério do Empreendedorismo, da Micro e Pequena Empresa, Governo do Estado de Pernambuco e da Prefeitura de Garanhuns. Além do apoio do Banco do Brasil, Ademicon, Sicredi, Grupo Veneza Diesel, Masterboi, Natto, Grupo Parvi, Rancho Alegre, AVIPE, Neoenergia, Sicoob e Fiat e Honda Garanhuns por meio da GVEL.

Acesse no link a seguir a Programação Completa da ExpoGaranhuns 2026: https://drive.google.com/drive/u/1/folders/10-uObj-1T8-VtgBnxf6YFJhlTxybePGG

Ministros do STF sugerem “ajustes” na PF durante investigação do caso Master


Ministros miram a Polícia Federal

Por Andréia Sadi, do G1 – Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a ganhar força entre alguns ministros a tese de que a atual configuração da Polícia Federal (PF) precisa passar por ajustes institucionais, pois concentram muito poder na visão de ministros ouvidos pelo blog. A avaliação tem sido discutida de forma reservada em meio à crise provocada pelo caso Master e pelo avanço das investigações que atingem autoridades e ampliam o desgaste da própria Corte.

Segundo relatos colhidos pelo blog, voltou à mesa a ideia de fortalecer politicamente a estrutura da segurança pública – inclusive com a possibilidade de turbinar o peso de um Ministério da Segurança Pública – como forma de reorganizar o sistema e também buscar dividendos eleitorais no campo político. A leitura de parte dos interlocutores é que a Polícia Federal, sob o comando do diretor-geral Andrei Rodrigues, passou a concentrar poder excessivo no atual arranjo institucional.

Essa avaliação ecoa críticas que já haviam sido feitas, em momentos distintos, por ministros do Supremo à atuação e ao grau de autonomia da PF.

Plenário do Supremo Tribunal Federal.

Ainda assim, integrantes da Corte ponderam que o debate não se resume a organograma -mas também ao que chamam, reservadamente, de “personagrama”. Ou seja: mais do que discutir estruturas formais, a pergunta que circula nos bastidores é quem ocuparia eventuais novos postos de comando e centrais em investigações.

O clima interno no tribunal também é descrito como de forte desgaste. Ministros admitem que o STF saiu manchado da crise e que o ambiente de desconfiança contaminou até conversas políticas internas.

Há, inclusive, menções discretas à possibilidade de uma saída de figuras centrais do atual cenário-como o ministro Dias Toffoli —, embora o tema seja tratado com extremo cuidado. Hoje, dizem interlocutores, muitos ministros evitam até reuniões reservadas ou conversas mais sensíveis, diante do receio de que encontros possam ter sido gravados.

Esse ambiente de suspeita mútua tem dificultado articulações internas e tentativas de construir uma estratégia institucional para blindar o Supremo dos desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Toffoli — episódios que, na avaliação de integrantes da própria Corte, acabaram arrastando o STF para o centro da turbulência.

Lula escala Janja em viagem de 5 dias à ONU em Nova York



Janja participa da 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher na ONU

Do Poder360 – A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, embarcou no domingo (8.mar.2026) para Nova York (EUA), onde participa da 70ª CSW (Comissão sobre a Situação da Mulher) da ONU (Organização das Nações Unidas). A viagem terá pelo menos 5 dias. Foi oficializada por decreto presidencial publicado no DOU (Diário Oficial da União) em 6 de março.

O decreto, assinado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, designa Janja para participar do evento a convite da ministra das Mulheres. A missão na sede da ONU, em Nova York, é de 7 a 14 de março com despesas pagas pelo governo federal. Segundo o gabinete da primeira-dama, porém, a agenda oficial em Nova York vai de 8 a 13 de março.

Quando retornar de Nova York, Janja terá acumulado, desde 2023, 170 dias fora do país. São 23 dias a mais do que Lula esteve no exterior. Foram 36 viagens a 38 países, segundo levantamento do Poder360 feito de 2023 a 2026.

No Instagram, a primeira-dama disse que a CSW é “um dos espaços mais importantes do mundo para discutir nossas vivências e desafios enquanto mulheres”. O evento vai de de 9 a 19 de março.

Janja afirmou que desembarca em Nova York neste domingo (8.mar), Dia Internacional da Mulher. Disse que o encontro reúne governos, organizações e sociedade civil para discutir desafios enfrentados por mulheres e meninas.

A viagem será dias depois de Janja receber um título de uma agência da ONU. Em 4 de março, a primeira-dama foi nomeada “Campeã da Igualdade Social” pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O reconhecimento foi entregue pelo diretor-geral da organização, Qu Dongyu, e destaca sua atuação em iniciativas de combate à fome.

Janja recebe título de Campeã da Igualdade Social na 39ª Conferência Regional da FAO

JANJA EM NY

A ministra Márcia Lopes (Mulheres) e outras autoridades também integram a delegação: a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Ao todo, 40 servidoras de 17 órgãos do governo federal foram designadas para a missão, conforme publicações no DOU ao longo de março.

Entre os órgãos estão o Ministério das Mulheres, Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda, Ministério do Trabalho e Emprego, Advocacia-Geral da União e instituições como a Universidade de Brasília e a Universidade Aberta do SUS.

Durante a semana, a primeira-dama participará de reuniões e eventos sobre violência de gênero. Na 3ª feira (10.mar), Brasil e México organizam o evento internacional “Feminicídio e os caminhos para seu combate, com transformação cultural e social”. O debate reunirá representantes de diferentes países para discutir políticas de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência contra mulheres.

A ida de Janja à ONU vem no contexto do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro deste ano. O pacto cria um comitê com 12 representantes para coordenar políticas contra o feminicídio. Lula disse que a iniciativa partiu de Janja, depois da primeira-dama se emocionar com a série de casos registrados em 2025.

Não é a 1ª vez que Janja representa o Brasil em fóruns mundiais. Em 2025, ela participou de eventos da FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), em Roma, ao lado do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Durante a agenda, defendeu a criação de sistemas alimentares mais sustentáveis e ações globais de combate à fome.

No mesmo ano, o governo também designou a primeira-dama para representar o Brasil em um seminário internacional na Universidade Sorbonne, em Paris, sobre transição energética, educação ambiental e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ela participou como enviada especial para as mulheres na COP30.

Socióloga formada pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), a primeira-dama trabalhou por mais de 20 anos na Itaipu Binacional. Coordenou projetos de responsabilidade social, sustentabilidade e geração de renda voltados a mulheres e comunidades do entorno da usina.

O INSTITUTO HISTÓRICO GEOGRAFICO E CULTURAL DE GARANHUNS CONVIDA PARA COMEMORAR OS 215 ANOS DE GARANHUNS

 



Uma breve história de vida de ALFREDO LEITE CAVALCANTI - O PRIMEIRO HISTORIADOR DA HECATOMBE DE 1917.



Dos livros que já foram escritos sobre a Hecatombe de Garanhuns, o historiador Alfredo Leite Cavalcante se destaca como o primeiro da lista, por ter sido testemunha ocular dos fatos. Alfredo Leite Cavalcanti presenciou todos os fatos daquele fatídico dia 15 de janeiro de 1917. 

Empregado do armazém do Major Sátiro Ivo, foi quem ajudou a esconder o Major Ivo e enviar os seus telegramas a Capital e Águas Belas pedindo segurança. 

Naquela manhã e tarde muito fez para salvar a vida do seu patrão. Anos depois em seu livro História de Garanhuns, descreveu os fatos que todos os escritores que trabalharam o tema tiveram que consultar as informações preciosas que o grande historiador deixou como legado. 

Ao historiador Alfredo Leite toda a minha reverência, por ser o principal e primeiro escritor desse fato histórico.

E quando 'quem não está nem aí pra eleição' se decidir? qual será o rumo a ser tomado?

 

Muita coisa tem se comentado sobre pesquisas eleitorais em Pernambuco. No entanto, o que se viu de movimentação entre as duas principais pré-campanhas no mês de janeiro, com denúncias de um lado a outro, parece que momentaneamente "esfriou". 

Tantas denúncias, notícias negativas, acusações de arapongagem, entre outros, fizeram o cenário se mover. Hoje, temos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) disputando o Governo, mas com uma vantagem menor para o prefeito do Recife.

O que pode fazer com que uma nova pesquisa divulgada neste mês de março possa trazer um cenário tão diferente que os demais? simples: a decisão de votos de quem ainda não está interessado na campanha política e que está ainda tomando ciência sobre o assunto ao longo do ano.

Já tivemos o Carnaval, daqui a pouco teremos a páscoa, depois teremos às festas juninas, copa do mundo, para aí sim, chegarmos a campanha eleitoral. Até lá é convencimento daqueles que não estão nem de um lado e nem do outro e também daqueles que tendo conhecimento ainda não tem segurança no voto. Dizem que "votam" mas que "podem mudar de voto".

Com presença de Lupi, Marília Arraes assina filiação ao PDT no dia 12, próxima quinta-feira, em Recife


A ex-deputada Marília Arraes oficializa sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) no próximo dia 12 de março, em ato marcado para o Hotel Luzeiros, no Recife, com a presença do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi. A movimentação reforça o peso político do evento e marca um novo momento na trajetória da ex-parlamentar.

Marília estava filiada ao Solidariedade e chega ao PDT liderando as pesquisas na corrida ao Senado. Ela entra oficialmente na disputa como principal pré-candidata da sigla, em um movimento estratégico que fortalece o partido em Pernambuco na corrida majoritária.

A “Suíça Pernambucana” com frio no Nordeste e temperaturas de até 10 °C e o festival de inverno mais disputado da América Latina

Por Maura Pereira


Garanhuns se destaca com crescimento urbano, eventos culturais e polo comercial importante do agreste pernambucano

A neblina desce entre sete colinas e o termômetro marca menos de 15 °C em pleno Nordeste. Quem chega a Garanhuns, apelidada de “Suíça Pernambucana” no Agreste de Pernambuco, estranha o casaco e o cheiro de chocolate quente no ar.

Por que chamam Garanhuns de Suíça Pernambucana?

A cidade fica a 842 metros de altitude, no Planalto da Borborema, e registra temperatura média anual de 21 °C. No inverno, os termômetros podem cair abaixo de 10 °C. Para quem sobe a serra vindo do litoral, a mudança de clima é imediata. As praças são tomadas por canteiros floridos, os parques têm árvores centenárias e o comércio de casacos movimenta as ruas em julho.

O nome da cidade tem origem controversa. Pode vir do tupi “guirá-nhum”, que significa “pássaros pretos”, ou do nome de uma tribo cariri que habitava a serra, conforme registros do IBGE. Garanhuns virou cidade oficialmente em 1879 e ganhou impulso com a chegada da ferrovia, em 1887.

Garanhuns se destaca com crescimento urbano, eventos culturais e polo comercial importante do agreste pernambucano. // Créditos: Wikipédia
O que visitar na cidade das sete colinas?

A Suíça Pernambucana concentra atrações que vão de parques floridos a mirantes com vista do Agreste inteiro. A maioria fica perto do centro e tem entrada gratuita.

Relógio das Flores: cartão-postal na Praça Tavares Correia, é o único relógio de flores do Norte e Nordeste, construído em 1979. Funciona com cristal de quartzo e tem 4 metros de diâmetro.

Parque Euclides Dourado: refúgio de mata nativa dentro da cidade, com trilhas curtas, áreas de piquenique e fauna local. Durante o Festival de Inverno, abriga palcos de música instrumental.

Cristo do Magano: erguido em uma das sete colinas, oferece vista panorâmica da região. É um dos cristos em maior altitude do Brasil.

Mosteiro de São Bento: fundado em 1940, lembra os mosteiros beneditinos europeus. Tem missas com cânticos gregorianos e funciona também como hospedaria.

Vinícola Vale das Colinas: a 10 km do centro, produz rótulos no clima serrano do Agreste. Visitas guiadas incluem passagem pelo parreiral e degustação.

Garanhuns, a charmosa “Suíça Pernambucana”, surpreende pelo clima ameno e por ser um importante polo econômico e educacional. O vídeo é do canal Cidades do Interior, que conta com mais de 73 mil inscritos, e apresenta atrativos como o Relógio das Flores, o Festival de Inverno e o Santuário Mãe Rainha:

O Festival de Inverno que atrai 2 milhões de pessoas

Todo mês de julho, Garanhuns se transforma. O Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) completou 35 anos de existência em 2025, com sua 33ª edição. Segundo a Prefeitura de Garanhuns, mais de 20 espaços culturais abrigam música, teatro, circo, cinema, dança e gastronomia durante 18 dias. A programação é gratuita.

Nomes como Alceu Valença, Elba Ramalho e Nação Zumbi já passaram pelo palco principal, batizado de Mestre Dominguinhos. Fora do FIG, a cidade também sedia o Garanhuns Jazz Festival no carnaval e o Encantos do Natal, que ilumina as ruas entre novembro e janeiro.

A cidade que criou Dominguinhos e a Ferreira Costa

José Domingos de Morais, o Dominguinhos, nasceu em Garanhuns em 1941. Aos seis anos, já tocava sanfona nas feiras livres da cidade com dois irmãos, no trio Os Três Pinguins. Foi ali, na porta de um hotel garanhuense, que Luiz Gonzaga ouviu o menino tocar e o convidou para o Rio de Janeiro. O encontro mudou a música brasileira.

Outra surpresa: a Ferreira Costa, maior rede de home center do Nordeste, nasceu em Garanhuns. O imigrante português João Ferreira da Costa fundou um pequeno armazém de ferragens na cidade em 1884. Hoje a empresa tem lojas em cinco estados e mais de 140 anos de história.

Aproveite praças, bosques e clima fresco em Garanhuns, perfeita para quem busca lazer e cultura no interior. // Créditos: PJM DRONE – IMAGENS AÉREAS EM 4K @pjmdrone-imagensaereasem4k

Onde comer e curtir a noite no Agreste serrano?

O bairro de Heliópolis concentra a vida noturna. Uma rua inteira reúne restaurantes e bares para todos os gostos, formando o circuito gastronômico mais movimentado da cidade.

Pizzaria Due Fratelli: considerada uma das melhores pizzarias da região, combina massa artesanal com o clima de serra.

Dom Pedro Gastrobar: petiscos autorais e carta de drinks em ambiente descontraído.

Fondues e chocolates quentes: o clima frio criou uma tradição gastronômica incomum para o Nordeste. Vários estabelecimentos servem fondues e bebidas quentes o ano inteiro.

Quando o clima favorece cada tipo de passeio?

Garanhuns é agradável o ano inteiro, mas cada estação oferece uma experiência diferente. O inverno seco e frio é a alta temporada.

VERÃO
DEZ – FEV
19-28 °C
Chuva baixa. Aproveite o céu limpo para visitar parques e mirantes como o do Magano.

OUTONO
MAR – MAI
18-26 °C
Chuva alta. Clima ideal para museus, visita a vinícolas e o Festival Viva Dominguinhos.

INVERNO
JUN – AGO
12-22 °C
Chuva média. Época do icônico FIG, de saborear fondues e fazer trilhas na serra.

PRIMAVERA
SET – NOV
16-26 °C
Chuva baixa. Encante-se com as praças floridas e a magia d’Os Encantos do Natal.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Garanhuns é uma charmosa cidade do interior de Pernambuco, conhecida pelo clima agradável e paisagens naturais. // Créditos: PJM DRONE – IMAGENS AÉREAS EM 4K @pjmdrone-imagensaereasem4k

Como chegar à Suíça Pernambucana?

Garanhuns fica a 230 km do Recife pela BR-423, cerca de 3h30 de carro. Ônibus da Viação Progresso partem diariamente do Terminal Integrado de Passageiros da capital. Quem vem de Caruaru percorre aproximadamente 130 km em 2h pela mesma rodovia.
Suba a serra e sinta o frio do Agreste

Garanhuns é uma dessas cidades que desmentem tudo o que se imagina sobre o Nordeste. Frio de verdade, flores em cada esquina, festivais que ocupam a cidade por semanas e uma história que vai de sanfoneiros geniais a empreendedores centenários.

Você precisa subir a serra pernambucana e sentir o friozinho de Garanhuns na pele, de preferência com um chocolate quente na mão e sanfona tocando ao fundo.

Os pernambucanos que aparecem na lista do banqueiro Daniel Vorcaro apreendidas pela PF


Silvio Costa Filho, Mila Rueda e Antônio Rueda

Por Ricardo Antunes – Quatro nomes ligados a Pernambuco aparecem entre os de WhatsApp extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O material é analisado pela Polícia Federal que investiga fraudes no escândalo do Banco Master. Entre os citados estão o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos); o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda; sua irmã e tesoureira do partido, Maria Emília Gonçalves de Rueda, conhecida como Mila Rueda; além de Caio Cesar Rocha Rueda, que também pertence ao clã.

As conversas fazem parte de um conjunto de mensagens trocadas por Vorcaro com a namorada, a modelo Martha Graeff, entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. No conteúdo, o banqueiro comenta encontros, viagens, eventos e diálogos com políticos, autoridades e empresários. O material foi obtido após a quebra do sigilo telemático de Vorcaro autorizada pela Justiça. A CPMI do INSS pediu acesso às mensagens para investigar se contratos de crédito consignado teriam sido usados em fraudes envolvendo o Banco Master.

Documentos obtidos pela PF indicam Antônio Rueda e o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, voaram em um mesmo helicóptero ligado ao ex-banqueiro. Sete pessoas teriam acompanhado Rueda durante a viagem. Recentemente, o manda-chuva do União Brasil declarou apoio a candidatura de Miguel Coelho ao Senado. Ex-prefeito de Petrolina, Miguel foi também foi alvo de operação da PF, por suspeita de integrar uma organização criminosa responsável por desvios de emendas parlamenteares

Miguel Coelho, Antônio Rueda e Fernando Filho (esq. p/ dir)

Em relação a Silvio Costa Filho não existe registro de qualquer conversa com o ex-banqueiro, pelo menos no dados disponibilizados até agora. O ministro também quer ser senador na chapa do prefeito João Campos (PSB), que vai disputar o Governo de Pernambuco contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD).

Além dos pernambucanos, aparecem nas conversas nomes de peso da política nacional, como o presidente Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira, o ministro do STF Alexandre de Moraes, os presidentes do Congresso Hugo Motta e Davi Alcolumbre, além de políticos como Aécio Neves e João Doria.

Importante destacar que ser citado nas conversas não significa que essas pessoas sejam investigadas pela Polícia Federal ou pela CPMI. A defesa de Vorcaro informou que pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de investigação para apurar possíveis vazamentos de informações sigilosas do processo.

Bola da vez na luta pelo Senado, PP navega entre polos divergentes e ameaça de risco iminente

O que o PP perderá se deixar a base de Raquel e se aliar ao prefeito João Campos, além do grande espaço que ocupa na administração estadual?

Por TEREZINHA NUNES

Apesar de negar que vá sair da base da governadora, Eduardo da Fonte (PP) pouco tem ido ao Palácio do Campo das Princesas - Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

O Partido Progressista, comandado pelo deputado federal Eduardo da Fonte tornou-se a bola da vez no emaranhado político em que se transformou a eleição para o Senado em Pernambuco.

Prestes a ver sua bancada na Assembleia Legislativa de Pernambuco passar de 8 para 11 deputados, após a janela partidária, a legenda virou motivo de disputa nos bastidores entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB) depois que, somado a isso, uma Federação que está para ser sacramentada entre ele e o União Brasil dará a Eduardo da Fonte o poder de comando no conglomerado a ser formado, com grande tempo de televisão e expressiva soma de fundo eleitoral.

Mas o que se tinha como pacífico até pouco tempo, como a certeza de que o PP marcharia com a governadora Raquel Lyra pois está na base do seu Governo desde 2023 ocupando expressivos espaços no poder estadual, acabou desnudado nas duas últimas semanas, quando o prefeito João Campos revelou em reuniões com lideranças do PT no Recife e em Brasília que o companheiro do senador Humberto Costa (PT) em sua chapa para o Senado seria o deputado Eduardo da Fonte.

Medo e ficar sem mandato

Eduardo da Fonte sugeriu que Raquel Lyra fizesse uma aliança com o PT - Divulgação

Até agora o parlamentar não se pronunciou oficialmente sobre o assunto e deputados estaduais progressistas informaram a este blog que ele não tem demonstrado interesse em mudar de lado.

Não é isso que se comenta nos corredores do Palácio Capibaribe e do Palácio do Campo das Princesas. Com uma razão de ser: antes que qualquer comentário surgisse a esse respeito, ele teria citado à própria governadora seu desejo de disputar no mesmo palanque de Humberto.

Na época, sugeria que Raquel fizesse uma aliança com o PT para que ele aceitasse concorrer ao Senado, mesmo sabendo do acordo PSB/PT.

“Eduardo morre de medo de ficar sem mandato e está buscando uma forma de concorrer com menor risco”, disse esta semana um deputado estadual da base governista, alegando que ele estaria convencido de que, ao lado de Humberto, conseguiria votos à esquerda suficientes para superar os demais concorrentes com a soma de sufrágios que acredita ter condições de ir buscar na direita e no centro.

Pressão de deputados e prefeitos

Esse mesmo deputado afirmou que “a governadora tem razão suficiente para estar desconfiada de que Eduardo da Fonte está mesmo entendido com João Campos”.

Citou o fato de que ele só deseja declarar se será candidato ao Senado, como informou ao próprio Palácio, após o dia 04 de abril, quando encerra a janela partidária e ninguém vai poder mais mudar de partido e nem sair PP – refere-se à bancada progressista - e de recentemente ter resistido até a última hora a liberar uma nota do partido de apoio à reeleição de Raquel Lyra, só o fazendo no final da tarde por pressão dos parlamentares e dos prefeitos.

A continuar assim, o PP pode passar por maus bocados, é o que se comenta na Alepe. A razão para isso estaria na crescente irritação com o seu comportamento no meio governista.

Apesar de negar que vá sair da base da governadora, ele pouco tem ido ao Palácio e há muito não participa de agendas oficiais, embora todo início ou final de semana divulgue visitas até a hospitais públicos acompanhado apenas do filho Lula da Fonte, também deputado federal.
Risco iminente

O que o PP perderá se deixar a base de Raquel e se aliar ao prefeito João Campos, além do grande espaço que ocupa na administração estadual que inclui a secretaria de Turismo e órgãos como Lafepe, Detran e Ceasa?

O perigo maior e já passível de comentários é a possibilidade de a legenda perder quadros quando está para assumir o protagonismo na Assembleia com a maior bancada entre os partidos ali representados, como foi revelado neste mesmo espaço na semana passada.

Da mesma forma que deputados e prefeitos fizeram Eduardo da Fonte soltar uma nota de apoio a Raquel, parte deles poderá resistir a se afastar da legenda a tempo de disputar o mandato por outro partido.

Se isso ocorrer, o PP também pode deixar de ganhar pelo menos dois novos deputados que pretendem se filiar à legenda até o dia 04 de abril. E na expectativa de conquistar um mandato de senador, perder representatividade e força eleitoral para formar alianças fundamentais na disputa de um cargo majoritário.

Por que eles têm medo de Marília Arraes?

 

Foto: Reprodução

Nos bastidores da eleição de 2026 em Pernambuco, uma pergunta começa a circular entre analistas políticos: por que parte das cúpulas do campo progressista demonstra tanta cautela diante da possibilidade de Marília Arraes disputar o Senado?

A ex-deputada, que agora estará em um partido com maior peso nacional e mais tempo de televisão (PDT) aparece nas pesquisas com vantagem relevante sobre outros nomes cotados e, mesmo assim, sua presença na chapa majoritária liderada por João Campos passou a ser tratada com atenção redobrada nas mesas onde se decide a engenharia política da eleição.

Enquanto a polarização entre João Campos e a governadora Raquel Lyra se intensifica, cresce entre observadores a percepção de que o verdadeiro centro da disputa estadual pode acabar sendo a corrida pelas duas vagas ao Senado. Nesse tabuleiro, dois nomes concentram hoje grande parte da atenção do mundo político: Marília Arraes e Eduardo da Fonte.

No campo liderado por João Campos também aparecem como postulantes Silvio Costa Filho, Miguel Coelho e Humberto Costa. Este último visto como praticamente consolidado na chapa pela aliança nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores, comenta-se também sobre um novo fator que passou a influenciar os cálculos políticos. Durante muito tempo tratado como fiel da balança em disputas estaduais, Eduardo da Fonte hoje pode se transformar em um problema para quem decidir carregá-lo na chapa.

Para João Campos, a entrada de Dudu na Frente Popular abriria uma narrativa delicada: a de ter deixado de prestigiar pré-candidatos que estiveram ao seu lado nos últimos anos para acomodar um aliado vindo do outro campo político.

Já para Raquel Lyra, a relação com o deputado também tem ficado por um fio. Nos bastidores, comenta-se que as demandas de Dudu por espaço e estrutura no Estado vêm tensionando a relação com a governadora e até com deputados estaduais ligados a ele.

Além disso, uma oficialização de Dudu na chapa de Raquel exigiria cautela num momento em que a governadora busca reduzir distâncias com o projeto lulista e evitar que o presidente Lula entre de vez na eleição estadual declarando apoio explícito ao palanque de João. Este é o cenário que interessa a Lula, numa eleição apertada, que vai precisar de dois palanques lulistas na disputa pelo governo.

Dentro desse jogo, outro cenário também é observado. Caso Humberto Costa e Eduardo da Fonte avancem como candidatos ao Senado dentro da mesma frente política, interlocutores do processo avaliam que dificilmente aceitariam dividir protagonismo de campanha com Marília. Na prática, isso poderia deixá-la livre para tomar outras decisões políticas ao longo da eleição.

Outra interrogação que circula entre observadores diz respeito ao papel de Silvio Costa Filho. O ministro aceitaria disputar a vice de João Campos? Ou poderia surgir um movimento diferente caso seu projeto ao Senado também seja preterido? E, como em política, raramente decisões estratégicas são tomadas de forma isolada, quais são as possibilidade de o ministro de Lula e Marília Arraes comporem a chapa de Raquel?

Por trás dessas movimentações, uma leitura começa a ganhar espaço entre observadores da política pernambucana. O incômodo com o nome de Marília Arraes parece menos relacionado à sua competitividade eleitoral, reconhecida até por adversários, e mais ao crescimento de uma liderança que carrega o peso simbólico do legado de Miguel Arraes e que, no futuro, poderia disputar protagonismo dentro do próprio campo progressista.

Nos corredores da política estadual, a pergunta continua ecoando,
ainda que raramente em público:

o problema é a candidatura de Marília Arraes… ou o tamanho político que ela pode alcançar depois dela

Lula lidera cenários, mas avanço de Flávio Bolsonaro acende alerta no Planalto

 

Foto: Divulgação

Por Edmar Lyra

A nova rodada do Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026 revela um cenário mais competitivo do que o observado meses atrás. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, que soma 43%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico. O dado que mais chama atenção, no entanto, é a tendência: em dezembro, Lula tinha 51% contra 36% do adversário. Ou seja, em poucos meses houve redução significativa da vantagem do presidente e crescimento consistente do candidato ligado ao campo bolsonarista. A disputa que antes parecia confortável para o petista começa a ganhar contornos de competição real.

A explicação para esse movimento passa por fatores políticos e de avaliação de governo. Embora Lula ainda mantenha patamares relevantes de intenção de voto e lidere em todos os cenários testados, os números sugerem um desgaste natural de quem está no exercício do poder. A avaliação do governo e o humor econômico costumam influenciar diretamente as pesquisas eleitorais, sobretudo quando se aproxima a metade final do mandato. Nesse contexto, parte do eleitorado que votou em Lula em 2022 pode demonstrar frustração ou cautela, o que ajuda a explicar a redução de sua vantagem nas simulações de segundo turno. Ao mesmo tempo, o campo conservador parece reencontrar um polo competitivo, mesmo após os abalos políticos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Outro ponto relevante é a rejeição. Historicamente, Lula possui uma base eleitoral sólida, mas também carrega níveis elevados de rejeição, fenômeno comum a lideranças muito polarizadoras. Esse fator tende a limitar seu teto eleitoral, especialmente em disputas de segundo turno. Por outro lado, Flávio Bolsonaro começa a aparecer nas pesquisas como herdeiro político de parte do eleitorado bolsonarista, capturando o voto mais ideológico da direita. Seu crescimento nas simulações indica que o campo conservador mantém capacidade de mobilização, ainda que o próprio ex-presidente esteja fora da disputa. Em outras palavras, a polarização que marcou a política brasileira nos últimos anos permanece viva, apenas com novos protagonistas.

Os demais cenários testados pelo Datafolha reforçam essa leitura. Lula vence também confrontos contra Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, mas sempre por margens relativamente apertadas. Já quando o nome testado é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o quadro se torna ainda mais equilibrado: ele aparece numericamente atrás de Flávio Bolsonaro e empatado com Ratinho Jr. Esses dados sugerem que a força eleitoral do campo governista está muito associada à figura de Lula. Em síntese, a pesquisa indica que o presidente continua competitivo e favorito em vários cenários, mas também mostra que a eleição de 2026 tende a ser novamente marcada por forte polarização e por uma disputa mais aberta do que se imaginava até pouco tempo atrás.

domingo, 8 de março de 2026

Prefeito de João Alfredo, Zé Martins diz que João Campos está em "Queda Vertiginosa" e acredita na vitória de Raquel Lyra

 Jairo Gomes

O prefeito de João Alfredo, Zé Martins, aliado da governadora Raquel Lyra, comentou, em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, a recente queda do prefeito do Recife, João Campos (PSB), nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco.

De acordo com levantamento do instituto DataTrends, divulgado na semana passada, João Campos aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra soma 35%. Em terceiro lugar está Eduardo Moura (Novo), com 5%. Pesquisas anteriores apontavam uma vantagem de até 35 pontos percentuais do prefeito recifense sobre a governadora.

Para Zé Martins, o cenário é de crescimento para Raquel Lyra e de queda para João Campos. “Para quem tinha quase 70% e hoje tem 48%, está em queda vertiginosa. Nós estamos trabalhando o projeto da nossa governadora Raquel Lyra. Ela tem feito grandes entregas em todo o Estado, especialmente aqui na nossa região, e está crescendo”, afirmou.

O prefeito também destacou o avanço da governadora nas intenções de voto. “Quem tinha 17% e hoje está com 35% já mostra um bom avanço. Com certeza ela vai vencer as eleições, porque está em fase de crescimento. A população absorveu bem a sua reeleição e, com certeza, sairá vitoriosa no dia 4 de outubro”, declarou.

Pré-campanha

Durante a entrevista, Zé Martins confirmou o lançamento da pré-candidatura do filho, Felipe Martins, a deputado estadual. Segundo ele, o projeto já vem consolidando apoios na região.

“Por onde a gente passa, recebe vários apoios e indicativos de apoio. Com certeza teremos um projeto vitorioso. Já falei em outras oportunidades: a candidatura de Felipe Martins é para ocupar o espaço que a nossa região perdeu”, disse.

De acordo com o prefeito, o Agreste Setentrional, especialmente a região do Médio Capibaribe, perdeu protagonismo na Assembleia Legislativa nos últimos anos. “A nossa região perdeu representatividade na Assembleia. Vários municípios daqui já tiveram deputados federais e estaduais, a exemplo de João Alfredo”, pontuou.