terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Flávio Bolsonaro anuncia ação no TSE contra homenagem a Lula na Sapucaí

Senador afirma que desfile teve "campanha antecipada"; oposição fala em abuso de poder político e econômico

Por Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro - Fatima Meira /Ag.Enquadrar

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência, afirmou que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante desfile na Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na noite do domingo (15).

A reação ocorreu após a apresentação da Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida uma homenagem ao presidente. Segundo o senador, o episódio configuraria uso político do carnaval e possível irregularidade eleitoral.

Ainda no domingo, Flávio afirmou que “Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada para ele mesmo”, indicando que pretende levar o caso à Justiça Eleitoral.

A crítica foi reforçada por partidos de oposição. Em publicação nas redes sociais, o Partido Novo declarou que também deve acionar o TSE e buscar a inelegibilidade do presidente, classificando a homenagem como “abuso de poder político e econômico”.

Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem a escola de samba haviam se manifestado oficialmente sobre as declarações. O episódio deve ampliar a disputa política em torno do uso de manifestações culturais em contextos eleitorais, tema que já foi alvo de questionamentos em outros pleitos.

Em Camaragibe, Polo Pernambuco Meu País inicia maratona de shows com Pixote, Revelação e Conde Só Brega em noite mágica na Praça de Eventos

Grupos de samba de São Paulo e Rio de Janeiro fizeram apresentações empolgantes e ícone do brega pernambucano também destilou clássicos para uma multidão no principal foco da folia na Terra dos Camarás

A primeira noite de apresentações musicais no Polo Pernambuco Meu, no “Carnaval Camará 2026 – Nossa Raiz, Nosso Ritmo” de Camaragibe foi mais uma demonstração clara do acerto em cheio do Governo de Pernambuco ao dar à Terra dos Camarás o lugar de destaque que ela merece: um destino cultural e turístico que em apenas um ano da gestão do prefeito Diego Cabral se consolida como roteiro dos grandes eventos do estado.

Na noite deste domingo (15/02), três nomes de peso da música brasileira se apresentaram para uma multidão na Praça de Eventos, abrindo os shows no foco principal do carnaval 2026, e atestaram que até a Quarta-feira de Cinzas vem muito mais. O grupo paulista Pixote, o coirmão carioca Revelação e o ícone do brega pernambucano Conde Só Brega fizeram shows empolgantes repletos de sucessos autorais e de outros artistas para a alegria do público.

“A cidade do trabalho sem dúvida alguma já é também a cidade dos grandes eventos culturais de Pernambuco, um destino turístico ambiental rico em sua ancestralidade e raízes. A nossa luta será sempre essa, colocar Camaragibe no lugar que ela merece e é dela por direito. Obrigado à governadora Raquel Lyra por acreditar na nossa gestão, por nos apoiar e nos ajudar a consolidar essa posição de destaque. Vem muito mais ainda”, disse Diego Cabral ao conferir a primeira noite no polo principal.

O grupo paulista Pixote, com mais de três décadas de estrada, mostrou por que é considerado um dos mais respeitados no samba e no pagode. Com sucessos como “Amor fé”, “Nem de graça”, “Insegurança”, “Mande um sinal”, “Coração e cadeado” e “Vai errar de novo”. Com intensidade, o vocalista Dodô botou o público para sambar e ainda cantou inúmeros sucessos de outras bandas. O cantor finalizou o show declarando seu amor a Pernambuco: enrolado na bandeira do estado agradeceu o carinho recebido e garantiu que retorna em breve.

A segunda atração foi nada menos que o grupo carioca Revelação, que também tem mais de 30 anos de carreira e que desde 2018 tem Jhonatan Alexandre, o Mamute, como vocalista. Sobrinho do ex-líder Xande de Pilares, e com uma voz muito parecida no timbre, vem honrando o posto com maestria e carisma. No setlist, o grupo despejou um conjunto de sucessos: “Só vai de camarote”, “Tá escrito”, “Deixa acontecer, “Grades do coração” e “Velocidade da luz”, entre outros.

O cantor Felipe Lima, criado de Camaragibe e bastante querido na cidade por ser representante de uma vertente mais recente do pagode, também fez um show empolgante com vários sucessos de grupos e cantores nacionais, como Menos é Mais, Thiaguinho, Belo e Dilsinho, e locais.

Fechando a primeira noite, o Conde Só Brega, um dos grandes nomes do cenário brega romântico pernambucano, fez um show inesquecível. Em 2025, o artista já havia se apresentado no Carnaval da cidade e este ano repetiu a dose para alegria do público. No repertório, o artista de 71 anos lançou vários sucessos como “Não devo nada a ninguém”, “Estrela”, “Espelho do poder” e “A vida é assim”, “Cubana”, “Chelli” e “Sarado”.

Demais polos – No Polo Dona (Vila da Fábrica), as apresentações ocorreram a partir das 17h com shows dos grupos Orquestra Bicho Solto, Cia de A a Z, e das agremiações Urso Preto Mirim, Urso Revelação, Urso dos Dendê, Urso Preto União, Boi Dendê, Tribo Tupi Guarani, Tribo Canindé e o Bloco Amante das Flores. O cantor Claudionor Germano também marcou presença e recebeu uma bela homenagem durante a apresentação de seu filho, Nonô Germano. Já no Polo Maureliano (Timbi), a folia começou às 19h. Se destacaram Albino Baru, o grupo The Jonshons, a banda N'zambi e a cantora Joyce Alane. 

Miguel Coelho e prefeito de Petrolina dão calote e escola de samba desfila com dificuldades daqui a pouco



Da esq. para dir. Alexandre Inácio, Miguel Coelho (União) e Simão Durando (União)

Por Luiz Roberto Marinho – A Escola de Samba Galeria do Ritmo, uma das mais tradicionais do Recife, desfila no início da tarde desta segunda-feira (16), na Avenida Dantas Barreto, no centro, com enredo sobre Petrolina, enfrentando vários problemas, porque o ex-prefeito da cidade, Miguel Coelho, e o atual, Simão Durando (União), deram calote no patrocínio da agremiação.

A denúncia, do vice-presidente da escola, Alexandre Inácio, relata que em 2022, quando Miguel Coelho foi candidato ao governo do estado, o ex-prefeito se reuniu com a direção da agremiação e ficou acertado que um seus dos próximos enredos seria “Petrolina, uma história a ser contada”.

Os dirigentes elaboraram o projeto para o carnaval de 2026, no valor de R$ 410 mil, foram quatro vezes a Petrolina, tiveram reuniões na Secretaria Municipal de Turismo e na Secretaria da Cultura e também com o prefeito Simão Durando, mas acabaram não recebendo um centavo sequer de patrocínio. Mesmo assim, foi mantido o enredo “Petrolina, uma história a ser contada”.

Mesmo com dificuldades, Galeria do Ritmo busca apoio para desfile

Não fosse o apoio da Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco) , com uma primeira cota de R$ 60 mil, cumprindo emendas de deputados estaduais, e duas outras ajudas financeiras para apresentações, uma em Porto de Galinhas, no Litoral Sul, já realizada, e a outra em Bezerros, no Agreste, na terça-feira (17), e a escola não teria conseguido desfilar na Dantas Barreto nesta segunda-feira.

A direção da escola pede ajuda financeira pelo pix 08797631000195, CNPJ da agremiação, especialmente à população de Petrolina, para quitar dívidas com cinco ônibus, um minitrio, oito músicos, um reboque, um caminhão baú e 60 profissionais para empurrar as alegorias e ajudar na produção.

Alexandrino Inácio promete que se a escola ganhar o desfile desta segunda-feira, mesmo com o calote de que foi vítima por Miguel Coelho e Simão Durando, doará o troféu de campeã ao Instituto Ana das Carrancas e levará a bateria para uma apresentação na orla do Rio São Francisco.

A Galeria do Ritmo foi fundada em 1962, no Morro da Conceição, em Casa Amarela, na Zona Norte, sempre desfilou no grupo especial e chegou a ser hexacampeã do Carnaval de Pernambuco, de 2000 a 2006.

Na Zona da Mata Norte, governadora Raquel Lyra prestigia Carnaval de Paudalho e ressalta valorização da cultura local

Foto: Hesíodo Góes/Secom

Em mais um dia de festejos carnavalescos, a governadora Raquel Lyra prestigiou, na tarde desta segunda-feira (16), o Carnaval de Paudalho, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A festa reúne milhares de foliões e consolida o município como referência em diversidade cultural, valorização das tradições e grandes atrações. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, da prefeita Paulinha da Educação e de lideranças da região, a governadora percorreu os polos de animação, cumprimentou foliões e acompanhou de perto as manifestações culturais, além do show da cantora Elba Ramalho.

“Chegando à cidade de Paudalho, mais uma vez, para prestigiar esse Carnaval espetacular. Aqui, nós temos desfile de fantasias e carros alegóricos que mostram como a população se envolve para fazer a festa mais bonita e participativa, salvaguardando nossas tradições e promovendo esse encontro tão especial. Tudo isso movimenta a economia, com hotéis, bares e restaurantes, gerando renda para a nossa gente”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Com três polos oficiais, a programação contempla públicos de todas as idades. Ao longo dos festejos de Momo, desfilam bois, maracatus, caboclinhos, blocos líricos e o tradicional Banho de Cheiro, uma das marcas do Carnaval do município. “Somos multiculturais. Temos aqui uma efusão de cultura e de essência pernambucana que faz parte da identidade do Pernambuco Meu País”, afirmou a prefeita de Paudalho, Paulinha da Educação.

Na segurança, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Defesa Social, garante até a próxima quarta-feira (18) 447 homens e mulheres que atuarão de forma integrada no reforço do policiamento e atendimento às ocorrências nos focos de animação da cidade. “Estamos garantindo a segurança aqui no município de Paudalho, para que o povo possa brincar na paz, com folia e diversão”, assegurou o titular da pasta, Alessandro Carvalho.

Presente na festividade, o deputado estadual Gustavo Gouveia destacou a importância da folia no município. “O Carnaval não é apenas festa, também impulsiona o desenvolvimento econômico da cidade”, comentou. Já o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, ressaltou os investimentos do Governo de Pernambuco. “O Carnaval de hoje conta com forte participação do Governo do Estado, por meio da Fundarpe e da Empetur, que apoiaram e seguem apoiando o nosso Carnaval e a cultura de Pernambuco”, pontuou.

Também acompanharam a governadora os secretários estaduais coronel Hercílio Mamede (Casa Militar) e André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura); os prefeitos Eduarda Gouveia (Carpina), Joel Gonzaga (Feira Nova) e Irmão Aluízio (Tracunhaém); além de vereadores e lideranças locais.

OS GRUDE: Candidatos ao Senado com João Campos, Marilia e Silvinho não desgrudaram do prefeito em Olinda



Marília Arraes e Sílvio Costa Filho acompanharam João Campos no Carnaval de Olinda

Por Luiz Roberto Marinho – Dois dos quatro candidatos à vaga no Senado na chapa do prefeito João Campos (PSB), sua prima, a ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade), e o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), não desgrudaram dele um minuto sequer na sua ruidosa andança pelo Carnaval de Olinda, no domingo (15).

Os dois estão em todas as fotos que Campos postou nas suas redes sociais, fazendo concorrência à noiva dele, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), de short vermelho, com quem ele casa no próximo dia 21, um sábado.

Não pareciam interessados na festa em si, mas em estarem sempre próximos ao prefeito, aproveitando a visibilidade do Carnaval e, de certa forma, tentando demonstrar deter o favoritismo do rei.

Na última pesquisa estimulada sobre votos ao Senado, da Real Time Big Data, na quarta-feira passada (11), na qual são dados os nomes em cinco cenários, Marília dispara na frente de todos os outros, com 27% das intenções de voto, enquanto Silvio Costa Filho tem 21%.

Senado Federal

O cerco aperta para os dois quando se sabe que uma das vagas na chapa de Campos está praticamente reservada para a recondução do senador Humberto Costa (PT), sem o qual o prefeito não terá o apoio do presidente Lula. Na verdade, são três candidatos para uma só vaga, somando-se a Marília e Sílvio Filho o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

Embora na liderança ao Senado em todas as pesquisas realizadas até agora, pelo recall da eleição ao governo do estado em 2022, quando obteve 2,1 milhões de votos, Marília tem contra si a frágil estrutura do Solidariedade e o pouco tempo de TV do partido, fatores fundamentais na definição da chapa.

Sílvio Costa Filho, por sua vez, tem insistido em declarar ter a chancela de Lula para ocupar uma das vagas de Campos, o que até agora não foi comprovado, embora o presidente elogie sua gestão no Ministério de Portos e Aeroportos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

BEPI AGE NO GALO DA MADRUGADA E RETIRA CRIANÇAS DE SITUAÇÃO DE RISCO DURANTE O CARNAVAL

 Do Agreste Violento


Durante a Operação Carnaval realizada neste sábado (14), no tradicional bloco Galo da Madrugada, policiais do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) atuaram de forma decisiva para proteger três crianças que se encontravam em situação de vulnerabilidade.

A equipe identificou menores de 11, 5 e 1 ano de idade acompanhadas da mãe, que apresentava sinais visíveis de embriaguez. As crianças estavam há um longo período em uma área próxima aos trios elétricos, local marcado por intensa aglomeração de pessoas, som alto e riscos à integridade física.

Diante da gravidade do cenário e com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar das crianças, os policiais realizaram a condução da família ao Fórum Thomaz de Aquino. No local, a ocorrência foi formalmente comunicada às autoridades competentes, incluindo a Polícia Civil, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o juiz plantonista.

Após a adoção das medidas legais cabíveis, o avô materno das crianças foi localizado e compareceu ao fórum, assumindo a responsabilidade pelos menores.

A ação do BEPI reforça o compromisso da Polícia Militar com a proteção da infância e a preservação da vida, especialmente em grandes eventos populares, onde situações de risco exigem atenção redobrada e resposta rápida das forças de segurança.

Em 70% dos casos, abandonar a prefeitura para disputar o governo é um péssimo negócio


Por Ricardo Antunes

Eduardo Paes (PSD) e João Campos (PSB)

De O Globo – Inédito em capitais como Rio e Recife, onde Eduardo Paes (PSD) e João Campos (PSB) devem deixar seus cargos até abril, o movimento de abandonar o mandato no meio para disputar o governo estadual deu errado, neste século, em 70% das vezes. Dos 19 que tentaram, apenas seis conseguiram se eleger governador.

Entre os casos bem-sucedidos, destacam-se dois tucanos de São Paulo: João Doria, em 2018, o último no país que teve sucesso, e José Serra, em 2006, caso mais emblemático de escrutínio sobre a decisão de interromper mandato. Os demais exemplos foram Wilma Faria (Rio Grande do Norte), em 2002; Marcelo Déda (Sergipe), em 2006; e Beto Richa (Paraná) e Ricardo Coutinho (Paraíba), em 2010.

Na lista dos que tentaram sem êxito aparecem nomes conhecidos da política nacional. Em 2002, o petista gaúcho Tarso Genro deixou a prefeitura de Porto Alegre e concorreu ao Palácio Piratini, mas foi derrotado. Depois, ele comandaria diferentes ministérios do governo Lula e conseguiria se eleger governador em 2010, oito anos após a primeira tentativa.

Um dos baques mais recentes foi o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Ainda pelo PSD, ele tentou enfrentar o então candidato à reeleição Romeu Zema (Novo) em 2022. O governador, no entanto, sagrou-se vitorioso logo no primeiro turno. Minas tem 853 municípios, e apenas 11% da população do estado mora em BH. Em outubro, Kalil pretende estar de novo nas urnas, agora pelo PDT e com Zema já fora do páreo.

— É uma espécie de quebra de contrato, de compromisso. Não tenho receio em arriscar que essa punição vem da quebra dessa expectativa de eleger uma pessoa para governar quatro anos — aponta o cientista político Marco Antonio Teixeira, professor da FGV EAESP, sobre o levantamento.

Em 2004, ao longo da campanha para prefeito, Serra precisou responder se firmava o compromisso de não deixar a cidade no meio do mandato para disputar o governo. Chegou a assinar um papel para oficializar a promessa. Apesar do descumprimento, elegeu-se governador dois anos depois. O episódio, contudo, passou a assombrá-lo. Na campanha municipal de 2012, quando almejou voltar à prefeitura paulistana, o vencedor Fernando Haddad (PT) explorou o caso. Para Serra, o documento assinado no passado era apenas um “papelzinho”.

                                                              Vitória e frustração

O outro capítulo na maior cidade do país foi com João Doria. Outsider, o empresário conseguiu se eleger prefeito em 2016, e todo mundo sabia desde então que ele nutria ambições presidenciais. Após deixar a prefeitura com pouco mais de um ano de gestão, conseguiu virar governador numa disputa apertada, calcado no voto “BolsoDoria” e na força que o PSDB ainda tinha no interior paulista. Na capital, que dois anos antes lhe dera uma vitória superlativa já no primeiro turno, o tucano perdeu para Márcio França (PSB) com quase um milhão de votos de diferença.

Quando repetiu o movimento de deixar a administração — desta vez a estadual — para tentar a Presidência, Doria não conseguiu sequer fazer a candidatura avançar no partido.

— O Doria foi um caso bem emblemático, porque mal começou o mandato de prefeito e já queria ser presidente da República. Acabou sendo candidato ao governo e teve sucesso, mas depois, ao tentar de novo sair do governo para ser presidente, não apenas não teve êxito na candidatura, como não fez o sucessor (Rodrigo Garcia) no estado — rememora Teixeira.

No Rio, não existe essa tradição. O único ex-prefeito da capital que virou governador foi Marcello Alencar, em 1994, mas ele já tinha deixado o cargo quando passou por um rebranding, rompeu com o ex-governador Leonel Brizola e migrou do PDT para o PSDB, partido então embalado pelo Plano Real. Um outro prefeito também dissidente do brizolismo, só que do interior fluminense, fez esse movimento e deu certo: Anthony Garotinho, de Campos dos Goytacazes, em 1998.

Paes, portanto, vai ser o primeiro da capital a tentar a sorte, na contramão da promessa feita em 2024, durante e depois da campanha, quando disse que ficaria até o fim do mandato. Logo após a vitória, ele recebeu o GLOBO e se recusou a assinar uma bem-humorada “carta” de compromisso apresentada pela Ema Jurema, blogueira do jornal Extra.

A despeito das negativas do prefeito, a sua postura desde a campanha indicava que ele não completaria o quarto mandato à frente da cidade. Uma delas foi a escolha do vice da chapa, Eduardo Cavaliere (PSD), um dos integrantes de seu núcleo duro. Com a indicação, houve uma leitura inequívoca de que ali já estava definida a sucessão.

— Paes é um caso muito específico: é prefeito pela quarta vez e, na última eleição, se elegeu com as pessoas sabendo que faria esse movimento, apesar de ter negado. A escolha do vice deixava isso muito evidente. Minha avaliação, portanto, é de que essa cobrança por ter deixado a prefeitura não será um elemento tão importante na eleição estadual — analisa a historiadora Marly Motta, professora aposentada da FGV CPDOC.

Desafio mesmo, para Paes, será a expansão para fora da capital, observa a autora do livro “E agora, Rio? Um estado em busca de um autor”. Fundado por decreto da ditadura militar em 1974, o atual desenho do estado do Rio agrupou duas unidades federativas, a Guanabara e o antigo Rio, de perfis políticos bastante distintos.

— O que pode ser um elemento é o perfil que ele sempre teve de exaltar a capitalidade do Rio e aspectos da vida carioca. São pautas que não têm apelo na Baixada, no interior — afirma Marly Motta.
Caso pensado

João Campos, no Recife, compartilha semelhanças com Paes. Já se falava na campanha à reeleição que ele deixaria a cidade no meio, e a escolha do vice também foi por um nome do círculo mais próximo do prefeito, Victor Marques (PCdoB). Como desafio, o presidente nacional do PSB enfrenta o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) estar apta à reeleição. Campos precisa superar a máquina estadual e o poder de atração que ela exerce sobre prefeitos do interior.

O prefeito recifense, no entanto, tem a herança familiar como ativo para atrair o eleitor de fora da capital. É filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, dois populares ex-governadores de Pernambuco.

Quem também cogita a empreitada é o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL). Ele deverá se desincompatibilizar em abril, mas interlocutores avaliam que dificilmente vai encarar a eleição de governador se o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disputar o cargo.

Pelo Brasil, sobretudo fora dos estados mais populosos, existem casos de prefeitos do interior que viraram governadores após interromperem seus mandatos. Entre nomes conhecidos, há Cássio Cunha Lima, que deixou a prefeitura de Campina Grande e virou governador da Paraíba.

João Campos pode perder mais uma aliado para Raquel Lyra

O vereador Osmar Ricardo (PT) apareceu ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), no Galo da Madrugada

O cenário político do Recife ganhou mais um ingrediente nos bastidores do Carnaval. O vereador Osmar Ricardo (PT) apareceu nos stories ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), no Galo da Madrugada, e a movimentação já está dando o que falar.

O detalhe que chama atenção é que Osmar vem se juntando ao grupo que articula a assinatura da CPI contra o prefeito João Campos (PSB). Segundo informações de bastidores, falta oficialmente apenas uma assinatura para que o pedido seja protocolado.

A foto ao lado de Raquel, justamente em meio ao maior evento popular do Estado, foi vista como uma sinalização política forte — e considerada por aliados do PSB como um gesto nada amistoso.

Osmar Ricardo é vereador do PT, partido que nacionalmente integra a base do governo Lula, mas que no Recife vive uma relação de tensão e disputa de espaços com o PSB.

No meio da folia, o gesto ganhou leitura política imediata: aproximação estratégica ou recado direto?

Com a CPI prestes a sair do papel, qualquer movimento vira combustível para especulações. E, no Carnaval, como na política, nada é por acaso.

Em Pesqueira, governadora Raquel Lyra celebra festividade também no interior e prestigia Carnaval dos Caiporas

 

Foto: Hesíodo Góes/Secom

Dando continuidade à agenda de Carnaval do interior de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra prestigiou, neste domingo (15), o Carnaval de Pesqueira, no Agreste, reforçando o compromisso com a valorização das manifestações culturais do interior. Durante a visita ao Carnaval dos Caiporas, a gestora reforçou o apoio aos carnavais tradicionais que movimentam a economia, fortalecem identidades locais e mantêm vivas as expressões culturais pernambucanas. Acompanhada do prefeito do município, Cacique Marcos Xukuru, a chefe do Executivo estadual andou em polos da cidade e cumprimentou o público presente.

“É lindo de ver a manifestação da nossa identidade cultural expressada em cada recantinho de Pernambuco. Estamos fazendo isso o ano inteiro e todos os anos, garantindo o Carnaval mais seguro da nossa história. São milhares de lançamentos de efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil e mais de R$ 80 milhões investidos. Das atrações artísticas contratadas, mais de 90% são pernambucanas. E essa é a potência de Pesqueira, do interior do nosso Estado, que precisa da presença forte do Governo de Pernambuco”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Acompanhada por lideranças políticas da região, a gestora foi recebida com festa pelos foliões e blocos, e acompanhou a programação carnavalesca do município, reconhecido por realizar um dos maiores carnavais do interior de Pernambuco. O prefeito Cacique Marcos Xukuru destacou a importância da presença do Governo do Estado no município. “Uma alegria viver esse Carnaval que é tão lindo e tão maravilhoso que o nosso pesqueirense merece. Foram meses de planejamento e agora a gente está fazendo essa entrega maravilhosa para o nosso povo”, afirmou o prefeito.

Com apoio da Secretaria de Cultura do Estado, a programação do Carnaval de Pesqueira conta com polos descentralizados, como o Palco Principal, o Polo Prado – Samba & Pagode, além de atividades em comunidades como Aldeia Cimbres, Xucurus, Mutuca, Roçadinho e Sítio Rosário, valorizando blocos tradicionais, orquestras, manifestações populares e grandes atrações musicais.

O secretário de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, ressaltou o impacto do Carnaval para a economia da região. “Pernambuco hoje está sendo visto do Litoral ao Sertão. Isso é uma valorização da nossa cultura e do povo sertanejo. Melhora o turismo, a região toda ganha com esse investimento, é desenvolvimento econômico”, frisou o secretário.

Presente na festividade, o deputado estadual Luciano Duque destacou o apoio da gestão à promoção de cultura. “Festa massa, dos melhores carnavais de Pesqueira com o apoio do Governo do Estado, investimento maciço aqui, numa festa muito tranquila, com muito movimento e muito turista”, acrescentou o deputado.

SEGURANÇA – Para garantir a segurança doa foliões, a Secretaria de Defesa Social mobilizou uma força-tarefa para cobertura reforçada nos locais de maior concentração de público. Foram 980 postos de trabalho das Operativas da SDS, incluindo Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Corregedoria, além de equipes das Operações Drones e Lei Seca.

Crescimento do PSD de Kassab vira principal ameaça a Hugo Motta na eleição da Câmara

Legenda conta hoje com 47 deputados federais, dois a mais do que o Republicanos, partido de Motta, mas trabalha com meta de chegar a 100 deputados

Folhapress

Gilberto Kassab, presidente do PSD (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O crescimento do PSD de Gilberto Kassab, que pretende dobrar sua bancada de deputados federais na próxima eleição, virou a principal ameaça à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para mais um biênio na presidência da Câmara, na visão de aliados.

A disputa ocorrerá apenas em 1º de fevereiro de 2027, já sob outro governo, o que influenciará as negociações. Nos bastidores, no entanto, já há movimentos sutis entre os partidos para posicionamento, e a disputa pela vaga do TCU (Tribunal de Contas da União) é vista como primeira etapa. Moraes vota por rejeitar recurso de réus do Núcleo 3 da trama golpista

Kassab deu o tom de uma campanha de oposição na semana passada, ao participar de conferência com investidores organizada pelo banco BTG Pactual e criticar a falta de debate sobre a diminuição do tamanho do Estado, políticas públicas de transparência e uma reforma política com o voto distrital.

“Lógico que eu não estou feliz com este Congresso. Um Congresso que não dá nenhuma resposta para essas demandas da sociedade”, afirmou, cobrando que o Legislativo se “imponha” para que as demais instituições passem a respeitá-lo mais. “É um Congresso que não está à altura da sociedade brasileira e que precisa ser melhorado.”

O PSD conta hoje com 47 deputados federais, dois a mais do que o Republicanos, partido de Motta. A sigla, no entanto, cresceu regionalmente com a eleição do maior número de prefeitos em 2024 e a filiação de governadores como Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Raquel Lyra (PE). Com isso, trabalha com a meta de chegar a 90 ou 100 deputados.

O partido de Kassab é um dos mais distantes de Motta dentre as legendas de centro-direita. O grupo mais próximo do atual presidente da Câmara conta com o PP e União Brasil (que formarão uma federação para disputarem juntos as próximas eleições), além do Republicanos e partidos menores, como o Podemos.

O PSD manteve como líder de sua bancada o deputado Antonio Brito (BA), que tentou se candidatar à presidência da Câmara contra Motta, mas acabou atropelado pelo acordo do governo Lula (PT) com o sucessor indicado pelo ex-presidente Arthur Lira (PP-AL).

Apesar do plano fustrado, o PSD tem apoiado a agenda do presidente da Câmara, e Brito mantém uma aliança tácita com Motta. Integra, por exemplo, o “blocão” de 275 deputados criado em novembro para isolar PT e PL nas decisões da Casa. Mas deputados contam que a relação é de desconfiança.

O presidente da Câmara tem aliados mais próximos no PSD, como Domingos Neto (CE) –a quem confiou a relatoria de projetos como o voto distrital e a reforma dos planos de saúde– e Cezinha da Madureira (SP) –que ele tentou emplacar como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS.

Uma das primeiras etapas dessa disputa, na visão de aliados de Motta, será a eleição para a vaga do TCU aberta no fim de fevereiro com a aposentadoria de Aroldo Cedraz. Motta e Lira prometeram eleger o deputado Odair Cunha (PT-MG) em troca do apoio do PT, mas PSD e União Brasil negociam uma aliança com o PL para desbancá-lo.

O PSD terá Hugo Leal (RJ) como candidato. O União Brasil espera um acordo entre Elmar Nascimento (BA) e Danilo Forte (CE). O combinado é que Nascimento tentará costurar o apoio do PSD e do PL. Se conseguir, será o nome do grupo. Se não, desistirá e apoiará Forte na eleição. A votação é secreta e ocorre em um único turno.

Deputados envolvidos na negociação dizem que, entre as sugestões na mesa, estão a eleição nacional de outubro e também pleitos futuros, como as disputas pela presidência da Câmara e pela segunda vaga para o TCU que será aberta com a aposentadoria de Augusto Nardes no ano que vem –ele cogita antecipá-la para março, o que abriria espaço para outra indicação ainda este ano.

Um aliado do presidente da Casa afirma que ele precisa sentar com o PSD e renegociar os termos da atual aliança. Uma das sugestões é rever a indicação de um parlamentar do partido para a presidência da CMO (Comissão Mista de Orçamento). O escolhido é Domingos Neto. Outra é evitar entregar a relatoria de projetos importantes para a sigla. Até agora, Motta não deu sinais de que seguirá esses conselhos.

Parlamentares do PSD dizem, nos bastidores, que o partido pode se aproveitar da fragilidade do atual presidente da Câmara para buscar a vaga em fevereiro de 2027, caso ele não consiga reconstruir sua imagem até lá. O tamanho que cada partido sairá da eleição será também decisivo para isso.

Motta acabou o primeiro ano sob desconfiança do governo Lula (PT), de partidos da esquerda e da oposição, e com críticas até de seu antecessor. Lira afirmou, após ver frustrado o plano de cassar o desafeto Glauber Braga (PSOL-RJ), que a gestão do atual presidente era “uma esculhambação”.

Ambos, no entanto, reataram. Segundo aliados, Motta tem atuado diretamente para ajudar Lira a viabilizar sua candidatura ao Senado –o que tira uma sombra ao atual presidente, evitando que seu antecessor decida permanecer na Câmara e concorrer de novo ao comando da Casa.

Motta levou Lira a um encontro com Lula ano passado, numa costura envolvendo o cenário eleitoral de Alagoas e a indicação da tia do prefeito de Maceió, JHC (PL), para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Teria também garantido apoio a ele para a segunda vaga do TCU, se for derrotado na eleição de outubro.

Com a saída de Lira da disputa, Motta é visto na Câmara como favorito para a reeleição, mesmo diante dos seguidos desgastes internos. Líderes partidários ouvidos pela Folha elogiam seu bom trato e capacidade de diálogo e afirmam que os poderes conferidos pela presidência inibem outros adversários. Se fizer um bom segundo ano de mandato, dizem, ele não deve encontrar adversários.

Procurados, Motta e Brito não quiseram comentar.

Se vice de Lula for do MDB, política muda da águia pro vinho em Alagoas

Lula e Renan Filho posam para fotos durante evento no Palácio do Planalto. Assessoria

A discussão sobre a vaga de vice na chapa do presidente Lula em 2026 pode não dar em nada no jogo político alagoano – desde que fique com está, com Geraldo Alckmin. Mas se o presidente decidir entregar a indicação ao MDB, o cenário eleitoral pode mudar da água para o vinho.

Isto porque a escolha de Lula , desta vez, pode ter efeitos diretos também em Alagoas. O senador Renan Calheiros disse que, se o MDB for convidado para compor como vice, o partido terá maioria para formalizar o apoio à reeleição do presidente.
A tese não é nova. Em outubro do ano passado, Renan esteve com Lula na Granja do Torto, acompanhado de lideranças emedebistas. Foi lá dizer ao presidente que há resistência interna no MDB à aliança nacional, mas uma eventual indicação do vice poderia consolidar o apoio do partido. Nessa quarta-feira (12/02) o senador surpreendeu. Segundo ele, se Lula convidar o MDB para a vice, “teremos maioria na convenção” (do MDB nacional).
No páreo, dois nomes despontam como alternativas viáveis dentro do partido: o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho. Ambos representam força regional e trânsito nacional. A movimentação, no entanto, enfrenta reação do PSB, partido do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, que resiste à perda de espaço na chapa.
As articulações estão apenas começando. Mas o impacto pode ser significativo.
No plano nacional, a entrada formal do MDB como parceiro majoritário ampliaria a base de sustentação de Lula no centro político. No plano local, especialmente em Alagoas, o efeito seria imediato.
Renan Filho é hoje o principal nome do grupo governista para disputar o governo estadual em 2026. Caso fosse escolhido para a vice de Lula, deixaria o projeto local para assumir missão nacional. E aí surge a pergunta inevitável: quem seria o candidato ao governo em seu lugar?

Temos que aprender a votar nas próximas eleições por candidatos que fazem por Garanhuns, basta de votar errado


O povo de Garanhuns precisa saber votar, pois candidatos feito  a Senadora Teresa Leitão (PT-PE) tem direcionado emendas parlamentares e ações para o município de Garanhuns e região, é muito pouco em relação a sua grande votação na cidade, nas eleições de 2022, a senadora Teresa Leitão (PT) foi a candidata ao Senado mais votada em Garanhuns, obtendo 31.258 votos, o que correspondeu a 50,65% dos votos válidos no município.

Abaixo, os detalhes da votação para o Senado em Garanhuns:
Candidato(a)Votos em GaranhunsPorcentagem
Teresa Leitão (PT)31.25850,65%
Gilson Machado (PL)14.15422,94%
Guilherme Coelho (PSDB)9.07914,71%
André de Paula (PSD)5.8619,49%
A apuração completa e outros resultados locais podem ser verificados em fontes oficiais como o G1 Pernambuco e o portal da Band. No total do estado de Pernambuco, Teresa Leitão foi eleita com 46,12% dos votos.
  • Apoio a Mulheres Quilombolas (2024/2025): Emenda parlamentar de destaque foi destinada ao fortalecimento de coletivos de mulheres quilombolas na zona rural de Garanhuns, especificamente para o projeto "Fundos Rotativos Solidários" (Quilombolas Flores de Dandara).
  • Parcerias com CODEVASF: O mandato de Teresa Leitão atua em parceria com a CODEVASF para ações de infraestrutura e desenvolvimento, o que frequentemente beneficia municípios do Agreste, incluindo Garanhuns.
  • Foco Regional: Suas emendas individuais, em 2024 e 2025, focam em transferência de finalidade definida para o estado de Pernambuco, com forte presença no Agreste Meridional.
Embora ela atue com emendas "múltiplas" (atendendo várias cidades), Garanhuns é frequentemente beneficiada, especialmente em ações voltadas para a agricultura familiar, educação e direitos das mulheres.
Candidatos que só tem votos dos eleitores da cidade e nunca apareceu por aqui, para ver a realidade de perto de nosso povo, esses temos que virar as costas também, e fazer o que eles fazem com o povo de nossa cidade. Acorda Garanhuns!

Recordar é Viver, Eleições em Garanhuns (PE): Veja como foi a votação no 1º turno

Saiba como os eleitores do município votaram para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.


Garanhuns (PE)
definiu os votos para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual no primeiro turno das eleições 2022, realizado neste domingo (2).

Os candidatos mais votados na cidade não foram necessariamente eleitos, já que esta é uma eleição de âmbito estadual e nacional. Os números abaixo se referem apenas aos votos em Garanhuns (PE)

Lula, do PT, foi o candidato mais votado para a Presidência da República na cidade. Para o cargo de governador de PE, Raquel Lyra, do PSDB, recebeu mais votos.

Veja os resultados das eleições em todo o Brasil em g1.com.br/eleicoes

Ao fim da apuração na cidade, Lula, do PT, teve 72,12% dos votos para a Presidência (54.269 votos), enquanto Jair Bolsonaro foi a escolha de 23,51% dos eleitores (17.690 votos) do município.

Para o cargo de governador, Raquel Lyra recebeu 38,66% dos votos (26.468 votos) entre os eleitores de Garanhuns (PE). A segunda colocada nesse cenário foi Marília Arraes, com 21,85% (14.961 votos).

Para o Senado, Teresa Leitão liderou as escolhas do município, com 37145 votos, vence quem obtiver a maior soma de votos no estado.

Felipe Carreras foi o mais votado pela cidade para ocupar um cargo na Câmara dos Deputados, com 9878 votos – para se eleger, é preciso que o candidato e seu partido estejam entre os mais votados no estado para atingir o quociente eleitoral e partidário.

Para o cargo de deputado estadual, Izaias Regis foi o mais votado pela cidade, com 22381 votos – assim como ocorre para o cargo federal, é preciso que o candidato e seu partido estejam entre os mais votados no estado para atingir o quociente eleitoral e partidário.

A eleição em Garanhuns (PE) teve 17,82% de abstenção.

Veja abaixo como cada candidato se saiu em Garanhuns/PE:

Presidente da República - votação em Garanhuns (PE)

Lula (PT): 54.269 votos (72,12%)
Jair Bolsonaro (PL): 17.690 votos (23,51%)
Ciro Gomes (PDT): 1.859 votos (2,47%)
Simone Tebet (MDB): 1.073 votos (1,43%)
Soraya Thronicke (UNIÃO): 148 votos (0,20%)
Felipe D Avila (Novo): 114 votos (0,15%)
Padre Kelmon (PTB): 51 votos (0,07%)
Sofia Manzano (PCB): 14 votos (0,02%)
Léo Péricles (UP): 14 votos (0,02%)
Constituinte Eymael (DC): 9 votos (0,01%)
Vera (PSTU): 7 votos (0,01%)
Brancos - 1,47%
Nulos - 2,75%

Governador - votação em Garanhuns (PE)

Raquel Lyra (PSDB): 26.468 votos (38,66%)
Marília Arraes (SD): 14.961 votos (21,85%)
Danilo Cabral (PSB): 12.156 votos (17,76%)
Anderson Ferreira (PL): 8.893 votos (12,99%)
Miguel Coelho (UNIÃO): 5.350 votos (7,82%)
Jones Manoel (PCB): 355 votos (0,52%)
Pastor Wellington (PTB): 161 votos (0,24%)
João Arnaldo (PSOL): 87 votos (0,13%)
Claudia Ribeiro (PSTU): 16 votos (0,02%)
Jadilson Bombeiro (PMB): 9 votos (0,01%)
Brancos - 4,91%
Nulos - 7,95%

Senador - votação em Garanhuns (PE)

Teresa Leitão (PT): 37145 votos (60,28%)
Gilson Machado (PL): 15780 votos (25,61%)
André de Paula (PSD): 3977 votos (6,45%)
Guilherme Coelho (PSDB): 2837 votos (4,60%)
Carlos Andrade Lima (UNIÃO BRASIL): 1228 votos (1,99%)
Eugênia Lima (PSOL): 392 votos (0,64%)
Dayse Medeiros (PSTU): 176 votos (0,29%)
Cantor Esteves Jacinto (PRTB): 80 votos (0,13%)
Roberta Rita (PCO): 6 votos (0,01%) *candidatura anulada - candidata recorre
Brancos - 10,90%
Nulos - 10,66%

Os 10 deputados federais mais votados em Garanhuns (PE)

Felipe Carreras (PSB): 9878 votos (14,46%)
Fernando Rodolfo (PL): 6354 votos (9,30%)
Gersinho Filho (UNIÃO BRASIL): 5347 votos (7,82%)
Dr. Pedro Velôso (PT): 4197 votos (6,14%)
Thiago Paes (PL): 3227 votos (4,72%)
Silvio Costa Filho (Republicanos): 2098 votos (3,07%)
Maria Arraes (Solidariedade): 1883 votos (2,76%)
Túlio Gadelha (Rede): 1878 votos (2,75%)
Pedro Campos (PSB): 1790 votos (2,62%)
Carlos Veras (PT): 1703 votos (2,49%)
Brancos - 8,28%
Nulos - 4,73%

Os 10 deputados estaduais mais votados em Garanhuns (PE)

Izaias Regis (PSDB): 22381 votos (32,07%)
Cayo Albino (PSB): 15328 votos (21,97%)
Professor Pedro Falcão (PCdoB): 2936 votos (4,21%)
Coronel Alberto Feitosa (PL): 2502 votos (3,59%)
Dannilo Godoy (PSB): 2439 votos (3,50%)
Doriel (PT): 1404 votos (2,01%)
Coronel Campos (UNIÃO BRASIL): 1007 votos (1,44%)
William Brigido (Republicanos): 765 votos (1,10%)
Debora Almeida (PSDB): 750 votos (1,07%)
Marco Aurelio Meu Amigo (PSB): 727 votos (1,04%)
Brancos - 7,10%
Nulos - 4,07%

Esta reportagem foi produzida de modo automático, com o apoio de um sistema de inteligência artificial e dados fornecidos em tempo real pelo Tribunal Superior Eleitoral.