segunda-feira, 30 de março de 2026

DECIDIDO: Lula articula apoio do PT a João Campos em Pernambuco e abre cenário de dois palanques para 2026.

Decisão do PT segue orientação nacional e intensifica negociações para composição ao Senado, enquanto presença de Lula no estado no primeiro turno ainda é incerta


Foto/Internet

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco oficializou, neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião da direção estadual da legenda e anunciada em ato realizado no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda. O encontro contou com a presença de lideranças importantes do partido, como o presidente estadual, o deputado federal Carlos Veras, além do senador Humberto Costa e da senadora Teresa Leitão, reforçando o peso político da decisão.

Nos bastidores, a definição é atribuída diretamente à orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, diante da conjuntura nacional, optou por consolidar aliança com João Campos em Pernambuco. A estratégia faz parte de um movimento mais amplo de fortalecimento de palanques competitivos nos estados, visando as eleições de 2026.

Apesar do apoio formal, a decisão não significa, necessariamente, que Lula estará presente em Pernambuco durante o primeiro turno da campanha. A avaliação é de que o cenário político ainda está em construção e dependerá das articulações nacionais e regionais ao longo dos próximos meses.

Com o apoio definido, inicia-se agora uma nova fase de negociações. Um dos principais pontos em discussão é a indicação de um nome ao Senado mais alinhado à esquerda dentro de uma possível composição com a base da governadora Raquel Lyra (PSD). A movimentação busca viabilizar um cenário em que Lula possa contar com dois palanques no estado, ampliando sua base de sustentação política em Pernambuco.

PSD anunciará Caiado como pré-candidato à Presidência

O anúncio ocorrerá em coletiva de imprensa na sede do partido nesta segunda-feira (30/3)

Por Amanda S. Feitoza e Raphaela Peixoto

Fontes disseram ao Correio que Caiado já embarcou na manhã desta segunda para esse anúncio - (crédito: Khalil Santos CB/DA Press)

O Partido Social Democrático (PSD) deve anunciar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República nesta segunda-feira (30/3). Conforme apurou a reportagem, o partido realizará coletiva de imprensa às 16h, na sede do partido em São Paulo.

Fontes disseram ao Correio que Caiado já embarcou na manhã desta segunda para esse anúncio. O governador de Goiás se reuniu na última semana com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Internamente, Ronaldo Caiado disputava a pré-candidatura à presidência com os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Todavia, o governador do Paraná desistiu da candidatura ao Planalto.Leia também: Kassab recebe Caiado em São Paulo e conversará com Leite na quarta

Em janeiro deste ano, o governador de Goiás deixou o União Brasil e ingressou no partido de Kassab. Ao anunciar a mudança de partido, Caiado divulgou um vídeo junto com Leite e Ratinho Jr. e disse que "o que sair candidato" entre eles terá o apoio dos demais.

Caiado oficializou a filiação ao Partido Social Democrático (PSD) no dia 14 de março, em evento na cidade de Jaraguá, Goiás. Durante a cerimônia, ele apresentou Daniel Vilela (MDB), vice-governador do estado, como candidato à sucessão no cargo. Caiado se descompatibilizará na terça-feira (31/3), e o vice-governador do estado tomará posse na data.

Anteriormente, Kassab já havia revelado que o partido anunciaria até o fim de março o nome que disputará a Presidência da República nas eleições deste ano.

"O candidato ainda não foi escolhido. O PSD anunciará até o fim deste mês de março quem levará essas propostas como alternativa à polarização, que domina e paralisa a política e a administração brasileira com temas que pouco contribuem para a solução das demandas mais urgentes do Brasil", escreveu o dirigente.

Preço alto dos aluguéis torna financiamento mais vantajoso

 FipeZap registra aumento de 9,44% nos valores de locação de imóveis



A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FipeZap) registrou uma valorização média de 9,44% nos preços de aluguéis em 2025, confirmando o aumento que já vinha ocorrendo desde 2022. Em anos anteriores, foram registrados períodos de deflação e reajustes moderados, porém, no ano passado, este valor foi mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados também apontam que o preço médio do aluguel por metro quadrado chegou a R$ 50, 98, fazendo com que a locação de um apartamento de 50m², por exemplo, custasse cerca de R$ 2.549.

O cenário ocorre, principalmente, nas capitais dos estados e em áreas centrais, como os bairros Maurício de Nassau e Universitário em Caruaru, que costumam gerar uma valorização imobiliária a médio e longo prazo. De acordo com o coordenador de vendas do Nassau Garden, Lucas Vasconcelos, três fatores causaram o aumento nos valores dos aluguéis. O primeiro foi a retomada econômica e o crescimento dos polos regionais, especialmente das cidades universitárias e polos de serviço, que atraíram novos moradores. Em seguida, ele aponta o pós-pandemia como responsável pela diminuição dos lançamentos durante o período e pela redução da oferta de imóveis prontos. O último ponto mencionado são os juros elevados, gerando dificuldade no financiamento, o que fez com que muitas famílias ainda optassem pelo aluguel.

O coordenador acrescenta: “O proprietário também absorveu o aumento de custos, como taxa de condomínio, IPTU, manutenção e inflação da construção, o que naturalmente pressiona o valor final da locação. O resultado é um mercado com alta demanda, pouca oferta imediata e preços em aceleração.” Esses fatores geram impacto direto nos valores de imóveis disponíveis para financiamento. Lucas Vasconcelos ressalta que, com a alta dos aluguéis, o imóvel passa a gerar mais renda mensal, atraindo investidores que enxergam a compra como alternativa estratégica de proteção patrimonial e geração de renda, esse movimento tem motivado muitas famílias a considerar o financiamento algo mais vantajoso, porém ainda com desafios.

No contexto em que a família deseja adquirir um imóvel, mas vive de aluguel, o planejamento estratégico é essencial para facilitar o financiamento. Para isso, algumas práticas são fundamentais, como simular o orçamento considerando o aluguel e evolução de obra antes de fechar contrato, evitando surpresas financeiras; utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como alavanca estratégica para reduzir o peso da entrada; comprar em empreendimentos com prazo de entrega definido e histórico de credibilidade da construtora para aumentar a segurança da decisão; e negociar entrada e fluxo diretamente com a incorporadora, gerando melhores condições. Além disso, imóveis em regiões de alta valorização tendem a ser entregues valendo mais do que o preço de compra.

Com entrega prevista para 2026, o Nassau Garden permite a criação de um planejamento financeiro estruturado e amplia o poder de negociação antes de novos ajustes, possibilitando que o imóvel seja utilizado tanto para moradia quanto para investimento. “Em um cenário de aluguel em alta e crescimento urbano consistente, o empreendimento se posiciona como alternativa estratégica: ou a pessoa continua pagando aluguel em um mercado cada vez mais caro ou transforma esse esforço em patrimônio”, finaliza Lucas Vasconcelos.

Silvio Costa Filho emplaca Tomé Franca como novo ministro de Portos e Aeroportos

 


O atual secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, será o novo titular da pasta. Ele substituirá o ministro Silvio Costa Filho, que deixará o cargo nesta terça-feira para disputar a reeleição a Câmara Federal nas próximas eleições.

Tomé Franca iniciou sua vida pública ao lado do ministro Silvio ainda como chefe de gabinete quando Costa Filho foi vereador em 2004. Antes disso, Tomé militou ao lado de Silvio no movimento estudantil.

Junto com Silvio Costa Filho nos últimos anos, Tomé também assumiu outras missões. Foi secretário estadual de desenvolvimento urbano em Pernambuco e secretário de saneamento do Recife. 

Antes de assumir a titularidade do Ministério, ele atuou ainda como secretário nacional de Aviação Civil, participando de projetos e políticas voltadas para o desenvolvimento do setor aeroportuário e da infraestrutura aérea no país.

Tomé Franca assumirá a missão de dar continuidade às políticas e projetos estratégicos voltados aos portos e aeroportos do país.

Carlos Veras afasta punição a dissidentes do PT em Pernambuco


Após o PT de Pernambuco definir apoio à pré-candidatura de João Campos ao governo do estado, o presidente estadual da legenda, deputado federal Carlos Veras, afirmou que não haverá punição contra parlamentares que não seguirem a orientação partidária. Em entrevista ao programa Ponto de Encontro, neste domingo, Veras comentou a ausência dos deputados estaduais João Paulo Lima, Rosa Amorim e Doriel Barros na reunião da direção estadual do partido. Os três têm posições mais próximas da governadora Raquel Lyra. “Respeitamos a história e o trabalho desses brilhantes parlamentares. Como presidente, digo que não haverá retaliação a esses parlamentares”, afirmou. Carlos Veras acrescentou que o partido ainda vai buscar diálogo para tentar construir um entendimento interno.

Servidores do Recife perdem a paciência com gestão de João Campos e decretam greve, PSB que se vê em apuros


Os servidores públicos do Recife decidiram entrar em greve após assembleia realizada na última sexta-feira (27), intensificando a crise com a gestão do prefeito João Campos (PSB).

A decisão foi anunciada por Osmar Ricardo, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Recife (Sindsepre). Segundo ele, a categoria vinha tentando abrir diálogo com a prefeitura, mas afirma que encontrou apenas “silêncio e espera” por parte da gestão.

Durante o pronunciamento, Osmar destacou que a greve foi uma medida extrema após várias tentativas frustradas de negociação. “Foram dias de diálogo, paciência e esforço para construir um caminho. Mas, do outro lado, o que recebemos foi silêncio”, afirmou.

A paralisação deve impactar diretamente serviços públicos na capital pernambucana, aumentando a pressão sobre a prefeitura para apresentar respostas concretas às reivindicações da categoria.

O movimento agora entra em um novo momento, com expectativa de mobilizações e possíveis negociações nos próximos dias.

Petardo do Dia



                                     Miguel Coelho e Eduardo da Fonte

Por Ricardo Antunes – Após ver João Campos (PSB) fechar sua chapa ao Senado, a governadora Raquel Lira (PSD) resolveu, finalmente, mostrar que também sabe jogar xadrez. Aproveitou o “orgulho ferido” de Miguel Coelho (UB) e colocou os Bezerra Coelho em seu “curral”.

Após aceitar participar do governo com cargos, indicando os novos titulares da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Lafepe e Porto do Recife, Miguel ficou refém de Raquel e sendo candidato a senador na chapa ou não estará ao seu lado e no seu palanque.

Em relação ao deputado federal Eduardo da Fonte, fez o mesmo. Demitiu aliados do agora presidente da Federação, mas deixou de propósito indicados seus nos comandos da Secretaria de Turismo, Ceasa e do Detran-PE , para também ter Dudu da Fonte, e seu inequívoco peso eleitoral em seu palanque.

Ministro Renan Filho deixa Ministério e duplicação da BR-423 de Lajedo/Garanhuns mais uma vez não se concretiza


Com a saída do Ministro Renan Filho que já comunicou ao presidente Lula, pois
Renan Filho diz que acertou com Lula transição nos Transportes para deixar o governo.

'O presidente Lula fica pedindo a mim para ficar, mas eu tenho um compromisso com Alagoas e com o grupo político que faço parte', disse o ministro .

Renan Filho disse que vai usar esse período de despedia do governo para acelerar obras no estado. “A gente tá com o maior volume de investimentos em Alagoas e no brasil e precisa manter o ritmo”, disse.

Uma análise publicada no Blog do Augusto César reacende o debate sobre a Duplicação da BR-423 e o risco concreto de o trecho entre Lajedo e Garanhuns não ser executado.

Considerada estratégica para o Agreste Meridional e para a economia regional, segundo a publicação, a Obra acumula promessas ao longo de diferentes governos e, mais uma vez, enfrenta incertezas quanto a concretização. Isso significa que com a saída do Ministro Renan Filho, a duplicação Lajedo/Garanhuns não sai antes do fim do ano, e a promessa continua.

“A BR-423 é um dos principais corredores logísticos do interior de Pernambuco. Por ela escoam a produção de laticínios, avicultura e confecções, além de ser rota de ligação com o Sertão. Apesar dessa relevância, o projeto de duplicação, especialmente no segmento que liga Lajedo a Garanhuns, permanece travado há décadas”.

GARGALOS HISTÓRICOS – Para o analista, entre os principais fatores que dificultam o avanço da obra estão questões orçamentárias, entraves ambientais e desafios técnicos. Por se tratar de uma Rodovia Federal, a duplicação depende de recursos da União e da execução pelo DNIT. “Ao longo dos anos, o Projeto foi dividido em lotes, mas a falta de verbas contínuas provocou paralisações sucessivas”.

SITUAÇÃO ATUAL – A postagem registra que atualmente, há tentativas de destravar dois trechos: o Lote 1, entre São Caetano e Lajedo, e o Lote 2, entre Lajedo e Garanhuns. “No primeiro, o ritmo dos serviços oscila conforme a liberação de recursos do Ministério dos Transportes”.

Já o Lote 2 é considerado o mais crítico pelo analista. Segundo a análise, “o Projeto Executivo precisa passar por atualizações frequentes para não se tornar obsoleto antes mesmo de uma licitação definitiva, o que mantém o trecho em permanente risco de adiamento”.

CRÍTICAS E PRESSÃO POLÍTICA - O Blog do Augusto César destaca ainda a frustração da população diante de mais um ciclo de promessas não cumpridas, inclusive durante o atual governo do presidente Lula. “Para moradores e motoristas, enquanto a duplicação não sai do papel, a realidade se resume a operações paliativas de tapa-buracos, insuficientes para o intenso tráfego de caminhões”.

Quem dominar emoção do eleitor terá vantagem na eleição em Pernambuco- por Igor Maciel

Raquel Lyra e João Campos devem se enfrentar nas eleições de 2026 para o Governo de Pernambuco – Colagem – Fabio Rodrigues-Pozzebom/TV Cultura

João Campos deve mobilizar legado e expectativa de futuro, enquanto Raquel Lyra deve ativar memória recente e resultados para evitar retorno do PSB.

Por Igor Maciel do JC

A eleição de 2026 em Pernambuco será decidida, no limite, pela emoção que cada campanha conseguir produzir no eleitor. O voto começa no coração e vai para o cérebro. De lá vai à urna. Esse elemento, a emoção, não é acessório, é o que garante a preferência da maioria na reta final.

A disputa deste ano deve se organizar em torno de duas formas distintas de construir essa emoção. João Campos (PSB) tende a vender esperança, projetando Pernambuco para o futuro a partir de uma narrativa de continuidade e ambição. O “você pode mais” dos coachs por aí (que sabem construir emoção, goste-se deles ou não), deve ser transformado em “Pernambuco pode mais”. Não é um argumento ruim, pelo contrário, funciona muito bem e penetra em qualquer rachadura da gestão Raquel que houver nesse período. Qualquer crise vira porta de entrada para as pessoas pensarem que “a vida poderia estar melhor”. É onde entrará o argumento eleitoral do PSB.

Já a governadora Raquel Lyra (PSD) venderá resultados, apontando para o futuro com base no que já entregou e ativando o “risco de retorno do PSB” ao governo. João tenderá a utilizar o histórico do pai como governador e, em certa medida, a tragédia que interrompeu sua caminhada, mas pode fingir que o governo Paulo Câmara, na época do PSB, nunca existiu. A campanha de Raquel deverá lembrar isso sempre, enquanto demonstra o quanto avançou e ainda pode avançar. É um argumento muito forte também, porque a gestão do PSB alcançou rejeição imensa entre 2015 e 2022. A preocupação de não trocar o certo pelo duvidoso rende muitos votos para quem tenta a reeleição.

Em um cenário de equilíbrio nas pesquisas que é o que já se apresenta, vence quem transformar sua estratégia em sentimento dominante no eleitor.

Garanhuense Vitor Chaves conquista Título no Arnold Classic UK. Trata-se um dos maiores Eventos do Fisiculturismo Mundial

 

Por Carlos Eugênio - O fisiculturista garanhuense Vitor Chaves conquistou o título na categoria Men’s Physique durante o Arnold Classic UK 2026, realizado em Birmingham, na Inglaterra.

Vitor Chaves recebeu o troféu das mãos de Arnold Schwarzenegger, idealizador do evento e uma das maiores referências da história do fisiculturismo.

Logo após a conquista, o Atleta celebrou nas redes sociais e destacou a importância da persistência e da fé em sua trajetória. “Hoje me tornei campeão do Arnold UK, recebendo o troféu das mãos do próprio Arnold. Estou muito orgulhoso e feliz com meu trabalho e quero representar e inspirar ainda mais aqueles que acreditam em mim”, afirmou.

Com mais de 60 títulos ao longo da carreira, Vitor figura entre os principais nomes do fisiculturismo brasileiro na atualidade. Esta nova vitória internacional também representa um marco para Garanhuns, que conta com um Campeão numa das competições mais prestigiadas do Mundo.

“Deus cada vez mais, tem se tornado meu guia e o caminho dele é certeiro, apenas precisamos esperar nosso tempo e seguir nossos corações, seja simples, seja grato, grandes coisas boas vem para aquele que são mansos e humildes de coração. Toda honra devo a ti Senhor!”, registrou Vitor Chaves, que também atua profissionalmente como Nutricionista.

A edição 2026 do Arnold Sports Festival UK reuniu competições de alto nível, feira fitness e atividades interativas, além de grande público e participação de atletas de diversos países. Entre os destaques, também estiveram nomes como o alemão Mike Sommerfeld, campeão na Classic Physique, e a brasileira Rayane Fogal, vencedora na categoria Wellness.

domingo, 29 de março de 2026

Em 2022 PT já elegeu Teresa Leitão, largou Danilo e pode fazer o mesmo com João Campos


A decisão da direção nacional do PT, influenciada por articulações construídas pelo prefeito do Recife, João Campos — também presidente nacional do PSB —, de integrar a chapa em Pernambuco com o senador Humberto Costa ao Senado, escancarou uma divisão interna difícil de esconder.

Nos bastidores, a leitura é de que Pernambuco entrou como moeda de troca em acordos nacionais, sendo uma imposição da cúpula partidária ao diretório estadual. A reação veio na ausência de nomes como João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim.

O gesto mais simbólico foi o de João Paulo, que, longe do ato, surgiu ao lado de Humberto Costa, declarando apoio de forma isolada — um retrato claro do racha.
E o histórico recente comprova o risco. Em 2022, Teresa Leitão foi eleita senadora em 1º lugar, com cerca de 2,8 milhões de votos, enquanto Danilo Cabral, candidato do PSB ao Governo, teve pouco mais de 800 mil votos e ficou fora da disputa final. Ou seja: a militância do PT votou em seu projeto, mas não acompanhou o palanque socialista.

A mensagem é direta: uma coisa é o que o partido decide, outra é o que a militância faz. E, se esse comportamento se repetir, João Campos pode ter o apoio formal do PT, mas não necessariamente os votos.

No papel, a Nacional decidiu. Na prática, o PT segue dividido.

MAIS UMA A ESCAPAR: STF anula condenação de ex-governador do RJ Anthony Garotinho

Do Blog do Magno Martins


O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro e ex-prefeito de Campo dos Goytacazes, Anthony Garotinho, em decisão tomada ontem (27). Garotinho havia sido condenado pela Justiça eleitoral a 13 anos e nove meses de prisão, no âmbito da “Operação Chequinho”, acusado de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de Campos dos Goytacazes de 2016, em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.

Ao analisar um habeas corpus apresentado pela defesa de Garotinho, o ministro Zanin considerou que as provas que levaram à condenação do ex-governador eram ilícitas, pois teriam sido obtidas a partir da extração de dados de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes, sem a devida preservação da cadeia de custódia e sem perícia técnica. As informações são do Metrópoles.

“Não se trata de questão marginal ou irrelevante, mas de conteúdo eletrônico ilegal que serviu de suporte à condenação”, escreveu Zanin na decisão, ao citar a extração de dados.

O ministro se baseou em um precedente do Supremo de 2022, que anulou a condenação do ex-vereador de Campos dos Goytacazes, Thiago Ferrugem — reconhecendo que as provas obtidas da extração dos computadores da secretaria municipal eram ilícitas. À época, o relator do caso era Ricardo Lewandowski.

Zanin estendeu a anulação a outros cinco réus condenados a partir da “Operação Chequinho”: Thiago Virgílio Teixeira de Souza; Kellenson Ayres Kellinho; Figueiredo de Souza; Lindamara da Silva e Jorge Ribeiro Rangel.

Nas redes sociais, o ex-governador comemorou a decisão. “Para mim, foi uma vitória com sabor especial, porque foi concedida por um ministro da mais alta Corte do país com o qual nunca tive qualquer relação”, disse Garotinho em vídeo publicado neste sábado (28).

Rejeição do Governo Lula entre evangélicos bate recorde e alcança quase 90%

Entre católicos, Lula ainda mantém vantagem, mas insuficiente para compensar a resistência encontrada em outros grupos religiosos.

Cami Cardoso


Rejeição do Governo Lula entre evangélicos bate recorde e alcança quase 90% Foto: Reprodução

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta obstáculos crescentes em 2026. Segundo levantamento da AtlasIntel, a desaprovação de Lula atingiu o pior patamar em dez meses, com destaque para eleitores evangélicos, grupo em que a rejeição já chega a 85,5%.

O crescimento da desaprovação nesse segmento representa um desafio importante para o presidente, já que os evangélicos têm comportamento político coeso e forte capacidade de mobilização. Em contraste, entre católicos, Lula ainda mantém vantagem, mas insuficiente para compensar a resistência encontrada em outros grupos religiosos.

O estudo mostra que a rejeição se intensificou também entre os extremos de idade. Entre jovens de 16 a 24 anos, a desaprovação subiu de 58,6% para 72,7%. Já entre eleitores com 60 anos ou mais, passou de 39,2% para 50,8%.

O outro lado



Por Lucas Arruda

Definida a chapa de João Campos (PSB), agora, todos os holofotes se viram para a chapa de Raquel Lyra (PSD). E de maneira mais clara, para quem estará ao lado de Miguel Coelho (UB), no palanque da governadora, pleiteando uma vaga ao Senado. Os nomes estão na mesa, uns mais bem cotados do que outros.

Nos últimos dias, figuras como Eduardo da Fonte (PP), Mendonça Filho (UB), Túlio Gadelha (REDE) e o da própria vice-governadora, Priscila Krause (PSD), foram testados nos bastidores. No caso de Túlio, até mesmo com o apoio expresso do deputado estadual Luciano Duque (Podemos) e do ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim.

Mais do que o nome, Raquel deve levar em conta a capacidade de mobilização do (a) escolhido (a) sobre o eleitorado que se quer conquistar. Enquanto Túlio está vinculado ao eleitor de esquerda, e por consequência, abriria um caminho para um possível apoio à reeleição do presidente Lula, Mendonça e da Fonte transitam pela centro-direita. Já Priscila tem nas mãos uma base fiel, característica que característica que da Fonte também carrega. O que pesa mais na conta?

Para responder a essa pergunta, é importante, antes, lembrar que Raquel conta com um fator: tempo. O sentimento é de que não há pressa para definição dos quadros – e isso não quer dizer que há morosidade nas articulações. Pelo contrário. Com a janela partidária chegando ao fim, é como diz o ditado popular: um olho no padre e o outro na missa. Há muito pela frente após a primeira semana de abril.

Nossa candidatura ao Senado é inegociável”, afirma Anderson Ferreira

 

Foto: Divulgação

O presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, esteve nesta sexta (27) em Caruaru e, em entrevista à Rádio Cultura, afirmou que a direita vai eleger um senador no estado nas eleições deste ano.

Pré-candidato ao Senado, Anderson afirmou que o PL entra na disputa com um objetivo claro. “Temos uma missão: ampliar nossa bancada em Pernambuco, em Brasília e eleger um senador. E isso vai acontecer”, cravou.

Ele também apostou no efeito nacional da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, destacando que o movimento deve unificar e impulsionar toda a centro-direita. “Isso vai mobilizar o partido e todos aqueles que não aceitam mais o rumo que o país tomou. Flávio tem mostrado maturidade e habilidade para dialogar”, afirmou.

Anderson também fez críticas diretas ao cenário político atual e à atuação do governo petista e da esquerda. “O Brasil está cansado. É escândalo atrás de escândalo, de roubo aos aposentados a esquemas no sistema financeiro. E tudo caminhando para uma possível impunidade. A população não aguenta mais isso. Sempre disse que estaríamos no lado oposto ao PT! Toda vez que o Lula governa a corrupção vem junto”, disparou.

Para ele, Flávio Bolsonaro é hoje o único nome capaz de apresentar um projeto de ruptura com o atual modelo. “É quem pode resgatar valores, impor respeito, trazer de volta a ética na política e construir uma pauta econômica e social. Hoje o país está sem rumo”, afirmou.

Ao comentar o cenário em Pernambuco, Anderson reconheceu o esforço administrativo do governo estadual, mas deixou um recado: “Quem quiser ter o nosso apoio vai ter que respeitar nossas pautas. Caso contrário, não há conversa. Nossa candidatura ao Senado é inegociável”, comentou.

NÃO FOI UNANIMIDADE: Deputados estaduais eleitos pelo PT ausentes no apoio do partido a João Campos

 

Foto: Matheus Nogueira

Com exceção da deputada estadual Dani Portela, que migrou recentemente para o PT, a bancada petista, formada por Doriel Barros, João Paulo e Rosa Amorim, faltou à reunião do diretório estadual da legenda e também não esteve presente no anúncio de apoio a João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco, em ato que acontece neste sábado (28).

O trio petista integra a base governista da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco, e a ausência indica que os parlamentares não concordam com os rumos do partido no estado. Mais cedo, 85% da direção do PT consolidou a aliança com João para o pleito estadual deste ano.

Até pouco tempo atrás, crítica ao governo João Campos no Recife, Portela foi escalada para fazer uma fala representando os deputados estaduais. O evento foi aberto pelo deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, que se mostrou confiante na vitória do aliado.

Confira a resolução aprovada na reunião do diretório estadual do PT de Pernambuco:

A ação política mais importante nesse momento é a mobilização social para reeleição do presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores, por meio de seus militantes e apoiadores, vai organizar, orientar e implementar as ações de mobilização no Estado Pernambuco em defesa do governo, suas realizações e a necessidade de continuidade do projeto nacional conduzido pelo presidente Lula.

A missão do governo Lula é seguir mudando a vida do povo brasileiro e, nesse contexto, Pernambuco se insere e é fundamental na estratégia eleitoral para a reeleição de Lula. O PT de Pernambuco somará forças para garantir mais uma vez vitória robusta no Estado e contribuir de forma decisiva para o projeto nacional nas eleições de 2026.

O Partido dos Trabalhadores tem compreensão do momento que o país atravessa. E, é nesse contexto que as lideranças partidárias refletem sobre a necessidade de dialogar com as demais forças políticas do Estado para a formação de uma frente democrática e popular para a reeleição do Presidente Lula, tendo por base a orientação nacional do Partido. Nosso compromisso é a elaboração de conteúdos programáticos para Pernambuco que busquem o fortalecimento da democracia, justiça social, cidadania, crescimento econômico com distribuição de renda, defenda a soberania do Brasil e a garantia dos direitos sociais.

A trajetória do PT em Pernambuco tem sido de compromisso com o povo, consolidando-se como o principal interlocutor do presidente Lula no Estado. E, outra vez, é tempo de o PT mostrar sua unidade, organização e capacidade de mobilização.

O PT tem contribuído de forma decisiva para a formação da aliança nacional. Nossa estratégia é parte do esforço para a manutenção de um bloco nacional capaz de vencer a extrema-direita e impedir o avanço do fascismo. Aqui em Pernambuco, essa aliança se expressa no histórico de apoio e de participação do PT na Frente Popular de Pernambuco, que tem contribuído diretamente para a construção de governos populares no Estado numa frente de partidos liderada pelo PT e o PSB, refletindo a aliança, que conta com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, na chapa.

Na agenda eleitoral do Estado devemos destacar e reforçar a missão partidária de reeleger o mandato do senador Humberto Costa pela sua importância política para o Estado Pernambuco e o país. E, ainda, formular estratégia para fazer crescer as bancadas do PT de Pernambuco na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, para além das reeleições dos nossos parlamentares em mandato.

A decisão do PT para eleições no Estado considera a orientação e a estratégia nacional do partido para a eleições, a qual busca a forma de uma frente ampla para a reeleição do Presidente Lula e, é nesse contexto a decisão do Diretório Estadual do PT Pernambuco sobre as eleições para o Governo do Estado, a qual considera ainda a importância de unir o campo democrático e popular do Estado no enfrentamento à extrema-direita para aprovar a presente resolução de apoio à pré-candidatura a governador de João Campos, do Partido Socialista Brasileiro, ao Governo de Pernambuco, com Humberto Costa Senador.

Viva o Brasil.
Viva ao Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras.
Lula Presidente.

Recife, PE, 28 de março de 2026

Direção Estadual
Partido dos Trabalhadores de Pernambuco

France Hacker se filia à União Progressista e reafirma apoio a Raquel Lyra

 

Foto: Divulgação

O deputado estadual France Hacker oficializou, neste sábado (28), sua filiação à Federação União Progressista (UP). O ato ocorreu no Recife e contou com a condução do presidente da federação em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do Partido Progressistas, deputado federal Lula da Fonte.

O deputado tem suas bases alinhadas à Mata Sul e é um dos principais aliados da governadora Raquel Lyra no estado. Ele foi eleito deputado estadual em 2022 e exerceu dois mandatos como prefeito de Sirinhaém, entre 2013 e 2020.

Durante o ato, France Hacker ressaltou a confiança no projeto político da federação e reafirmou o compromisso com a Mata Sul.

“É uma alegria integrar um grupo em que confiamos. Seguiremos unidos pelo desenvolvimento do estado e no apoio à governadora Raquel Lyra”, afirmou.

A filiação reuniu prefeitos e lideranças da região, entre eles Miruca (Água Preta), Carlinhos da Pedreira (Barreiros), Berg Hacker (Rio Formoso) e Júnior de Beto (Palmares). Participaram ainda os presidentes de câmaras municipais Godoy de Bartô, de Palmares; Lúcio de Gravatá, de Água Preta; e Henrique Produções, de Barreiros, além de vereadores e lideranças da Mata Sul.

PT tem dissidências em apoio a palanque único de Lula em PE


Da Redação do Blog — Após evento em que o PT fechou apoio a João Campos, membros do diretório estadual do partido, Pedro Alcântara e o ex- deputado federal, Fernando Ferro, manifestaram voto contrário à resolução que restringe o palanque do presidente Lula em Pernambuco exclusivamente ao PSB.

Segundo Alcântara, há uma necessidade de ampliação dessa base, citando diálogos em curso com Ivaneide Rodrigues (PSOL) e outros grupos políticos, buscando uma defesa coerente com a história do partido no Estado, apesar de a proposta de abertura não ter sido aprovada na reunião.

Fernando Ferro reforçou o descontentamento da militância, apontando que a ausência da bancada majoritária do partido no encontro é um sinal claro de resistência à adesão “pura e simples” à candidatura do PSB. “A bancada majoritária do Partido dos Trabalhadores não está presente aqui, e é um sinal claro de que há descontentamento com essa linha de adesão pura e simples à candidatura do PSB, sem nenhuma visão crítica e sem contrapartidas políticas.” afirmou Fernando Ferro.

Prefeito Zeca Cavalcanti lança São João 2026, confirma 16 dias de festa e reforça Arcoverde como potência cultural de Pernambuco

 

Foto: Divulgação

Na noite deste sábado (28), a Prefeitura de Arcoverde divulgou, na Praça Winston Siqueira, a programação oficial do São João de Arcoverde 2026. Com o tema “Causos e Contos” e o slogan “A festa mais linda do mundo”, a edição deste ano terá 16 dias de programação e reunirá grandes nomes da música nacional, como Alceu Valença, Flávio José, Wesley Safadão, Nattan e Matheus e Kauan, consolidando o município como um dos maiores destinos juninos do Nordeste.

A Praça ficou completamente lotada, e o público reagiu com entusiasmo a cada atração anunciada, transformando o lançamento em um verdadeiro espetáculo à parte. A noite marcou o início da contagem regressiva para uma festa que, ao longo dos anos, se tornou referência no calendário cultural de Pernambuco, reunindo tradição, identidade e grandes produções em diversos polos espalhados pela cidade.

Reconhecido pelo equilíbrio entre cultura popular e grandes shows, o São João de Arcoverde consolidou-se como um dos mais respeitados do estado, com foco na qualidade da programação e na valorização das raízes nordestinas. A primeira-dama e secretária de Turismo, Esportes e Eventos, Nerianny Cavalcanti, destacou o conceito da edição. “O tema ‘Causos e Contos’ resgata a nossa essência, valoriza nossas histórias e a nossa cultura. O São João de Arcoverde não é medido pela quantidade, mas pela qualidade. É uma festa pensada para emocionar, preservar nossas tradições e fortalecer a identidade do nosso povo”, afirmou.

O prefeito Zeca Cavalcanti ressaltou a dimensão do evento e seu impacto para o município. “O São João de Arcoverde ultrapassou as fronteiras da nossa cidade e hoje é uma referência cultural para Pernambuco e para o Brasil. São 16 dias que movimentam a economia, geram oportunidades e valorizam nossas raízes, consolidando Arcoverde como um dos principais polos juninos do país”, destacou.

sábado, 28 de março de 2026

Em Alagoas a direita e o centro em vantagem com JHC governador, Renan Calheiros e Arthur Lira liderando pro senado.



O senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) aparecem à frente em todos os cenários da disputa, em Alagoas, pelas duas vagas ao Senado nas eleições de 2026, conforme dados do Instituto Paraná Pesquisas divulgados nesta quinta-feira (11/12).

O levantamento ouviu 2.005 eleitores em 64 municípios de Alagoas, entre os dias 4 e 8 de dezembro de 2025. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Em Alagoas a direita e o centro em vantagem com JHC governador, Renan Calheiros e Arthur Lira liderando pro senado.


Nas simulações realizadas pelo instituto, cada entrevistado poderia citar até dois candidatos. Em todos eles, Renan Calheiros aparece em primeiro, seguido por Lira.

No cenário mais completo, que reúne todos os pré-candidatos cotados ao Senado, Renan registra 39,2%, enquanto Lira aparece com 35,7% das intenções de voto. Na terceira posição está Marina Candia (PL), esposa do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL). Ela registrou 30,8%.

Na sequência, aparecem Alfredo Gaspar (União Brasil) com 27,5%; Davi Filho (PP), que registrou 20,9%; Paulão (PT), com 12,7%; e Ítalo Bonja (PRTB) finalizando com 2,3%. Confira:

Reprodução/Paraná Pesquisas

Ao todo, 3,8% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar, enquanto 5,8% declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

O Instituto também testou outros três cenários para a disputa, todos mantendo Renan e Lira nas duas primeiras posições. Confira abaixo:


PT confirma apoio à candidatura de João Campos para o governo de Pernambuco

Anúncio oficial ocorreu após reunião do diretório estadual, no Centro de Convenções, neste sábado (28). Prefeito do Recife participa de evento

Por JC



Foto: Blog Dantas Barreto

A aprovação do apoio do PT à candidatura de João Campos (PSB) garantiu, agora, a formação da chapa majoritária completa da Frente Popular, como disse o senador Humberto Costa. “Tivemos uma reunião com Direção Nacional do PT, que apontou também um posicionamento, uma sinalização e aqui também a maioria dos nossos companheiros do diretório estadual entendeu que o melhor caminho para o PT de Pernambuco é a aliança com o PSB, nessa chapa formada pelo prefeito João Campos, Marília Arraes (PDT) para o Senado e Carlos Costa (Republicanos) para a vice-governadoria”, comentou o petista.

Segundo ele, a reunião aconteceu dentro do que era esperado ao longo dessa semana. Apesar de 12 membros do Diretório Estadual tenham votado contra a aliança com o PSB, Humberto acredita no amplo engajamento durante a campanha eleitoral.

“O PT sempre tem uma característica importante que é de quando toma uma decisão todos os seus militantes filiados marcham naquele sentido. Obviamente, que nós vamos fazer um trabalho de convencimento, de convocação, de demonstração que a grande força da campanha do presidente Lula e da nossa campanha também é a unidade política em torno desse projeto que nós estamos abraçando”, ressaltou.

O RISCO DE PERDER O APOIO DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA: PT Quase pacificado


O PT pernambucano está decidido a aprovar, neste sábado, o apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. Dirigentes e lideranças mais ligados a ele sempre afirmaram ser o caminho natural, já que o partido não encara lançar alguém na disputa e não ouviam um gesto da governadora Raquel Lyra (PSD) em defesa da reeleição do presidente Lula. Só agradecimentos à ajuda do Governo Federal. Então, o Diretório Estadual fará a reunião, a partir das 9h, para sacramentar a aliança. Nessa sexta-feira, houve conversa virtual com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e ele deixou clara a preferência por João Campos com o senador Humberto Costa e Marília Arraes (PDT) disputando o Senado, além de Carlos Costa (Republicanos) na vice. E que a direção local tem que seguir isso. O deputado João Paulo participou do bate papo e admitiu que não haverá divergência na votação de hoje. Mas durante a campanha eleitoral? “Fica clara a diferença da posição do PT e a campanha do presidente Lula, que vai precisar do apoio da governadora Raquel Lyra. Há uma perspectiva de que ela vai declarar apoio a Lula”, comentou o parlamentar. O presidente estadual da sigla petista, deputado Carlos Veras, se mostra tranquilo com os caminhos eleitorais e Humberto Costa está mais conformado com a chapa majoritária que João Campos já escolheu. Porém, quando se fala em PT, não se pode cravar que a situação está pacificada. No máximo dá pra dizer que está “quase”.

Raquel faz gesto a Lula e diz buscar soluções: “Eu não amo problema. Eu amo resolver problema"

Gestora afirmou que quer unir lideranças para resolver os problemas do estado e ressaltou a parceria

Por Anthony Santana

Governadora Raquel Lyra - Rafael Moreira/Divulgação

A governadora Raquel Lyra (PSD) ressaltou a aliança institucional com o presidente Lula (PT), ao dar ordem de serviço para as obras de ampliação do Aeroporto Oscar Laranjeiras, em Caruaru, na tarde da última sexta-feira (27).

Em meio às discussões sobre a possibilidade apoio do chefe do Executivo federal a mais de um palanque no estado, a gestora enfatizou a boa relação com ministros e o governo federal.

Segundo ela, o objetivo do seu governo é “juntar gente boa” para resolver problemas. Neste objetivo, ela afirma que busca se unir com lideranças para construir soluções para o estado. A gestora fez questão de ressaltar as suas agendas em busca de investimentos em Brasília e a garantia de recursos na Esplanada dos Ministérios.

“Me aliei ao presidente Lula, me aliei aos ministros, ao governo federal, me aliei aos prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, compreendendo as dores e garantindo que a gente pudesse, a partir da leitura dos problemas, construir as soluções”, declarou a governadora.

Recado

A gestora ainda aproveitou para enviar um recado direto aos opositores, ao afirmar que não gosta de problema. “Eu não amo problema. Eu amo resolver problema. Eu amo juntar gente boa para construir soluções”, disse.

A fala se contrapõe a declarações do pré-candidato ao governo do estado e prefeito do Recife, João Campos (PSB). Em seus discursos, o gestor oposicionista vem lembrando uma fala do pai, o ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014, que dizia que “não se dá intimidade a problema”.

Obra

Com investimento de R$ 96 milhões, a ampliação do Aeroporto de Caruaru contempla a reforma e adequação da pista de pouso e decolagem, da faixa de pista, da RESA (Área de Segurança de Fim de Pista), das pistas de táxi e do sistema de drenagem, além da instalação de auxílios à navegação e da elaboração do projeto executivo. Assim, o novo aeroporto vai permitir voos noturnos e receber aviões de maior porte, como aviões a jato. O governo promete lançar, em breve, a licitação da segunda etapa para construção do terminal.

Lula tenta projetar futuro em cenário que já não aceita 2002

Ele pode abandonar disputa simbólica com juventude e apostar no argumento da experiência em tempos instáveis. Ou terá dificuldade para se reeleger

Por Igor Maciel

Presidente Lula - Ricardo Stuckert / PR

Lula entra no ciclo de 2026 diante de um teste que não é apenas eleitoral, mas de posicionamento histórico. Para ele, é necessário pensar na eleição e também na própria biografia. O problema não se resume à idade, embora ela vá ser explorada com eficiência pelos adversários.

O ponto central está na dificuldade de projetar futuro em um ambiente político que exige linguagem nova, repertório digital e respostas compatíveis com uma geração que não se conecta mais com os códigos de 2002. Flávio Bolsonaro (PL) ocupa esse espaço com naturalidade, falando para um público que cresceu fora do universo político tradicional e que enxerga no presidente uma liderança "associada ao passado".

A pressão não vem apenas da oposição. Ela também emerge da percepção de que o discurso de Lula perdeu aderência em setores que antes lhe eram favoráveis, inclusive trabalhistas. A repetição de fórmulas antigas, somada à dependência de um núcleo de aconselhamento pouco renovado, limita a capacidade de adaptação a uma nova realidade social e econômica.

Há, no entanto, uma saída estratégica em debate nos bastidores de Brasília. Em vez de tentar competir no campo da juventude, Lula pode reposicionar sua imagem como a de um líder experiente em um cenário nacional e internacional instável. A promessa lulista pode deixar de ser "transformação para o futuro" e passar a ser "segurança do presente". O futuro, nesse caso, não é apresentado como ruptura, mas como continuidade sob controle.
Radical tranquilo

A pré-candidatura do pernambucano Jones Manoel (PSOL) introduz um elemento novo na dinâmica da esquerda radical brasileira. Ele, que deu entrevista ao videocast Cena Política, do Jornal do Commercio, apresenta-se com clareza ideológica, sem suavizar sua posição. É "radical mesmo". Mas adota uma forma de comunicação que foge ao padrão combativo e emocional que historicamente marca esse campo. O comportamento está longe de qualquer agressividade e talvez este seja o segredo que o faz ter tantos seguidores nas redes sociais, quase dois milhões.

O uso consistente de dados e argumentos técnicos cria uma linguagem mais acessível a públicos que tradicionalmente rejeitam discursos ideológicos mais duros. Você pode não concordar com nenhuma palavra do que ele diz, mas é obrigado a ouvir. Essa abordagem reduz resistência e amplia o alcance do debate, permitindo que ideias mais radicais circulem em ambientes onde antes encontravam barreiras imediatas.

O diferencial está no temperamento. A ausência de agressividade funciona como ativo político relevante em um ambiente saturado por confrontos. Isso não elimina o conteúdo ideológico, mas altera a forma como ele é recebido. O resultado é uma combinação que pode ampliar a competitividade eleitoral de perfis semelhantes em 2026 e no futuro. A ver.
Decisão é conjunta

A Federação União Progressista nasceu com um mecanismo que altera de forma relevante o equilíbrio de poder interno. Nos conflitos estaduais, não há espaço para decisões unilaterais. A exigência de assinatura conjunta entre União Brasil e Progressistas impõe um modelo de governança baseado em negociação obrigatória.

Em coluna anterior, dissemos que esses conflitos, em 2026, seriam resolvidos pelo União Brasil. Na verdade, é importante explicar que houve um entendimento para que tanto o União Brasil quanto o Progressistas tomem decisões em conjunto quando houve dissidência nos estados.

Esse desenho institucional impede que uma das siglas exerça hegemonia imediata sobre a outra no primeiro ano da federação que já terá uma importante eleição. Mesmo com maior influência política, nenhuma liderança consegue impor soluções sem construir acordo.

Na prática, isso reduz o risco de rupturas abruptas e de imposições que desorganizem os arranjos locais. O custo é a dificuldade de resolver impasses rapidamente e é algo que pode acabar tirando a paciência de alguns grupos.

Em Pernambuco, por exemplo, se Miguel Coelho (União) e Eduardo da Fonte (PP) não entrassem em acordo (e a tendência é que cheguem a isso), a decisão final seria da executiva nacional da federação, mas precisaria do consenso dos dois partidos nessa instância também.