
A prioridade número um do PT em Pernambuco está muito clara: Humberto Costa. A reeleição do senador virou o eixo central de toda a estratégia do partido no estado e, mais do que isso, do próprio presidente Lula.
Todo o movimento da direção nacional petista gira em torno de garantir mais oito anos de Humberto na Casa Alta. O entendimento é de que ele cumpre um papel estratégico no Senado, tanto na defesa do governo quanto na articulação política em Brasília.
O maior desafio, no entanto, está posto: driblar o desgaste natural de quem já ocupa o mandato há anos. A longevidade política traz experiência e capital institucional, mas também carrega consigo índices de rejeição que tendem a crescer com o tempo. É nesse equilíbrio que o PT aposta para sustentar o projeto de reeleição.
O alinhamento com o prefeito do Recife, João Campos, já está praticamente pacificado. Faz parte de uma engrenagem maior, construída a partir da aliança nacional entre PT e PSB. Falta apenas o rito formal. A reunião do diretório estadual, marcada para o próximo sábado, dia 28, deve servir mais para carimbar uma decisão que, na prática, já está tomada.
Até houve, em alguns setores da imprensa, a ventilação do nome do deputado federal Carlos Veras como alternativa para a disputa ao Senado. Mas o próprio Veras tratou de rechaçar qualquer movimento nesse sentido, deixando claro que não há espaço para divisão interna quando o assunto é a vaga majoritária. A ordem é unidade em torno de Humberto.
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