Categoria rejeita proposta da Prefeitura, cobra piso nacional com retroatividade a janeiro e protesta nesta quinta-feira no Centro
Por Vitória Floro
Estado de greve deverá começar nesta quinta-feira (5) - Fotos: Kleyvson Santos/PCR
Professoras e professores da rede municipal do Recife aprovaram, na tarde de ontem, estado de greve durante assembleia realizada no Teatro Boa Vista, no Centro do Recife.
A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Prefeitura do Recife em mais uma rodada da mesa geral de negociação com os sindicatos dos servidores.
A gestão municipal propôs reajuste salarial de 3% a partir de junho e 2,4% em agosto, sem pagamento retroativo ao mês de janeiro.
Para o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), a proposta não contempla a principal reivindicação da campanha salarial, que é a aplicação do Piso Salarial Nacional do Magistério, fixado em 5,4%, em toda a carreira e com retroatividade à data-base da categoria.
Segundo a diretora do Simpere, Anna Davi, a proposta apresentada pela Prefeitura ignora um direito já consolidado das professoras e dos professores.
"A data-base da categoria é janeiro. Quando o governo nega a retroatividade do piso, impõe uma perda salarial direta e desconsidera a necessidade de valorização da carreira docente", afirma.
O sindicato também criticou a ausência de qualquer proposta de reajuste no ticket alimentação, demanda recorrente dos profissionais da educação. Para a entidade, a falta de correção do benefício reforça o cenário de desvalorização da categoria.
A também diretora do Simpere, Jaqueline Dornelas, destacou que a mobilização seguirá enquanto não houver avanço nas negociações.
"Não estamos falando de concessão, mas do cumprimento de um direito das professoras e dos professores que sustentam a educação pública do Recife", disse.
Durante a assembleia, a categoria aprovou ainda paralisação das atividades, deflagrando um estado de greve, que deve começar hoje, com ato público marcado para o período da tarde em frente à Prefeitura do Recife.
De acordo com o Simpere, o estado de greve é um instrumento previsto na organização sindical e indica a intensificação da mobilização diante do impasse nas negociações com a gestão municipal.
Procurada, a Prefeitura do Recife informou ainda não ter recebido a notificação de paralisação da categoria.

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