domingo, 29 de março de 2026

Em 2022 PT já elegeu Teresa Leitão, largou Danilo e pode fazer o mesmo com João Campos


A decisão da direção nacional do PT, influenciada por articulações construídas pelo prefeito do Recife, João Campos — também presidente nacional do PSB —, de integrar a chapa em Pernambuco com o senador Humberto Costa ao Senado, escancarou uma divisão interna difícil de esconder.

Nos bastidores, a leitura é de que Pernambuco entrou como moeda de troca em acordos nacionais, sendo uma imposição da cúpula partidária ao diretório estadual. A reação veio na ausência de nomes como João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim.

O gesto mais simbólico foi o de João Paulo, que, longe do ato, surgiu ao lado de Humberto Costa, declarando apoio de forma isolada — um retrato claro do racha.
E o histórico recente comprova o risco. Em 2022, Teresa Leitão foi eleita senadora em 1º lugar, com cerca de 2,8 milhões de votos, enquanto Danilo Cabral, candidato do PSB ao Governo, teve pouco mais de 800 mil votos e ficou fora da disputa final. Ou seja: a militância do PT votou em seu projeto, mas não acompanhou o palanque socialista.

A mensagem é direta: uma coisa é o que o partido decide, outra é o que a militância faz. E, se esse comportamento se repetir, João Campos pode ter o apoio formal do PT, mas não necessariamente os votos.

No papel, a Nacional decidiu. Na prática, o PT segue dividido.

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