sexta-feira, 29 de maio de 2020

Dados sobre despesas da Covid-19 em Pernambuco disponibilizados em formato aberto

Juliana Fraga
Assessora de Comunicação

Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE)

Para ampliar ainda mais o acesso dos cidadãos às informações financeiras relacionadas ao combate ao novo coronavírus em Pernambuco, o Governo do Estado está disponibilizando no seu Portal de Dados Abertos os arquivos com o detalhamento de todos os valores referentes às despesas nas compras e contratações emergenciais realizadas desde o mês de março. Os dados apresentados na plataforma foram obtidos a partir de alguns parâmetros, como os empenhos das fichas financeiras relativas à Covid-19; empenhos das fontes de recursos destinados ao tratamento de casos da doença e do fundo estadual de enfrentamento à pandemia; além dos empenhos que tenham no campo ‘Observação’ diferentes termos associados ao vírus.

“A grande vantagem de publicar os dados na forma bruta é que, a partir deles, qualquer pessoa pode gerar diferentes aplicações para análise e visualização das informações”, explicou a secretária da Controladoria-Geral do Estado, Érika Lacet. O Portal, coordenado pela SCGE, foi lançado no mês de abril. Antes, era uma seção dentro do Portal da Transparência. “Identificamos a necessidade de aprimorar as ferramentas de transparência e controle social e, por isso, resolvemos criar um novo site, em parceria com a Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI)”, disse.

Além dos dados relacionados às despesas, no Portal de Dados Abertos também é possível encontrar uma área onde estão disponíveis as informações sobre todas as doações de equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros produtos recebidos pela administração pública para ajudar nas ações de combate ao novo coronavírus. O conteúdo é atualizado semanalmente.

DADOS ABERTOS – O Portal Dados Abertos (dados.pe.gov.br) foi idealizado no contexto da Lei de Acesso à Informação (LAI), funcionando como um catálogo que facilita a busca e uso de dados publicados pelos órgãos do Poder Executivo estadual. Com os recursos oferecidos pela plataforma, é possível desenvolver aplicativos, visualizar dados e obter informações essenciais sobre as políticas públicas e a administração do Estado. O Portal utiliza a maior plataforma em software livre para catalogação de dados, o CKAN. A mesma utilizada por grupos de usuários e governos, tais como: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, Brasil e outros.

Nota informativa — Secretaria de Educação

Em função da antecipação dos feriados de Corpus Christi, Santo Antônio e São João, para os dias 28, 29 e 30 de maio, a data de início das aulas não presenciais da Rede Municipal de Ensino, que anteriormente estava prevista para o dia 28, passa para o dia 08 de junho, segundo informações da Secretaria de Educação. A partir da segunda-feira (01), os professores e equipes gestoras das instituições municipais de ensino passarão por formações sobre as ferramentas e plataformas que serão utilizadas no desenvolvimento das atividades pedagógicas não presenciais. Após o repasse de orientações para os servidores, as informações serão repassadas para os pais e responsáveis. 

Assessoria de Comunicação Social e Imprensa — (ACSI)

Barreiras sanitárias já abordaram mais de 8 mil veículos em Garanhuns

Ação faz parte das medidas de combate à Covid-19 instituídas pelo Decreto Municipal nº 042/2020

Dando continuidade às ações de combate à Covid-19 em Garanhuns, as barreiras sanitárias instaladas pelo Governo Municipal já abordaram um total de 8.659 veículos, até ontem (26), em todos os pontos que estão recebendo a ação. O trabalho teve início no dia 18 de maio, e tem promovido abordagens a condutores e passageiros de veículos nas entradas e acessos de Garanhuns.
As barreiras contam com equipes da Secretaria Municipal de Saúde, por meio dos setores de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, e da Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes (AMSTT); além da parceria com o 71º Batalhão de Infantaria Motorizado (71º BIMtz) e 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM).
Ao todo, 30 servidores são responsáveis pelos serviços de
aferição da temperatura e cadastro de dados das pessoas abordadas. Também está sendo realizada a desinfecção de veículos que passam pelos pontos instalados no Pórtico de Garanhuns, acessos localizados nos bairros Magano e Francisco Figueira (Cohab II), e avenida Caruaru.
Considerando o número de abordagens, 86,9% dos passageiros estavam em carros; 9,3% em motocicletas e 3,8% em caminhões, ônibus ou outros veículos. Deste total, foi constatado que 40,1% dos veículos eram de outras cidades. Também foi verificado que 97,3% dos condutores estavam usando máscaras. A maioria destas abordagens foi realizada no Pórtico de Garanhuns.
Um total de 28 condutores e 17 passageiros apresentaram sintomas como febre, coriza e espirros, sendo encaminhados para atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município.
Assessoria de Comunicação Social e Imprensa — (ACSI)
Fotos: Arquivo — (Secom/PMG)

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Bolsonaro sanciona socorro a Estados e veta reajuste a servidores

A lei garante um repasse direto de R$ 60 bilhões da União para os entes federados, divididos em quatro parcelas mensais

Getty
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei complementar que oficializa o socorro financeiro a Estados e municípios para o combate à pandemia do novo coronavírus, chamado oficialmente de Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19). O presidente vetou, entre outros artigos, o que blindava categorias do funcionalismo público do congelamento de reajustes salariais até o fim de 2021. A informação da sanção do presidente havia sido antecipada ontem pelo Estadão/Broadcast. A lei garante um repasse direto de R$ 60 bilhões da União para os entes federados, divididos em quatro parcelas mensais. Além disso, suspende o pagamento da dívida de Estados e municípios com a União até o fim de 2020.

Não teremos outro dia como ontem, chega, diz Bolsonaro em recado ao STF

Bolsonaro afirmou ter em mãos as "armas da democracia"


Getty
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dia depois de uma operação da Polícia Federal ter atingido empresários, políticos e ativistas bolsonaristas no âmbito do inquérito das fake news do STF, o presidente Jair Bolsonaro criticou a investigação e disparou contra a corte.

"Não teremos outro dia como ontem, chega", disse, na saída do Palácio da Alvorada. "Querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news", acrescentou. Em outro trecho, Bolsonaro afirmou ter em mãos as "armas da democracia".

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a operação da PF nesta quarta-feira (27) que colocou deputados, blogueiros e empresários bolsonaristas na mira do Supremo.Irritado com a operação autorizada pelo STF que atingiu deputados da base e apoiadores, o presidente reuniu ministros nesta quarta-feira para definir uma reação à corte.

Segundo auxiliares presentes, ele avaliou como absurda e desnecessária a investigação contra aliados, considerou que se trata de uma retaliação e reforçou que o Executivo não pode aceitar calado.A primeira medida que ficou definida era que a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressaria com pedido de habeas corpus para que Weintraub não preste depoimento ao STF.

O pedido, porém, foi feito por Mendonça, que, antes de substituir Sergio Moro no Ministério da Justiça, ocupou o cargo de advogado-geral da União.No pedido, ao qual a reportagem teve acesso, Mendonça escreve que o HC "é resultado de uma sequência de fatos que, do ponto de vista constitucional, representam a quebra da independência, harmonia e respeito entre os Poderes desejada por todos".

Entres os exemplos cita a convocação de Weintraub para depor e a operação desta quarta-feira envolvendo, segundo ele, "cidadãos que não representam riscos à sociedade, cujos direitos à liberdade de expressão estão sendo objeto de flagrante intimidação ou tentativa de cerceamento"."Qualquer confusão que se trace entre a disseminação de notícias falsas, ou 'fake news', com o pleno exercício do direito de opinião e liberdade de expressão pode resvalar em censura inconstitucional, aliás, como alguns sugerem já ter ocorrido nestes autos relativamente a uma muito conhecida revista semanal eletrônica", escreveu.

Foi no âmbito desse inquérito que Moraes mandou tirar do ar reportagem do site da revista Crusoé e do portal O Antagonista que ligavam Toffoli à empreiteira Odebrecht. Dias depois, o ministro voltou atrás e derrubou a censura. O inquérito das fake news apura a disseminação de notícias falsas, ofensas, ataques e ameaças contra integrantes do STF.

Mendonça pede a suspensão do depoimento de Weintraub e a exclusão do colega do inquérito ou trancamento do inquérito.Se os pedidos não forem aceitos, pede ainda para que Weintraub seja reconhecido como investigado, e não testemunha, o que lhe daria o direito de interrogado ao final do inquérito e ainda de permanecer em silêncio. Pede que possa se pronunciar também por escrito.

PORQUE SERÁ?: Bolsonaro teme que Carlos seja alvo de inquérito das fake news

Segundo um assessor palaciano, o presidente classificou nos bastidores a operação desta quarta como "ilegal" e "despropositada"

Reprodução
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) relatou a aliados um temor de que seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador no Rio de Janeiro, torne-se o próximo alvo de uma operação do inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga o esquema de fake news.

Na visão do presidente, na manhã desta quarta-feira (27) ocorreu justamente o que vinha lhe dando preocupação desde o fim de semana: uma ação que atingisse seus aliados.

Ao determinar medidas contra políticos, empresários e ativistas bolsonaristas nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, citou a suspeita de participação do chamado gabinete do ódio – grupo de servidores lotados na Presidência da República.

Depoimentos de deputados federais descreveram, segundo a decisão de Moraes, um suposto esquema coordenado pelo Palácio do Planalto para propagar pautas antidemocráticas e campanhas de difamação contra adversários políticos.

Um dos relatos transcritos na decisão é o de Heitor Freire (PSC-RJ), que menciona diretamente assessores do "gabinete do ódio" da Presidência, tutelado e idealizado por Carlos Bolsonaro.

Segundo um assessor palaciano, o presidente classificou nos bastidores a operação desta quarta como "ilegal" e "despropositada".

Apesar do revés, houve alívio no Palácio do Planalto pelo fato de, neste momento, Carlos Bolsonaro não estar entre alvos da ação policial.

Ele é visto, no entanto, como um possível próximo, o que tem causado preocupação em Bolsonaro.

O jornal Folha de S.Paulo mostrou no dia 25 de abril que as investigações identificaram indícios dele no esquema de notícias falsas. O inquérito busca elementos que comprove sua ligação e sustente seu possível indiciamento dele ao fim das apurações.

Nesta quarta, com aval de Moraes, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão que tiveram como alvos aliados do presidente.

Bolsonaro e seus auxiliares próximos avaliam que a operação deflagrada nesta quarta é uma retaliação aos ataques feitos ao Supremo pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante a reunião ministerial em 22 de abril.

Em conversas reservadas, o presidente reconhece que a declaração feita por seu auxiliar era grave e que uma resposta viria em breve. Para tentar evitá-la, Bolsonaro divulgou na segunda (25) uma nota pública defendendo a independência e harmonia entre os três poderes.

Enquanto a PF estava nas ruas, Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada logo cedo e seguiu para o hospital onde o presidente do STF, Dias Toffoli, está internado.

Segundo relatos feitos à reportagem, tratou-se de uma visita de cortesia. Bolsonaro já havia manifestado interesse em visitar o ministro, mas aguardava permissão da equipe médica. A visita durou menos de meia hora.

Esta não é a primeira vez que o presidente deixa o Palácio para visitar integrantes do Judiciário em meio a um fogo cruzado com o Supremo.

Uma ida dele sem aviso à corte, há algumas semanas, foi avaliada em Brasília como um recado de que ele não se dobrará ao judiciário. Na segunda, ele foi à PGR (Procuradoria-Geral da República) também de surpresa, num momento em que a instituição avalia uma possível denúncia contra ele sobre acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro.

Os mandados de busca e apreensão atingem nomes como o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e o dono da Havan, Luciano Hang.

O foco da Polícia Federal é um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades.

Para ministros do governo, o momento de deflagar a operação, cinco dias após a divulgação do vídeo da reunião, é sinal de que se trata de uma resposta de insatisfação do STF.

O recado que chegou ao Palácio do Planalto é de que os integrantes da corte se irritaram com o fato de Bolsonaro não ter feito uma reprimenda pública a Weintraub.

No encontro, cujas imagens foram divulgadas na última sexta (22) pelo ministro do STF Celso de Mello, Weintraub disse que, se dependesse dele, colocaria "esses vagabundos todos na cadeia", começando pelo Supremo. A declaração piorou a relação já conturbada entre Executivo e Judiciário.

No início do ano, em conversa relatada ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente já demonstrou temor de que a Polícia Federal avance sobre o filho 02, como ele o chama.

Para assessores presidenciais, o perfil explosivo de Carlos preocupa. Ele e o pai têm uma relação de proximidade e, ao mesmo tempo, uma série de confrontos.

Por diversas vezes o vereador deixa de falar com o presidente quando há desentendimentos. Quando isso ocorre, ele costuma desligar o telefone e se isolar em um clube de tiro em Santa Catarina.

Bolsonaro, dizem aliados de longa data, teme que o filho possa agir de forma desastrosa por ver nele instabilidade emocional.

Na manhã desta quarta, Carlos levantou suspeita nas rede sociais sobre os motivos da operação.

"O que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entende o quão em perigo está", escreveu sua conta do Twitter.

Datafolha: 61% acreditam que Bolsonaro quis interferir na PF

Os dados foram aferidos pelo Datafolha em pesquisa na segunda e terça, feita por telefone com 2.069 adultos em todo o país.

Reuters
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para a maioria dos brasileiros (61%) que assistiu ao polêmico vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro usou o cargo para interferir politicamente na chefia da Polícia Federal.

A versão foi dada pelo ex-ministro Sergio Moro (Justiça) como motivo para sua saída do governo e é objeto de inquérito no Supremo Tribunal Federal – a liberação do vídeo, com alguns trechos cortados, foi determinada pelo ministro Celso de Mello na sexta (22).

Ainda dentro daqueles que assistiram a reunião, 32% dos brasileiros acreditam na história contada por Bolsonaro, de que ele se referia à mudança da segurança pessoal de sua família ao dizer que iria "interferir sim" e que poderia demitir o ministro responsável pela área.

Os dados foram aferidos pelo Datafolha em pesquisa na segunda (25) e na terça (26), feita por telefone com 2.069 adultos em todo o país. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou menos.

Tiveram acesso ao vídeo ou a seu conteúdo 55% dos brasileiros, segundo o instituto. A disparidade de opiniões por regiões segue o padrão de divisão quando o tema é Bolsonaro: Sul e Norte/Centro-Oeste tendem a defendê-lo, enquanto a desconfiança é maior no Nordeste.

Já acreditam mais fortemente na versão negativa para Bolsonaro jovens de 16 a 24 anos (70%), os mais instruídos (66%) e os mais ricos (acima de 10 salários mínimos, 65%).

Passado pouco mais de um mês da saída de Moro do governo, onde chegara com carta-branca e prestígio dos seus anos como o juiz-símbolo da Operação Lava Jato, o ex-ministro ainda tem melhor imagem no embate com o ex-chefe.

Acham que Moro fala a verdade na troca de acusações com Bolsonaro 54% dos ouvidos, o mesmo patamar da aferição de 27 de abril (52%), três dias depois de o ex-ministro deixar o cargo.

Já o presidente viu sua credibilidade avançar sobre aqueles que antes diziam não ter opinião. Acreditam que ele fala a verdade 27%, ante 20% na rodada anterior.

O número dos que não sabiam responder caiu de 19% para 10%. Não creem em ambos ou em nenhum o mesmo patamar anterior, 3% (eram 2%) e 7% (eram 6%), respectivamente.

Aqui, curiosamente, há bastante homogeneidade regional. Bolsonaro se sai menos pior com os mais ricos, grupo no qual vem perdendo apoio geral em pesquisas: 39% dos que ganham mais de 10 salários mínimos acreditam mais em sua versão. Já seu pior desempenho é com os mais jovens, dos quais 63% veem a versão de Moro como mais crível.

A sequência de palavrões, a menos 33 usados no vídeo de cerca de 2 horas, e as agressões usadas por Bolsonaro não passaram em branco.

Nada menos que 76% das pessoas consideraram a fala do presidente na reunião inadequada, 61% delas muito e 15%, um pouco.

As mulheres, sempre um ponto fraco do desempenho de Bolsonaro em pesquisas desde a eleição de 2018, foram especialmente críticas, com 68% reprovando fortemente o presidente, assim como moradores do Sudeste e do Nordeste (64% nas duas regiões mais populosas do país).

Apenas 19% dos entrevistados viram adequação nas colocações do presidente, 11% deles optando por achá-las muito apropriadas.

O apoio é mais pronunciado no Norte e no Centro-Oeste, com 14% de concordância incisiva, mas são os mais ricos aqueles que mais acham que Bolsonaro estava correto em falar daquele jeito: 19%.

Esse dado conversa com a aprovação dessa fatia com mais recursos à versão de Bolsonaro para a crise com Moro.

No corte racial, o presidente é sensivelmente mais mal avaliado pelos que se declararam pretos: para 72% deles, Bolsonaro usou o cargo para interferir na PF, 67% acharam sua fala muito inadequada e 62% acreditam em Moro no embate.

ENTREVISTAS FORAM REALIZADAS POR TELEFONE

A pesquisa telefônica, utilizada neste estudo, representa o total da população adulta do país. As entrevistas são realizadas por profissionais treinados para abordagens telefônicas e as ligações feitas para aparelhos celulares, utilizados por cerca de 90% da população.

O método telefônico exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais, como cartão com nomes de candidatos, por exemplo. Assim, mesmo com a distribuição da amostra seguindo cotas de sexo e idade dentro de cada macrorregião, e da posterior ponderação dos resultados segundo escolaridade, os dados devem ser analisados com alguma cautela por limitar o uso desses instrumentos.

Nesta pesquisa, feita dessa forma para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e respondentes, o Datafolha adotou as recomendações técnicas necessárias para que os resultados se aproximem ao máximo do universo que se pretende representar.

Todos os profissionais do Datafolha trabalharam em casa, incluídos os entrevistadores, que aplicaram os questionários através de central telefônica remota.

Foram entrevistados 2069 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A coleta de dados aconteceu nos dias 25 e 26 de maio de 2020.

Eduardo Bolsonaro defende reação enérgica a Moraes e Celso

Em live com alvos de ação do STF, Eduardo Bolsonaro defende reação enérgica a Moraes e Celso

Reuters
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, criticou as decisões recentes dos ministros do STF (Supremo Tribunal de Federal) Alexandre de Moraes e Celso de Mello.

Em live nesta quarta (27) ao lado de alvos da ação contra fake news, ele defendeu reagir energeticamente contra a corte.

"Temos de pontuar, diagnosticar o problema e depois começar a tomar algumas atitudes", afirmou o deputado.

A Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (27) no chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do Supremo.

Políticos, empresários e ativistas bolsonaristas estão entre os alvos da investigação.


O filho do presidente Jair Bolsonaro participou de live do Terça Livre, canal mantido pelo blogueiro Allan dos Santos, um dos alvos da operação desta quarta, ao lado da deputada Bia Kicis (PSL-DF), o escritor Olavo de Carvalho e o médico bolsonarista Ítalo Marsili. Kicis vai ser ouvida na investigação.

Policiais também buscaram provas nos endereços do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, do dono da Havan, Luciano Hang, e de assessores do deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL).

Eduardo concordou com a insinuação do blogueiro Allan dos Santos de que outros Poderes estariam conspirando contra o governo e criticou a postura de aliados que tentam buscar diálogo na atual crise política.

"Até entendo quem tem uma postura moderada para não chegar num momento de ruptura, de cisão ainda maior, de conflito ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos, mas falando abertamente, opinião de Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de se, mas de quando isso vai ocorrer. Essas reuniões aqui que o Allan está falando de altas autoridades, até mesmo de dentro de setores políticos, a gente discute esse tipo de coisa", afirmou.


O deputado afirmou que pode ser o próximo alvo da corte. Ele também criticou as decisões de Celso de Melo no inquérito que investiga a suposta interferência do presidente na PF.

"Se a gente mantiver essa postura colaborativa, amanhã eles vão entrar na nossa casa", afirmou.

Durante a discussão, o escritor Olavo de Carvalho e o médico Ítalo Marsili criticaram os militares e o STF."Esse Alexandre de Moraes não tem de ter direito de falar. Eu sou a favor da pena de morte para esses caras", afirmou Olavo.

O presidente ficou irritado com a operação autorizada pelo STF que atingiu deputados da base e apoiadores. Ele se reuniu com ministros para definir uma estratégia de reação ao STF.

No encontro, segundo auxiliares presentes, o presidente avaliou como absurda e desnecessária a investigação contra aliados do seu governo, considerou que se trata de uma retaliação e reforçou que o Poder Executivo não pode aceitar calado.

A primeira medida que ficou definida é que a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressará com pedido de habeas corpus para que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não preste depoimento ao STF.

Ele foi intimado no mesmo inquérito que apura o disparo de fake news por aliados do presidente.

BRINCANDO COM FOGO: Sara Winter ameaça e xinga de 'arrombado' ministro do STF

Ativista de grupo armado de extrema direita ameaça ministro do STF

Reprodução- Facebook
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Alvo da operação desta quarta-feira (27) no chamado inquérito das fake news do STF (Supremo Tribunal Federal), a ativista Sara Winter xingou com palavrões o ministro Alexandre de Moraes, ao reagir à ação da Polícia Federal que apreendeu seu celular e seu computador.
Moraes incluiu Sara, que lidera o acampamento criado em Brasília para formar militantes bolsonaristas, entre os alvos dos mandados. A ativista, cujo verdadeiro nome é Sara Fernanda Giromini, fundou o Femen Brasil, grupo famoso por protestar de topless, e depois se converteu ao conservadorismo.

"Juro por Deus, essa era minha vontade. Eu queria trocar soco com esse filho da puta desse arrombado. Infelizmente, não posso", disse Sara sobre Moraes em vídeo nas redes sociais, afirmando que não será calada pela investigação conduzida pelo ministro."Pena que ele [ministro] mora em São Paulo. Se ele estivesse aqui, eu estava lá na porta da casa dele, convidando ele para trocar soco comigo", afirmou.

Na postagem, a ativista fala ainda que Moraes nunca mais encontrará paz na vida, depois de ter tomado o que ela classificou como "a pior decisão da vida" do magistrado."Você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida do senhor. A gente vai infernizar a tua vida."

A bolsonarista completa: "A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta. A gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida, até o senhor pedir para sair".Pela manhã, logo após ser alvo da operação, ela já havia criticado a medida. "A Polícia Federal acaba de sair da minha casa. Bateram aqui às 6h da manhã, a mando do Alexandre de Moraes. Levaram meu celular e notebook. Estou praticamente incomunicável! Moraes, seu covarde, você não vai me calar!", escreveu.

"Meus advogados já chegaram, vamos pra cima! O Brasil não será uma ditadura. Hoje, Alexandre de Moraes comprovou que está a serviço de uma ditadura do Judiciário", afirmou.O acampamento chamado Os 300 do Brasil, do qual Sara Winter é líder, tem participantes armados, como a própria coordenadora afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Ela disse, contudo, que as armas são apenas para autodefesa. O porte de armas em manifestações é proibido pela Constituição.

Um dos objetivos do grupo é treinar militantes dispostos a defender o governo Bolsonaro. A ativista também teve breve passagem pelo Ministério dos Direitos Humanos, cuja titular é Damares Alves.

O grupo passou a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República, no âmbito do inquérito instaurado no fim de abril para apurar as recentes manifestações antidemocráticas. A apuração foi autorizada também pelo ministro Alexandre de Moraes.

A organização liderada por Sara refuta o suposto caráter violento do movimento e rejeita o rótulo de milícia armada. Os integrantes têm feito acampamentos em Brasília. São mais de 700 membros em diversas partes do Brasil, de acordo com o comando do grupo.Outros investigados no inquérito do STF também se voltaram contra Alexandre de Moraes, com xingamentos e ameaças ao magistrado, depois que receberam os agentes da PF nesta quarta.

Foram alvos de mandados de busca e apreensão militantes, blogueiros, youtubers, políticos bolsonaristas e assessores. A maior parte tem forte atuação nas redes sociais e publica críticas a ministros do STF e integrantes de outras instituições.O inquérito também mira possíveis financiadores dessas atividades. Segundo investigadores, esse é considerado um dos pontos-chave do funcionamento dessa rede.



Depois de 24 anos, Zeca Camargo deixa a Globo

O apresentador fez um vídeo contando a novidade.


Reprodução / Instagram
Após 24 anos, o apresentador Zeca Camargo, 57 anos, anunciou hoje nas suas redes sociais que deixou a Rede Globo. "Parceria de muito respeito e sucesso", destacou em vídeo publicado no seu Instagram. 

Ele relembrou sua passagem por programas como No Limite, Fantástico, Vídeo Show e É de Casa. 

"Você que me acompanha aqui sabe que tudo que sempre busco são novos horizontes. Que agora, tenho a mais lúcida clareza, se abrem para mim. Coisas boas virão. Sempre. E a gente, claro, continua junto aqui, falando das coisas que iluminam a vida da gente: cultura, viagens, música, livros, sabedoria, vida! É só pra que não fique dúvidas: por todo esse aprendizado, só tenho gratidão", afirmou.

No entanto o jornalista não antecipou quais seus novos projetos.

CORONAVÍRUS Pernambuco registra 794 novos casos da Covid-19 e 98 mortes nas últimas 24h

Entre os novos infectados, 268 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 526 como leves.

Por: Portal FolhaPE

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta quinta-feira (28), 794 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Também foi informado um novo número de mortes: 98. Entre os novos infectados, 268 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 526 como leves.

Pernambuco totaliza 30.713 casos já confirmados, sendo 13.354 graves e 17.359 leves. E o Estado totaliza 2.566 mortes pela Covid- 19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Emprego despenca em abril em todo o país, e Garanhuns fecha 414 postos de trabalho com carteira assinada, aponta Caged

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados relativos ao mês de abril de 2020 foram divulgados pelo Governo Federal nesta quarta, 27 de maio. O Caged, como é conhecido, trouxe materializado em números o impacto das duras, porém necessárias, medidas de isolamento social e do fechamento do comércio na atividade econômica em Garanhuns, assim como no restante do país.

De acordo com os dados oficiais, 414 postos de trabalho formais foram fechados no município, mês passado.  A situação em todas as cidades de Pernambuco não foi diferente, Em Petrolina, por exemplo, foram perdidas 1.417 vagas de trabalho em abril, Recife 10 mil vagas e Caruaru, 1783 postos de trabalho. 

Somando-se as demissões de todo o estado, Pernambuco somou em abril 24.965 postos vagas de empregos fechadas.  Com relação ao Brasil, foram 860 mil vagas fechadas em abril e 1,1 milhão se o cálculo for feito tendo como base o início da pandemia de covid-19

MAIS 10 CASOS DE CORONAVÍRUS EM GARANHUNS: Homem de 67 anos morreu de covid-19 em Garanhuns nesta quarta, diz Secretaria de Saúde


A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foi confirmado um óbito por Covid-19, nesta quarta-feira (27), em Garanhuns. Trata-se de um homem, de 69 anos, morador do bairro Heliópolis, que já havia sido diagnosticado com a doença, e estava internado em hospital da rede pública estadual, onde veio a óbito no dia de hoje.

O boletim de hoje registra ainda a confirmação de 10 casos para Covid-19 no município. As pessoas que testaram positivo para Covid-19 estão em fase de isolamento/tratamento, e permanecem sob o monitoramento da equipe da Secretaria de Saúde.

O boletim registra ainda a recuperação de oito pessoas que cumpriram o período de isolamento/tratamento, e não apresentam mais sintomas da doença. 10 casos foram descartados, após resultado de testagem laboratorial, e 26 casos seguem aguardando resultado, para posterior confirmação ou descarte da Covid-19.

Atualmente Garanhuns tem 177 casos confirmados de Covid-19. Deste total 13 pessoas vieram a óbito, 83 estão recuperadas após cumprir o período de isolamento domiciliar e não apresentar mais sintomas; e 82 pessoas que foram confirmadas com Covid-19 estão em fase de isolamento ou tratamento