quinta-feira, 9 de abril de 2026

Eduardo da Fonte rompe com base de Raquel Lyra na Alepe após anos sendo beneficiado com grande estrutura no governo



O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) protagonizou mais um movimento que mexe com os bastidores da política pernambucana. Após mais de três anos integrando a base da governadora Raquel Lyra e ocupando espaços importantes no governo, o parlamentar agora reposiciona sua bancada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A decisão de retirar a Federação União Progressista do bloco governista foi confirmada nesta quarta-feira (8) e, segundo o próprio deputado, faz parte de uma estratégia para ampliar o espaço nas principais comissões da Casa.

Com a recomposição das bancadas após a janela partidária, o grupo passou a contar com 11 deputados, o que garante maior força política e possibilidade de indicar nomes estratégicos para comissões importantes, como a de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) e Administração.

Nos bastidores, o movimento é interpretado como uma mudança de postura. De aliado com forte presença na estrutura do governo, Eduardo da Fonte agora coloca a bancada do PP em posição mais independente — o que pode impactar diretamente votações importantes na Alepe.

A nova configuração também sinaliza um cenário mais competitivo dentro do Legislativo estadual, onde cada voto passa a ter peso decisivo nas disputas políticas e na condução das pautas do governo.

Abrindo dialogo com o PL

Um dia antes de a Federação União Progressista deixar a base governista na Assembleia Legislativa de Pernambuco, após semanas de desgaste com o governo Raquel Lyra (PSD), o deputado federal Eduardo da Fonte abriu diálogo com o também deputado federal André Ferreira (PL), com o objetivo da formação de um bloco entre os partidos na Casa de Joaquim Nabuco.


Ontem dia (8), Dudu voltou a procurar André para que a proposta fosse amadurecida e de acordo com fonte, que pediu reserva sobre o assunto, os dois grupos devem voltar a conversar nos próximos dias para discutir uma possível união entre as forças na Alepe.

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