Gerson Carvalho – É uma vergonha institucional transformar o título de cidadão em truque de campanha dentro do próprio Legislativo. Conceder honrarias a pessoas que nada fizeram pelo município é menos reconhecimento e mais cinismo, é menos cidadania e mais barganha política.
Enquanto o título de cidadão é distribuído como moeda de troca em ano eleitoral, quem de fato trabalha pelas periferias, pelos serviços públicos, pela educação, pela saúde e pela dignidade da população segue sendo ignorado, sem aplauso, sem palco, sem qualquer menção à sua contribuição ao dia a dia da cidade.
A Câmara de Garanhuns deixou de ser um símbolo de representatividade e virar um cassino de favores, onde o patrimônio simbólico da cidade é negociado em troca de apoio político. Se o Legislativo se acomoda nesse jogo, perde autoridade moral para fiscalizar, para cobrar e para exigir respeito.
Quando se concede a homenagem a quem
“nada contribui para o município”, a Câmara deixa de ser um espaço de memoriação cívica e vira um cassino de favores, onde o patrimônio simbólico da cidade é negociado em troca de apoio político.
Aonde está a ética legislativa da câmara?
Vereadores que se valem desse expediente demonstram desprezo pelo voto popular: tratam o Legislativo como palco de festa em vez de arena de responsabilidade. Enquanto pessoas que lutam pelas periferias, pelos serviços públicos e pelos direitos sociais são ignoradas, quem ganha o título é quem fez jogo eleitoral, financiou campanha ou agregou visibilidade ao parlamentar.
Por este motivo que o cabaré da Jacutinga tem mais credibilidade que a câmara.

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