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| A governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB) |
Por Luiz Roberto Marinho – Ambos com pedidos de impeachment em tramitação nas respectivas casas legislativas, mas sem chances de irem adiante, por deterem a maioria nos dois plenários, o prefeito João Campos (PSB) não foi à abertura do ano legislativo na Câmara Municipal, na manhã desta segunda-feira (2), enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) vai discursar no início dos trabalhos da Assembleia Legislativa (Alepe), à tarde.
Optando por um almoço de noivado em São Paulo com a família da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), com direito à postagem nas redes sociais de beijo na boca, e por tratar em Brasília de assuntos do PSB, que preside, Campos evitou constrangimentos no Recife.
Seu representante na abertura dos trabalhos na Câmara Municipal, o secretário de Planejamento Jorge Vieira, foi abordado pelo vereador oposicionista Eduardo Moura (Novo) com câmara de celular em punho, antes de chegar ao plenário, levando a um pedido público de desculpas do presidente da Casa, Romerinho Jatobá (PSB).
O prefeito e a governadora, que se enfrentarão na eleição de outubro, endureceram o embate neste final de semana sobre a investigação da Polícia Civil em torno do secretário municipal de Articulação e Política Social, Gustavo Monteiro, e do seu irmão Eduardo Monteiro, assessor da Prefeitura do Recife, cuja legalidade decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes mandou a Polícia Federal apurar.
Em vídeos nas redes sociais, João Campos exaltou a decisão de Gilmar Mendes reafirmando ter sido a ação policial perseguição política, enquanto Raquel Lyra rebateu o prefeito, condenando transformar em eleitoreiro tema que classificou como técnico. A governadora fará na Alepe um discurso detalhado das realizações do governo em resposta às críticas da oposição.

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