segunda-feira, 2 de março de 2026

BR-232: Primeiro trecho da duplicação da rodovia ligando o Agreste ao Sertão de Pernambuco é definido


O primeiro trecho, que compreende 35 quilômetros, terá um custo de aproximadamente R$ 250 milhões e será bancado pelo governo do Estado

Por Roberta Soares

A etapa inicial faz parte de um projeto maior de duplicação dos quase 300 quilômetros (264,9 km) entre São Caetano e o município sertanejo de Serra Talhada - GUGA MATOS/JC IMAGEM

A duplicação da BR-232 conectando o Agreste ao Sertão de Pernambuco está mais perto de acontecer e já tem o primeiro trecho definido pelo governo do Estado, que irá custear totalmente essa parte da obra. A primeira etapa compreenderá o trecho entre as cidades de São Caetano e Belo Jardim, no Agreste, e a previsão é de que a licitação para a obra seja lançada até o mês de abril deste ano.

O primeiro trecho, que compreende 35 quilômetros, terá um custo de aproximadamente R$ 250 milhões. Esta etapa inicial faz parte de um projeto maior de duplicação dos quase 300 quilômetros (264,9 km) entre São Caetano e o município sertanejo de Serra Talhada.

A previsão foi dada pelo secretário de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco, André Teixeira Filho, que também informou que os recursos para as obras do primeiro trecho da duplicação serão todos do governo de Pernambuco. O restante da obra, entretanto, tem recursos garantidos pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.

Ainda em novembro de 2024, foram publicados os editais de licitação para os projetos de duplicação e restauração no trecho entre São Caetano e Serra Talhada, totalizando os 264,9 quilômetros.

O primeiro trecho, que compreende 35 quilômetros, terá um custo de aproximadamente R$ 250 milhões e será bancado pelo governo do Estado - RENATO RAMOS/JC IMAGEM

“Há 15 dias nós encaminhamos para o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) o projeto executivo da duplicação do primeiro trecho, entre São Caetano a Belo Jardim, que foi o primeiro a ficar pronto e, por isso, começaremos por ele. Acreditamos que, no máximo, em 20 dias, todas as correções necessárias será apontadas e realizadas, permitindo que possamos colocar o edital de licitação na rua”, afirmou o secretário.

Segundo André Teixeira Filho, praticamente não há desapropriações no trecho, o que permitirá uma execução rápida da obra. O secretário também explicou que o restante da duplicação será iniciado à medida que os projetos executivos forem sendo concluídos.

“Nós temos dois consórcios contratados para todo o trecho da duplicação, divididos de São Caetano até Arcoverde e outro de Arcoverde até Serra Talhada. O prazo para conclusão dos projetos executivos é outubro de 2026, mas estamos tentando antecipar esse cronograma e ir lançando os editais quando os projetos ficarem prontos. Queremos obras no segundo semestre do ano”, explicou.

ENTENDA A DUPLICAÇÃO DA BR-232 LIGANDO O AGRESTE AO SERTÃO

A previsão foi dada pelo secretário de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco, André Teixeira Filho, que também informou que os recursos para as obras do primeiro trecho da duplicação serão todos do governo de Pernambuco - RENATO RAMOS/JC IMAGEM

O trecho da BR-232 que será duplicado compreende uma extensão de 264,9 quilômetros, entre São Caetano, no Agreste, e Serra Talhada, no Sertão. Demanda antiga do povo sertanejo, a obra está incluída no Novo PAC do governo federal.

O primeiro lote do projeto inclui o trecho entre São Caetano e Arcoverde, com uma extensão de 108,9 quilômetros. Já o segundo lote atende ao trecho entre Arcoverde e Serra Talhada, com 156 quilômetros de extensão. A previsão era de que as obras fossem iniciadas ainda no primeiro semestre de 2026 e durem pelo menos dois anos.

O valor total da duplicação, entretanto, ainda não está definido porque, segundo o governo do Estado, isso só poderá ser feito após a elaboração dos projetos executivos. A explicação é de que existem muitas serras e rochas no traçado, além da implantação de variantes (quando a rodovia passa por fora dos perímetros urbanos municipais) em algumas cidades localizadas às margens da BR. Tudo isso está sendo estudado nos projetos executivos e avaliado pelo DNIT.

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