quinta-feira, 6 de março de 2025

Feriado da Data Magna relembra a Revolução Pernambucana de 1817

Movimento separatista marcou a luta pela independência e consolidou o pioneirismo de Pernambuco

Por Ricco Viana


Vitral no Palácio do Campo das Princesas, produzido pelo artista Henry Moser, retratando a Revolução Pernambucana de 1817 - Melissa Fernandes/Folha de Pernambuco

A Revolução Pernambucana de 1817 completa 208 anos nesta quinta-feira, 6 de março, sendo celebrada no Estado como feriado da Data Magna. O movimento de luta por independência, considerado a primeira experiência republicana do Brasil, marcou a história ao tornar Pernambuco independente de Portugal por 75 dias. Com governo próprio, bandeira e até uma constituição provisória, a revolução se tornou um símbolo da luta por liberdade e autonomia.

A importância do movimento fez com que, em 2007, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) iniciasse o debate sobre a criação de uma Data Magna do Estado. Na época, Pernambuco era o único Estado brasileiro sem uma data oficial estabelecida por lei federal. Após uma consulta popular, que contou com debates na imprensa e sugestões de historiadores, a Revolução do dia 6 de março 1817 foi escolhida como a data mais significativa.

No entanto, a criação do feriado enfrentou resistência, especialmente do setor empresarial, e inicialmente a Data Magna foi instituída apenas como ponto facultativo. Somente em 2017, no bicentenário da revolução, o feriado estadual foi aprovado por unanimidade na Alepe, após articulação da ex-deputada Teresinha Nunes, uma das líderes da oposição; e do então líder do governo Paulo Câmara, Isaltino Nascimento.

Revolução

O movimento separatista teve início em um período de forte descontentamento com os altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, que financiavam os gastos da família real no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Pernambuco, uma das províncias economicamente mais importantes da época, sofreu com a crise açucareira e com a centralização do poder no Rio de Janeiro.

Inspirados por ideais iluministas, militares, comerciantes, padres e intelectuais se organizaram contra o domínio português e depuseram o governador da capitania. Em seu lugar, foi estabelecido um governo provisório republicano, que instituiu uma bandeira própria — que se tornaria a atual bandeira do estado — e uma constituição com princípios liberais, como liberdade de imprensa e de culto.

“Durante o movimento, até uma Constituição foi criada e tivemos embaixador nos EUA. O movimento uniu todas as classes sociais, inclusive indígenas e pessoas escravizadas”, destaca Teresinha Nunes.

Apesar do sucesso inicial, a revolução foi duramente reprimida pela Coroa. Tropas enviadas por Dom João VI derrotaram os revolucionários, e seus líderes foram executados, incluindo Domingos José Martins e Frei Caneca.

Reconhecimento

Mesmo sendo considerada um marco na história do Brasil, a Revolução Pernambucana permaneceu por muito tempo sem o devido reconhecimento. O projeto que criou a Data Magna foi apresentado por Teresinha Nunes em 2007, quando se iniciou o debate sobre qual deveria ser a data histórica mais importante do Estado, com o 6 de março sendo o vencedor.

“Bem na hora da votação, a classe empresarial pressionou os deputados para que não aprovassem o feriado que constava na própria lei federal. Como não foi possível manter o feriado, aprovou-se um ponto facultativo”, relembra a ex-deputada.

Dez anos depois, no bicentenário da revolução, Teresinha retomou a proposta e articulou com Isaltino Nascimento, então líder do governo, para que o projeto fosse aprovado com o apoio de toda a Assembleia. Dessa vez, a resistência foi superada, e o feriado foi instituído oficialmente.

"Houve uma resistência, pois achavam que já haviam feriados demais. Mas convencemos os deputados pelo simbolismo da data. Não é só um feriado, o 6 de março tem um envolvimento de professores e alunos. A revolução pernambucana se tornou parte do calendário escolar. Já fui chamado para várias palestras, outrora não se falava disso", disse Isaltino Nascimento.

Legado

Para o historiador Filipe Domingues, o reconhecimento da Revolução Pernambucana é fundamental para reforçar a identidade do Estado.

“Cada Estado tem sua data magna, e Pernambuco escolheu o 6 de março porque foi a primeira experiência republicana da história do Brasil. Foi um movimento separatista de fato, diferente da Conjuração Mineira, que ficou apenas na conspiração”, explica.

O legado da revolução segue presente na bandeira de Pernambuco, criada pelos revolucionários de 1817 e mantida até hoje como um símbolo da luta por liberdade. A data se tornou símbolo de resistência e orgulho. Versos de Nação Zumbi, que iniciou o último grande movimento cultural brasileiro, entoavam hinos da revolução pernambucana.

Até mesmo em páginas de redes sociais, que ostentam o lema "Pernambuco é meu país", mostram que o sentimento dos revolucionários de 1817 está cada vez mais vivo no Estado, apesar dos anos.

"Situação atípica", diz major da PM sobre tiroteio no Carnaval de Olinda

Na noite da última terça-feira (4), sete pessoas ficaram feridas durante confusão no polo da Praça do Carmo

Por: Marilia Parente

Major Lucena destacou que planejamento da PM estava aprovado desde 27 de fevereiro (Divulgação)

Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (4), o Major Lucena, da Polícia Militar de Pernambuco, comentou sobre o tiroteio que deixou sete pessoas feridas na Praça do Carmo, principal polo do Carnaval de Olinda. Todas as pessoas atingidas pelos disparos receberam alta, com exceção de uma turista de 37 anos, natural de São Paulo, que segue internada em estado grave no Bloco Cirúrgico do Hospital da Restauração.


“Inicialmente, nós estávamos com o planejamento de mais de 150 policiais, com viaturas especializadas no suporte de acesso, fazendo controle desde o início da operação. Nosso planejamento tinha sido validado desde quinta-feira e essa foi uma situação atípica”, afirmou.


De acordo com o major, não foi possível identificar o autor dos disparos em razão da combinação entre o relevo do local e a chuva que caía quando a ocorrência aconteceu. “Quando o policiamento escutou os disparos de arma de fogo foi pra cima tentar identificar se teria alguém com uma arma na mão, agiu de forma rápida. Houve uma fuga em massa, o local era uma barreira e ele terminou parando as buscas para oferecer segurança ao pessoal, dar o suporte básico para que ficassem em pé de novo”, acrescentou.

Um inquérito foi aberto para investigar o caso."Para que haja uma definição concreta da motivação do crime. Não temos a informação que houve um grupo ou uma discussão. Até o presente momento, temos uma multidão que estava no local, houve de fato os tiros que aconteceram e acertaram as vítimas. Estamos trabalhando com afinco para que a gente possa definir a motivação desse delito", informou o delegado da 9ª Delegacia de Homicídios, Paulo Dias.

Pernambuco Meu País | De Geraldo Azevedo a João Gomes: gerações que entendem e nutrem o valor da cultura popular pernambucana

Foto: Paula Maestrali

Nada é por acaso. O cantor, compositor e instrumentista Geraldo Azevedo ser uma das atrações do palco Pernambuco Meu País no Carnaval - Olinda é educativo e reflete nossa história. A geração dele plantou uma semente lá atrás, no início dos anos 1970, que permitiu a existência desse festival. Uma geração que entendeu a cultura popular e a importância de sua inserção na música brasileira e da união com a cultura pop. As atrações que passaram por esse palco na tarde/noite desta Terça-Feira Gorda (4), na Praça do Carmo, comprovaram isso: da Orquestra Arruando, passando por banda Eddie, até os também cantores Almério, Renatto Pires e João Gomes, todos são fruto desse legado. O próprio Geraldo, 80 anos de idade recém-completados, perpetua essa missão quando reinventa seu próprio repertório e faz um show completo como se estivesse em cima de um trio elétrico.

A programação inteira se desenrolou nesta terça num verdadeiro crossover temporal e de confluência de ritmos e referências culturais pernambucanas. A começar pela recifense Orquestra Arruando, que sob a batuta do maestro Nilo Otaviano deu o esquente necessário ao palco Pernambuco Meu País no Carnaval - Olinda, ao som de standards do frevo com uma pegada mais contemporânea, aproveitando o clima dos foliões que desde manhã já subiam e desciam as ladeiras do Sítio Histórico nesse ritmo.

Com uma identidade muito forte com a Cidade Patrimônio, a banda Eddie entrou em cena na mesma vibe. O grupo, que ao longo da carreira de mais de 30 anos gravou vários temas de folia que dariam para fazer um show apenas com esse repertório, trouxe sua habitual versão carnavalesca Original Olinda Style. Em meio a sua longa lista de clássicos, como Desequilíbrio, Quando a Maré Encher, Pode Me Chamar, Lealdade, Bairro Novo/Casa Caiada e Vida Boa, intercalou suas releituras de frevos como Hino dos Batutas de São José (João Santiago), É de Fazer Chorar (Luiz Bandeira) e De Chapéu de Sol Aberto (Capiba).

Um dos maiores nomes da nova geração da chamada cena musical pernambucana, o cantor e compositor Almério, natural de Altinho (Agreste), subiu ao palco com todo o impacto visual que lhe é peculiar. "Eu não vim só cantar. Vim brincar Carnaval", anunciou. Como também lhe é de praxe, o músico deu seu recado sobre a importância do respeito à mulher, às pessoas negras e LGBTQIAPN+ e aos povos originários em meio a um repertório autoral, que também é cantado pelo Brasil por grandes nomes da MPB, misturando com sucessos de Alceu Valença, Rita Lee, Johnny Hooker, Otto, Raphaela Santos e Martins.

Prata da casa, o cantor Renatto Pires, filho pródigo do bairro de Rio Doce (Olinda), comemorou oito anos de participação no Carnaval da cidade com um repertório que chamou de "mais maluco". Ou seja: com pura diversão botando o baile para gerar com um mix de frevo e pancadão com direito a releituras de clássicos da MPB.

A reverência, de público e artistas, atingiu o ápice na apresentação de Geraldo Azevedo. Com mais de 60 anos de carreira, o músico nascido em Petrolina (Sertão) revisitou seis décadas dessa infinita experimentação e comunhão da música pop com a cultura popular que foi semeada por sua geração. E tudo em um ritmo alucinante, com arranjos de frevo de rua, como se estivesse em cima de um trio elétrico em pleno desfile do Galo da Madrugada, apenas com um breve respiro numa versão mais lenta que as demais, com a canção Dia Branco. A plateia cantou com o jovem agora octogenário e o saudou o tempo inteiro.

A noite encerrou com o fenômeno João Gomes. Natural de Serrita (Sertão), 22 anos de idade, ele é a prova de que aquela semente da geração de Geraldo foi bem plantada. Craque do piseiro e do forró moderno, João Gomes entrou no palco acolhido pela bandeira de Pernambuco e cantando A Praieira, de Chico Science. Em meio a seu repertório mais contemporâneo, rendeu tributo a Alceu Valença (Anunciação) e ao forró mais tradicional de Luiz Gonzaga (Numa Sala de Reboco, com Zé Marcolino; e Sabiá, com Zé Dantas) e Accioly Neto (Espumas ao Vento). Uma prova irrefutável de que, mesmo diante de tantas transformações ao longo do tempo, a cultura popular e a música pernambucana caminham juntas de uma forma sólida e conceitual. Evoé!

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Campanha da Fraternidade é lançada com tema "Fraternidade e Ecologia Integral"


Evento reuniu autoridades políticas e religiosas (Priscilla Melo/ DP Foto)

Na tarde desta quarta-feira (5), a Arquidiocese de Olinda e Recife iniciou as celebrações da quaresma com a realização da Missa de Cinzas e o lançamento da Campanha da Fraternidade deste ano. A cerimônia aconteceu na comunidade da Ilha de Deus, na Zona Sul do Recife, e contou com a presença de autoridades políticas e religiosas, como o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, a governadora Raquel Lyra, o prefeito João Campos e os deputados federais Pedro Campos e Tábata Amaral.

Em 2025, a campanha tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral”. “Todas as crises climáticas, todos os problemas ambientais têm impacto direto na vida da população. Como isso impacta diretamente a vida dos cidadãos, os poderes públicos também têm responsabilidade sobre essa reflexão. Os poderes públicos coordenam aquilo que nós produzimos, como produzimos, como trabalhamos e também para onde vai o lixo que produzimos”, afirmou Dom Paulo Jackson.

O arcebispo ressaltou a escolha da Ilha de Deus para a realização da missa e do lançamento da campanha. Dotada de forte tradição pesqueira, a comunidade fica localizada em um estuário repleto de manguezais. “O mangue brota da terra, faz a purificação da vida e é um dos maiores vetores de purificação. A produção de gás limpo faz com que a natureza ressuscite. Assim, apesar de vermos o lixo sendo trazido pelos nossos rios, também vemos a vida brotando no verde dos manguezais”, acrescentou.

O prefeito João Campos também destacou a realização do evento na comunidade. “A Ilha, quem mora e conhece bem, sabe que tem uma história muito próxima à história de meu pai. Ele veio aqui, no primeiro dia como governador do estado, e construiu junto com a comunidade sua urbanização. Agora, a gente pode ver mais uma Campanha da Fraternidade sendo lançada com o tema da Ecologia Integral, que é a ecologia que está perto da vida do planeta, mas principalmente da vida das pessoas. E aqui é um exemplo disso”, disse.

Por sua vez, a governadora Raquel Lyra destacou a atualidade da temática ambiental. “Fala muito sobre o tempo em que a gente está vivendo, de muitas lutas e guerras no mundo inteiro, ao mesmo tempo em que não estamos conseguindo cuidar direito da nossa casa. A gente tem a concepção plena de que só vai ter justiça de verdade no momento em que justiça ambiental e justiça social estiverem aliadas. o que se lança nesse momento é uma possibilidade de a gente trabalhar a formação de uma consciência cidadã”, enfatizou.

Deputada Socorro Pimentel declara apoio a Izaías Régis para Mesa Diretora da Alepe

 

Foto: Divulgação

A deputada estadual Socorro Pimentel, líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, declarou apoio ao deputado Izaías Régis para ocupar uma cadeira na Mesa Diretora da Alepe. Eleito como 4º secretário, o deputado Alberto Feitosa renunciou ao posto para assumir a presidência da Comissão de Justiça e com isso, uma eleição suplementar deve acontecer na próxima semana.

Para Socorro Pimentel, o nome de Izaías Régis é uma unanimidade na Casa para assumir a vaga em aberto. “ Um nome de consenso, do quilate de Izaías, só tratará benefícios à unidade da Casa, a qual devemos buscar de forma incessante. Um deputado experiente, amigável, bem quisto pelos pares e que só irá somar à Mesa Diretora da Alepe. Izaías Régis tem o meu apoio e também o aval da nossa governadora”, declarou.

INOVAÇÃO: Câmara de Vereadores de Garanhuns vai ter Leitor Facial


A Câmara de Vereadores de Garanhuns passará a utilizar Catracas com Leitor Facial para registrar o acesso de visitantes àquele Poder. Os equipamentos também serão dotados de software para garantir a identificação daqueles que adentrarem ao Poder.

A informação consta do Diário Oficial, que registra uma Dispensa de Licitação homologada pelo Presidente da Casa, o vereador Johny Albino (PSB). Segundo o texto, a aquisição custará R$ 32 mil reais ao Legislativo Garanhuense.

Durante a presidência de Johny Albino, no biênio 2021/2022, também foram viabilizados investimentos no funcionamento da Casa Raimundo de Moraes.

Destaque para a ampliação e instalação de coberta no estacionamento; a reforma da Sala das Comissões e a criação de um Painel Histórico, que traz informações de todas as Legislaturas e de todos os Vereadores que integraram a Câmara de Garanhuns. (Com informação do Blog do Carlos Eugênio)

O que abre e o que fecha nesse feriado desta quinta-feira


Comemorada nesta quinta (06), a Data Magna de Pernambuco, reverencia a Revolução Pernambucana de 1817, um movimento libertário que garantiu a independência do estado em relação a Portugal. O feriado foi instituído em 2017 através de uma Lei Estadual, que estabelece o dia 06 de março como feriado civil em todo território pernambucano.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista de Garanhuns (Sindlojas), acordaram que o comércio poderá abrir suas portas. O colaborador que desempenhar sua função nesta quinta, deverá ter direito a uma folga em uma data a ser combinada entre comerciante e comerciário. A decisão da abertura leva em consideração também, o fechamento das lojas devido ao carnaval.

BANCOS E FEIRA LIVRE

Já as instituições bancárias estarão fechadas, seguindo uma decisão do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. O funcionamento na Quarta-feira de Cinzas (05), será de 12h às 17h. A Feira Livre da Oliveira Lima, em Heliópolis, não será realizada. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (SDRMA).

Ciranda, coco de roda, frevo e brega consolidam palco Pernambuco Meu País no Recife

Espaço promoveu 33 atrações durante sete dias de programação no jardim do Museu Cais do Sertão com destaque para a cultura popular

Foto: Morgana Narjara

Consagrando-se como o polo mais democrático em linha reta da folia momesca e reluzindo o ouro da cultura popular, o palco Pernambuco Meu País, iniciativa pioneira do Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), jogou luz e fez brilhar artistas dos quatro cantos do Estado. No balanço da ciranda, na pisada do coco de roda, na energia do frevo e na malemolência do brega, o que se viu foi pura alegria e celebração das expressões artísticas mais ancestrais de Pernambuco. O público pôde se esbaldar durante os sete dias de programação do polo instalado no jardim do Museu Cais do Sertão, no Recife Antigo, que entre os dias 21 e 23 de fevereiro, e de 28 de fevereiro a 04 de março, levou 33 atrações referenciadas nos mais diversos ritmos que fazem o nosso Carnaval ser desejado pelo mundo inteiro. Mostrando que o acesso à cultura é direito de todas as pessoas, o palco Pernambuco Meu País do Recife fez a cabeça de crianças, jovens e idosos, com canções das mais clássicas até hits atuais adaptados ao frevo, colocando dança no corpo do folião e alargando ainda mais o amor pelo Carnaval.

O último dia do palco no Recife, essa terça-feira (04 de março), teve início logo com um Patrimônio Vivo de Pernambuco. João Limoeiro, cujo título inspirou a criação do Festival de Ciranda João Limoeiro, realizado em Carpina, município da Zona da Mata Norte do Estado, deu o start na folia com o melhor da ciranda pernambucana. "Patrimônio Vivo é uma história, anos de arte e convivência na cultura com ciranda, maracatu, caboclinho. Para mim é um orgulho estar aqui no palco Pernambuco Meu País. Agradeço muito ao Governo, me sinto muito feliz em estar participando deste momento", testemunhou o mestre João Limoeiro.

Em seguida foi a vez do coco de roda convidar todo mundo a se mexer. Juninho do coco, que inclusive já havia participado do projeto Pernambuco Meu País no ano passado, quando se apresentou com o Coco do Pneu em Serra Negra, no Agreste de Pernambuco, transmitiu toda energia ao lado da sua família de axé e de vivência, como ele mesmo apresentou o grupo, representando bem o coco de Amaro Branco de Olinda, onde nasceu e se criou. "Para mim foi maravilhoso sair da periferia pra cidade grande mostrar o nosso trabalho, o coco de praia e o coco de terreiro, com esse pessoal maravilhoso que vem me acompanhando. E eu espero que seja uma abertura de portas para que o coco de roda seja ainda mais conhecido no Carnaval, pois a gente precisa ocupar cada vez mais esses palcos grandes", disse Juninho.

Larissa Lisboa subiu ao palco na sequência cantando "Tigresa" em frevo, um clássico de Caetano Veloso. "Vampira" de Jota Michilis, "Feira de Mangaio" de Sivuca, "Lamento Sertanejo" de Dominguinhos e Gilberto Gil, Frevo Nº 2 do Recife de Antônio Maria e "Festa do Interior" de Moraes Moreira foram cantadas em melodias de forró e frevo de bloco. A lua nova já pintava no céu quando Larissa engatou na lambada clássica "Chorando Se Foi", a qual levou muitos casais a dançarem agarradinhos. A partir daí o puro suco dos hits nostálgicos embalou o público apaixonado, com "Timidez" de Cavalo de pau e "Me Usa" de Magníficos. O Hino do Elefante de Olinda tocado no instrumental deu uma pausa no romance, mas logo em seguida a cantora nascida no bairro da Mustardinha, no Recife, voltou com a proposta de misturar tudo e mais um pouco, cantando o melhor do brega na versão frevo de bloco, com "Alvejante" de Priscilla Senna, "Diário" e "Ânsia" da Companhia do Calypso, "Dizem Que Sou Louca" de Renato Moreno, versionista oficial da música da Thalia no Brasil, "Se Eu Pudesse Apertar Um Botão" da banda Solteirões do Forró.

Entregando muita simpatia e interação, durante o show Larissa tirou selfies com foliões na beirinha do palco, até que não se conteve e foi literalmente pra galera, descendo pra cantar e frevar na pista nos momentos finais do show, que por sinal foi bastante enaltecido pelo público. "Eu estou muito feliz, cantar hoje especificamente no encerramento é uma alegria enorme pra mim. Estou muito honrada. É uma novidade do Governo no Carnaval e sei que é muito importante e eu acho que é mais uma forma da gente conseguir mostrar o trabalho da gente para públicos diferentes", expressou Larissa.

A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério com Maestro Forró e convidados foi a última atração da noite, convidando o público a ir se despedindo do Carnaval no melhor estilo e com aquelas "pedradas" do frevo raiz. O convidado Ed Carlos iniciou os trabalhos puxando clássicos do renomado mestre Capiba, como "De Chapéu-de-sol Aberto", "Oh Bela!", "Trombone de Prata" e "Frevo e Ciranda", abrindo cirandas que abrilhantaram ainda mais a última noite do palco Pernambuco Meu País no Carnaval do Recife. O cantor desceu pra cantar no meio do povo entoando mais clássicos cirandeiros, como "Quem Me Deu Foi Lia" do compositor Antônio Baracho, em uma grande celebração que representou bem a essência do projeto cultural do Governo, seguir de mãos dadas e em roda com os artistas da cultura popular pernambucana.

O show continuou com o tão aguardado Maestro Forró e não precisa dizer que os foliões foram à loucura em doses apoteóticas. "Pra tirar coco" de Messias Holanda, "Morena Tropicana" de Alceu Valença e até o clássico de Geraldo Vandré "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores", esse em ritmo de reggae, fizeram parte do repertório do maestro e cantor Forró. A temperatura subiu com a convidada ilustre Ylana Queiroga, que além de outros clássicos do frevo fez homenagem à matriarca Nena Queiroga cantando "Chuva de Sombrinhas", uma parceria com André Rio. A cantora Gabi da Pele Preta, também convidada de peso, brilhou entoando "Frevo Mulher" de Zé Ramalho e outras canções.

E, por fim, após o público chegar ao ápice do fervor com hits de Chico Science, Maestro Forró com seu jeitinho eletrizante de ser virou de ponta-cabeça regendo a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério por um ângulo diferente, de cabeça para baixo e coração pulsante lá no alto, mostrando que o Carnaval de Pernambuco é puro êxtase. "A energia da galera aqui no palco Pernambuco Meu País foi maravilhosa. A expectativa estava super alta, eu estava querendo muito cantar nesse palco e pude constatar a energia de toda galera", destacou Maestro Forró.

Suzana Rodrigues e José Menezes, casal que há 12 anos brinca o Carnaval com a vestimenta da bandeira de Pernambuco da cabeça aos pés, expressa a alegria de estar no palco Pernambuco Meu País: "Eu achei muito cultural e muito diferente. É incrível como crianças e adultos interagem, e isso é muito bom. É um ótimo sinal quando criança gosta, quando a gente sabe que o Carnaval vai se perpetuar e ser uma coisa muito bonita. O Governo está de parabéns com a iniciativa desse palco lindo", ressaltou Suzana. "Nós brincamos todas as festas, mas o Carnaval é especial porque a gente se veste da bandeira de Pernambuco que para nós é a mais bonita da Federação. E eu estou amando o palco, está muito organizado e bonito, muitas crianças e pessoas idosas, é um espaço inclusivo", destacou José.

Cacau de Paula, secretária de Cultura de Pernambuco, comemora a receptividade do público que compareceu no jardim do Museu Cais do Sertão: "O palco do 'Pernambuco Meu País no Carnaval - Recife' foi uma grande oportunidade para a cultura popular pernambucana. Com o objetivo de proporcionar mais espaço aos nossos fazedores de cultura, enaltecer nossas tradições e fomentar a formação de plateia, o palco foi cenário de importantes momentos aos pernambucanos e aos turistas que frequentaram o Recife Antigo durante o período da tarde neste Carnaval. Como está sendo a primeira edição, o público foi se familiarizando com o novo espaço e prestigiando cada dia mais os nossos artistas, confirmando que nosso esforço e trabalho em prol do fortalecimento da nossa cultura é algo que faz total sentido e precisa continuar".


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quarta-feira, 5 de março de 2025

O que é a quarta-feira de Cinzas?

Para católicos praticantes, a quarta-feira de Cinzas é uma celebração rica em significado e necessária para a preparação rumo à Páscoa, 40 dias mais tarde.

Por BBC


'Quarta de Cinzas', aquarela de Julian Fałat, feita no século 19. — Foto: Domínio público

Tradicionalmente, é a data que marca o fim da folia e o início de um tempo de recolhimento — como se fosse necessária uma fronteira entre a festa da carne e o período de penitência chamado de quaresma.

Para católicos praticantes, a quarta-feira de Cinzas é uma celebração rica em significado e necessária para a preparação rumo à Páscoa, 40 dias mais tarde.

Nas missas, há um momento em que o padre e seus ministros abençoam cada um colocando um pouquinho de cinzas sobre a cabeça ou fazendo uma cruz na testa. Há duas possibilidades de frase a serem ditas neste momento, cabendo ao sacerdote decidir.

“Convertei-vos e crede no Evangelho” é um lembrete da necessidade cristã de mudança de vida, de abrir mão dos prazeres em prol de uma experiência mais próxima de Deus; “Das cinzas vieste, às cinzas retornarás” recorda a brevidade da vida.

“As duas possibilidades são válidas porque esses são os dois sentidos principais das cinzas”, afirma à BBC News Brasil o vaticanista Filipe Domingues, vice-diretor do Lay Centre, em Roma, e professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, também em Roma.

“Esse dia nasceu como uma manifestação de devoção popular entre os séculos 3º e 4º. Os cristãos, nesse dia, para se prepararem para a quaresma, impunham sobre si as cinzas em sinal de penitência pública”, explica à reportagem a vaticanista e historiadora Mirticeli Medeiros, pesquisadora de História do Cristianismo na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Para o historiador, teólogo e filósofo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, a celebração surgiu “nas comunidades cristãs primitivas” como referência ao início do período de preparação para a Páscoa.

“Nasce junto com esse costume de se guardar os 40 dias do que chamamos de quaresma”, diz ele, à BBC News Brasil. “É um período que marca momentos de reflexão, de arrependimento, de renovação espiritual.”

O rito foi oficializado na liturgia pelo para Gregório Magno (540-604), na virada do século 7º. “Foi chamada por ele de ‘capite ieiunii’, ou seja, o dia em que se começava o jejum”, pontua Medeiros.

A pesquisadora conta que, conforme relatos antigos, no início a cerimônia era realizada em Roma sempre “em silêncio” e pessoalmente pelo papa, “que organizava uma procissão nos arredores da Basílica de Santa Anastácia e Santa Sabina”.

Quarta-feira de Cinzas: feriado, dia útil ou ponto facultativo?

Papa Gregório, em imagem pintada por Francisco de Zurbarán. — Foto: Domínio público

Referências bíblicas


'Quarta-Feira de Cinzas. , óleo sobre tela feita pelo pintor Karl Spitzweg, no século 19 — Foto: Domínio público

“As cinzas carregam duas simbologias. A primeira é a ideia da efemeridade da vida, do fato de que quando Deus disse [no Antigo Testamento] de que das cinzas viemos e às cinzas voltaremos, era para lembrar que o ser humano é pequeno diante da grandeza de Deus”, contextualiza Domingues.

“A segunda questão é a do arrependimento, da penitência. Aí é uma leitura cristã, já do Novo Testamento, porque Cristo, segundo os evangelhos canônicos questionou algumas tradições do mundo judaico […], o legalismo de alguns doutores da lei. [Nesse contexto], no período da quaresma ele começa com essa reflexão interna da importância do arrependimento, da penitência, de reformular o que nós somos e como estamos vivendo”, afirma Domingues.

Assessor da Comissão dos Movimentos Eclesiais da Diocese de Itabira, em Minas Gerais, o padre Eugênio Ferreira de Lima lembra à BBC News Brasil que inúmeras referências bíblicas baseiam esse costume litúrgico. “Nelas, o uso das cinzas aparece tanto para a purificação e a penitência quanto para lembrar a relatividade da vida”, interpreta ele.

No livro do Gênesis, o primeiro do Antigo Testamento, há a reprodução de um diálogo que Deus teria tido com Adão explicando a ele como seria a vida fora do Éden. “No suor do teu rosto comerás o pão, até voltares ao solo, pois dele foste tirado. Sim, és pó e ao pó voltarás”, diz o versículo.

Mais adiante, no mesmo livro, há uma passagem em que Abraão afirma “vou ousar falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza”.

Já no livro de Jó, um versículo orienta “repetis à exaustão máximas de cinza, torres de argila são vossas defesas”. No segundo livro de Samuel, diz-se que “Tamar tomou cinza e derramou sobre a cabeça, rasgou sua túnica de princesa, pôs as mãos na cabeça e afastou-se gritando”.

“Ele se agarra à cinza, seu coração enganado o desvia: ele não se verá libertado”, lê-se em Isaías.

“E também como sinal de arrependimento, em [no livro de] Jonas, o povo se veste de cinzas, cobre a cabeça de cinzas em sinal de arrependimento e penitência”, comenta o padre Lima. “Eles proclamaram um jejum e se vestiram de sacos, desde os grandes até os pequenos […]. Ele se levantou do trono, tirou o manto real, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza”, diz o trecho bíblico.

No livro dos Números, está escrito que “para este homem impuro, tomar-se à cinza do brasileiro do sacrifício pelo pecado”.

O sacerdote explica que, no Novo Testamento, há relatos que associam passagens de Jesus à simbologia das cinzas. Quando ele lamenta sobre as cidades da Galileia que não se renderam à sua palavra, diz que “cobertas de saco e cinza, elas se teriam convertido”, segundo narração do Evangelho de Mateus.

Na carta aos Hebreus, diz-se que “a cinza de novilha esparzida sobre os seres maculados os santificam, purificando-lhe os corpos”.

“Ou seja, as cinzas são o convite que a Igreja faz para refletirmos sobre a brevidade e a relatividade de nossa vida aqui na Terra, dizendo o que realmente somos: humanos que vamos morrer”, pontua o padre.

“Somos chamamos a entrar nesse tempo da quaresma dedicando mais tempo para a palavra da Deus e para abrir o coração e perceber a presença do Cristo no meio de nós: o Cristo que passa fome, que é torturado, que é injustiçado, que tem necessidade de roupa, de casa, de comida.”

“É uma simbologia muito bonita”, comenta o teólogo Moraes. “Marca o início de um período que conclama ao autoexame, à autorreflexão, à busca por uma renovação espiritual.”

Do que são feitas


Fronte com a cruz feita de cinzas em missa de Quarta-Feira de Cinzas. — Foto: Jennifer Balaska/ Wikimedia Commons/ Dominio público

Segundo a tradição católica, as cinzas utilizadas nessa missa de Quarta-Feira que marca o início da quaresma são obtidas a partir da queima de um produto de outra missa, realizada no ano anterior.

“Pela práxis oficial, as cinzas provêm das folhas do domingo de Ramos, celebrado no ano precedente. Acrescentam a elas agua benta e incenso”, diz a historiadora Medeiros.

Domingues vê também simbologia nessa origem do material. “Eles queimam os ramos usados na liturgia do ano passado e essas cinzas são guardadas para o ano seguinte. Isso mostra o ciclo da liturgia e da vida cristã, que nunca acaba, fecha um ciclo e começa outro”, acrescenta ele.

Padre Lima conta que funciona assim: “uma quantidade razoável daqueles ramos bentos no Domingo de Ramos é guardada, conservada e queimada para se transformar nas cinzas que, depois, são abençoadas na missa e, no momento certo do ritual da Quarta de Cinzas, todos os fiéis são convidados a se apresentarem para serem assinalados com elas”.

Ele enfatiza que o momento não é de ânimo negativo. “Não é tristeza. É penitência, é conversão, é mudança de vida. É preciso lembrar isso”, comenta.

Outras igrejas cristãs

De acordo com o teólogo e professor Moraes, a tradição da Quarta-Feira de Cinzas não foi incorporada pelas igrejas protestantes e evangélicas.

“As igrejas do protestantismo histórico, algumas são mais litúrgicas, outras menos. Todas reconhecem o período da Páscoa e, portanto, o período que a antecede, esses 40 dias da quaresma. Mas varia de intensidade [conforme a denominação religiosa]. Numa igreja litúrgica, às vezes o pastor cita que iniciamos o período da quaresma, algumas igrejas usam cores específicas”, conta.

“Já as evangélicas pentecostais e neopentecostais geralmente são muito pouco litúrgicas, é um espontaneísmo muito grande então dificilmente você vai encontrar uma valorização desse período de tempo em relação à observância da quaresma”, acrescenta ele.

Moraes afirma que, em geral, os cristãos não católicos não têm nenhum ritual próprio para a Quarta-Feira de Cinzas.

Lula avalia Boulos para ministério

           

Folha de São Paulo - A nomeação de Gleisi Hoffmann (PT) para a articulação política acendeu o debate sobre o novo titular da Secretaria-Geral da Presidência, vaga para a qual a petista já esteve cotada. O presidente Lula (PT) avalia o nome do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para o cargo, caso deseje substituir Márcio Macêdo, também do PT.

De acordo com interlocutores do presidente, Lula já mencionou em conversas o nome de Boulos, seu candidato à Prefeitura de São Paulo no ano passado. Liderança do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Boulos ocuparia a pasta responsável pela interlocução com movimentos sociais.

Atual ocupante da função, Macêdo foi tesoureiro da campanha de Lula à presidência em 2022. Por seu perfil aguerrido, Boulos se enquadraria em um dos critérios que levaram à escolha de Gleisi para a Secretaria de Relações Institucionais: a disputa política. Procurado pela Folha, Boulos não respondeu.

Outro nome lembrado para a Secretaria-Geral é o do advogado Marco Aurélio Carvalho. Coordenador do grupo de advogados Prerrogativas, que é alinhado ao governo, ele foi um dos defensores do presidente durante os processos da Operação Lava Jato. Seu nome foi cotado para a função durante a montagem do governo, em 2022. Como não seria candidato em 2026, poderia permanecer no cargo até o fim do governo.

A nomeação de Boulos, por sua vez, exigiria um xadrez partidário. O PSOL já está à frente do Ministério de Povos Indígenas, com Sônia Guajajara, e auxiliares apontam que ocupar duas pastas não seria proporcional ao tamanho do partido.

Além disso, há hoje um segmento do PSOL que é mais crítico ao governo e defende um distanciamento do Palácio do Planalto.

Uma das possibilidades aventadas seria a filiação de Boulos ao PT –algo para o que seus aliados vêm pressionando-o já há algum tempo.

A mudança na Secretaria-Geral é uma das esperadas da reforma ministerial, que começou com duas trocas nas últimas semanas. A ministra Nísia Trindade foi substituída na Saúde por Alexandre Padilha (PT). Ele comandava as Relações Institucionais, pasta da articulação política, que ficará sob o comando de Gleisi.

O nome da presidente do PT era um dos que circulavam para a Secretaria-Geral, assim como os dos deputados federais José Guimarães (PT-CE) ou e Paulo Pimenta (PT-RS). Essa pasta não é alvo do centrão, diferentemente da Secretaria das Relações Institucionais, para qual reivindicava um nome do MDB, do PP ou do Republicanos.

Filiação da governadora Raquel Lyra ao PSD já tem local, data e horário para ser oficializada

Assessoria do presidente do PSD, Gilberto Kassab, confirmou a filiação da governadora ao partido na próxima segundar (10) no Recife Expocenter, às 18h55

Hesíodo Goés/Secom/Divulgação

A assessoria do presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, confirmou a filiação da governadora de Pernambuco ao partido na próxima segunda-feira, dia 10 de março, O evento acontecerá no Recife Expocenter, às 18h55 (alusão ao número do partido).

A mudança vinha sendo especulada há meses, com o PSD sendo o principal pretendente. O MDB chegou a fazer uma proposta à governadora, que foi rejeitada. A confirmação da escolha pelo PSD se deu após a governadora admitir sua insatisfação com o PSDB, partido pelo qual foi eleita para o executivo estadual e, por duas vezes, prefeita de Caruaru. Ao tornar pública a sua insatisfação, Raquel Lyra alegou que o partido teria “diminuído de tamanho”.

Outro fator que pesou para a decisão foi o fato de os tucanos se posicionarem como oposição ao governo Lula, de quem tenta se aproximar, até para neutralizar um possível apoio do presidente da República uma eventual candidatura do prefeito João Campos. Com a filiação de Raquel ao PSD, Lula passa a contar com possíveis dois palanques em Pernambuco, como aconteceu em 2006, quando Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco, disputando a eleição com o hoje senador Humberto Costa (PT).

PP de Eduardo da Fonte, vira refúgio para políticos em busca de mandatos nas eleições de 2026

Do Blog de Alberes Xavier

O Partido Progressista (PP) de Pernambuco, liderado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, tem se consolidado como uma alternativa atraente para políticos que almejam disputar cargos eletivos nas eleições de 2026. A crescente insatisfação dentro de outras legendas, especialmente no Partido Liberal (PL), tem levado figuras políticas a considerar o PP como uma nova casa política.

No PL, um conflito interno significativo envolve o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira. Ambos aspiram à candidatura ao Senado Federal em 2026, mas a estratégia do partido é lançar candidatos únicos ao Senado no Nordeste, o que tem gerado divergências. Gilson Machado Neto expressou descontentamento com a falta de repasse de verbas para sua campanha, caracterizando a situação como uma “asfixia” dentro do partido. Ele também destacou que a articulação política em Pernambuco está sob a liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando uma possível influência na sua decisão de permanecer ou não no PL.

Diante desse cenário, o PP surge como uma alternativa viável para políticos descontentes. Nacionalmente presidido pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Bolsonaro, o partido pode oferecer a Gilson Machado Neto e outros insatisfeitos uma nova plataforma para suas candidaturas. O deputado estadual Alberto Feitosa já declarou que seguirá Gilson Machado Neto para qualquer partido que ele decidir se filiar, reforçando a possibilidade de uma migração em bloco de aliados.

Em Pernambuco, Eduardo da Fonte tem fortalecido a legenda, ampliando sua presença no estado. Nas eleições municipais de 2024, o PP quase dobrou o número de prefeituras sob seu comando, passando de 16 para 30, o que demonstra sua crescente influência política.

Deputado Izaías Régis garantiu que vai disputar as eleições em 2026.

 Do blog do Carlos Eugênio

O deputado Estadual Izaías Régis (PSDB) deve passar a integrar a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Régis será candidato único e deve assumir a 4ª Secretaria em eleição prevista para acontecer logo após o recesso do Carnaval. 

“Fui convidado pelo presidente Álvaro Porto e pelo PL, que abriu mão da vaga da 4ª Secretaria na Mesa Diretora, da qual serei candidato único dessa vaga.  Se Deus quiser voltarei a fazer parte da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e isso vai ser muito importante”, destacou Izaías, que já exerceu a função de Vice-presidente da ALEPE em legislaturas passadas.

ELEIÇÕES 2026 – Além da possibilidade de voltar a integrar a Mesa Diretora da Casa de Joaquim Nabuco, Régis descartou deixar a vida pública no próximo ano e garantiu que vai disputar as eleições em 2026.

“Vou disputar a eleição. Quero estar na Assembleia pela quinta vez”, destacou o Deputado, que deve estar em Garanhuns na próxima semana e já trabalha na conquista de novas bases eleitorais no Agreste Meridional e no Sertão Pernambucano.