Com informações do Estadão – Em meio a um cenário político polarizado, uma nova pesquisa revela um sentimento crescente entre eleitores: a exaustão com os dois principais líderes da última eleição. Tanto Lula quanto Bolsonaro são vistos com descrença e críticas severas, enquanto novas lideranças ainda lutam para ganhar reconhecimento. Com a eleição de 2026 no horizonte, a insatisfação generalizada sinaliza uma possível mudança no tabuleiro político, mas a falta de figuras de destaque deixa o futuro incerto.
Pesquisa
Durante a pesquisa, os participantes foram expostos a imagens de possíveis presidenciáveis. Ao ver a foto de Lula, não demoraram a associá-lo a termos como “cansado”, “decepção”, “ladrão”, “exausto” e “aposentado”. Já ao ver Bolsonaro, as críticas seguiram um caminho diferente, mas não foram menos duras. Entre as palavras usadas estavam “arrogante”, “prepotente”, “autoritarismo”, “despreparo”, “irresponsável”, “psicopata”, “despreparado” e “preconceituoso”.
Mesmo tendo escolhido lados opostos na última eleição, esses eleitores concordam em um ponto: tanto Lula quanto Bolsonaro deveriam dar espaço para novas lideranças – e já passou da hora de ambos se aposentarem da política.
Apesar da insatisfação generalizada, a pesquisa revela que a eleição de 2026 ainda está longe do radar desses eleitores. Quando apresentados a outros nomes da política nacional, a maioria nem sequer reconheceu figuras como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) é um dos poucos nomes da direita lembrados espontaneamente como opção para a Presidência.

Alternativas
Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ser governador de São Paulo, é amplamente reconhecido. Embora sua gestão não desperte grande entusiasmo, muitos o consideram uma opção mais viável do que Lula e Bolsonaro. Sua administração é avaliada como regular, mas a violência policial é vista como um problema até mesmo entre eleitores de Bolsonaro. Quando questionados sobre suas ações, os participantes não conseguem citar projetos específicos, e alguns nem sequer lembram se votaram nele.
Eduardo Bolsonaro, citado como um possível sucessor natural do pai, não causa boa impressão. Para a maioria, o deputado licenciado é apenas uma cópia, um “Bolsonaro 2”, carregando o mesmo discurso radical e preconceituoso do ex-presidente.
Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, apesar das dúvidas sobre sua independência – alguns acreditam que ela seria manipulada –, deixa uma impressão mais positiva. Além de agradar aos bolsonaristas, também desperta simpatia em uma eleitora evangélica que votou em Lula. No fim, o grupo sugere que Michelle parece ter mais potencial eleitoral do que Eduardo.
Do lado do governo atual, as opções apontadas foram o vice-presidente Alckmin e o ministro da Fazenda, Haddad.
O ex-governador de São Paulo agrada parte do grupo como candidato ao governo federal, especialmente entre eleitores de Lula, mas alguns avaliam que ele estaria “velho” para a posição. Outros falam que Alckmin tem poucas marcas de gestão. Ainda, a maioria acredita que poderia ser um candidato mais interessante do que Lula.
A respeito de Haddad, ele é o primeiro nome lembrado quando o grupo é questionado sobre o quadro ministerial do governo. Um eleitor identificado com a esquerda elogia a reforma tributária, mas o ministro é majoritariamente relacionado às taxas. Alguns eleitores de Bolsonaro admitem que o petista é uma pessoa estudada e com “carreira”, o que agrada o grupo. Ele é visto como “preparado” e um sucessor possível para o presidente.
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