terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A ausência calculada de João e a ocupação estratégica de Raquel


Do 
Blog Do Elielson - A volta dos trabalhos legislativos em Pernambuco expôs, mais uma vez, que, na política, o gesto pesa tanto quanto a palavra.

Enquanto a Câmara do Recife reabria suas atividades sem a presença do prefeito João Campos, a governadora Raquel Lyra escolheu marcar território na Assembleia Legislativa, ocupando espaço e emitindo sinais.

João optou por não ir pessoalmente à Câmara e enviou um secretário como porta-voz. Oficialmente, agenda em Brasília. Politicamente, uma escolha que soa como tentativa de reduzir a exposição em um momento de ambiente hostil, com tensão crescente no Legislativo municipal e temas sensíveis no ar. Ausência, nesse caso, não é descuido: é estratégia defensiva.

Raquel fez o movimento oposto. Ao priorizar a Assembleia, reforçou a imagem de governadora presente, institucional e disposta ao diálogo. Seu discurso, focado em confiança nas instituições, estabilidade e união, dialoga diretamente com o cenário de embate entre Estado, Prefeitura do Recife e parte da própria Alepe. É uma forma de se colocar acima da briga direta, mas sem abrir mão do protagonismo.

No pano de fundo, está a mensagem enviada por João por meio do secretário: defesa da gestão, normalidade administrativa e disposição para seguir governando apesar das turbulências. Já Raquel trabalha para fixar a ideia de comando, previsibilidade e controle político.


Em resumo: João escolhe preservar-se, e fugir para Sampa e Brasília. Raquel escolhe ocupar. Dois movimentos distintos, com o mesmo objetivo: sobreviver e se fortalecer em um tabuleiro que já começa a desenhar 2026. Na política pernambucana, até a cadeira vazia comunica.

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