Do Blog Do Elielson - A volta dos trabalhos legislativos em Pernambuco expôs, mais uma vez, que, na política, o gesto pesa tanto quanto a palavra.
Enquanto a Câmara do Recife reabria suas atividades sem a presença do prefeito João Campos, a governadora Raquel Lyra escolheu marcar território na Assembleia Legislativa, ocupando espaço e emitindo sinais.
João optou por não ir pessoalmente à Câmara e enviou um secretário como porta-voz. Oficialmente, agenda em Brasília. Politicamente, uma escolha que soa como tentativa de reduzir a exposição em um momento de ambiente hostil, com tensão crescente no Legislativo municipal e temas sensíveis no ar. Ausência, nesse caso, não é descuido: é estratégia defensiva.
Raquel fez o movimento oposto. Ao priorizar a Assembleia, reforçou a imagem de governadora presente, institucional e disposta ao diálogo. Seu discurso, focado em confiança nas instituições, estabilidade e união, dialoga diretamente com o cenário de embate entre Estado, Prefeitura do Recife e parte da própria Alepe. É uma forma de se colocar acima da briga direta, mas sem abrir mão do protagonismo.
No pano de fundo, está a mensagem enviada por João por meio do secretário: defesa da gestão, normalidade administrativa e disposição para seguir governando apesar das turbulências. Já Raquel trabalha para fixar a ideia de comando, previsibilidade e controle político.

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