No meio politico a expressão representa o movimento que leva adversários a mudar rapidamente de posição quando os ventos sopram do lado contrário
Por TEREZINHA NUNES

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco - Reprodução Blogdellas
No mundo político é comum se batizar de “virada de chave” o movimento que leva adversários a mudar rapidamente de posição quando os ventos sopram do lado contrário. Foi mais ou menos isso que aconteceu na Assembleia Legislativa esta terça-feira quando os deputados Alberto Feitosa e Antonio Coelho, presidentes das comissões de Justiça e Administração, dois dos mais ferrenhos adversários da governadora Raquel Lyra, colocaram em votação em suas comissões os vetos da governadora à Lei de Diretrizes Orçamentárias que estavam engavetados há meses, impedindo que fossem ao plenário onde o Governo tem maioria.
Até o momento não se tem certeza, mas os movimentos de Feitosa e Antonio pareceram jogada ensaiada. Na Comissão de Justiça, Feitosa designou por vontade própria o deputado estadual João Paulo Silva, da bancada do Governo, relator do projeto a respeito dos vetos da governadora Raquel Lyra às emendas da oposição à Lei de Diretrizes Orçamentárias, o que desagradou os deputados da oposição presentes que reivindicavam a realização de um sorteio como sempre acontece em projetos mais importantes e delicados politicamente.
Já na Comissão de Finanças, o deputado Antonio Coelho realizou uma reunião relâmpago onde só estavam presentes deputados governistas e em um minuto e meio recomendou a aprovação dos projetos do Governo relatados por ele próprio e pôs em votação, aprovando-os por unanimidade. O vice-líder do Governo, deputado Joãozinho Tenório, ainda conseguiu fazer uma brincadeira com Antonio : “está apressadinho, hein?” comentou em meio a gargalhadas dos demais parlamentares.
Nos corredores da Alepe, Coelho comentou com colegas que seu grupo político vai apoiar a governadora Raquel Lyra, deixando no ar o motivo da rapidez com que deliberou antes que os deputados do PSB, que se encontravam na Comissão de Justiça, chegassem à Comissão de Finanças. Na verdade, ontem foi a primeira vez que a Comissão de Finanças fez sua reunião antes do término do encontro da Comissão de Justiça, o que pode ter representado um drible aos socialistas que fazem parte dos dois colegiados e ficaram impedidos de estar presentes às duas reuniões.
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