quarta-feira, 18 de março de 2026

PSD se fortalece e chega a sete deputados estaduais

 

Foto: Divulgação

Por Edmar Lyra

A movimentação política registrada ontem à noite redesenha, com nitidez, o equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra protagonizou um movimento de peso ao filiar sete deputados estaduais ao PSD, consolidando a legenda como um dos principais polos de poder no estado neste início de ciclo eleitoral.

Os deputados Antonio Moraes e Romero Sales Filho, até então vinculados à futura federação União Progressista, foram os primeiros a oficializar a mudança. A eles se somam Débora Almeida, Izaías Régis, Socorro Pimentel, Joãozinho Tenório e Aglaílson Victor, formando um bloco que, a partir de agora, altera significativamente a correlação de forças na Alepe. O ato de filiação, realizado na sede do partido ao lado da governadora, não foi apenas simbólico — foi, sobretudo, estratégico.

Com a chegada desse grupo, o PSD passa a contar com sete deputados estaduais, tornando-se a segunda maior bancada da Casa, atrás apenas do PP, que mantém oito parlamentares. A diferença mínima entre as duas legendas indica que novas movimentações podem ocorrer no curto prazo, especialmente diante da expectativa de uma nova leva de filiações já em articulação.

Entre os nomes esperados para reforçar o partido está o deputado estadual William Brígido, que deverá deixar o Republicanos para disputar a reeleição na Alepe. Sua eventual entrada amplia ainda mais o potencial de crescimento da legenda e reforça a percepção de que o PSD se tornou um dos principais destinos para parlamentares que buscam melhores condições eleitorais.

O movimento também tem desdobramentos para além da Assembleia. A ex-prefeita de Ipojuca, Célia Sales, acompanha a reconfiguração e deixa o PP para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSD. Sua entrada reforça o projeto da legenda de ampliar presença não apenas no Legislativo estadual, mas também na bancada federal, mirando protagonismo em Brasília.

Mais do que um simples rearranjo partidário, a ofensiva liderada por Raquel Lyra revela uma estratégia clara de fortalecimento da base governista. Ao atrair parlamentares com densidade eleitoral e capilaridade regional, a governadora amplia sua margem de governabilidade e, ao mesmo tempo, estrutura uma base mais competitiva para as eleições proporcionais.

Se a tendência se confirmar com novas adesões, o PSD poderá, em pouco tempo, assumir a liderança da Alepe. Mais do que isso, consolida-se como peça central no tabuleiro político estadual, com capacidade de influenciar diretamente os rumos da eleição e do próximo ciclo de poder em Pernambuco

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