O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, deu sinais claros de distanciamento político do prefeito do Recife, João Campos, ao comentar as recentes especulações sobre a formação da chapa para as eleições de 2026 em Pernambuco.
Em declaração ao Blog do Magno, Miguel negou que seu grupo político tenha fechado qualquer indicação para a vice na possível chapa de João Campos. Nos bastidores, circulava a informação de que o deputado estadual Antônio Coelho, seu irmão, poderia ocupar a vaga de vice-governador.
Além disso, Miguel também afirmou desconhecer qualquer acordo que coloque o deputado federal Eduardo da Fonte como candidato ao Senado na chapa liderada por João Campos.
O ex-prefeito foi ainda mais direto ao falar sobre a federação partidária entre União Brasil e Progressistas. Segundo ele, caso Eduardo da Fonte queira disputar o Senado de forma independente, isso só ocorreria sem o aval da federação.
“Só se ele for candidato avulso, porque não terá a minha assinatura como presidente do União Brasil, que integra a federação com o PP”, afirmou Miguel.
A declaração reforça que Miguel Coelho não está disposto a endossar automaticamente movimentos políticos que aproximem a federação do projeto eleitoral de João Campos.
Outro ponto destacado pelo ex-prefeito foi que a única conversa sobre o Senado que ele teve até agora foi diretamente com João Campos, e que ainda aguarda uma definição política.
“A única pessoa com quem tratei de Senado foi com João Campos e estou esperando uma definição. Não tratamos de vice, que não nos interessa”, completou.
Sinal político claro
Nos bastidores da política pernambucana, a fala de Miguel Coelho foi interpretada como um recado direto de independência política. Ao evitar assumir compromisso com a chapa de João Campos e ao afirmar que não assinaria a candidatura de Eduardo da Fonte pela federação, Miguel mostra que pretende manter margem de negociação no cenário eleitoral de 2026.
A movimentação também indica que o tabuleiro político em Pernambuco ainda está longe de uma definição definitiva, com diversas forças políticas avaliando seus caminhos entre os projetos liderados por João Campos e pela governadora Raquel Lyra.

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