Janja participa da 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher na ONU
Do Poder360 – A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, embarcou no domingo (8.mar.2026) para Nova York (EUA), onde participa da 70ª CSW (Comissão sobre a Situação da Mulher) da ONU (Organização das Nações Unidas). A viagem terá pelo menos 5 dias. Foi oficializada por decreto presidencial publicado no DOU (Diário Oficial da União) em 6 de março.
O decreto, assinado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, designa Janja para participar do evento a convite da ministra das Mulheres. A missão na sede da ONU, em Nova York, é de 7 a 14 de março com despesas pagas pelo governo federal. Segundo o gabinete da primeira-dama, porém, a agenda oficial em Nova York vai de 8 a 13 de março.
Quando retornar de Nova York, Janja terá acumulado, desde 2023, 170 dias fora do país. São 23 dias a mais do que Lula esteve no exterior. Foram 36 viagens a 38 países, segundo levantamento do Poder360 feito de 2023 a 2026.
No Instagram, a primeira-dama disse que a CSW é “um dos espaços mais importantes do mundo para discutir nossas vivências e desafios enquanto mulheres”. O evento vai de de 9 a 19 de março.
Janja afirmou que desembarca em Nova York neste domingo (8.mar), Dia Internacional da Mulher. Disse que o encontro reúne governos, organizações e sociedade civil para discutir desafios enfrentados por mulheres e meninas.
A viagem será dias depois de Janja receber um título de uma agência da ONU. Em 4 de março, a primeira-dama foi nomeada “Campeã da Igualdade Social” pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
O reconhecimento foi entregue pelo diretor-geral da organização, Qu Dongyu, e destaca sua atuação em iniciativas de combate à fome.

Janja recebe título de Campeã da Igualdade Social na 39ª Conferência Regional da FAO
JANJA EM NY
A ministra Márcia Lopes (Mulheres) e outras autoridades também integram a delegação: a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Ao todo, 40 servidoras de 17 órgãos do governo federal foram designadas para a missão, conforme publicações no DOU ao longo de março.
Entre os órgãos estão o Ministério das Mulheres, Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda, Ministério do Trabalho e Emprego, Advocacia-Geral da União e instituições como a Universidade de Brasília e a Universidade Aberta do SUS.
Durante a semana, a primeira-dama participará de reuniões e eventos sobre violência de gênero. Na 3ª feira (10.mar), Brasil e México organizam o evento internacional “Feminicídio e os caminhos para seu combate, com transformação cultural e social”. O debate reunirá representantes de diferentes países para discutir políticas de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência contra mulheres.
A ida de Janja à ONU vem no contexto do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro deste ano. O pacto cria um comitê com 12 representantes para coordenar políticas contra o feminicídio. Lula disse que a iniciativa partiu de Janja, depois da primeira-dama se emocionar com a série de casos registrados em 2025.
Não é a 1ª vez que Janja representa o Brasil em fóruns mundiais. Em 2025, ela participou de eventos da FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), em Roma, ao lado do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Durante a agenda, defendeu a criação de sistemas alimentares mais sustentáveis e ações globais de combate à fome.
No mesmo ano, o governo também designou a primeira-dama para representar o Brasil em um seminário internacional na Universidade Sorbonne, em Paris, sobre transição energética, educação ambiental e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ela participou como enviada especial para as mulheres na COP30.
Socióloga formada pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), a primeira-dama trabalhou por mais de 20 anos na Itaipu Binacional. Coordenou projetos de responsabilidade social, sustentabilidade e geração de renda voltados a mulheres e comunidades do entorno da usina.

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