quarta-feira, 11 de março de 2026

Aliança com PT e PSB pode custar caro a Eduardo da Fonte e provocar debandada no partido


Nos bastidores da política pernambucana, cresce a avaliação de que a recente aproximação do deputado federal Eduardo da Fonte com o grupo político liderado pelo prefeito do Recife João Campos, com apoio do Humberto Costa, pode ter um custo político alto dentro de seu próprio partido.

A articulação que aproxima o grupo de Eduardo da Fonte do PT e do PSB, formando uma possível “casadinha” eleitoral com Humberto Costa para o Senado e João Campos para o Governo de Pernambuco em 2026, tem provocado forte reação dentro da legenda. Segundo informações que circulam nos bastidores da política estadual, a movimentação pode provocar uma debandada de parlamentares ligados a uma ala mais conservadora e também de nomes que mantêm forte alinhamento político com a governadora Raquel Lyra.

De acordo com fontes ouvidas no meio político, fala-se na possibilidade de até oito nomes deixarem o partido caso o alinhamento com o campo político da esquerda se confirme. Entre os nomes citados nos bastidores estão os deputados estaduais Pastor Júnior Tércio, Pastor Cleiton Collins e Adalto Santos.

Também aparecem na lista a suplente de deputada federal Michele Collins e a deputada federal Clarissa Tércio, ambos nomes fortemente identificados com a ala conservadora da política pernambucana.

Outro grupo que pode deixar a sigla é formado por parlamentares que mantêm proximidade política com o governo estadual, como os deputados Kaio Maniçoba, Jeferson Timóteo e Antônio Moraes.

Fontes próximas ao Palácio do Campo das Princesas indicam ainda que a governadora Raquel Lyra já estaria se movimentando nos bastidores para abrir espaço em outras legendas e acomodar essa ala de parlamentares que não pretende seguir o novo rumo político liderado por Eduardo da Fonte.

Analistas políticos avaliam que, ao optar por caminhar ao lado de João Campos e do PT, Eduardo da Fonte pode até ampliar sua influência em um campo político específico, mas corre o risco de fragilizar a estrutura interna do seu próprio grupo, perdendo nomes importantes e reduzindo o peso político de sua sigla no estado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário