Presidente nacional do PSDB
aparece novamente nas delações da Odebrecht. Segundo o site BuzzFeed, o
empresário Alexandre Accioly, dono da academia Bodytech, foi apontado na
delação da Odebrecht como sendo uma espécie de laranja de Aécio, ao fornecer
uma conta fora do país para o tucano receber propina.
O caso estaria ligado à construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia. O projeto é de 2007, quando Aécio era governador de Minas Gerais e colocou a estatal Cemig como sócia do negócio; pelo menos dois delatores da Odebrecht falaram da obra.
O caso estaria ligado à construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia. O projeto é de 2007, quando Aécio era governador de Minas Gerais e colocou a estatal Cemig como sócia do negócio; pelo menos dois delatores da Odebrecht falaram da obra.
Em delação, Marcelo
Odebrecht disse ter acertado um repasse de R$ 50 milhões para Aécio, em troca
do apoio e da participação da Cemig e de Furnas no leilão de uma das usinas do
Rio Madeira (leia mais).
Leia a reportagem de Filipe Coutinho e Severino
Motta:
Dono da academia Bodytech foi laranja de Aécio em
propina da Odebrecht, diz delator
O caso está ligado a um um dos mais rumorosos
episódios da delação da Odebrecht: a construção da bilionária usina Santo
Antônio, em Rondônia. A obra é uma síntese do tamanho do esquema, que
abasteceu, só nesse empreendimento, políticos do PMDB, PSDB e PT, de acordo com
a empreiteira.
O projeto é de 2007, quando Aécio era governador
de Minas Gerais e colocou a estatal Cemig como sócia do negócio. Pelo menos
dois delatores da Odebrecht falaram da obra.
São eles Cláudio Melo, que falou sobre os
políticos do PMDB e Henrique Valadares, que citou Áecio. A Folha de S.Paulo
informou que Valadares acertou R$ 30 milhões com Aécio e Época disse ainda que
foi usada uma conta em Cingapura – um dos principais centros financeiros
internacionais.
O BuzzFeed Brasil apurou que o nome de Accioly foi
citado no episódio. Segundo o relato da Odebrecht oferecido à
Procuradoria-Geral da República, Aécio Neves usou uma conta ligada ao
empresário para receber dinheiro fora do país.
Aécio e Accioly são amigos muito próximos. O
empresário foi padrinho de casamento e dos filhos gêmeos do tucano. Aécio é
padrinho da filha de Accioly.
Esta não é a primeira citação ao tucano, que
disputou e perdeu a Presidência em 2014.
Delatores das empreiteiras Odebrecht e também da
OAS já afirmaram aos investigadores que houve pagamento de propina a Aécio
durante a obra da Cidade Administrativa – principal vitrine do governo dele em
Minas Gerais (2003-2010). Ele nega.
Um dos principais executivos da Odebrecht na
interlocução dos políticos, Benedicto Júnior disse ter destinado R$ 9 milhões,
via caixa dois, para aliados de Aécio Neves a pedido do tucano. Aécio diz que
pediu as contribuições dentro da lei.
O senador e o empresário Accioly foram procurados
pelo BuzzFeed Brasil na quarta (22). Os dois negaram categoricamente o conteúdo
das citações a seus nomes envolvendo a propina da hidrelétrica de Santo Antônio
e questionaram, ainda, a legitimidade da delação da Odebrecht, que, segundo
eles, mente ao falar de propina e contas fora do país.
A nota de Aécio Neves sobre o caso:
“Trata-se de uma acusação criminosa que será
facilmente desmentida pela realidade. Não é possível que afirmações dessa
gravidade atribuídas a delatores sejam feitas e divulgadas sem que haja
qualquer comprovação da sua veracidade.
A divulgação parcial e seletiva de delações não
homologadas fere o direito de defesa que deve ser garantido a qualquer cidadão,
sobretudo em uma acusação de tamanha gravidade”.
A nota de Alexandre Accioly:
Alexandre Accioly conhece o Senador Aécio Neves há
mais de 15 anos, com quem mantém, unicamente, relação de amizade.
Registra ser absolutamente mentirosa, além de
caluniosa, a informação trazida no questionamento, atribuída a delator da
Odebrecht, de que o sr. Aécio Neves “usou uma conta em Cingapura, controlada
por Accioly”, para receber recursos da empreiteira.
Em primeiro lugar, Alexandre Accioly nunca manteve
ou controlou “conta em Cingapura”, o que, só por si, evidencia a falsidade da
afirmação atribuída ao delator. Isso ficará cabalmente provado quando o delator
em questão apresentar os dados da conta a que se referiu.
Em segundo, Alexandre Accioly, que não conhece,
tampouco teve contato com o mencionado delator ou com qualquer outro executivo
da empreiteira para tratar de assuntos profissionais próprios ou de terceiros,
é empresário conceituado no cenário nacional, sem interface ou negócios com o
Poder Público.
A citada “acusação” é uma grave infâmia a ser
reparada pelos meios judiciais cabíveis

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