sexta-feira, 24 de março de 2017

Previdência: Paulo Câmara critica falta de diálogo

Paulo Câmara: "Eu não vou me abster de discutir a previdência e as possibilidades de melhorá-la"
Paulo Câmara: "Eu não vou me abster de discutir a previdência e as possibilidades de melhorá-la"Foto: Divulgação
A decisão do Governo Federal de retirar a discussão sobre a Reforma da Previdência dos estados do projeto em tramitação no Congresso Nacional pegou o governador Paulo Câmara (PSB) de surpresa. No entanto, o gestor afirmou que não vai se abster do debate sobre a Reforma da Previdência, caso a competência sobre o tema seja repassada para os estados. Segundo ele, é preciso saber o conteúdo do projeto final que passará pelo crivo do Legislativo Federal e criticou a falta de diálogo sobre o tema. 
"Caso o Congresso Nacional decida repassar algumas atribuições para os estados, eu não vou me abster de discutir a previdência e as possibilidades de melhorá-la, fazendo o que é importante e atendendo às necessidades dos trabalhadores. Agora, é preciso saber o que vai vir para os estados", afirmou. Caso o debate chegue ao Estado, o chefe do Executivo estadual disse que conduzirá as alterações por meio do diálogo com os servidores estaduais.

Segundo Paulo Câmara, faltou atitude por parte do Governo Federal para chamar os governadores para discutir o tema. "Faltou debate desde o início. É um debate que precisa ser feito. Disseram que isso ia acontecer por meio do Congresso Nacional, mas não aconteceu até agora", criticou. Segundo o gestor, a tentativa de repassar o debate para os Estados não garante a aprovação da reforma no Congresso e é preciso abrir uma discussão mais ampla.

O secretário estadual de Administração, Milton Coelho (PSB), afirma que o Estado não tem pressão para o debate e que as discussões sobre o tema em Pernambuco serão tratadas de forma tranquila, sem açodamentos e respeitando o direito adquirido dos servidores. "Vamos fazer uma discussão tranquila, vendo a amplitude da reforma e, claro, respeitando o direito adquirido", afirmou o auxiliar. Segundo ele, a decisão do presidente Michel Temer de enviar a discussão para os Estados foi uma "manobra" para tentar aprovar a matéria no Congresso Nacional.

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