sexta-feira, 17 de novembro de 2017

COMO REIS OU PRÍNCIPES REGENTES

·         Givaldo Calado de Freitas




Li no Jornal “O Columinho”, semanário de Garanhuns, edição 35, de 17.10.15, crônica do amigo Djalma Carvalho que trata do seu cotidiano em nossa cidade ao longo de sua última estada por estas terras de Simoa, durante o XXV Festival de Inverno de Garanhuns.
Crônica para se ler e se tornar a ler. E, depois, se ler novamente. E novamente. Tamanha a gostosura. E, sobretudo, o orgulho que nos confere por vivermos nesta cidade maravilhosa de Garanhuns. 
Penso que pelo teor de crônica, inspiração do Companheiro e Amigo Djalma, ele teria conquistado corações dentre tantos garanhuenses que apreciam esse gênero literário. O cronista - sabe ele - é o mais livre de todos os redatores. Por isso que autêntico e sincero. E ele foi, positivamente, livre em suas linhas que textualizaram sua bela e encantadora crônica. Crônica que encerra um verdadeiro “Hino de Amor à nossa Suíça Brasileira”. Levando-nos a dizer, tenho certeza que em nome de tantos daqui: somos-lhe gratos pelas palavras. E que nos leva, ainda, a lembrar do grande Rubens Braga, que não quis ser outra coisa além de cronista. Quem sabe, até porque sabia, como o poeta, que o cronista é, sobretudo, um fingidor na acepção e na medida traçada por Fernando Pessoa:
Finge tão completamente,
que chega a fingir que é dor.
A dor que deveras sente”.
O que Fernando quis dizer com sua assertiva? “se um poeta pode fingir, mais fingidor ainda pode ser o cronista, que convive com o imediatismo do dia a dia”, na leitura de outro grande cronista, este, nosso, conquanto dos sertões pernambucanos, particularmente de seu Pajeú, Magno Martins.  E, na minha modéstia opinião: porque espontâneo. Absolutamente livre para contar o cotidiano, consoante seus sentimentos. 
Ocorre - disse ao Companheiro e Amigo Djalma - que essa conquista de que falei poderá ou irá conduzi-lo a irremediáveis demandas. Demandas de estar sempre voltando às nossas Sete Colinas. Colinas que, no passado, foram recantos de tantos apreciadores da boa literatura. E de onde procuravam inspirações como a que a deu azo a lapidar sentença do Ronildo Maia Leite:
O céu existe entre Sete Colinas.
 Garanhuns é de lá”.
Hoje, talvez nos faltem esses poetas cronistas entre nós. Ou cronistas poetas entre a gente. Daí, com seu despertar - fui enfático a Djalma - a gratidão de Garanhuns. E Garanhuns gosta de ser grata a quem a reverencia. Por que não dizer? A quem a ama.
Na esperança de que Djalma e muitos outros Djalma’s retornem à nossa cidade em breve, coloco-me ao dispor de todos eles, e da forma mais hospitaleira que o garanhuense pode conferir a quem a admira e deve. Pelos registros de suas crônicas e pelas impressões positivas sobre nossa cidade. Tratá-los-ei como reis. No mínimo, como príncipes. Ou, já, como expectativa de reis - príncipes regentes. Mas na certeza de que assim fazendo, tratando a todos, cosmopolitas ou limitados ao seu torrão, para nós que aqui vivemos, o que se sobressai são aqueles que nos veem com respeito, e tenham o mínimo de reconhecimento do que representamos no contexto das cidades belas do interior deste país, sabedores, antemão, que somos e continuaremos sendo, para sempre, a verdadeira Suíça Brasileira. Título do qual não se abrirá mão, conquanto conferido pela natureza e pelo trabalho de anos do homem e da mulher garanhuense.    


·         Figura pública. Advogado de Empresas. Empresário.

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