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Givaldo
Calado de Freitas
Li no Jornal “O Columinho”,
semanário de Garanhuns, edição 35, de 17.10.15, crônica do amigo Djalma
Carvalho que trata do seu cotidiano em nossa cidade ao longo de sua última
estada por estas terras de Simoa, durante o XXV Festival de Inverno de
Garanhuns.
Crônica para se ler e se
tornar a ler. E, depois, se ler novamente. E novamente. Tamanha a gostosura. E,
sobretudo, o orgulho que nos confere por vivermos nesta cidade maravilhosa de
Garanhuns.
“Finge tão completamente,
que chega a fingir que é
dor.
A
dor que deveras sente”.
O que Fernando quis dizer
com sua assertiva? “se um poeta pode fingir, mais fingidor ainda pode ser o
cronista, que convive com o imediatismo do dia a dia”, na leitura de outro grande cronista, este, nosso, conquanto dos
sertões pernambucanos, particularmente de seu Pajeú, Magno Martins. E, na minha modéstia opinião: porque
espontâneo. Absolutamente livre para contar o cotidiano, consoante seus
sentimentos.
Ocorre - disse ao
Companheiro e Amigo Djalma - que essa conquista de que falei poderá ou irá
conduzi-lo a irremediáveis demandas. Demandas de estar sempre voltando às
nossas Sete Colinas. Colinas que, no passado, foram recantos de tantos
apreciadores da boa literatura. E de onde procuravam inspirações como a que a
deu azo a lapidar sentença do Ronildo Maia Leite:
“O céu existe entre Sete Colinas.
Garanhuns é de lá”.
Hoje, talvez nos faltem
esses poetas cronistas entre nós. Ou cronistas poetas entre a gente. Daí, com
seu despertar - fui enfático a Djalma - a gratidão de Garanhuns. E Garanhuns
gosta de ser grata a quem a reverencia. Por que não dizer? A quem a ama.
Na esperança de que Djalma e
muitos outros Djalma’s retornem à nossa cidade em breve, coloco-me ao dispor de
todos eles, e da forma mais hospitaleira que o garanhuense pode conferir a quem
a admira e deve. Pelos registros de suas crônicas e pelas impressões positivas
sobre nossa cidade. Tratá-los-ei como reis. No mínimo, como príncipes. Ou, já,
como expectativa de reis - príncipes regentes. Mas na certeza de que assim
fazendo, tratando a todos, cosmopolitas ou limitados ao seu torrão, para nós
que aqui vivemos, o que se sobressai são aqueles que nos veem com respeito, e
tenham o mínimo de reconhecimento do que representamos no contexto das cidades
belas do interior deste país, sabedores, antemão, que somos e continuaremos
sendo, para sempre, a verdadeira Suíça Brasileira. Título do qual não se abrirá
mão, conquanto conferido pela natureza e pelo trabalho de anos do homem e da
mulher garanhuense.
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Figura pública. Advogado de Empresas.
Empresário.



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