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Givaldo
Calado de Freitas
Empreender é empresa
difícil. Muito difícil! Há quem diga, até, que em um país como o nosso,
empreender é um devaneio. Um suicídio. No mínimo, um delírio. Porque
inacessíveis os incentivos que dizem existir. Porque impossível satisfazer a
ganância tributária do estado. E, por cima, ainda, o tempo que se perde na
defesa aos gestos, olhares e práticas avarentos e traiçoeiros daqueles que só
pensam no ganhar fácil. Sem esforço... Subestimando a força do trabalho. O
poder da imaginação criativa. Àqueles que bancam iniciativas que geram emprego
e renda para dezenas. Centenas. Milhares... De homens e de mulheres que se
dispõem a produzir. A construir um futuro melhor para todos.
Lá atrás, quis dar um presente
à minha cidade, através da construção de uma Unidade Hoteleira,
presumivelmente, demandada pelo mercado. Pensava, como ainda hoje penso, que a
cidade tinha tudo para retomar o seu destino turístico, existente nas décadas
de 60 e 70, até metade da década de 80. Despertar a vocação que a cidade tinha
e tem através da melhoria de suas ofertas turísticas, que passam pela
implantação e/ou modernização de seus receptivos e equipamentos, capazes não só
de atrair demandas, mas, sobretudo, de mantê-las em nossa cidade por mais
tempo.
Fiz pesquisas de mercado.
Análises econômico-financeiras. Enfim, tudo ou quase tudo que deveria fazer.
Seus resultados, posto que pouco favoráveis à iniciativa, não me convenceram,
dela, desistir.
Decidi investir. E parti, com
todas minhas forças, à empresa.
Confesso que foi duro. Muito
duro! Como fora para tantos daqui e algures. Naquela época. Anterior a ela e a
ela posterior. Mas, hoje, confesso: não me doíam tanto aqueles empecilhos que
se renovavam e se robusteciam nos dias a dia da minha caminhada. Não me doía a
ausência do governo. Que, se não ajudava, poderia, ao menos, incentivar. Pelo
menos, saudar a chegada de uma iniciativa privada. Iniciativa essa de que a
cidade estava a precisar. Enfim, aplaudindo-a. Saudando-a... O que me doíam
mesmo eram as impressões não solicitadas, de olhares e de gestos de avareza,
dignas de pessoas pequenas e mesquinhas, incapazes de um gesto sequer de
cidadania e entusiasmo à sua cidade e sua gente. Esses, sim, doíam-me porque
partiam com a intenção de destruírem meu entusiasmo. Minha disposição à luta.
Meu desejo de enxergar, amanhã, a minha cidade maior e mais completa. Porque
mais moderna. Porque mais contemporânea.
No
que pese tudo isso, fui em frente. E, hoje, posso dizer que o Palace está
pronto. Ou como sempre me diz uma grande amiga que, comigo, divide seu
entusiasmo por Garanhuns: “prontinho” para receber bem e melhor - porque como
deve - àqueles e àquelas que aportam em nossa cidade.
O
Garanhuns Palace Hotel está pronto e premiado. Pronto em sua estrutura. Premiado em seu esmero ao receptivo àqueles e
àquelas apreciadores da boa indústria da
hotelaria.
Bodas vieram nessa
caminhada... Muitas!
Bodas. Bodas. E Bodas... Era
a palavra que mais ouvia quando da concepção, formação e nascimento do Palace.
Palavra até hoje ouvida e celebrada. Parecendo dizer que a empresa teria e terá
vida longa. Para o bem da cidade.
Alegria de seus investidores. E, quem sabe, sobretudo, em resposta àquelas impressões
indesejadas.
E
caminhamos pelo tempo, passando por elas. Bodas de madeira - aos 05 anos. Bodas
de estanho - aos 10 anos. Bodas de cristal - aos 15 anos. Bodas de porcelana -
aos 20 anos. E, naqueles 20 anos, eu dizia e deixei gravado em seu piso
Quilombo - cada ambiente do Palace faz uma homenagem à cidade. E Quilombo é uma
das Sete Colinas de Garanhuns:
“É
com essa alegria que o Palace se prepara para atingir sua maioridade, ou seja:
seus 21 anos no próximo ano - seis de julho de 2010. Mas com o mesmo entusiasmo
do seu primeiro aninho.”.
O Palace faz, hoje, 25
anos -
Bodas de Prata. Não há quem diga! Também, novinho em folha. Repaginado.
E se repaginando, sempre, a cada momento, para melhor servir aos seus inúmeros
clientes, considerados por ele como seus príncipes e princesinhas reais.
Também, crescido em sua capacidade de atender um número maior de suas demandas.
É com alegria. Com muita alegria. Que todos nós do Palace comemoramos
essa data que marcou a nossa cidade. Que enriqueceu a nossa capacidade de
receber bem aqueles que a ela aportam - 06 de julho de 1990.
Mas o faz,
pensando em outras Bodas que hão de vir. Bodas de pérola - aos 30 anos. Bodas
de esmeralda - aos 40 anos. Bodas de ouro - aos 50 anos. Bodas de diamante -
aos 60 anos. Bodas. Bodas. E Bodas... Através de gerações. E tomara que como no
seu primeiro aninho.
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Figura pública. Advogado de Empresas.
Empresário.



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