quinta-feira, 16 de novembro de 2017

PALACE - 25 ANOS

·         Givaldo Calado de Freitas


Empreender é empresa difícil. Muito difícil! Há quem diga, até, que em um país como o nosso, empreender é um devaneio. Um suicídio. No mínimo, um delírio. Porque inacessíveis os incentivos que dizem existir. Porque impossível satisfazer a ganância tributária do estado. E, por cima, ainda, o tempo que se perde na defesa aos gestos, olhares e práticas avarentos e traiçoeiros daqueles que só pensam no ganhar fácil. Sem esforço... Subestimando a força do trabalho. O poder da imaginação criativa. Àqueles que bancam iniciativas que geram emprego e renda para dezenas. Centenas. Milhares... De homens e de mulheres que se dispõem a produzir. A construir um futuro melhor para todos.
Lá atrás, quis dar um presente à minha cidade, através da construção de uma Unidade Hoteleira, presumivelmente, demandada pelo mercado. Pensava, como ainda hoje penso, que a cidade tinha tudo para retomar o seu destino turístico, existente nas décadas de 60 e 70, até metade da década de 80. Despertar a vocação que a cidade tinha e tem através da melhoria de suas ofertas turísticas, que passam pela implantação e/ou modernização de seus receptivos e equipamentos, capazes não só de atrair demandas, mas, sobretudo, de mantê-las em nossa cidade por mais tempo.
Fiz pesquisas de mercado. Análises econômico-financeiras. Enfim, tudo ou quase tudo que deveria fazer. Seus resultados, posto que pouco favoráveis à iniciativa, não me convenceram, dela, desistir.
Decidi investir. E parti, com todas minhas forças, à empresa.
Confesso que foi duro. Muito duro! Como fora para tantos daqui e algures. Naquela época. Anterior a ela e a ela posterior. Mas, hoje, confesso: não me doíam tanto aqueles empecilhos que se renovavam e se robusteciam nos dias a dia da minha caminhada. Não me doía a ausência do governo. Que, se não ajudava, poderia, ao menos, incentivar. Pelo menos, saudar a chegada de uma iniciativa privada. Iniciativa essa de que a cidade estava a precisar. Enfim, aplaudindo-a. Saudando-a... O que me doíam mesmo eram as impressões não solicitadas, de olhares e de gestos de avareza, dignas de pessoas pequenas e mesquinhas, incapazes de um gesto sequer de cidadania e entusiasmo à sua cidade e sua gente. Esses, sim, doíam-me porque partiam com a intenção de destruírem meu entusiasmo. Minha disposição à luta. Meu desejo de enxergar, amanhã, a minha cidade maior e mais completa. Porque mais moderna. Porque mais contemporânea.
No que pese tudo isso, fui em frente. E, hoje, posso dizer que o Palace está pronto. Ou como sempre me diz uma grande amiga que, comigo, divide seu entusiasmo por Garanhuns: “prontinho” para receber bem e melhor - porque como deve - àqueles e àquelas que aportam em nossa cidade.

O Garanhuns Palace Hotel está pronto e premiado. Pronto em sua estrutura.  Premiado em seu esmero ao receptivo àqueles e àquelas apreciadores da  boa indústria da hotelaria.
Bodas vieram nessa caminhada... Muitas!
Bodas. Bodas. E Bodas... Era a palavra que mais ouvia quando da concepção, formação e nascimento do Palace. Palavra até hoje ouvida e celebrada. Parecendo dizer que a empresa teria e terá vida longa.  Para o bem da cidade. Alegria de seus investidores. E, quem sabe, sobretudo, em resposta àquelas impressões indesejadas.    
E caminhamos pelo tempo, passando por elas. Bodas de madeira - aos 05 anos. Bodas de estanho - aos 10 anos. Bodas de cristal - aos 15 anos. Bodas de porcelana - aos 20 anos. E, naqueles 20 anos, eu dizia e deixei gravado em seu piso Quilombo - cada ambiente do Palace faz uma homenagem à cidade. E Quilombo é uma das Sete Colinas de Garanhuns:

É com essa alegria que o Palace se prepara para atingir sua maioridade, ou seja: seus 21 anos no próximo ano - seis de julho de 2010. Mas com o mesmo entusiasmo do seu primeiro aninho.”. 
O Palace faz, hoje, 25 anos - Bodas de Prata. Não há quem diga! Também, novinho em folha. Repaginado. E se repaginando, sempre, a cada momento, para melhor servir aos seus inúmeros clientes, considerados por ele como seus príncipes e princesinhas reais. Também, crescido em sua capacidade de atender um número maior de suas demandas.
É com alegria. Com muita alegria. Que todos nós do Palace comemoramos essa data que marcou a nossa cidade. Que enriqueceu a nossa capacidade de receber bem aqueles que a ela aportam - 06 de julho de 1990.
Mas o faz, pensando em outras Bodas que hão de vir. Bodas de pérola - aos 30 anos. Bodas de esmeralda - aos 40 anos. Bodas de ouro - aos 50 anos. Bodas de diamante - aos 60 anos. Bodas. Bodas. E Bodas... Através de gerações. E tomara que como no seu primeiro aninho. 


·         Figura pública. Advogado de Empresas. Empresário.

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