quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

GOSTO DE SAMPA - BOM DIA I

·        Givaldo Calado de Freitas


Acordamos tarde. Emília a dizer que eu ia perder o café da manhã. “Já, já, o Restaurante fecha para organizar o almoço”. Pulei da cama e, açodado, corri ao “150” com Emília e Gui.
“Vocês vão ao bis”? “Mas claro!”, aquiesceram em uníssono.  “Melhor que esse só no Palace. O de Garanhuns. Porque o Palace de Copacabana dizem que está deixando a desejar, sobretudo depois que demitiram mais de 100 por conta do momento difícil de nossa economia’, disse eu, brincando.
No “150”, tomamos nosso café da manhã. Devagar. Sem sobressaltos. Aliás, como raramente o fazemos em casa por conta de nossos afazeres. Sem agenda a cumprir, ato contínuo. Afinal, estávamos em férias. Nem que curtas: Gui já perdendo alguns dias letivos.
Voltamos à Unidade e nos preparamos para cumprir o programa daquela manhã, início de tarde. Na agenda: “Museu Catavento”. Cultural e educacional. No Parque Dom Pedro II. Fantástico! Hoje, o Museu mais visitado do Brasil. Nele adentramos. Quando vi a sua imensidão, disse: “É preciso um dia inteiro para percorrê-lo”. Aos poucos, na medida em que avançava, re-ratificava: “alguns dias”.


Tomamos um susto - eu e Emília. Gui olhou para nós dois, e disse logo na primeira seção do Museu: “Estou curtindo uma nostalgia”. Perguntei para ele, assustado, e sob olhar de Emília: “Nostalgia, Gui? Por quê?”. No meu pensar, longe de ele saber o significado de nostalgia. Mas ele: “É que, até aqui, vovô, tudo que vi nessa seção eu já estudei na escola”.
A emoção bateu-me, fortemente. Depois, o orgulho. A mistura de emoção e orgulho, a ponto de não saber quando terminava um e começava o outro. A ponto de não saber discernir. Tomei uma atitude: agradeci a Deus, como sempre faço. Agradeci pelos cinco netinhos que nos deu - a mim e à Emília.
O Catavento tem mais de 250 instalações, distribuídas em quatro seções: “Universo, Vida, Engenho e Sociedade”. A Seção “Universo” dispõe de inúmeros painéis expositivos, representando o conhecimento do espaço. A Seção “Vida” exibe diversos blocos: Biomas, Árvore da vida, Insetos, Vida no oceano, Aquários marinhos, Fotossíntese, Do veneno ao remédio, Aves do Brasil, Evolução e Darwin, Corpo Humano, Célula e DNA.  A Seção “Engenho” se dedica à engenhosidade humana e acumula um conjunto de obras interativas, ricas e diversificadas. Por fim, a Seção “Sociedade” aborda a questão do meio ambiente.  
Como imaginei, logo ao adentrar no Museu, uma imensidão. Que para conhecê-lo bem se precisa de alguns dias. E nós por lá ficamos só algumas horas. 

* Crônica redigida em 03.09.2017



·        Figura pública. Empresário.

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