·
Givaldo
Calado de Freitas
Acordamos
tarde. Emília a dizer que eu ia perder o café da manhã. “Já, já, o Restaurante
fecha para organizar o almoço”. Pulei da cama e, açodado, corri ao “150” com
Emília e Gui.
“Vocês
vão ao bis”? “Mas claro!”, aquiesceram em uníssono. “Melhor que esse só no Palace. O de Garanhuns.
Porque o Palace de Copacabana dizem que está deixando a desejar, sobretudo
depois que demitiram mais de 100 por conta do momento difícil de nossa economia’,
disse eu, brincando.
No
“150”, tomamos nosso café da manhã. Devagar. Sem sobressaltos. Aliás, como
raramente o fazemos em casa por
conta de nossos afazeres. Sem agenda a cumprir, ato contínuo. Afinal, estávamos
em férias. Nem que curtas: Gui já perdendo alguns dias letivos.
Voltamos
à Unidade e nos preparamos para cumprir o programa daquela manhã, início de
tarde. Na agenda: “Museu Catavento”. Cultural e educacional. No Parque Dom
Pedro II. Fantástico! Hoje, o Museu mais visitado do Brasil. Nele adentramos.
Quando vi a sua imensidão, disse: “É preciso um dia inteiro para percorrê-lo”.
Aos poucos, na medida em que avançava, re-ratificava: “alguns dias”.
Tomamos
um susto - eu e Emília. Gui olhou para nós dois, e disse logo na primeira seção
do Museu: “Estou curtindo uma nostalgia”. Perguntei para ele, assustado, e sob
olhar de Emília: “Nostalgia, Gui? Por quê?”. No meu pensar, longe de ele saber
o significado de nostalgia. Mas ele: “É que, até aqui, vovô, tudo que vi nessa
seção eu já estudei na escola”.
A
emoção bateu-me, fortemente. Depois, o orgulho. A mistura de emoção e orgulho,
a ponto de não saber quando terminava um e começava o outro. A ponto de não
saber discernir. Tomei uma atitude: agradeci a Deus, como sempre faço. Agradeci
pelos cinco netinhos que nos deu - a mim e à Emília.
O
Catavento tem mais de 250 instalações, distribuídas em quatro seções:
“Universo, Vida, Engenho e Sociedade”. A Seção “Universo” dispõe de inúmeros
painéis expositivos, representando o conhecimento do espaço. A Seção “Vida”
exibe diversos blocos: Biomas, Árvore da vida, Insetos, Vida no oceano,
Aquários marinhos, Fotossíntese, Do veneno ao remédio, Aves do Brasil, Evolução
e Darwin, Corpo Humano, Célula e DNA. A
Seção “Engenho” se dedica à engenhosidade humana e acumula um conjunto de obras
interativas, ricas e diversificadas. Por fim, a Seção “Sociedade” aborda a
questão do meio ambiente.
Como
imaginei, logo ao adentrar no Museu, uma imensidão. Que para conhecê-lo bem se
precisa de alguns dias. E nós por lá ficamos só algumas horas.
*
Crônica redigida em 03.09.2017
·
Figura pública. Empresário.


Nenhum comentário:
Postar um comentário