"Criou-se uma fantasia, uma lenda, onde, no Brasil, o cara que degrada o meio ambiente é o produtor rural", disse Luiz Antonio Nabhan Garcia, Cotado para ministério de Bolsonaro caso seja eleito
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| Cotado para assumir o Ministério da Agricultura em eventual governo do candidato do PSL, Luiz Antonio Nabhan GarciaFoto: YouTube / Reprodução |
Amigo de Jair Bolsonaro e cotado para assumir o Ministério da Agricultura em eventual governo do candidato do PSL, Luiz Antonio Nabhan Garcia, 60, defende a fusão da pasta com o Desenvolvimento Agrário e o Meio Ambiente para, segundo ele, acabar com o que chama de "misturança ideológica" na questão ambiental. "Criou-se uma fantasia, uma lenda, onde, no Brasil, o cara que degrada o meio ambiente é o produtor rural. É exatamente o contrário. Esse produtor rural é o maior conservador do meio ambiente", diz Nabhan, presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e conselheiro de Bolsonaro sobre o tema.
Nabhan se fia no Código Florestal para dizer que há espaço para desmatar legalmente a Amazônia. De acordo com a lei, o proprietário de terras deve manter 80% da floresta preservada na Amazônia Legal -área que engloba nove estados com o mesmo bioma e que corresponde a 59% do território brasileiro. Assim como o presidenciável, Nabhan defende a saída brasileira do Acordo de Paris e fala no fim da "indústria da multa" pelos fiscais do Ibama. Para ele, há "muita fantasia, muita lenda" sobre o aquecimento global.
Nabhan, dono de propriedades em Mato Grosso (soja, milho e algodão) e Mato Grosso do Sul (eucalipto e pecuária), é contra o desmatamento zero, mas defende o atual modelo do Código Florestal. A ideia de Nabhan e da campanha de Bolsonaro é unir agricultura, ambiente e reforma agrária numa mesma pasta. Mas, sobre esse último item, segundo ele, não há nenhum espaço para diálogo com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). "Se o Bolsonaro sentar com eles, será a maior decepção de quem o elegeu", afirma.
Além da ala de Nabhan, que reúne produtores independentes de todo o país, a Frente Parlamentar da Agricultura e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) também entraram na disputa pela indicação do ministro dessa superpasta em eventual governo de Bolsonaro.

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