
Por Guilherme Camilo
A divulgação da primeira rodada da pesquisa Datafolha em Pernambuco, nesta sexta-feira (6), pela CBN Recife, CBN Caruaru e pelo Blog do Elielson, carrega um peso político que vai além dos percentuais que aparecerão.
Trata-se do primeiro retrato amplo do ano eleitoral e funciona como um marco para medir forças após um janeiro marcado por tensão, ataques cruzados, pedidos de impeachment negados, outros incentivados e intensa disputa de narrativas entre os principais dois nomes da vez no estado: João Campos e Raquel Lyra.
Na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas, o embate entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ganha contornos ainda mais relevantes diante da disputa simbólica e prática pelo apoio do presidente Lula.
João iniciou o ciclo como franco favorito, sustentando índices elevados desde 2024, mas já vinha demonstrando sinais de desaceleração. A expectativa em torno da pesquisa é saber se ele permanece acima da marca de 50% ou se o cenário passa a indicar uma eleição mais competitiva.
Do outro lado, a governadora reorganizou sua comunicação, reforçou a agenda administrativa e investiu na construção de pontes com o governo federal, o que ampliou sua presença no centro do eleitorado. Se crescer e diminuir a distância, é sinal de que a eleição em 2026 caminha aberta e será decidida voto a voto.
Além do governo, a pesquisa também lança luz sobre a disputa pelo Senado, um componente decisivo para o desenho das chapas e que pode surpreender bastante nos próximos meses.
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