Até o ano passado a gente circulava pelas ruas de Garanhuns e ficava “assombrado” com o número de motos por todo lugar. Era um verdadeiro exércitodesses veículos, de uma só vez vinham 10 ou mais subindo pela Dom José, outro tanto na Avenida Santo Antônio, e mais outras na Rui Barbosa, Duque de Caxias... Enfim, em qualquer bairro, em qualquer local eram muitas, pareciam formiguinhas saindo de dentro da terra.
Com a crise, a falta de dinheiro que persiste, é visível nos últimos meses que diminuiu o número de motocicletas nas ruas.
Não é por conta do aumento dos combustíveis, pois esses veículos são muito econômicos.
Mas as motos são utilizadas sobretudos por pessoas de menor poder aquisitivo e como a situação está difícil, muitos proprietários estão se desfazendo dos seus veículos.
Muitos, inclusive, porque passam dois/três anos sem pagar os impostos anuais do Detran e se forem pegos numa blitz têm a moto apreendida e aí faltam condições econômicas para ir buscá-las de volta.
Como as classe médias e alta têm mais dinheiro estão conseguindo manter seus automóveis, apesar dos aumentos semanais da gasolina.
Por enquanto comerciantes, advogados, médicos, funcionários públicos vão mantendo seus carrões ou carrinhos e esses veículos estão ainda com uma presença muito forte nas ruas da cidade.
Os carros, pelo menos por enquanto, ainda estão por todos os lugares, mas as motos estão nas ruas em menor número.
Em outras cidades essa situação deve andar se repetindo.
Esse é só um exemplo de como esse governo tornou mais difícil a vida dos mais pobres, dos trabalhadores, dos estudantes, das mulheres e de todos que não têm as mordomias dos políticos ou dos juízes.
Enquanto uns têm auxílio-paletó, auxílio-moradia e auxílio-livro, outros não conseguem nem o básico para sobreviver.
Temos um governo de merda, voltado só para os privilegiados e ainda tem gente achando que está bom.
*Foto reproduzida do Blog de Carlos Eugênio
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