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Givaldo
Calado de Freitas
“E
aí, Gui? Que diz a nossa agenda?”. “Vamos jantar em um restaurante tradicional.
Vamos para o ‘Terraço Itália’. Lá, um espetáculo. Um deslumbre. Avista-se São
Paulo do alto de 41 andares. Restaurante belíssimo. Já conferi tudo no Google. Vocês vão adorar. Fica lá na
Avenida Ipiranga”. Tomei um susto com o discurso de Gui. “Menina! Que menino
sabido!”, disse à Emília.
“Já
pediu o Uber?”. “Já, vovô. Em cinco minutos ele estará aqui”.
Realmente
um encanto o Terraço Itália. Fino. E com um magnífico serviço. Realmente,
irrepreensível.
Lembrei
a Emília: “Sempre desejamos conhecer o Terraço. Superveniências, todavia, não
nos deixavam. E agora estamos aqui, com o nosso netinho”. “Foi bom assim,
Givaldo. Como nossos filhos, eles sempre os primeiros.”, disse-me.
Na
verdade, lá, em casa, fora assim: primeiro os meninos. Eles conheceram o
exterior primeiro que a gente - eu e Emília. Givaldinho teria sido o primeiro.
Foi estudar em Londres. E por lá ficou por quase um ano. A ideia era que
voltasse falando a Língua Inglesa. E assim foi. Ano seguinte, Germana, também
para Londres, lá morando durante quase um ano e meio. Por fim, Giovanna, que
preferimos mandar para São Francisco porque por lá já estava Claudinha, nossa
sobrinha.
Voltamos
ao Maksoud felizes e leves pela bela noite que tivemos. Os três: eu, Emília e
nosso netinho. No lobby do hotel, Gui olha para mim e diz: “Vovô o senhor não
quer me contratar como seu assessor, não? Falo, fluentemente, inglês; já, já, mandarim;
sou desenrolado em agendas e em Uber, e tenho bom gosto como o senhor. Enfim,
posso lhe ajudar muito”. Tomei um susto. Mas segurei. E disse: fale com seus
pais, Gui. Se eles permitirem, você estará contratado.
Que
netinho Deus me deu! Obrigado Senhor!
*
Crônica redigida em 02.09.2017
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Figura pública. Empresário.


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