sábado, 30 de maio de 2020

POLÍTICA Bolsonaro não vetou pontos do projeto anticrime para proteger Flávio, diz MoroPOLÍTICA Bolsonaro não vetou pontos do projeto anticrime para proteger Flávio, diz Moro

Para o ex-juiz, a discordância do presidente sobre a decretação de prisão preventiva e acordos de colaboração premiada não combinam com o discurso contra a corrupção do presidente

Por: Juliano Muta 

Jair Bolsonaro e Sergio MoroFoto: (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro voltou a disparar contra Jair Bolsonaro (sem partido), nesta sexta-feira (29). Em entrevista à Revista Crusoé, Moro sugeriu que o fato do presidente não ter vetado dois pontos do projeto anticrime seriam uma forma de proteger seu filho, o senador federal Flávio Bolsonaro (Republicanos) das investigações das quais é alvo.

Para o ex-juiz, a discordância do presidente sobre a decretação de prisão preventiva e acordos de colaboração premiada não combinam com o discurso contra a corrupção que foi uma das plataformas de campanha de Bolsonaro.

“Quando o projeto anticrime foi aprovado pelo Congresso. Infelizmente houve algumas alterações no texto que acho que não favorecem a atuação da Justiça criminal. Tirando a questão do juiz de garantias, houve restrições à decretação de prisão preventiva e também restrições à decretação de prisão preventiva e também restrições a acordos de colaboração premiada", disse Moro à revista.

"Propusemos vetos, e me chamou a atenção o presidente não ter acolhido essas propostas de veto, especialmente se levarmos em conta o discurso dele tão incisivo contra a corrupção e a impunidade. Limitar acordos e prisão preventiva bate de frente com esse discurso. Isso aconteceu em dezembro de 2019, mesmo mês em que foram feitas buscas relacionadas ao filho do presidente”, lembrou o ex-ministro.

Vetos ao pacote anticrime

O presidente Jair Bolsonaro sancionou no dia 25 dezembro de 2018 o conjunto de reformas na legislação penal chamada pelo governo de "pacote anticrime". Ao todo, foram 25 vetos ao texto aprovado pelo Congresso, ante as 38 sugestões feitas pela Casa Civil, pelo Ministério da Justiça e pela Advocacia-Geral da União.




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