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Givaldo
Calado de Freitas
Sempre
penso em minha mãe. Nisso, todavia, não sou único. Com certeza, todos trazem na
memória algumas passagens sobre aquelas que lhes trouxeram ao mundo. Os
momentos felizes, vividos. Os sonhos que, com elas, tiveram. Os momentos
difíceis, vivenciados. Estes, infelizmente, somente muito depois, reconhecidos.
Enfim, o amor típico de mãe - amor materno. Forte. Muito forte. Excitante.
Muito excitante. À nossa vida. “Excitante essencial da glória e dos grandes
amores”, na feliz definição de Drummond.
Penso
que sem esse amor, amor materno, não teríamos alçado patamares em nossas vidas
- de criança, de pré-adolescente, de adolescente, de adulto... E, em cada um
deles, sobretudo nos primeiros, com forte presença de nossas mães. Atentas.
Vigilantes. Observadoras. Nesses estágios de nossas vidas.
Felizes
aqueles que tiveram essa mão protetora ao tempo desses caminhos e descaminhos,
que compõem nossas jornadas.
De
uma estou certo: nada nesse mundo que, porventura, venhamos a fazer poderá ser
entendido por nossas mães como contributo ao que delas recebemos no passado,
ainda na tenra idade, ou ao longo de nossas vidas, em quaisquer dos seus
patamares. E isso porque, delas, recebemos desmedido e incondicional amor. Amor
materno. Que não tem preço.
Tenho
dito: eu tive. E felizes dos homens e das mulheres desse mundo que também o
tiveram. Que, cuido. Muitos! Indizíveis... E que trazem em suas memórias
registros sublimes; passagens maravilhosas... Todos, ao lado de quem nos
trouxera ao mundo. E, que, hoje, excitam nossas vidas, tornando-as melhores,
mais fraternas e mais humanas. E nos permitindo dizer: “Obrigado mamãe!”. A
senhora fora minha luz. Sem a senhora... Sim, sem a senhora, com seus gestos de
bondade, de carinho, de amor... Talvez minha jornada não fosse essa. Do bem, do
amor, da caridade, da dignidade, da decência...
Costumamos
dizer: “Minha mãe fora uma heroína!”. Também digo da minha mãe, quando entro no
túnel do tempo. E o faço sempre. Sobretudo, para reviver passagens de minha
infância, pré-adolescência e adolescência. E, dessas, com ela, guardo muitas
recordações.
Tenho
uma amiga no Leonismo a quem digo que jamais vou esquecer seu nome. Outro dia
ela me perguntou: “Por que, Givaldo, você sempre diz que não vai esquecer o meu
nome?”. Eu respondo: “Por várias razões. A primeira, e mais importante, é que
você leva o nome de minha mãe: Eulália. A segunda, não menos importante, é que
você foi esposa de um grande amigo meu - Elton. Como vou poder esquecer o seu
nome, Eulália? E, depois, você é muito parecida com minha mãe. No jeito de ser
- simpática, amável, cordial... Disposta e, sobretudo, disponível. Também,
elegante e vaidosa. Sempre pronta para fluir com sua agenda. Depois, Eulália,
deixa-me muito feliz ver a viúva de Elton, erguendo a bandeira, que fora a
razão de ser de sua vida. Ou pelo menos uma das razões.
Minha
admiração por você é grande. Muito grande! Como posso esquecer seu nome diante
de tantos registros?”
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Figura pública. Empresário.


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