quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

DEZ ANOS DE SILÊNCIO: O DESAPARECIMENTO DE FLÁVIA PEREIRA SEGUE COMO UM DOS MAIORES MISTÉRIOS DE LAJEDO

 DO Portal Agreste Violento

Há exatamente dez anos, o desaparecimento de uma jovem mãe mergulhou a cidade de Lajedo, no Agreste de Pernambuco, em um enigma que até hoje permanece sem respostas. Era a manhã de sexta-feira, 8 de janeiro de 2016, quando Flávia Pereira da Silva, então com 27 anos, saiu de casa e nunca mais foi vista.

Flávia morava no Sítio Alto do Meio, zona rural do município, com a tia, a agricultora Zeneide Caetano, e a filha, que na época tinha apenas 6 anos de idade. Como fazia rotineiramente, ela embarcou em um carro de transporte de passageiros com destino ao centro de Lajedo. Após desembarcar, a jovem simplesmente desapareceu, sem deixar pistas.

Naquele período, Flávia trabalhava em uma clínica de fisioterapia e, segundo familiares, levava uma vida discreta. A reportagem do Portal Agreste Violento esteve na residência onde a jovem vivia e ouviu a tia Zeneide, que descreveu a sobrinha como uma pessoa tranquila, de poucos amigos, dedicada à família e ao trabalho. “Ela não tinha inimigos, não comentava problemas e não tinha motivo algum para desaparecer”, relatou à época.

Desesperada, Zeneide registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Lajedo. O caso foi investigado, diligências foram realizadas, mas nenhuma informação concreta sobre o paradeiro de Flávia foi descoberta. Com o passar do tempo, as buscas esfriaram, enquanto a angústia da família só aumentava.

Hoje, uma década depois, o sumiço de Flávia Pereira segue sendo considerado o caso de desaparecimento mais misterioso da história de Lajedo. Uma jovem mãe que saiu para trabalhar e nunca voltou, deixando para trás uma filha, uma família marcada pela dor e uma cidade inteira tomada por perguntas sem respostas.

O tempo passou, mas a esperança de esclarecer o que aconteceu naquela manhã de janeiro de 2016 ainda resiste assim como o clamor por justiça e por verdade.

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