Presidente emite nota no dia do episódio, postura diferente em relação à adotada no massacre de Manaus, quando se pronunciou após três dias e foi criticado
O presidente da República, Michel Temer, chega ao Palácio do Planalto, em Brasília (DF), para conceder entrevista coletiva
Após ser bastante criticado por ter se mantido em silêncio por três dias sobre o massacre nos presídios de Manaus, onde morreram 60 detentos, o presidente Michel Temer (PMDB) se pronunciou com mais celeridade sobre o episódio em Roraima e emitiu uma nota nesta sexta-feira lamentando as mortes de 33 presidiários da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (RR).
No texto, o presidente afirma que ligou para a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), colocando à disposição “todos os meios federais para reforçar a segurança do Estado”.
O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, disse hoje que a matança é resultado de um “acerto interno” do Primeiro Comando da Capital (PCC), que comanda o presídio, e não de uma retaliação à facção rival Família do Norte (FDN), que matou integrantes do PCC no massacre de Manaus.O presidente Michel Temer telefonou hoje para a governadora de Roraima, Suely Campos, colocando todos os meios federais à disposição para auxiliar em ações de segurança pública, após a morte de mais de 30 presidiários na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. Temer lamentou o episódio e se solidarizou com o povo do Estado.
A governadora informou que a situação já se encontra sob controle e, neste momento, não será necessária a presença federal. Ela agradeceu a liberação pelo governo federal de R$ 45 milhões do Fundo Penitenciário, na última semana de 2016, para a construção de nova unidade prisional e para compra de equipamentos e armamentos destinados à área de segurança de Roraima.
Ficou acertado que as autoridades estaduais manterão permanente contato com o Ministério da Justiça para trocar informações sobre a evolução da situação de segurança em Boa Vista.
Polícia Militar e Força Tarefa de Boa Vista chegam na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo para conter rebelião que deixou pelo menos 33 mortos, em Roraima (Rodrigo Sales/FolhaBV)

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