quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

PSB de João Campos já foi alvo da maior acusação de corrupção do país, segundo delação de 2017


Em 2017, durante as investigações da chamada maior delação premiada do país, executivos do grupo J&F, controlador da JBS, citaram lideranças do PSB de Pernambuco em depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República. As declarações apontaram supostas negociações de repasses ilegais durante o período eleitoral de 2014.

Nos relatos do delator Ricardo Saud, foram mencionados o então ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo naquele ano, além do então governador Paulo Câmara e do então prefeito do Recife, Geraldo Julio, entre outros nomes ligados ao cenário político pernambucano. Segundo o depoimento, teriam ocorrido negociações envolvendo valores milionários destinados à campanha presidencial e a disputas eleitorais no estado.

Ainda conforme a delação, parte dos valores teria sido paga por meio de contratos e repasses que, segundo o delator, encobriam pagamentos irregulares. À época, os citados negaram irregularidades ou afirmaram que os recursos eram legais e declarados à Justiça Eleitoral, e as investigações seguiram sob análise dos órgãos competentes.

O episódio voltou a ser lembrado em meio ao debate político atual em Pernambuco, especialmente por envolver figuras históricas do PSB, partido que hoje tem como principal liderança no estado o prefeito do Recife, João Campos. Críticos utilizam o caso para questionar a trajetória do grupo político, enquanto aliados afirmam que os fatos pertencem a outro contexto político e seguem sob análise judicial.

O tema continua sendo usado como ponto de debate entre eleitores e analistas políticos, especialmente em períodos de disputa eleitoral, reacendendo discussões sobre ética e responsabilidade na política pernambucana.

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