Em 2017, durante as investigações da chamada maior delação premiada do país, executivos do grupo J&F, controlador da JBS, citaram lideranças do PSB de Pernambuco em depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República. As declarações apontaram supostas negociações de repasses ilegais durante o período eleitoral de 2014.
Nos relatos do delator Ricardo Saud, foram mencionados o então ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo naquele ano, além do então governador Paulo Câmara e do então prefeito do Recife, Geraldo Julio, entre outros nomes ligados ao cenário político pernambucano. Segundo o depoimento, teriam ocorrido negociações envolvendo valores milionários destinados à campanha presidencial e a disputas eleitorais no estado.
Ainda conforme a delação, parte dos valores teria sido paga por meio de contratos e repasses que, segundo o delator, encobriam pagamentos irregulares. À época, os citados negaram irregularidades ou afirmaram que os recursos eram legais e declarados à Justiça Eleitoral, e as investigações seguiram sob análise dos órgãos competentes.
O episódio voltou a ser lembrado em meio ao debate político atual em Pernambuco, especialmente por envolver figuras históricas do PSB, partido que hoje tem como principal liderança no estado o prefeito do Recife, João Campos. Críticos utilizam o caso para questionar a trajetória do grupo político, enquanto aliados afirmam que os fatos pertencem a outro contexto político e seguem sob análise judicial.
O tema continua sendo usado como ponto de debate entre eleitores e analistas políticos, especialmente em períodos de disputa eleitoral, reacendendo discussões sobre ética e responsabilidade na política pernambucana.
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