Apoio do bloco terá um peso estratégico na corrida eleitoral em Pernambuco
Por Anthony Santana

Presidente do Partido Progressistas em Pernambuco, Eduardo da Fonte, e presidente do União Brasil no estado, Miguel Coelho - Fotos: Acervo Folha de Pernambuco
A oito meses para a eleição que vai definir o próximo chefe do Executivo em Pernambuco, os dois principais palanques que se formam para disputar o cargo estão na expectativa pelo posicionamento da federação União Progressistas (PP-UB).
Com mais de 35 prefeitos, 13 deputados estaduais e cinco federais, o grupo tem peso eleitoral que pode fazer diferença na base aliada tanto da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que tentará a reeleição, quanto da Frente Popular, que pode ser liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Em agenda administrativa ontem, Campos chegou a afirmar ter confiança na liderança do ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil (UB) em Pernambuco, Miguel Coelho, que tenta viabilizar-se candidato ao Senado Federal na chapa do aliado socialista. “A decisão que a federação tomar vai ser a adesão seguida pelo conjunto de partidos (o União e o PP). Eu disse aqui e reafirmo, eu acredito na condução de Miguel Coelho dentro da federação", disse o prefeito João Campos.
Prazo
Já o presidente estadual da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), foi enfático em afirmar que o grupo vai aguardar o fim da janela partidária e a formação das chapas proporcionais para então discutir qual candidatura apoiar na eleição para o governo do estado. No entanto, o parlamentar não deixou de observar que existem muitos apoiadores da governadora Raquel Lyra na federação.
“Temos muitos simpatizantes da governadora dentro da federação, mas a gente precisa fechar o arco de alianças e fechar as candidaturas a deputado. As candidaturas majoritárias da federação são consequências dessas montagens”, frisou.
Mais próximo da governadora Raquel Lyra, Eduardo da Fonte também tem o projeto de ser candidato ao Senado. Apesar da existência das duas pré-candidaturas em grupos distintos, o líder partidário negou que haja uma disputa interna e disse que o momento é de diálogo com todas as forças politicas que compõem a federação.
Para Miguel Coelho, a construção da chapa também deverá considerar a construção entre os dois partidos, reforçando que seu nome está à disposição.
“Se PP e União tiverem candidatos ao Senado, é natural que a federação queira ocupar os espaços. Se houver apenas uma vaga, o União também vai defender o seu espaço. Faço isso com a confiança de quem me conhece, de quem me acompanha e, acima de tudo, com a confiança do presidente Rueda”, destacou, em entrevista concedida durante o Baile Municipal, no último sábado.
Apoios
Além da federação União Progressista, outras agremiações com força política no estado também debatem a formação do palanque majoritário. É o caso do Partido dos Trabalhadores (PT), que está empenhado em garantir que o atual senador Humberto Costa (PT) seja prioridade na chapa do gestor recifense, como requisito para um apoio formal da legenda ao socialista. Esse movimento pode reduzir o espaço para os nomes da federação PP-UB e aumentar a tensão na disputa.
Ao participar do Baile Municipal do Recife, Coelho também reforçou o alinhamento com o prefeito João Campos, e lembrou a troca de apoios nas eleições municipais de 2024.
“Tenho certeza. Tenho trabalhado muito nisso desde o início. Essa parceria começou em 2023, quando a gente trouxe o apoio ao prefeito João Campos em 2024, e também recebemos esse apoio em Petrolina”, declarou o político.
Eduardo da Fonte frisou que mantém conversas com Miguel Coelho e com a cúpula nacional do União Brasil, incluindo o presidente Antônio Rueda. O parlamentar descartou a possibilidade de uma intervenção do comando nacional do UB.
“A costura de cima não existe porque eu faço parte de cima. Eu que costurei junto essa federação. Foi construída também por mim, a várias mãos”, declarou.
Outros aliados do prefeito João Campos também buscam viabilizar os seus nomes para o Senado Federal: o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade). A diversidade de nomes gera ainda mais expectativa sobre a formação da chapa da Frente Popular no pleito deste ano.
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