O PP está negociando com o PT um apoio conjunto em alguns estados, dentre eles Maranhão, Piauí e Pernambuco. A ideia de Ciro Nogueira é tentar se salvar no Piauí, e cogita aproximar-se do PT. Em Pernambuco, a tese defendida pelo deputado federal Eduardo da Fonte é de marchar com Humberto Costa, para que eles sejam candidatos na mesma chapa.
Ocorre que na Frente Popular, João Campos tem Humberto Costa como nome natural para o Senado e pelo menos três postulantes para a segunda vaga: Marília Arraes, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho. Para equacionar a tese de Eduardo, João teria que defenestrar três aliados e Eduardo teria que deixar todos os espaços que possui no governo Raquel Lyra.
Um movimento como este teria efeitos colaterais, do lado de João Campos, Marília Arraes já considera ser candidata ao Senado de todo jeito, então criaria um primeiro problema, Silvio Costa Filho por sua vez já avisou que não topa esse movimento e migra pra Raquel, e Rueda disse que como tem a senha do CandEx, dá um cavalo de pau e leva a federação pra Raquel.
No âmbito estadual, os deputados do PP que são base de Raquel como Antonio Moraes, Cleiton Collins, Kaio Maniçoba, Júnior Tércio e Adauto, teriam sérias dificuldades de caminhar com o PT e o PSB, podendo deixar a legenda com a abertura da janela. Mas outros dois teriam dificuldade de migrar para o PP, Dannilo Godoy e France Hacker, aliados da governadora de saída do PSB. Na chapa de federal, Clarissa Tércio, Michele Collins e Mendonça Filho também não conseguiriam ficar na federação em uma aliança com o PT e com o PSB, também podendo deixar a legenda.
O prazo de 4 de abril, estipulado por Eduardo da Fonte de forma legítima, pode não ser o mesmo prazo da governadora e dos próprios filiados à federação, que não irão ficar reféns de uma movimentação à sua revelia. Então o imbróglio está montado para uma eventual aliança entre PT, PSB e PP em Pernambuco.

Nenhum comentário:
Postar um comentário