Do Blog Cenário
O senador Humberto Costa (PT) comentou a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além dos possíveis cenários para as eleições de 2026 em Pernambuco. Em meio às articulações políticas, o petista afirmou que um eventual apoio da gestora estadual ao presidente seria “positivo” e reforçou que o partido quer ampliar o palanque no Estado.
Segundo Humberto, o momento é de construção política e diálogo. “Nós vamos ter uma eleição muito difícil pela frente e vamos querer o voto de todo mundo. Quem quiser votar no presidente será muito bem-vindo”, declarou.
Sobre a possibilidade de Raquel Lyra pedir votos para Lula em Pernambuco, o senador adotou um tom pragmático. “Naturalmente que aqui [em Pernambuco] a governadora… se ela decidir apoiar o presidente Lula, é uma coisa positiva. Eu vejo assim”, afirmou.
Apesar da sinalização, Humberto deixou claro que a definição oficial sobre alianças não será tomada de forma isolada em Pernambuco. “Como o partido vai se posicionar, nós estamos debatendo. Aqui em Pernambuco, pela tradição política e pela relação que nós temos há muito tempo, é possível que a gente esteja com o PSB mais uma vez. Agora, isso é uma decisão que vai ser tomada pela direção nacional”, explicou.
O senador também reconheceu que há divergências internas no Estado, mas que a decisão final é de Lula. “Aqui existem pessoas que apoiam Raquel, outras que gostariam de apoiar João. A decisão sobre a posição do presidente será uma decisão dele”, pontuou.
Humberto minimiza risco de “racha” na esquerda com eventual candidatura de Marília
O senador Humberto Costa (PT), que é prioridade do Partido dos Trabalhadores para a reeleição neste ano, disse não se sentir preocupado com uma possível divisão do voto da esquerda, no caso da ex-deputada Marília Arraes (SD) decidir realmente disputar a eleição para o Senado.
“Não [me preocupo]. Eu tenho trabalhado o meu nome, acho que eu tenho potencial para ter um excelente resultado nessa eleição. As próprias pesquisas mostram que uma parcela muito importante da população de Pernambuco reconhece o trabalho que tenho feito em defesa de Pernambuco e do Brasil, conhece a minha história ao lado do presidente Lula e de todas essas mudanças que aconteceram. Eu fui participante, até porque fui ministro da Saúde do próprio presidente Lula”, destacou.
Nas recentes pesquisas, Marília Arraes tem aparecido como favorita, inclusive superando o próprio parlamentar. A decisão, no entanto, depende de inúmeros fatores, inclusive partidários, uma vez que precisa arrumar uma nova legenda e uma chapa para concorrer, dada a superlotação de pré-candidatos no futuro palanque de João Campos (PSB). Uma das possibilidades tem sido o PDT, que pode ter uma candidatura ao Governo do Estado.
Humberto Costa evitou citar Marília diretamente, mas pontuou que não tem que opinar sobre outras candidaturas e classificou a disputa pelo Senado como uma “batalha” que pretende vencer. “Não cabe a mim definir quem vai participar, quem vai ser candidato. Apenas dizer que, para nós, é prioridade eleger um senador e eu vou nessa batalha. Sobre chapas, é uma discussão para se fazer depois”, concluiu.
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