
A confirmação da candidatura de Silvio Costa Filho ao Senado por Pernambuco carimba uma trajetória exitosa em todas as Casas por onde Silvinho passou. Com a passagem pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o deputado teve seu nome potencializado para todo Brasil e acabou fortalecendo ainda mais sua força política em Pernambuco, colocando-o como um dos principais atores políticos do estado.
A confirmação para disputa ao Senado teve aval direto do presidente Lula, que já vinha sendo consultado por ministros e dirigentes partidários sobre a reconfiguração dos palanques no Nordeste. A leitura no núcleo do Planalto é de que Pernambuco exige uma candidatura com estrutura, trânsito político e capacidade de atrair apoios fora do núcleo duro do PT. Silvio se encaixa nesse desenho. A escolha é pragmática: nome com base consolidada, boa interlocução nos bastidores e aceitação entre lideranças de partidos que compõem a frente ou orbitam o entorno da base aliada.
A candidatura também atende a uma necessidade da legenda em Pernambuco: ocupar espaço majoritário após uma série de derrotas nas últimas disputas estaduais. A leitura é que Silvio Costa Filho chega com densidade eleitoral e capacidade de diálogo, elementos vistos como decisivos diante de uma disputa aberta, que deverá contar com nomes tradicionais da nossa política.
A entrada de Silvio na disputa impõe uma reacomodação imediata nos grupos políticos que ensaiavam nomes para a vaga. Sua presença na corrida ao Senado, já encaminhada no palanque de João Campos, não apenas amplia o campo governista, mas exige definição de espaços e prioridades entre partidos da base. A disputa, que já era vista como fragmentada, agora gira em torno de um nome que carrega o selo do governo federal e se posiciona como peça central no tabuleiro eleitoral do estado.
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