
Ismael Alves – Desde o racha com Eduardo da Fonte (PP) ao longo da semana, Raquel Lyra (PSD) tenta construir uma agenda positiva para oxigenar o projeto de reeleição. O problema é que o solo político tem se movimentado rápido, e a governadora começa a perceber que os fatos avançam em uma velocidade que atropela o seu ritmo.
Com a definição da chapa de João Campos, seu principal adversário, Raquel se viu diante da necessidade de apressar os passos. Após a confirmação da composição da Frente Popular, com Humberto Costa e Marília Arraes na disputa pelo Senado, além de Carlos Costa como vice na chapa socialista, a governadora pôs em prática o que já se desenhava como inevitável. A estratégia era fechar o dia com uma configuração que pudesse oferecer a sensação de equilíbrio do jogo no campo político.
Possível reação do União Progressista amplia tensão no tabuleiro político
Já era noite quando o anúncio veio. O União Brasil, após reunião com a presença da governadora e de dirigentes estaduais, confirmou permanência no palanque governista, indicando Miguel Coelho como nome para o Senado. A outra vaga ainda não foi oficialmente preenchida, mas também segue um roteiro previsível. O Fernando Dueire, aliado direto de Raquel, se coloca como pré-candidato à reeleição, compondo naturalmente o desenho.
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