Ismael Alves - O clã político liderado pelo ex-deputado Silvio Costa vive o seu momento de maior robustez em Pernambuco. A definição de Carlos Costa como o nome para a vice na chapa de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo do Estado consolida uma estratégia de expansão iniciada após o pleito de 2018. Naquela ocasião, Silvio Costa tentou uma vaga no Senado e terminou em 5º lugar, com pouco mais de 680 mil votos, cerca de 10% dos votos válidos, em uma eleição vencida por Humberto Costa e Jarbas Vasconcelos. O resultado que poderia sinalizar um recuo foi o reagente para uma ascensão meteórica do grupo.
Química na arquitetura política
Silvio Costa é o precursor e grande arquiteto desse clã. Professor de química por formação e ex-líder combativo do governo Dilma na Câmara, ele pavimentou o caminho para os filhos. Em 2018, enquanto ele buscava o Senado, Silvio Costa Filho já acumulava três mandatos como deputado estadual e, por escalação do pai, concorreu pela primeira vez à Câmara Federal. Foi eleito com votação expressiva, reeleito em 2022 e hoje ocupa o Ministério de Portos e Aeroportos no governo Lula, sendo peça expressiva na articulação do Republicanos em Brasília. Licenciado da Câmara, ele buscará a reeleição.
No mesmo ano de 2018, o clã também apresentou João Paulo Costa, que conquistou seu primeiro mandato como deputado estadual. Desde então, os filhos nunca perderam uma eleição e ampliaram a capilaridade do grupo por todo o território pernambucano, garantindo respaldo tanto na base estadual quanto no alto escalão federal.
Projeto Majoritário para 2026
A indicação de Carlos Costa para a vice de João Campos na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas é mais um passo que potencializa a força do grupo. Silvio Costa, o patriarca, demonstra que mantém a leitura precisa do tabuleiro. Ele transformou o insucesso da sua candidatura em 2018 em uma estrutura de poder que agora busca governar Pernambuco ao lado do atual prefeito do Recife. A química do velho Silvio continua produzindo resultados práticos e incontestáveis na política.

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