Uma proposta habitacional ligada ao bilionário Elon Musk voltou a ganhar destaque nas notícias internacionais e começou a despertar interesse no mercado brasileiro. Trata-se de uma casa pré-fabricada modular associada à Tesla e à empresa Boxabl, anunciada por um valor atrativo de menos de US$ 10 000 — algo raro no cenário global da construção civil.
O modelo compacto inclui seis painéis solares e uma bateria Powerwall integrada, capaz de gerar até 140% da própria energia, além de um sistema que reutiliza quase 98,5% da água consumida. Em teoria, isso permitiria que a residência fosse praticamente autossuficiente em energia e recursos, abrindo caminho para quem busca soluções mais baratas e sustentáveis para morar.
A tecnologia, desenvolvida pela startup Boxabl, usa um método de construção industrializado em que a casa sai da fábrica e é montada rapidamente no local, reduzindo drasticamente os custos normalmente gerados pela construção tradicional. A ideia já teria chamado atenção global, com mais de 160 000 pedidos acumulados internacionalmente.
Mas apesar do preço “surpreendentemente baixo”, especialistas e críticos levantam questionamentos sobre sua viabilidade no Brasil. Entre os pontos de debate estão a necessidade de adequação às normas locais de construção, logística de transporte e montagem, possíveis custos adicionais com fundação e infraestrutura urbana, e regulamentação para geração própria de energia solar e armazenamento.
Com o custo médio do metro quadrado no Brasil atingindo patamares altos, muitos veem a proposta como uma possível alternativa para ampliar o acesso à casa própria — embora outros alertem que “ter um preço baixo no papel” nem sempre se traduz em realidade prática.

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