
Lula e Renan Filho posam para fotos durante evento no Palácio do Planalto. Assessoria
A discussão sobre a vaga de vice na chapa do presidente Lula em 2026 pode não dar em nada no jogo político alagoano – desde que fique com está, com Geraldo Alckmin. Mas se o presidente decidir entregar a indicação ao MDB, o cenário eleitoral pode mudar da água para o vinho.
Isto porque a escolha de Lula , desta vez, pode ter efeitos diretos também em Alagoas. O senador Renan Calheiros disse que, se o MDB for convidado para compor como vice, o partido terá maioria para formalizar o apoio à reeleição do presidente.
A tese não é nova. Em outubro do ano passado, Renan esteve com Lula na Granja do Torto, acompanhado de lideranças emedebistas. Foi lá dizer ao presidente que há resistência interna no MDB à aliança nacional, mas uma eventual indicação do vice poderia consolidar o apoio do partido. Nessa quarta-feira (12/02) o senador surpreendeu. Segundo ele, se Lula convidar o MDB para a vice, “teremos maioria na convenção” (do MDB nacional).
No páreo, dois nomes despontam como alternativas viáveis dentro do partido: o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho. Ambos representam força regional e trânsito nacional. A movimentação, no entanto, enfrenta reação do PSB, partido do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, que resiste à perda de espaço na chapa.
As articulações estão apenas começando. Mas o impacto pode ser significativo.
No plano nacional, a entrada formal do MDB como parceiro majoritário ampliaria a base de sustentação de Lula no centro político. No plano local, especialmente em Alagoas, o efeito seria imediato.
Renan Filho é hoje o principal nome do grupo governista para disputar o governo estadual em 2026. Caso fosse escolhido para a vice de Lula, deixaria o projeto local para assumir missão nacional. E aí surge a pergunta inevitável: quem seria o candidato ao governo em seu lugar?
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