
Do Blog Portal das Cidades - A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) autorizou a abertura de inquérito policial contra o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), após episódio ocorrido durante o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em julho de 2025.
A decisão monocrática atende a pedido encaminhado pela autoridade policial e teve parecer favorável do Ministério Público de Pernambuco, que reconheceu haver indícios mínimos para apuração dos fatos.
Entenda o caso
A confusão aconteceu na Praça Mestre Dominguinhos, um dos principais polos do tradicional Festival de Inverno de Garanhuns.
A discussão envolveu o prefeito, o deputado estadual Cayo Albino (PSB), filho do gestor municipal, e o vereador Ruber Neto (PSD).
Imagens que circularam nas redes sociais mostram momentos de troca de agressões físicas durante o evento público.
Acusações
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o vereador Ruber Neto acusa o prefeito de ter determinado que seguranças tomassem o celular utilizado para registrar imagens relacionadas à fiscalização de possíveis irregularidades na gestão municipal.
O documento ainda relata que um assessor do parlamentar, identificado como Thiago José Farias Torres, teria sido derrubado durante a confusão.
O delegado responsável solicitou a instauração de inquérito para apurar o crime de ameaça, considerando o contexto descrito no ofício encaminhado ao Judiciário.
Manifestação do MPPE e decisão judicial
O Ministério Público de Pernambuco se posicionou pelo deferimento da instauração do inquérito, destacando a existência de indícios mínimos de materialidade e autoria.
Na decisão, o desembargador Mauro Alencar de Barros ressaltou que os fatos teriam ocorrido em contexto diretamente relacionado à atuação funcional do investigado enquanto prefeito municipal, durante evento público vinculado à administração municipal. Em razão do foro privilegiado, o caso será analisado no âmbito da Corte competente.
Prefeitura não comenta
Procurada, a Prefeitura de Garanhuns informou que não vai se manifestar sobre a decisão neste momento.
O inquérito agora seguirá para apuração dos fatos, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa aos envolvidos.
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