Primeira parcela já está sendo liberada e Recife vai receber mais de R$ 116 milhões; Gravatá recebe cerca de R$ 6,25 milhões nesta primeira etapa; valor total destinado aos municípios chega a R$ 1,4 bilhão.

O dinheiro da concessão parcial da Compesa começou a cair na conta das prefeituras de Pernambuco. Ao todo, os municípios vão dividir R$ 1,4 bilhão, e agora está sendo paga a primeira parcela, que soma cerca de R$ 844 milhões, o equivalente a 60% do total.
Esse valor faz parte da outorga paga pelas empresas que venceram o leilão da concessão dos serviços de esgoto no estado. O restante do dinheiro será pago em mais duas parcelas: 20% daqui a seis meses e os últimos 20% em até dois anos.
Quanto cada município recebe agora na primeira parcela?
Os valores variam de acordo com o tamanho da população e também por uma divisão igualitária entre as cidades que aderiram ao modelo. Veja alguns exemplos da primeira parcela (60%):
Recife – aproximadamente R$ 116,6 milhões
Jaboatão dos Guararapes – cerca de R$ 53,2 milhões
Petrolina – aproximadamente R$ 41 milhões
Garanhuns – cerca de R$ 15 milhões
Caruaru – aproximadamente R$ 37 milhões
Olinda – cerca de R$ 32 milhões
Gravatá – aproximadamente R$ 6,25 milhões
Municípios menores, como Calumbi e Solidão, recebem cerca de R$ 4,1 milhões cada nessa primeira etapa.
Os prefeitos estão satisfeitos. Não é todo dia que entra esse volume de dinheiro nos cofres municipais. Em muitos casos, representa um reforço importante para fechar as contas e iniciar novas obras.

Mas a grande pergunta é: como esse dinheiro será usado?
O Governo do Estado informou que os recursos podem ser aplicados em obras estruturadoras, principalmente em saneamento, abastecimento de água e infraestrutura urbana. Porém, a decisão final é de cada prefeitura.
E aí entra uma realidade que muita gente conhece: em várias cidades, a água chega até o município, mas não chega em todas as casas, porque falta rede, falta ligação, falta investimento interno. É como quando você constrói sua casa e pede ligação à Compesa: a companhia leva o ponto de água até a frente, mas a instalação dentro da residência é por conta do morador. No caso das cidades, muitas vezes cabe à prefeitura complementar essa estrutura.
Agora, com esse dinheiro em caixa, os moradores de Pernambuco vão acompanhar de perto para saber o que os prefeitos vão fazer:
Vai virar obra?
Vai melhorar o abastecimento?
Vai resolver o problema da água que não chega às torneiras?
Ou vai ser destinado a outras prioridades?
O fato é que os recursos já começaram a ser liberados e, até abril, a maior parte dessa primeira parcela estará nas contas das prefeituras pernambucanas.
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