quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Alvo da PF, família Coelho comanda Turismo da Prefeitura do Recife desde 2023; festa “privada” de Réveillon é criação do grupo

Grupo desembarcou na gestão João Campos em setembro de 2023 e estão à frente do Turismo e Lazer até hoje

Atingida por uma megaoperação da PF que teve como alvo 19 pessoas físicas, 14 empresas e 3 repartições públicas, por suspeita de desvios de recursos de emendas parlamentares, a família Coelho tem como berço político o município de Petrolina, mas domina um feudo de poder na mais importante e rica prefeitura de Pernambuco, a do Recife.

Desde setembro de 2023, o grupo político comanda a Secretaria de Turismo e Lazer da gestão do prefeito João Campos (PSB), inicialmente sob o comando direto do deputado Antônio Coelho (União) e desde o início de 2025 com a nomeação do publicitário Thiago Angelus.

Além da privatização da festa do Réveillon, com área pública e camarote VIP pago, e domínio direto das pactuações com patrocinadores, a gestão do grupo no Turismo é marcada pelo desembarque no Recife da mesma empresa de publicidade que faz o marketing institucional da Prefeitura de Petrolina: a Pettra Propaganda e Publicidade Ltda., que venceu licitação junto a outras quatro empresas em março de 2025.

Na execução orçamentária, a novata Pettra, com matriz no Sertão do São Francisco, foi a que mais realizou serviços junto à Secretaria em 2025 (R$ 2,2 milhões).

A Secretaria tem disponibilidade orçamentária de R$ 43,6 milhões para o ano de 2026 e é estratégica na mobilização e realização de ações temporárias nos períodos festivos, sobretudo o Carnaval e o Réveillon.

A estratégia de conceder à iniciativa privada um trecho da praia do Pina para realizar o festival Virada Recife foi uma medida da sua gestão à frente da Pasta. Mesmo sem vencer licitação, um grupo de produção de festas muito próximo do clã – e com experiência no mercado – termina organizando e administrando o evento, que na edição de 2025 teve problemas na prestação de contas, com suposta subnotificação de receitas.

Em nota, Miguel e o seu irmão, o deputado federal Fernando Coelho, negaram irregularidades e acusaram “viés político” da operação, sem indicar quem seria o suposto articulador ou interessado. Eles negaram irregularidades e afirmaram que as emendas em questão trouxeram desenvolvimento para Petrolina.

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