sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Operação da PF terá efeito colateral na chapa?


Do Blog do Elielson - A operação deflagrada pela Polícia Federal e que teve como alvos integrantes da família Coelho — entre eles, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho — acendeu um sinal de alerta no ambiente político pernambucano. Mais do que o campo jurídico, o impacto imediato pode ser também eleitoral. A pergunta que passou a circular nas articulações é objetiva: haverá efeito colateral na montagem das chapas majoritárias para 2026?

Até então, o ex-prefeito de Petrolina era tratado como uma peça relevante no tabuleiro, sobretudo após a consolidação de uma das vagas ao Senado na chapa do prefeito do Recife, João Campos, com o senador Humberto Costa. O sertanejo surgia como uma das possibilidades de atração da Federação União Progressista, numa composição que buscaria ampliar a base e fortalecer o projeto eleitoral.

No campo governista, a governadora Raquel Lyra chegou a sinalizar a possibilidade de a Federação União Progressista ocupar duas vagas em sua chapa majoritária, incluindo o próprio líder petrolinense entre as alternativas. O gesto foi interpretado como um movimento claro de valorização de um grupo político com forte presença no Sertão e densidade eleitoral consolidadCom a repercussão da operação, o cenário passa a exigir novas avaliações. Resta saber se João e Raquel manterão essa lógica de composição ou se poderão reavaliar o espaço destinado à federação. Ao mesmo tempo, abre-se margem para um afunilamento natural das opções.

Nas articulações políticas, cresce a leitura de que a disputa poderá se concentrar entre o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e a ex-deputada federal Marília Arraes, que lidera as pesquisas e mantém forte competitividade eleitoral com João Campos, e a governadora buscando outras possibilidades.

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