
Do Blog do Luiz Neto - Na política, como no xadrez, não vence quem move mais peças, mas quem antecipa o fim da partida. E, nos últimos movimentos, a governadora Raquel Lyra mostrou que está jogando com estratégia de longo alcance, enquanto João Campos parece cada vez mais pressionado.
Ao evitar cravar apoio imediato a Miguel Coelho para o Senado e manter o cenário em aberto na federação União Brasil–PP, Raquel não recuou — calculou. Protegeu seu rei, manteve suas torres alinhadas e deixou bispos e cavalos livres para ocupar espaços decisivos. No xadrez político, quem revela o plano cedo demais perde vantagem.
João Campos, por outro lado, vinha apostando em ocupar o centro com discurso, articulações e projeção nacional. Mas centro sem sustentação vira alvo. Quando o adversário fecha diagonais e trava rotas de fuga, a pressão aumenta. E pressão constante leva ao erro.
O movimento da governadora reorganiza o jogo no campo adversário. Ao manter Miguel como peça estratégica e não como decisão consumada, ela amplia possibilidades, testa lealdades e observa quem realmente está disposto a avançar duas casas — e quem prefere ficar parado.
Nos bastidores, o silêncio de Raquel fala alto. Cada declaração contida é uma peça defendida. Cada gesto calculado é uma ameaça velada. João, que imaginava ditar o ritmo da partida, agora precisa responder. E responder sob ataque nunca é confortável. E Miguel, no final, vejam onde vai ficar. Responde para mim você acha que @miguelcoelhope vai ficar com João Campos ou com Raquel Lyra, o blog quer saber sua opinião.
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