quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A liderança na intenção de voto versus aprovação elevada

 

Foto: Divulgação

Por Edmar Lyra

Os números indicam, neste momento, uma vantagem quantitativa consistente de João Campos na disputa. Com 48% das intenções de voto no primeiro turno, ele supera individualmente todos os adversários e também a soma deles, que alcança 42%. Considerando apenas os votos válidos, seu percentual ultrapassa a maioria absoluta, o que evidencia uma liderança consolidada dentro do eleitorado que declara preferência por algum candidato. Além disso, no cenário de segundo turno, João mantém vantagem de 51% a 40%, repetindo uma diferença de dois dígitos e demonstrando competitividade tanto na disputa fragmentada quanto no confronto direto.

Raquel Lyra aparece em segundo lugar, com 35% das intenções de voto, mantendo um patamar relevante e distante dos demais concorrentes. O dado mais expressivo a seu favor está na avaliação administrativa: 60% aprovam sua gestão, índice elevado para uma governadora em exercício. Essa aprovação indica base social significativa e potencial de mobilização eleitoral. Ao mesmo tempo, existe uma diferença de 25 pontos entre aprovação (60%) e intenção de voto (35%), o que revela que parte do eleitorado que avalia positivamente o governo ainda não converte essa percepção em apoio eleitoral à sua candidatura.

No quesito rejeição, João Campos registra 36%, enquanto Raquel Lyra aparece com 40%. A diferença é moderada, mas relevante em cenário polarizado. Rejeição mais baixa amplia margem de crescimento e reduz barreiras em um eventual segundo turno. Já os demais candidatos apresentam índices de rejeição elevados e intenção de voto reduzida, o que limita, até o momento, a capacidade de expansão competitiva desses nomes.

O conjunto dos números aponta para três vetores claros: liderança numérica e maioria nos votos válidos para João Campos; aprovação administrativa robusta para Raquel Lyra, ainda parcialmente dissociada da intenção de voto; e um ambiente de disputa concentrado entre os dois principais nomes, com baixa densidade eleitoral das candidaturas alternativas. Trata-se de um cenário estável no momento, com vantagem quantitativa definida, mas com indicadores que mostram potenciais espaços de movimentação ao longo da campanha.

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