O
deputado Sílvio Costa, um dos mais fieis aliados do senador Armando Monteiro em
Pernambuco desde as eleições de 2010, talvez seja obrigado a descolar do
projeto político do petebista na próxima sucessão estadual. Ele já comunicou à
cúpula do PT que aceita se filiar a esse partido para se apresentar aos
eleitores pernambucanos como “o senador de Lula” em 2018, caso o petista
Humberto Costa decida não concorrer à eleição. O deputado é sabidamente um
político ousado e hábil e já deu várias demonstrações de sua ousadia. Saltou da
Assembleia Legislativa para a Câmara Federal em pouco tempo e lá se transformou
rapidamente num “político nacional” ao assumir com coragem e desenvoltura a
defesa da ex-presidente Dilma no processo de impeachment. Ele parece convencido
de que apesar do desgaste do PT e de Lula, esquerda e direita continuam vivas
em Pernambuco e deseja ser o senador do primeiro grupo.
Projetos políticos conflitantes
Como diz o ministro Bruno Araújo (Cidades), principal líder do PSDB pernambucano, ainda “é cedo” para se falar em 2018, embora todos os políticos que têm projeto majoritário já estejam se mexendo, inclusive ele. O do senador Armando Monteiro (PTB), até prova em contrário, é disputar a sucessão de Paulo Câmara numa aliança com o DEM/PSDB, o que excluiria o PT desse projeto.
Como diz o ministro Bruno Araújo (Cidades), principal líder do PSDB pernambucano, ainda “é cedo” para se falar em 2018, embora todos os políticos que têm projeto majoritário já estejam se mexendo, inclusive ele. O do senador Armando Monteiro (PTB), até prova em contrário, é disputar a sucessão de Paulo Câmara numa aliança com o DEM/PSDB, o que excluiria o PT desse projeto.
Vácuo > Na
hora em que a maioria da classe política quer distância do PT e principalmente
de Lula, o deputado Sílvio Costa (PTdoB) faz caminho inverso. Ele circulou
sábado pelos galpões da Ceasa e lá pôde constatar que o voto “anti-impeachment”
está mais vivo do que nunca em Pernambuco.
Aviso > Sílvio
Costa já teria dado ciência a Armando Monteiro de que o apoiará para o Governo
do Estado ou para o Senado em 2018, desde que em aliança com o PT/PDT/PRB. Com
PSDB e DEM, jamais!
Herdeiro > Caso
se transforme no “senador de Lula” em 2018, Sílvio Costa pretende lançar o
filho, Silvinho (PRB), líder da Oposição na Assembleia Legislativa, para substituí-lo
na Câmara Federal.
Lacuna > Caso
não mudem de ideia até 2018, Humberto Costa, João Paulo e Fernando Ferro, todos
petistas, deverão disputar vaga na Câmara Federal, onde o PT pernambucano não
tem ninguém.
Ousadia > Embora
faça oposição ao PSB, Sílvio Costa inspira-se em Eduardo Campos para disputar o
Senado em 2018. “Ele percebeu em 2006 que o ‘arraesismo’ não estava morto em
Pernambuco, assim como o ‘lulismo’ também não está, e por isso ganhou a
eleição. Vou inspirado nele”.
Titular > De
comum acordo, os ministros Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) e Bruno
Araújo (Cidades) indicaram o diretor-presidente do Detran-PE, Charles Ribeiro,
para membro titular do Contran (Conselho Nacional do Trânsito). Diz-se ter sido
um reconhecimento ao trabalho que faz em PE.
Fiador > Prestes
a assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, o vice-governador
Raul Henry entende que o PMDB pode ficar, sim (por que não?), com duas vagas na
chapa majoritária da Frente Popular em 2018: a dele próprio e a de Jarbas
Vasconcelos (Senado). Caso isso ocorra e Paulo Câmara vença a eleição, o PMDB
(quem diria?), passará a ser o principal avalista do governo estadual após a
guerra fratricida de 2010.
Por Inaldo Sampaio

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