sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Lula tem entrevista mais tranquila e passa ileso no JN

 

Foto: Divulgação

Lula tem entrevista mais tranquila e passa ileso no JN 

Após a entrevista do presidente Jair Bolsonaro (PL) na última segunda-feira, que foi recebido com um tom mais duro pela bancada do Jornal Nacional, foi a vez do ex-presidente Lula falar no principal telejornal do país. A bancada composta por William Bonner e Renata Vasconcelos iniciou a pergunta sobre corrupção frisando que Lula não deve mais nada a justiça por conta do petrolão, e questionou como seria a atuação de um terceiro governo Lula no combate à corrupção.

O ex-presidente afirmou que corrupção só aparece no governo quando se deixa investigar, afirmando que fortaleceu o MPF, a PF e garantiu que os órgãos de controle pudessem investigar qualquer tipo de corrupção, inclusive a que envolve o presidente e seus aliados. Já sobre a relação política com o Congresso Nacional, repetiu Bolsonaro e disse que iria dialogar com os parlamentares do centrão, fez apenas o adendo de que iria acabar com o orçamento secreto ao afirmar que o seu adversário virou uma espécie de bobo da corte por não ter o controle do orçamento que ficou nas mãos de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados.

Apesar de criticar a situação, não ficou muito claro como seria num eventual governo Lula a relação com o Congresso sem o advento das emendas de relator, batizada de orçamento secreto, Lula disse apenas que iria conversar com os parlamentares como se fosse fácil reduzir o poder do legislativo somente com diálogo. Lula também não quis se comprometer com a questão da lista tríplice da Procuradoria Geral da República, apesar de criticar a medida de Bolsonaro, de ter escolhido Augusto Aras fora da lista tríplice, não garantiu na entrevista que iria fazer diferente e retomar a escolha do mais votado pela categoria de procuradores.

Ao fim da entrevista, Lula passou bem pela bancada do Jornal Nacional, ora pela postura mais amena de Bonner e Renata, ora pela própria capacidade de comunicação de Lula, que indiscutivelmente é mais eloquente que seu adversário. Assim como Bolsonaro, Lula não perdeu votos na entrevista e pode ter ganhado alguns eleitores indecisos e sintonizados com alternativas da terceira via.

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