domingo, 21 de agosto de 2022

ELES ESTÃO VOLTANDO: Petistas alvos de escândalos de corrupção voltam à cena política na esteira de Lula




Nomes importantes do PT que protagonizaram escândalos de corrupção trabalham para voltar à cena na esteira da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. Os ex-governadores Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e Fernando Pimentel (Minas Gerais) vão concorrer à Câmara dos Deputados, enquanto o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli já atua como um dos colaboradores para a área de energia da campanha do petista.

Assim como Lula, os aliados enfrentaram investigações que se arrastaram por anos e, agora, são vistos pelo partido como peças estratégicas para um eventual futuro governo. O próprio ex-presidente conclamou antigos aliados, como Pimentel e Agnelo, a disputarem cadeiras no Congresso. A ideia é contar com políticos experientes para formar uma base capaz de garantir a governabilidade. Gabrielli, por sua vez, já entrou em ação, contribuindo com a elaboração de propostas. As informações são do O Globo.


Nesta semana, Pimentel foi absolvido de uma das ações originárias da Operação Acrônimo, que o investigou por suspeitas de corrupção durante o período em que ele foi ministro de Dilma Rousseff. No mesmo dia em que obteve a vitória na Justiça, o ex-governador participou do primeiro grande ato de campanha de Lula, em Belo Horizonte.

Antes, Pimentel já havia sido inocentado em três ações na Justiça Eleitoral de Minas Gerais, assim como teve uma denúncia rejeitada na Justiça Federal, todas decorrentes da investigação conduzida pela Polícia Federal entre 2015 e 2016. O ex-governador foi acusado de receber propina em mais de uma delação premiada, entre elas uma firmada por um amigo seu, Benedito Rodrigues de Oliveira. Ele disse que ambos integravam um esquema de corrupção. Pimentel ainda é réu numa outra ação em curso.

A situação de Agnelo é mais delicada. Ele foi condenado por improbidade administrativa e pode ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, o que o impediria de concorrer. O processo foi aberto após o petista ter inaugurado um centro administrativo, no último dia de seu governo, que nunca foi ocupado. A Procuradoria Regional Eleitoral no DF já pediu a impugnação da candidatura de Agnelo. A defesa, porém, pediu mais tempo para que a Justiça Eleitoral avaliasse o caso, sob argumento de que houve uma alteração da lei de improbidade, aprovada pelo Congresso. Além disso, na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a mudança na legislação pode beneficiar réus em ações instauradas antes da alteração, a depender do caso. Cada processo deve ser analisado individualmente, contudo.

Elogios do chefe

Já Gabrielli enfrentou problemas na esfera administrativa. Ele foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por prejuízos provocados à Petrobras na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, mas tem recebido apoio de Lula, inclusive durante atos públicos. Procurada, a defesa do ex-presidente da Petrobras disse ao GLOBO que ele sofre perseguição e que jamais foi denunciado criminalmente em qualquer instância ou tribunal. Já Pimentel diz que é inocente de todas as acusações. O ex-governador acrescentou que, “neste cenário”, foi “convocado por Lula para concorrer a uma vaga de deputado federal por Minas Gerais” e que sua experiência será importante “no futuro governo Lula”. Agnelo não retornou aos contatos.

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